Porto Editora disponibiliza resumos de obras literárias para telemóveis
Versões resumidas de obras como Memorial do Convento ou Felizmente Há Luar! estão agora disponíveis para telemóvel, numa iniciativa da Porto Editora, que procura "adaptar os conteúdos aos dias de hoje" sem substituir os antigos suportes.
Lusa | 2010-03-03
"A disponibilização de conteúdos digitais para suportes móveis é um passo que andávamos a preparar há alguns meses e que agora damos, apostando numa área que nos é bastante querida: a educação", revelou Paulo Gonçalves, do gabinete de comunicação e imagem da Porto Editora, à agência Lusa.
Os conteúdos da colecção Resumos Mobile foram organizados por professores especializados e desenvolvidos para iPhone e para telemóveis com sistema operativo Symbian S60 (por exemplo, Nokia N73, N78 e N95), sendo compatíveis com iPod touch e iPad.
Segundo o responsável, estão disponíveis "resumos de estudo de obras em língua portuguesa de autores consagrados que são abordados no ensino secundário", com vista a "apoiar o estudo dos alunos que, quando estão a preparar-se para os exames, podem agora aceder a conteúdos via telemóvel", seja para leitura ou audição.
Às obras Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro, e O Memorial do Convento, de José Saramago, juntar-se-ão, em breve, Os Maias, de Eça de Queirós, Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, Mensagem, de Fernando Pessoa, ou Os Lusíadas, de Luís de Camões.
"A partir de agora é possível vermos jovens estudantes na rua com os seus telemóveis e os seus auriculares a ouvir os resumos", assim se preparando "para os exames ou para as provas", declarou Paulo Gonçalves, salientando que as novas plataformas não pretendem substituir outras, mas sim oferecer "opções complementares".
Nessa lógica, "esta forma de aceder aos conteúdos educativos não vai retirar a utilização dos livros auxiliares", podendo até "estimular o acesso ou o interesse por esse tipo de edições".
"A nossa experiência diz-nos que a disponibilização de novos formatos, novos suportes, aumenta o interesse nos conteúdos por parte dos utilizadores. E isso tem reflexo na procura de edições em papel", acrescentou.
Os conteúdos podem ser adquiridos na Apple Store, no site da Porto Editora ou na sua versão mobile, alojada em http://m.portoeditora.pt/, onde é também possível aceder a uma enciclopédia, a 13 dicionários e ao Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa.
Aqui, além de uma versão para a generalidade dos telemóveis com acesso à Internet, existe uma outra, especialmente concebida para ambiente iPhone.
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Ensino online produz melhores resultados do que as aulas convencionais CienciaPT | 2010-01-28 |
Os estudantes que recebem toda ou parte da sua formação através da internet obtêm, em geral, um melhor desempenho do que aqueles que simplesmente assistem às aulas presenciais. Esta é a conclusão de um grupo de investigadores norte-americanos do Departamento de Educação dos E.U.A., que analisou 99 estudos sobre esta temática entre os anos de 1996 e 2008.
A investigação tem por base uma amostra composta por alunos do ensino básico, secundário e estudantes universitários, com especial incidência para esta última categoria.
Os resultados deste estudo, realizado em colaboração com o instituto de investigação SRI International, revelam que 6 de cada 10 jovens que utilizam métodos de ensino online aprovam com boas notas as provas curriculares, face a 5 de cada 10 que que recorrem unicamente ao modelo tradicional de classes presenciais.
Apesar do método online registar uma taxa de sucesso mais elevada, os investigadores constataram que o êxito foi ainda mais notório quando se combinam os dois modelos - online e presencial - mediante o sistema de Blended-learning.
Diana Duarte, Directora Docente da Master.D Portugal, refere a este respeito que "as novas tecnologias de informação e comunicação oferecem enormes potencialidades ao ser humano no decurso do seu processo de aprendizagem. Entre todas as vantagens que a educação online congrega, penso que a mais importante é a criação de experiências individuais de formação que despertam o interesse e curiosidade do indivíduo e que fomentam, simultaneamente, uma maior autonomia, espírito crítico e ânsia por novos conhecimentos."
Por outro lado, os especialistas da empresa de formação à distância Master.D, afirmam que os jovens portugueses recorrem pouco às novas tecnologias de informação como ferramenta auxiliar de estudo. "As instituições de ensino desempenham um papel fundamental na educação e formação dos alunos e devem ajudá-los a explorar as potencialidades das TIC enquanto suporte pedagógico. As novas metodologias e sistemas de ensino são fundamentais para garantir um nível de formação mais elevado e o desenvolvimento das aptidões da nossa comunidade de estudantes."
Computadores Magalhães custaram entre 40 e 50 milhões de euros à Acção Social Escolar Público | 2009-12-15 | Segundo o Governo, foram entregues cerca de 405 mil computadores Magalhães.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Paulo Campos, revelou ontem que o programa e-escolinha (Magalhães) custou entre 40 a 50 milhões de euros à Acção Social Escolar (ASE) e 20 milhões aos operadores de telecomunicações. O secretário de Estado, que falava à margem da entrega do Prémio Zon Criatividade em Multimédia, disse que o contributo do Estado para o financiamento dos computadores portáteis "não vai além dos 50 milhões".
De acordo com um esclarecimento do Ministério das Obras Públicas enviado ao PÚBLICO, as operadoras já contribuíram com 30 milhões de euros para o programa Magalhães, enquanto os beneficiários pagaram um total que ronda os 12 milhões de euros. "Uma vez que as adesões ao serviço de Internet são anuais, não é possível neste momento ter as contas fechadas, motivo pelo qual os valores não são os finais", acrescenta-se.
Segundo o Governo, foram entregues 406.085 computadores Magalhães, que tiveram um custo no fabricante de 208 euros. Tendo por base estes valores, a JP Sá Couto (a empresa que monta os portáteis) tem a receber pelo menos 85 milhões de euros. Paulo Campos sublinhou que "a ASE não pagou os Magalhães, mas sim a diferença" entre as condições gerais da oferta e os apoios previstos consoante os escalões dos beneficiários da ASE.
Ao contrário do e-escolas, onde vigorou o co-financiamento entre operadores de telecomunicações e Estado, no e-escolinhas (um programa genericamente incluído no e-escolas, mas que tem pressupostos de financiamento diferentes), as empresas apenas tiveram de contribuir nos casos em que houve adesão dos alunos à banda larga e que se saldaram em "alguns milhares".
Assim, coube ao Estado assegurar a maioria dos custos do programa, financiando não só os portáteis dos alunos carenciados, mas assumindo também a diferença de 158 euros entre o custo no fabricante (208 euros) e os 50 euros pagos pelos alunos não beneficiários.
Na sexta-feira, durante o debate do orçamento rectificativo, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu no Parlamento que um dos objectivos deste orçamento foi reforçar as verbas da Acção Social Escolar.
Magalhães custou 50 milhões ao Estado Operadoras contribuíram com 20 milhões. Correio da Manhã | 2009-12-14 | O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Paulo Campos, revelou esta segunda-feira que a Acção Social Escolar (ASE) gastou uma verba entre 40 a 50 milhões de euros no programa e-escolinha (Magalhães), enquanto as operadoras móveis dispuseram para o projecto 20 milhões de euros.
Os números foram apresentados pelo governante, que manteve a mesma pasta do anterior Executivo, à margem da entrega do Prémio Zon Criatividade em Multimédia. Paulo Campos explicou que 'o envolvimento dos operadores com e-escolinha é de 20 milhões de euros' e que o contributo do Estado 'não vai além de 50 milhões'.
O secretário de Estado explicou que foram entregues 400 mil computadores Magalhães', com um custo individual de 208 euros. Com este preço, a empresa fornecedora dos portáteis, a JP Sá Couto, vai embolsar uma verba que ronda os 83 milhões de euros.
Paulo Campos voltou a defender a ideia de que o concurso de adjudicação foi transparente e que não houve entrega directa à JP Sá Couto. O governante adiantou que as operadoras de telecomunicações consultaram previamente cerca de dez marcas, antes de se decidirem pela 'melhor oferta'. O secretário de Estado reforçou ainda a ideia de que a Comissão Europeia está a investigar o projecto e-escolhinha como um todo, e não apenas a parte relativa à adjudicação.
As explicações de Paulo Campos surgem em resposta à notícia de sexta-feira, através da qual se ficou a saber que, pouco antes de deixar o cargo, o ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Mário Lino transferiu uma verba de 180 milhões de euros da Acção Social Escolar para financiar os programas de computados. No Parlamento, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que um dos objectivos do orçamento rectificativo, aprovada na sexta-feira, foi o de reforçar as verbas deste apoio social a alunos carenciados.
O PSD já anunciou que vai propor a criação de uma Comissão de Inquérito Parlamentar para investigar o programa de entrega de computadores.
Em Londres: Escola testa utilização de iPhones com os alunos Uma escola londrina distribuiu iPhones a um número limitado de alunos para testar a utilização do smartphone em contexto educacional. Teste vai durar sete meses. Sol | 2009-12-11 | No total são 30 os estudantes abrangidos no teste, com idades entre os sete e os 11 anos, que irão testar a utilização do dispositivo durante sete meses.
De acordo com o portal Kable, o projecto está a ser desenvolvido pela Gumley House Convent School em parceria com uma empresa de tecnologia para o sector da Educação e tem como base uma investigação académica sobre a utilização das novas tecnologias no contexto educacional.
A instituição londrina foi escolhida porque segundo os responsáveis pelo estudo, foi aquela em que os estudantes demonstraram mais interesse nas novas tecnologias, nomeadamente na utilização de aplicações de apoio à aprendizagem.
Citado pelo portal um dos responsáveis pela iniciativa, Simon Elledge, considera que «na maioria das escolas os telemóveis são vistos como distracção e são banidos da sala de aula. Mas, como as tecnologias estão cada vez mais integradas no nosso dia-a-dia, queremos perceber como é que poder ser utilizadas de forma positiva no ambiente educacional».
O objectivo é promover a utilização das aplicações úteis existentes para o iPhone, sempre sob o olhar atento dos professores, que irão depois realizar testes cujos resultados serão analisados pelos investigadores.
Governo disponibilizou 50 milhões de euros para aquisição de novos portáteis Novos Magalhães vão ser adquiridos através de concurso público. Correio da Manhã | 2009-12-11 | O Governo vai gastar 50 milhões de euros na compra de 250 mil portáteis destinados a alunos e professores do 1º Ciclo do Ensino Básico. Mas, desta vez, a aquisição dos novos Magalhães será feita através de concurso público internacional. Decisão justificada pelo Executivo com o facto de o Estado suportar, pela primeira vez, esta despesa.
"Há um erro de base na ideia de que o Estado, anteriormente, escolheu não fazer concurso público, mas não foi nada disso que aconteceu. Foram os operadores de telecomunicações que fizeram a aquisição dos computadores e-escolas e e-escolinhas", afirmou ontem o secretário de Estado da Presidência, Tiago Silveira, no final da reunião do Conselho de Ministros, onde foi aprovada a abertura do concurso público para a compra do material informático.
Em 2008, a aquisição de cerca de 400 mil Magalhães foi feita por ajuste directo à empresa JP Sá Couto, o que motivou fortes críticas da Oposição.
Questionado sobre a transferência de 180 milhões de euros da Acção Social Escolar para o programa Magalhães', Tiago Silveira foi directo: "Não foi a Acção Social Escolar que adquiriu os computadores nem foi através dela que se adquiriram." A transferência da verba foi, no entanto, confirmada pelo ex-ministro Mário Lino.
UE pede mais explicações sobre Magalhães' A Comissão Europeia (CE) mantém as dúvidas sobre a legalidade dos ajustes directos realizados pelo Governo de Sócrates à J. P. Sá Couto e a outras empresas para a distribuição de mais de um milhão de computadores Magalhães', avança a edição do SOL desta sexta-feira. Sol | 2009-12-11 | Bruxelas não ficou satisfeita com as explicações enviadas por Portugal em Novembro para ter adquirido sem concurso público mais de um milhão de computadores - incluindo 500 mil Magalhães' -, e o processo poderá avançar agora para uma fase contenciosa.
Terá sido, aliás, esse um dos factores que levaram a nova ministra da Educação a abrir, ontem, concurso público para a compra de 250 mil portáteis a distribuir pelos alunos do 1.º Ciclo. Algo que poderá promover a concorrência entre a J. P. Sá Couto e outras empresas com produtos semelhantes ao Magalhães'.
Entretanto, o PSD já formalizou a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito à administração da Fundação para as Comunicações Móveis.
Governo abre concurso para 250 mil portáteis Para 1.º ciclo do Ensino Básico Correio da Manhã | 2009-12-10 | O Governo aprovou esta quinta-feira a abertura de concurso público com publicidade internacional para a aquisição até 250 mil computadores portáteis destinados ao 1.º ciclo do Ensino Básico, despesa que definiu tecto máximo de 50 milhões de euros.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência, João Tiago Silveira, referiu que esta despesa máxima de 50 milhões de euros inclui serviços conexos e instalação dos computadores.
"Determina-se a abertura de um concurso público para assegurar o acesso universal dos alunos do 1º ciclo do Ensino Básico a meios informáticos. O objectivo do Governo é continuar a ambição do Plano Tecnológico e assegurar para os anos lectivos de 2009/2010 e 2010/2011 o acesso aos alunos do 1º ciclo do Básico a computadores a preços reduzidos ou com isenção de pagamento", sustentou o secretário de Estado da Presidência, citado pela agência Lusa.
Segundo João Tiago Silveira, em 2008, no quadro do Plano Tecnológico da educação, o anterior Governo criou o programa e.escolinha (na sequência do programa e.escola), que "permitiu uma generalização sem precedentes da utilização de computadores junto de alunos, professores, famílias e cidadãos que se frequentaram o Programa Novas Oportunidades".
Crianças apanhadas a ver pornografia no Magalhães Um grupo de crianças de uma escola do concelho da Maia foi apanhado por professores e auxiliares de educação a aceder a sites com conteúdos pornográficos em pleno recinto escolar, noticia o Jornal de Noticias de hoje. O problema parece residir nas falhas de segurança do aparelho. Sol | 2009-12-09 | Professores e auxiliares de educação encontraram alguns alunos de uma escola básica da Maia a aceder a sites pornográficos através do Magalhães.
A escola contactou a autarquia, para que os pais sejam alertados para a segurança nos pequenos computadores e para o modo como eles são usados pelas crianças.
Um técnico da edilidade explicou ao Jornal de Notícias que o problema está no facto de a palavra-chave que protegeria estes conteúdos ser geral e estar acessível em diversos sites na Internet.
A Câmara da Maia deu ontem formação aos professores ligados ao ensino da informática que, por sua vez, vão falar com os pais e encarregados de educação.
Para além da problemática dos sites com conteúdos impróprios para crianças, os pais serão também alertados para os perigos associados a várias redes sociais.
Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames Na Dinamarca, os estudantes finalistas do ensino secundário vão poder consultar a Internet durante os seus exames finais. A medida foi autorizada pelo Governo e o sentimento geral é de que os alunos são suficientemente sérios para poderem usufruir desta medida sem copiarem. Os chats e a troca de e-mails durante o exame estão, obviamente, proibidos. Público | 2009-11-06 | Um total de 14 liceus da Dinamarca estão já a testar este novo sistema de exames com consulta e todas as escolas do país foram convidadas a juntar-se a esta nova modalidade até 2011.
Durante os exames, os alunos podem aceder a qualquer página que desejem, mesmo à da rede social Facebook, adianta a BBC, desde que não escrevam mensagens. Os chats e a troca de e-mails, quer seja entre os alunos quer seja com pessoas do exterior, estão proibidos.
A Dinamarca é um país modelar no que toca à absorção de novas tecnologias. Há mais de uma década que os alunos estão autorizados a escrever as suas respostas no computador, podendo prescindir da entrega das respostas em papel.
O governo dinamarquês defende que se a Internet está tão omnipresente na vida quotidiana dos dinamarqueses, então deverá igualmente fazer parte das aulas e dos exames.
Sanne Yde Schmidt, que coordena este projecto numa das escolas pioneiras, em Copenhaga, disse à BBC: "Se queremos ser uma escola moderna e ensinar aos alunos coisas que são relevantes para eles na vida moderna, temos que os ensinar a usar a Internet".
Uma das principais preocupações das pessoas que estão a coordenar o projecto é, obviamente, a possibilidade de os alunos poderem copiar. Mas Schmidt diz que a solução é confiar nos alunos. De todo o modo, quem for apanhado a copiar pode ser expulso. "Nós confiamos neles. Eu acho que a percentagem de pessoas que copiam é muito baixa porque as consequências são muito graves", Sanne Yde Schmidt.
Os professores consideram igualmente que este tipo de exames com consulta deixa de obrigar os estudantes a "regurgitar" factos e números, dando-lhes em vez disso a oportunidade de analisarem a informação que lhes é dada.
O ministro dinamarquês da Educação, Bertel Haarder, disse igualmente que os "exames têm que reflectir a vida em sociedade". "A Internet é indispensável, incluindo no exame. Tenho a certeza que em poucos anos a maioria dos países europeus estarão na mesma situação".
Porto Editora lançou uma rede social dirigida às crianças especialmente segura Ao contrário do que se passa em redes como o hi5 ou o MySpace, a Kuska anuncia-se como um espaço seguro, com uma constante monitorização de conteúdos a cargo de cinco professores. Público | 2009-04-22 | A Porto Editora criou uma rede social na Internet para crianças entre os cinco e os 13 anos.
A Kuska, acessível a partir dos endereços www.kuska.pt e www.sitiodosmiudos.pt, terá ainda uma vertente pedagógica que visa "dotar as crianças de ferramentas que lhes permitem minimizar os riscos a que estão sujeitas quando navegam na Internet", segundo Filipe Silva, gestor do projecto.
Desde logo, os utilizadores da Kuska são confrontados com avisos do género: "Não deves usar linguagem agressiva ou ofensiva." "Não marques encontro com alguém que tenhas conhecido na Internet."
A interacção nesta rede pode ser feita com os miúdos a exibirem fotografias reais ou por via de um avatar (representação gráfica), sendo que cada fotografia colocada na rede é escrutinada pelos moderadores.
A ideia de criar esta rede virtual para miúdos "nasceu do descontentamento de muitos pais relativamente às redes já existentes", segundo o porta-voz da Porto Editora, Paulo Gonçalves.
Por outro lado, os próprios utilizadores do Sítio dos Miúdos, onde a editora disponibiliza vários conteúdos lúdicos e pedagógicos, reclamavam alguma interactividade. A sugestão inicial de se criar um chat caiu por terra porque "num chat a troca de mensagens é instantânea e isso inviabiliza uma moderação eficaz", como notou Filipe Silva.
A Porto Editora acredita que a Kuska terá uma adesão semelhante ao Sítio dos Miúdos, que soma 50 mil utilizadores registados, 200 mil visitas mensais e quatro milhões de vage views.
Blogue da Educação chega a livro Um blogue quase inteiramente dedicado às questões do ensino tornou-se um dos mais lidos da blogosfera. Agora a 'Educação do Meu Umbigo' chega a livro. Expresso | 2009-04-11 | O fenómeno foi tão rápido quanto surpreendente. O que leva um blogue quase inteiramente dedicado às questões da Educação a tornar-se um dos mais lidos da blogosfera, com quatro milhões de visualizações em 2008 e uma média diária de 15 mil, acima de outros mais mediáticos como o 'Abrupto', o 'Arrastão' ou o '31 da Armada'? O que explica que um professor do ensino básico até há pouco tempo absolutamente anónimo passe a ser "seguido" por muitos colegas, lido no Ministério da Educação (ME), assediado por partidos e sindicatos?
Paulo Guinote, criador do blogue 'Educação do Meu Umbigo', é o primeiro a assumir a perplexidade. "A sério que não sabia no que daria", confessa no livro que vai ser lançado no próximo sábado em Lisboa, pela Porto Editora, e que resume em 400 páginas alguns posts publicados desde Novembro de 2005. Correspondem à vida do 'Umbigo', mas também ao mandato de Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e Jorge Pedreira à frente do ME e a um dos períodos mais conturbados no sector, numa luta também alimentada nos blogues. O próprio lançamento mostra bem a aposta da editora no reconhecimento entre pares deste professor de História e Português na Escola Mouzinho da Silveira (Moita): o convite seguiu por e-mail para 95 mil docentes. Na capa lê-se: "Um livro que incomoda ministros e mobiliza professores".
A influência "Houve uma altura em que a secretaria-geral do Ministério se encontrava entre as cinco ou seis origens principais de fluxos", revela Guinote. Mas não acha que "incomode" a ministra, "pelo menos de forma directa". "O gabinete de imprensa acompanha tudo o que sai sobre Educação", responde o assessor Rui Nunes, quando questionado sobre a importância atribuída na 5 de Outubro a este blogue. A verdade é que os responsáveis ministeriais já se mostraram irritados com o que vai sendo escrito na blogosfera.
São várias as provas da sua influência. Quando fez um apelo a pedir contribuições para pagar um parecer ao advogado Garcia Pereira sobre o modelo de avaliação de professores, 1500 responderam ao pedido.
Quando começou a publicar moções de escolas a rejeitar o mesmo modelo, largas dezenas repetiram o gesto. Hoje, recebe cerca de 200 mails por dia. "Comecei a ter a noção de que tinha alguma influência quando passei a receber imensos pedidos de professores a solicitar conselhos", diz. Ou quando apareceram as primeiras pressões mais ou menos explícitas. "Recebia avisos como: 'não perdes por esperar' ou 'não penses que te vão perdoar'".
À medida que a contestação dos professores foi crescendo, o 'Umbigo' foi ganhando mais e mais adeptos. A 8 de Novembro de 2008, no dia da segunda megamanifestação de docentes, ultrapassou os 30 mil acessos. No dia da greve (3 de Dezembro) bateu novo recorde: 38.510.
Começaram também a aparecer os contactos de políticos. Foi convidado a escrever na revista "OPS", ligada a Manuel Alegre, passou a ter reuniões no Parlamento com deputados do PCP ou do BE. Mas a filiação partidária ou sindical nunca lhe interessou, garante Paulo Guinote, 44 anos. Cartão, só o de dador de sangue, costuma dizer. O que o move então?
"Inicialmente, uma irritação pela forma como o Ministério entrou a matar neste mandato, não se concentrando nas falhas do sistema mas em atacar os professores. E eu não reconheço em nenhum dos três elementos competência para fazer esse ataque", resume.
Mas, aos poucos, o 'Umbigo' passou a ser mais do que o blogue pessoal de Guinote. Fizeram-se amizades e concertaram-se estratégias de luta. Para alguns, a identificação com os problemas vividos noutras escolas ou a possibilidade de dizer o que têm medo de afirmar na sala dos professores funciona mesmo como uma espécie de "catarse" ou de "desabafo psicanalítico", avalia. "O blogue tornou-se um espaço de liberdade. As minhas posições são de alguém que está na escola e não de quem está a funcionar como porta-voz de um grupo. E as pessoas acabam por rever-se nisso", conclui.
O novo Kindle DX é para estudantes e leitores de jornais Público | 2009-04-07 | A Amazon apresentou em Nova Iorque o novo Kindle DX, dois meses depois de ter revelado a segunda versão do seu leitor de livros electrónicos. O Kindle DX é maior, mais caro e destinado a dois públicos em especial - estudantes e leitores de jornais. O ecrã é duas vezes e meia maior do que o Kindle de segunda geração, tem 3,3 gigabytes de memória capazes de armazenar 3500 livros (mais dois mil do que as versões normais) e traz um leitor de documentos em formato PDF.
O Kindle DX tem esses públicos em vista pelo facto de ter um ecrã de 24,6 centímetros (e que roda). "Vamos ter estudantes com mochilas menores, com menos carga" (o leitor pesa cerca de 500 gramas), disse Jeff Bezos, CEO da Amazon, na apresentação do DX. Mas a principal preocupação quanto ao DX era, na imprensa e nas reacções de consumidores no Twitter, o preço - o Kindle DX custa 368 euros (o primeiro Kindle custava 270 euros).
O leitor estará à venda no Verão (só nos EUA) e surge em parceria com o New York Times, o Boston Globe (que adiou o seu encerramento) e o Washington Post, que vão vendê-lo a preço reduzido para os assinantes. Três editoras de manuais (entre as quais não está a conhecida McGraw-Hill) vão vender os seus livros a preços mais baixos na loja on-line do Kindle. E cinco universidades vão trabalhar experimentalmente com o DX.
Não se sabe quanto vão custar os manuais nem que tipo de partilha de receitas a Amazon negociou com os jornais. Alguns peritos sugeriam que esta apresentação, tão pouco tempo depois do lançamento do Kindle 2, se pode ter destinado a manter à distância a concorrência de outros grupos que trabalham nos seus leitores.
Blogues e Twitter dados em escolas do Reino Unido Público | 2009-03-26 | Os alunos das escolas primárias britânicas deverão dominar ferramentas baseadas na Web como blogues, podcasts, Twitter e Wikipedia, segundo planos de alterações ao programa escolar ontem divulgados pelo jornal britânico The Guardian.
Em contrapartida, os alunos deixarão de ter como obrigatório o estudo de certos períodos históricos, como a época vitoriana ou a II Guerra Mundial (extensamente coberta no programa do secundário). O fim da rigidez dos programas deverá ser outra novidade, com os alunos a terem mais a dizer sobre a matéria.
O Guardian diz que as alterações serão as maiores da última década na educação primária do Reino Unido. Serão eliminadas centenas de especificações das áreas de ciências, geografia e história.
Por outro lado, os alunos devem terminar a primária sabendo utilizar a Wikipedia, uma enciclopédia escrita pelos internautas, sendo capazes de publicar um blogue, e ainda de comunicar através do Twitter (serviço com base na Web assente em mensagens de 140 caracteres). Terão de saber usar estas ferramentas como meios de recolha de informação e de comunicação.
A fonética, cronologia histórica e aritmética mental continuam a ter um peso forte nos programas. Mas os alunos vão aprender a escrever ao mesmo tempo que aprendem a usar o corrector ortográfico do computador, e a escrever à mão ao mesmo tempo que aprendem a usar um teclado.
A mudança - por enquanto ainda apenas em planos a que o jornal britânico teve acesso - irá incluir também a sensibilização para temas ambientais e de relacionamento social (como evitar a pressão dos outros miúdos, como gerir relações com família e amigos).
Em relação à história, a ideia é que os alunos continuem a ser capazes de ter uma noção geral que lhes permita ordenar cronologicamente uma série de acontecimentos, e perceber as ligações entre alguns deles. Estudarão com mais profundidade dois períodos-chave da história britânica, mas estes serão escolhidos pela escola.
O responsável do Sindicato dos Professores John Bangs comentou ao Guardian que o programa "parecia saltar das últimas tendências, como a Wikipedia e o Twitter, para as muito tradicionais descrições do ensino cronológico da história. Parece que há tendências de um lado, pressão política de outro." Mas "livros tradicionais e textos escritos estão desvalorizados em relação ao conhecimento com base na Internet".
Nos currículos das escolas primárias britânicas vão estar temas ambientais e a gestão de relações sociais
Deputado que detectou erros no Magalhães à espera que José Sócrates assuma as culpas Público | 2009-03-08 | O ministério apressou-se a tentar solucionar o problema e a pedir desculpa pelos erros de português existentes num programa instalado no portátil
O deputado que denunciou o caso dos erros de português num programa instalado no computador Magalhães - junto do semanário Expresso e em requerimento apresentado na Assembleia da República - acusou ontem José Sócrates de "cobardemente ter fugido a assumir as suas responsabilidades". Isto porque, face à denúncia, quem fez o mea culpa foi o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, que chegou a afirmar que José Paulo Carvalho, o deputado que detectou os erros, "prestou um serviço ao país".
Foi "quase por acaso" que o antigo deputado do CDS (hoje independente) deu com os erros. Conta José Paulo Carvalho que foi convidado a espreitar os jogos didácticos por uma amiga, professora, que se queixava de não ter formação para tirar partido do equipamento já distribuído a 200 mil crianças do 1.º ciclo. E foi enquanto exploravam, juntos, os jogos didácticos, que tropeçaram nos erros.
"Incrível, indescritível, de chorar!", enfatizava ontem o deputado. Podia dar "dezenas de exemplos dramáticos, inadmissíveis". Deu apenas alguns: "Encontrar-lo, subtrair-lo, joga na tua vês, gostas-te, puxando-la, fês, básicamente, caêm...". Ou frases como: "Este interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem sempre permitir ao adversário de continuar a jogar". "Não dava para acreditar!"
O pedido de formação dos professores passou para segundo plano e a denúncia dos erros tornou-se o objecto do requerimento que tem data de 4 de Março, mas apenas foi entregue no limite do possível, na tarde de sexta-feira, como ontem confirmou ao PÚBLICO o deputado. Mas, a essa hora, já o semanário Expresso confrontara o Ministério da Educação (ME) com os erros detectados por José Paulo Carvalho e a máquina começara a mover-se.
Explicações do ME Pela manhã, o Ministério da Educação já podia informar a comunicação social, através de comunicado, que a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) tinha tomado medidas. Solicitara à empresa responsável pela instalação dos programas, a JP Sá Couto, a desinstalação do software nos computadores ainda não distribuídos; e elaborara um manual de instruções para que pais e educadores pudessem realizar "de imediato" a mesma operação, eliminando, assim, os erros classificados no comunicado como "intoleráveis".
"Uma surpresa" Apanhado logo de manhã em Alcobaça, numa cerimónia pública, pela agência noticiosa Lusa, Pedreira classificou como "uma surpresa" os erros de gramática, sintaxe e ortografia e admitiu que tal "não devia ter acontecido" e "devia ter sido detectado". Isto ao mesmo tempo que sublinhava que "não é pelo facto de um programa de um jogo didáctico ter erros que a utilidade e a importância do projecto do computador Magalhães diminuem".
Jorge Pedreira havia de repetir isto ao longo do dia de ontem, em declarações aos vários órgãos de comunicação social. Insistentemente, chamou ao Ministério da Educação "as responsabilidades" e apresentou "desculpas às famílias portuguesas".
Enquanto isso, o ex-deputado do CDS-PP e agora independente José Paulo Carvalho sublinhava que esperava ouvir um pedido de desculpas de José Sócrates. "Estou chocado! É de uma leviandade incrível que, quando as coisas se complicam, o primeiro-ministro, que sempre apareceu na primeira linha para se exibir com o computador Magalhães, fuja, cobardemente, a assumir as suas responsabilidades", afirmou.
Igualmente em declarações ao PÚBLICO, ao fim do dia, o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, chegou a considerar que o deputado José Paulo Carvalho "prestou um serviço ao país, ao mostrar as deficiências do programa, permitindo, assim, que elas fossem corrigidas". Mas criticou-o por pedir contas a José Sócrates. "Era só o que faltava! A responsabilidade é da empresa que forneceu o pacote 'Linux Caixa Mágica', que contém os jogos, e também da DGIDC, que devia ter ido além da verificação dos menus, assegurando-se da correcção ortográfica das instruções. Nunca do primeiro-ministro", disse Jorge Pedreira.
O secretário de Estado da Educação nada quis adiantar sobre o apuramento de culpas, interno e a nível da empresa fornecedora, afirmando que, ontem, "o importante" era "solucionar o problema". E assegurou que a entrega dos computadores às crianças não será atrasada por este motivo. "Não há qualquer razão para que isso aconteça. Trata-se de não instalar os programas nos computadores que estão por distribuir ou, se possível, de instalar uma versão corrigida", disse.
Os erros Trocar vês por vez
"Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. Os jogadores movem as sementes por vês."
"A cada torno o jogador escolhe uma das seis casas que controla. Pega todas as sementes nela e as distribui (...)."
"Se a penúltima semente também fês um total de 2 ou 3 (...)."
"Carrega outra vês no chapéu para as fechares."
"Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
"Carrega em cada elemento que tem uma zona livre ao lado dele. Ele vai ir para ela."
"O objectivo do quebra-cabeças é o de entrar cifres entre 1 e 9 em cada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9 X 9 que conteêm grelhas."
Empresa responsável por software com erros instalado no Magalhães reconhece "falha humana" Público | 2009-03-07 | "O processo de tradução/localização de software envolve um passo de tradução automática, sendo esse passo seguido de verificação manual. No caso do software Gcompis, por falha humana, parte da tradução desta aplicação não foi validada", esclareceu hoje a empresa Caixa Mágica em comunicado enviado à agência Lusa.
O Ministério da Educação deu sexta-feira ordem para as escolas retirarem dos computadores Magalhães o software de jogos didácticos depois de o jornal Expresso ter confrontado o Executivo com os erros de ortografia, gramática e sintaxe nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.
"Gravar-lo", "puxando-las", "acabas-te", "básicamente", "fês", "caêm", foram alguns dos erros detectados e que fizeram a capa do semanário Expresso.
No comunicado, a Caixa Mágica refere ainda que os erros foram sendo corrigidos em actualizações disponibilizadas em Outubro do ano passado e Janeiro deste ano "sendo estas automaticamente instaladas em todos os Magalhães que acedem à Internet".
A empresa sublinha ainda que entre as "1.136 aplicações presentes no Linux Caixa Mágica no Magalhães, foram detectados erros apenas numa aplicação".
Ministro francês da Educação "chocado" com o 'faz-me o TPC.com' É uma das polémicas do momento em França. Fica hoje online o site que se propõe fazer os trabalhos de casa dos alunos a troco de alguns euros. O tutelar da pasta no Governo arrasa o projecto. Expresso | 2009-03-05 | "Chocado e irado". Foi assim que o projecto "faismesdevoirs.com", que a troco de alguns euros se propõe fazer os trabalhos de casa dos estudantes, deixou o ministro francês da Educação, Xavier Darcos. A partir das 14 horas (13h em Lisboa) o site estará online.
"Vem cinicamente desenvolver um tipo de mercado do menor esforço, comercializando a acção educativa", disse Darcos à estação de rádio Europe1.
Ontem, à saída do conselho de ministros, o governante disse ainda que "o melhor lugar para ser educado e para ver os seus trabalhos de casa corrigidos é a escola pública", que na sua opinião "tem por missão oferecer estes serviços a todos os alunos gratuitamente".
"Espero que o sucesso escolar jamais seja função da capacidade financeira dos pais dos estudantes", concluiu Xavier Darcos.
Mas para o criador do site, o empresário, Stéphane Boukris, de 25 anos, este projecto "reduz as desigualdades sociais", até porque é muito mais barato do que um explicador particular. Para os promotores de 'faismesdevoris.com' trata-se de um serviço legal e "pedagógico".
"Explicar aos alunos que de nada serve arranjar quem estude por eles também é legal", responde o presidente da FCPE, a principal federação francesa de pais.
Para Jean-Jacques Hazan "há muitas coisas que são legais mas não deixam por isso de ser imorais".
"É um sinal claro da degradação do ensino", rematou.
O ensino do futuro já chegou a Espinho Jornal de Notícias | 2009-03-03 | Projecto Camões equipou duas escolas com a mais avançada tecnologia
Espinho tem as oito salas de aulas mais avançadas do Mundo. O diagnóstico do Governo aponta progressos na modernização do ensino nacional, mas reconhece que ainda há muito a fazer para apanhar os parceiros europeus.
Duas escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico de Espinho passaram a ter, desde ontem, aquelas que são as mais modernas salas de aulas do país e mesmo do mundo, no que às novas tecnologias diz respeito. Tudo porque a empresa Microfil transformou, a custo zero, quatro salas de ambas as escolas, a EB1/JI Espinho n.º 2 e a Escola da Seara, na freguesia de Silvalde, em espaços verdadeiramente interactivos e digitais com a aplicação do chamado Projecto Camões. Na inauguração esteve presente a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que teve o seu primeiro contacto com o inovador projecto.
Basicamente, o "Camões" é uma plataforma que permite a interligação e a intercomunicação entre alunos e professores através dos computadores "Magalhães", já distribuídos por cada um dos estudantes, e quadros interactivos, sendo estes utilizados quer por uns quer pelos outros.
Assim, por exemplo, o que o professor escrever no quadro pode surgir automaticamente nos ecrãs dos computadores pessoais dos alunos. E caso o docente considere interessante o trabalho de determinado aluno, pode igualmente, através do quadro, mostrá-lo a toda a turma. Mais: para ver o andamento dos trabalhos, o docente já não precisa de se deslocar até às carteiras, podendo fazê-lo através do seu próprio computador.
E se um aluno quiser levantar uma questão ou mesmo responder a uma qualquer pergunta do professor, já não terá de levantar o braço. Bastar-lhe-á clicar no "Magalhães" e a sua fotografia com o seu nome surgirá iluminada no quadro.
Entre as diversas funções do "Camões" aquela que, porém, chama mais a atenção prende-se com o facto de, caso um aluno seja obrigado a ficar em casa ou até mesmo no hospital devido a doença prolongada, se munido do seu computador, poderá assistir às aulas e até mesmo participar. Deitado na cama, poderá visionar toda a sala e até ser chamado ao quadro. Essa característica do "Camões" permite que uma aula que esteja a ser dada, por exemplo, em Timor ou em Macau, possa ser assistida em Portugal e vice-versa.
Outra novidade é o facto de todos os conteúdos dados nas aulas, bem como os trabalhos dos alunos, poderem ficar arquivados num servidor, dados estes que irão acompanhar o estudante ao longo de toda a sua vida académica. Até porque, se para já o "Camões" está especialmente adaptado ao "Magalhães" e ao 1.º Ciclo do Ensino Básico, segundo o presidente da Microfil, Manuel Antunes, o objectivo é que a plataforma possa ser usada em todos os outros níveis de ensino.
Em termos nacionais, no que diz respeito à modernização tecnológica da rede de escolas públicas, um estudo de diagnóstico do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação do Ministério, de 2008, afirma que "Portugal apresenta, nos últimos cinco anos, uma evolução muito significativa, observando-se, no entanto, ainda um grande atraso face à média europeia e aos objectivos traçados no âmbito do Programa Educação e Formação 2010".
De acordo com o documento, as principais barreiras à modernização residem nas insuficiências ao nível do acesso (quantidade e qualidade de equipamentos e da internet) e das qualificações e competências.
Rodrigues de Freitas no topo das preferências Requalificação física e tecnológica da escola tem cativado estudantes e motiva o corpo docente
A primeira sensação que se tem ao entrar na "nova" Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas é de conforto. Sente-se uma agradável temperatura ambiente, as paredes estão pintadas em tons suaves e só a inestética, mas imprescindível, galeria técnica que percorre todos os tecto indica que, ao fim de 75 anos, a escola está pronta para enfrentar os desafios da Educação.
Constança Carvalho, Armanda Rocha, de 18 anos, e Ricardo Pais, de 17 anos, "ignoram" os computadores recém-estreados e a Internet a 100 mega por segundo. "Já podemos estar na sala só com uma camisola. Antigamente não podíamos tirar os casacos, pois isto era um gelo", referiu, em início de conversa, Constança Carvalho. A amiga recorda, por outro lado, os laboratórios de Química, um "terror", com os tecto quase a cair e com torneiras de onde pingava água suja. "Agora, quanto mais não fosse, temos vontade de vir para a escola".
Ricardo Pais acha que o Rodrigues de Freitas está "mais humano" e recorda que, no ano passado, quando queria apresentar um trabalho "tinha de recorrer ao Museu da Ciência, onde havia um vídeo-projector. Agora trago o trabalho numa pen e mostro-o na sala".
A Rodrigues de Freitas foi uma das quatro escolas piloto escolhidas para o arranque do Programa de Modernização das Escolas do Secundário e o que está à vista remete-nos para uma escola de "topo". "Estamos muito bem apetrechados. Em cada três salas de aula uma tem um quadro interactivo e as outras um vídeo projector. Todas as salas têm computador [são mais de 150 equipamentos] e mesmo o livro de ponto é electrónico. As mudanças mais profundas, no entanto, deram-se ao nível dos laboratórios", sublinhou, ao JN, Maria José Ascensão, presidente da Comissão Administrativa Provisória.
Cristina Sá, vice-presidente daquele órgão, destacou a internet da nova geração, que permite os 100 mega de velocidade, e a rede sem fios que cobre toda a escola e a que os alunos acedem com uma password de acesso. "Investimos na formação para conseguirmos dar aulas mais interessantes e motivadoras e só o conseguimos com as condições que temos aqui. E isso é potencialmente propiciador de melhores resultados escolares", defendeu.
Maria José Ascensão recordou que as novas tecnologias "são estimulantes, mas exigem muito trabalho dos docentes". "Um professor tem, actualmente, níveis de exigência muito elevados. Os alunos estão à frente no uso das tecnologias e isso obriga-nos a uma actualização permanente, pois o aluno espera que um professor esteja ao seu nível. A escola está muito atractiva e temos de recusar inscrições. Os pais acreditaram no projecto e vêem nele a oportunidade de melhorar a educação dos filhos", concluiu a docente.
Magalhães: Demora na entrega dos computadores deixa alunos impacientes Público | 2009-02-24 | A demora da chegada do computador portátil Magalhães às escolas está a criar ansiedade, angústia e alguma "cobiça" nas crianças, que não compreendem por que é que alguns colegas recebem primeiro o computador portátil, alertam pais e professores. Cerca de 354 mil alunos do primeiro ciclo estão inscritos no programa e-escolinha, para receberem o computador, e até agora 200 mil têm o portátil. Muitas escolas optaram, por isso, por não trabalhar com os computadores até todos os alunos o receberem, enquanto outras optam por trabalhos de grupo para os alunos irem aprendendo informática. "Há uma grande insensibilidade da parte dos operadores na percepção do que são crianças a receber um bem como o Magalhães, que lhes aguçou o apetite", disse à Lusa o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida. No entanto, a JP Sá Couto, empresa que produz os portáteis Magalhães, garante que os computadores serão distribuídos até ao final de Março. "Acho um bocadinho aborrecida esta demora porque se cria expectativas nas crianças e depois demoram muito as entregas", afirmou à Lusa Elizabete Vieira, mãe de Afonso, que frequenta a escola Alice Vieira, do Agrupamento de escolas Santa Maria dos Olivais, em Lisboa.
Albino Almeida referiu que, se o prazo de entrega "corresponder à verdade, as escolas terão o último período para se preparar para o próximo ano lectivo, definindo a metodologia e as estratégias" a adoptar sobre a utilização do Magalhães. É que, face aos "atrasos nas entregas e à forma como estão a decorrer", este ano lectivo será apenas para preparar "a utilização do Magalhães de forma cabal no próximo ano lectivo", considera a Confap. Em Dezembro, o Ministério das Obras Públicas assegurou à agência Lusa que as entregas tinham entrado já em "velocidade de cruzeiro".
"Com a Net temos que andar de pé atrás" Público | 2009-02-16 | Os crimes cometidos via Internet contra menores não param de aumentar. A PJ decidiu ir às escolas
"Quando a miúda de 14 anos acabou o namoro, ele zangou-se e espalhou o vídeo em que ela estava a fazer um strip tease...". O inspector da Polícia Judiciária (PJ) Carlos Alves já descrevia há uns bons trinta minutos casos reais que misturam Internet, menores e abusos, nomeadamente sexuais, quando é interpelado por uma voz da assistência composta por alunos da EB 2,3 de Cabreiros, em Barcelos: - "Não foi o namorado que pôs o vídeo, foi o irmão que lhe sacou o telemóvel e passou as imagens". - "Esta história passou-se numa escola de Famalicão. Será o mesmo caso?", volveu o inspector.
Minutos depois, concluem tratar-se de histórias diferentes. O inspector aproveita a coincidência para reforçar a mensagem que o levou ali, em mais uma das 50 palestras que a PJ de Braga já promoveu nas escolas do distrito. "Há centenas de histórias iguais a estas que vos estou a contar. E todas elas envolvem colegas vossos que foram pressionados para fazer coisas que julgavam que nunca fariam."
A missão dos inspectores da PJ - alertar alunos, pais e professores para os riscos inerentes à Internet - não é nada impossível e até já permitiu que a PJ desencadeasse processos de investigação a partir de casos relatados pela assistência. "Houve um aluno de uma escola de Viana do Castelo que denunciou a existência de conteúdos pedófilos num site", exemplificou aquele responsável. A lista de crimes envolvendo menores na Internet é interminável. Da pedopornografia ao cyberbulling, passando por injúrias, burlas e pela chantagem. Um dos casos que passaram recentemente pela PJ de Braga envolvia uma miúda de 13 anos chantageada por alguém que conheceu num chat. "Falaram-se durante meses e ela, às tantas, aceita enviar-lhe umas fotografias por correio electrónico em que aparecia de calcinhas e nua da cintura para cima. Pouco tempo depois, ele, que era muito mais velho, ameaça divulgar essas fotos se ela não aceitasse ter relações sexuais". A chantagem prolonga-se por semanas até que a adolescente acaba por desabafar com uma professora. A PJ acabou por conseguir identificar o indivíduo e o caso é um dos que Carlos Alves costuma relatar nas escolas. "Ainda que falem o dia inteiro durante cinco meses na Internet com alguém que não conhecem pessoalmente, não acreditem que já conhecem a pessoa. A regra é desconfiar sempre".
A mãe de um dos miúdos ali presentes, Glória Martins, sai da sessão preocupada. "Com isto da Internet temos que andar sempre de pé atrás, não é? A gente nunca sabe", preocupa-se. O filho, com dez anos, só tem permissão para navegar na presença do pai. "Eu confundo-me muito com aquilo, acho que é muito evoluído para mim. Vejo lá as letras e as palavras, mas não consigo entender-me. O que sei é que tanto pode dar para o bem como para o mal".
Abusos sexuais Por saber das dificuldades de muitos pais em lidar com a Internet, sobretudo em meios rurais como o que envolve esta escola de Barcelos, é que a professora de Informática, Hélia Lima, decidiu assegurar que os pais vão ser orientados no manuseamento do programa de controlo parental contido nos Magalhães. "É importantíssimo que os pais aprendam como proteger os miúdos". Os contactos estabelecidos a partir de redes sociais como o Hi5, Messenger, MySpace e Facebook, entre outros, estão na base de muitas queixas chegadas à PJ. Das quais um preocupante número dizendo respeito a abusos sexuais. "O simples facto de os miúdos aparecem em fotografias que os identificam nas páginas do Hi5 pode suscitar o interesse dos predadores sexuais", sublinha Carlos Alves.
O inspector-chefe Camilo Oliveira, da PJ de Coimbra, que também anda em palestras pelas escolas, confirma que aqueles "pontos de encontro" são, ao mesmo tempo, verdadeiros catálogos para predadores sexuais. "Neles, estes indivíduos conseguem seleccionar as suas vítimas em função da idade, do sexo e da localização", refere. "O ano passado, nos Estados Unidos, foi feito um cruzamento entre bases de dados e descobriu-se que 29 mil predadores sexuais cadastrados tinham página no MySpace", conta o responsável da PJ, apontando estudos que demonstram que "mais de 80 por cento do tempo que os miúdos portugueses passam na Net é em sites do género".
Não por acaso, em 2007, foram registados em Portugal nove desaparecimentos de meninas associados a contactos via Net. E os casos vão-se repetindo. Em Setembro de 2008, a PJ de Lisboa deteve um homem de 52 anos que aliciou uma menor de 13 via Internet. Em Julho, dois indivíduos foram acusados da co-autoria de uma violação de uma rapariga de 16 anos que conheceram através da Internet e atraíram depois para o mundo off line. Em Novembro, os jornais contaram a história de uma adolescente de 14 anos que viajou do Estoril ao Funchal, sem conhecimento dos pais, para encontrar-se com um rapaz que tinha conhecido num chat. Ao todo, no ano passado, passaram pela PJ perto de duas dezenas de casos de adolescentes violadas ou vítimas de abusos sexuais, na sequência de encontros marcados pela Internet. A maioria dos casos, porém, não chega à polícia. "As crianças ou nem se apercebem que estão a ser vítimas de crimes ou escondem dos pais, com medo dos castigos", diz Camilo Oliveira.
Mesmo assim, foi o aumento das denúncias que fez com que o crime de pornografia envolvendo menores até aos 18 anos com enquadramento na Internet ganhasse autonomia no Código Penal. "Se a criança tiver menos de 14 anos e o indivíduo a aliciar para fins de natureza sexual, convencendo-a por exemplo a exibir-se perante uma web cam, a pena vai até três anos", exemplifica Camilo Oliveira. Se o caso envolver "a produção, distribuição, venda ou cedência de pornografia de menores, as penas vão de um a cinco anos de prisão".
Ricardo Teles, de 15 anos, e um dos alunos da EB 2,3 de Cabreiros que foram ouvir o inspector Carlos Alves, é assíduo na Internet, tem MSN e página no Hi5 e jura que não sabia que histórias como as que ouviu contar podiam acontecer. Lição aprendida? "Claro. Vou mudar a foto no Hi5 e tirar o meu nome verdadeiro. E vou pensar duas vezes antes de me pôr a falar com estranhos".
29 mil predadores sexuais cadastrados dos EUA tinham página no MySpace, uma rede social aberta.
PJ "não tem recursos suficientes" A procuradora-geral adjunta Maria José Morgado garante que a PJ "tem investigadores altamente capacitados" para combater o crime sexual via Internet. O problema, acrescenta a directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, está na "inexistência de recursos em número suficiente, considerando a intensidade e a exuberância do fenómeno". Mais ainda porque este tipo de crime exige "uma acção proactiva, com um policiamento constante" do espaço cibernético. O relatório que a PGR divulgou o ano passado revelou que, dos 561 inquéritos por crimes sexuais abertos em 2007, mais de 12 por cento dizem respeito a crimes cometidos via Net. E apontou a exploração sexual de crianças através da Internet como "um dos maiores flagelos do nosso tempo" e "um dos maiores desafios de sempre".
Pais têm muitas dúvidas sobre o Magalhães Público | 2009-02-16 | Até ao momento registaram-se 326 mil inscrições no e.escolinha, o que representa 80 por cento dos alunos
Na escola, a professora informou que se os pais aderissem ao computador portátil Magalhães, no futuro os filhos não poderiam aceder ao programa e.escola, destinado aos alunos do 2.º ciclo e seguintes. A informação foi mal dada e diariamente os pais questionam as escolas sobre o programa e.escolinha, informa o Gabinete de Comunicação do Plano Tecnológico da Educação.
Os alunos do 4.º ano que este ano adiram ao Magalhães, "caso a oferta se mantenha", poderão pedir o equipamento do programa e.escola no próximo ano, "independentemente do facto de ter aderido ao programa e.escolinha no decorrer do presente ano lectivo", esclarece o mesmo gabinete. Até ao momento registamos 326 mil inscrições no e.escolinha, o que representa 80 por cento dos alunos do ensino público abrangidos pelo programa. E os dois programas vão manter-se no próximo ano? "É prematuro pronunciarmo-nos sobre essa matéria", responde Diogo Sousa, do gabinete de comunicação do plano.
As dúvidas mais frequentes dos pais e dos professores são sobre o custo do computador portátil, se é obrigatório ter Internet e porque é que são os professores a fazer a inscrição.
As respostas aqui ficam: o Magalhães é gratuito para as crianças no escalão A da Acção Social Escolar, 20 euros para os do escalão B e 50 euros para os restantes. A Internet é facultativa. O computador traz vários programas instalados, alguns são adequados ao trabalho que se realiza na escola, outros permitem desenvolver materiais, comunicar ou navegar na Internet. Em todos os computadores encontram-se instaladas ferramentas de segurança, que permitem aos pais, caso queiram, acompanhar e orientar o uso dos portáteis pelos seus filhos, o chamado controlo parental.
Porque é que cabe aos professores fazer a inscrição? Porque o Governo encara o Magalhães como um "material recomendado para utilização em sala de aula". Portanto, o que se pretende é o envolvimento dos professores e das escolas.
A escola deve assegurar que muitas famílias que ainda estão familiarizadas com as novas tecnologias, possam aceder a este programa. "Pretende-se que este programa contribua para reduzir as desigualdades sociais entre alunos. O não envolvimento da escola e dos professores neste processo contribuiria para o aprofundar das desigualdades de acesso", considera o gabinete do Plano Tecnológico da Educação.
Alunos portugueses sem regras de acesso à Internet Público | 2009-02-12 | Quase metade dos alunos portugueses, entre os oito e os 17 anos, não tem qualquer controlo no acesso à Internet
Mais de 44,4 por cento dos alunos entre os oito e os 17 anos afirmam não ter regras para usar a Internet em casa e 54,3 por cento referem que ninguém controla as páginas que visitam nem mesmo o correio electrónico.
Os dados foram revelados ontem no estudo Crianças e Internet: Usos e representações, a família e a escola", elaborado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.
No caso dos 55,6 por cento de alunos que afirmaram ter regras em casa para a utilização da Internet, 71,5 por cento dizem que as mesmas se referem ao tipo de páginas que podem visitar, 62,2 por cento às pessoas com quem pode comunicar e 58,9 por cento às informações que podem dar.
Os resultados do estudo revelam que as crianças são influenciadas pela sua condição social, sendo que os pais com origens sociais desfavorecidas não compreendem a relevância da Internet no uso doméstico.
Da mesma forma, revela que a existência de regras sobre o uso da Internet em casa é maior (63,9 por cento) quando os pais têm um nível de escolaridade "superior" e menor (42,5 por cento) quando a educação dos encarregados de educação é designada de "elementar". 67,8 por cento das crianças afirmam mesmo que percebem mais de Internet do que os próprios encarregados de educação. No total dos inquiridos, 43,4 por cento dizem que aprenderam a utilizar a Internet sozinhos, e só 25,5 por cento afirma ter aprendido com a ajuda dos pais.
Questionados sobre se já sentiram medo ao usar a Internet, 12,7 por cento dos alunos respondeu "sim", sendo que o medo mais referido é o medo de desconhecidos, com 45,5 por cento de respostas. No entanto, 5,7 por cento dos estudantes admitiram já ter marcado um encontro com desconhecidos através da Internet, sobretudo rapazes entre os 13 e os 17 anos.
Mais de 80 por cento dos inquiridos reconhecem que não se pode confiar em toda a informação que se encontra na Internet e 61,1 por cento referem que é mais fácil fazer os trabalhos de casa com esta ferramenta.
Vendas de portáteis em Portugal dispararam 85,6 por cento Público | 2009-02-12 | A crise parece estar a passar ao lado do mercado dos computadores, pelo menos em Portugal. As vendas gerais de computadores (incluindo portáteis e "desktops") aumentaram 58,8 por cento no ano passado, mas foram sobretudo impulsionadas pelas vendas de portáteis, que dispararam 85,6 por cento.De acordo com os dados divulgados pela consultora IDC, o mercado nacional de computadores, que inclui as vendas de portáteis e "desktops", atingiu os 1,63 milhões de unidades em 2008, tendo crescido 58,8 por cento em relação a 2007 - um valor bastante superior à média de 16,8 por cento da Europa Ocidental.
No caso dos computadores portáteis, a diferença é ainda maior. Dos 1,63 milhões de computadores vendidos, 1,33 milhões eram portáteis, o que faz de Portugal o país da Europa Ocidental onde se vendem mais portáteis, em termos proporcionais. Em relação a 2007, o crescimento deste mercado foi de 85,6 por cento.
Do lado oposto estão os "desktops", que viram as suas vendas cair 2,8 por cento em 2008, para as 303,8 mil unidades.
De acordo com Gabriel Coimbra, da IDC Portugal, "entre os principais factores impulsionadores da procura de PCs portáteis pelo mercado doméstico e pelas empresas portuguesas estão os programas e.escolas e e.escolinhas, a crescente concorrência entre fabricantes e ainda a introdução no mercado dos mini-portáteis de baixo custo".
O estudo da IDC mostra ainda que a HP lidera o mercado nacional de computadores, seguida da Toshiba e da JP Sá Couto, que produz o portátil Magalhães.
Quando analisado apenas o segmento dos computadores portáteis, é a Toshiba que assume a liderança, seguindo-se a HP, a Asus e a JP Sá Couto.
Em relação às vendas de "desktops", a HP detém a maior quota de mercado, relegando a Dell e a JP Sá Couto para o segundo e terceiro lugares, respectivamente.
O "Magalhãesinho" mudou a vida de Nuno e de toda a família Santos Público | 2009-02-08 | Numa casa de Portel, a chegada do pequeno computador mudou hábitos de trabalho e entretenimento de pais, filhos, irmãos e tios
Ana Santos lembra-se como se tivesse sido ontem e até sabe o dia de cor - a 23 de Setembro "a senhora ministra foi à escola e deu os Magalhãesinhos!". O Nuno, o seu filho mais novo, recebeu um e a vida de toda a família mudou.
A escola de Portel, no Alentejo, onde a família de Ana Santos vive, foi uma das primeiras de Portugal a receber o computador portátil Magalhães (já foram entregues 120 mil em todo o país), destinado ao 1.º ciclo. No seu caso, foi a própria ministra Maria de Lurdes Rodrigues que os entregou e o Nuno "gostou tanto, tanto!" que, "quando chegou a casa, começou logo a usá-lo!" O Magalhães foi o primeiro computador a entrar em casa de Ana Santos, de 40 anos, e do marido, um casal que casou cedo e tem três filhos. A filha mais velha, de 22 anos, casou e tem um bebé de três, mas, apesar já não viver em casa dos pais, passa lá muito tempo com os irmãos, Vítor de 14 anos, que está no 9.º ano, e Nuno, que tem nove e está no 4.º.
Hoje, nesta casa de Portel todos usam o Magalhães. Mal a máquina chegou, a família rodeou-a e, curiosos, todos experimentaram. Em breve, com a ajuda do irmão e do cunhado, Nuno tornou-se um especialista. Usa o Magalhães para estudar, para fazer os trabalhos de casa, as cópias ou as composições. Mas também brinca. Em Outubro, um mês depois de ter recebido o computador, Nuno já tinha uma pasta só sua com músicas que tinha gravado com a ajuda do irmão, fazia vídeos com os sobrinhos e tirava fotografias.
Dos jogos à pesquisa No topo do ecrã, há uma câmara que permite fotografar e filmar e ele sabe bem como usá-la. Com o rato, desliza pelo visor até uma pasta, abre-a e mostra orgulhoso um pequeno filme que fez, no qual o protagonista é o sobrinho, que está a cantar. À noite, a família diverte-se a brincar no computador. "Gosto de jogar pinball com o meu cunhado", diz Nuno.
Uns meses depois, foi a vez de o irmão do meio, Vítor, receber o computador do programa e-escola (já foram entregues 350 mil). Bem maior do que o "Magalhãesinho", este tem uma mais-valia, o acesso à Internet. "O Nuno e o Vítor pesquisam coisas na Net para mim, porque eu também estou a tirar uma formação em Apoio à Família e à Comunidade", revela a mãe, que, antes do curso, "fazia um pouco de tudo, limpeza, passar a ferro..."
O portátil de Nuno faz tanto sucesso que a mãe-estudante já o levou para Évora, onde está a estudar, o dia todo, no novo programa Novas Oportunidades. "Levei para as professoras de Inglês e de Português verem o Magalhãesinho. Deu cá um sucesso! Ainda nenhuma delas tinha visto porque estão à espera que os seus filhos recebam!", diz divertida.
Quando era criança, Ana Santos não pôde estudar e só completou o 6.º ano. Agora, está feliz com a oportunidade de regressar à escola. "Gosto de estudar e motivo os meus filhos a estudarem. Gostava de lhes dar uma vida melhor e vou lutar e ajudá-los para que o consigam." Depois de terminado o curso, tem a esperança de conseguir um trabalho melhor. Quanto aos filhos: "Acredito que o computador pode ajudá-los a terem mais sucesso na escola porque eles têm mais acesso à informação. Foi uma coisa boa!"
2007: 9,5 Meta para 2010: 5
Grande teste chegou com a crise Bandeira política de José Sócrates foi surpreendida com o aumento do risco de falências e do desemprego em áreas-chave como a da Qimonda.
Os Magalhães não vão desaparecer, nem os serviços públicos on-line, nem a Empresa na Hora - mesmo assim o Plano Tecnológico não vai escapar à crise. Nos dois anos que ainda tem para chegar ao fim, a ideia política que marcou a primeira metade da legislatura de José Sócrates vai mostrar se sobrevive ou sucumbe.
O risco de falência da Qimonda, uma das empresas à medida do Plano Tecnológico, fez soar o alarme, com os seus 1,4 mil milhões de euros de exportações anuais em semicondutores.
O Plano Tecnológico ainda faz sentido? Sim, dizem João Caraça e Vítor Corado Simões, que acrescentaram ao guia de indicadores do Governo uma segunda grelha de análise mais profunda para verificar se o plano torna, de facto, a economia portuguesa mais competitiva. Reconhecem, porém, que esta é uma altura difícil.
"O objectivo faz sentido e a tendência geral da ideia que preside ao Plano Tecnológico deve ser mantida: melhor qualificação dos recursos humanos, introdução de uma dimensão digital e reforço da inovação", explica Corado Simões.
O país "não pode perder de vista a direcção que quer seguir", defende João Caraça, que é também director do serviço de ciência da Fundação Calouste Gulbenkian. Portugal, prossegue, "está apostado num caminho de modernização e de superação de índices de menor intensidade em relação à Europa. Tem de se manter o rumo".
Mais auto-estima O mapa de indicadores destes dois investigadores, que valoriza, entre outros, a balança tecnológica - compra e venda ao exterior de aquisição e utilização de patentes, assistência técnica, serviços de investigação e desenvolvimento -, pode mesmo vir a revelar que as crianças portuguesas têm muito mais computadores e o número de doutorados cresceu sem que essas mudanças signifiquem que a economia passou a produzir mais riqueza.
O Plano Tecnológico não dá subsídios, nem aprova projectos. É apenas uma ideia política. A grelha de indicadores escolhidos pelo Governo afere, na prática, se o discurso político convenceu, por exemplo, as empresas de telecomunicações a investir em banda larga, que por sua vez animou a compra de computadores e facilitou o acesso à Internet.
Também prioritários são os incentivos à qualificação dos recursos humanos, embora o resultado final nem sempre seja o desejado. No programa Novas Oportunidades, destinado à formação de adultos e no qual estão hoje inscritas mais de 400 mil pessoas, quem recebe um certificado ganha mais auto-estima do que oportunidades profissionais - o diagnóstico é de Hugo Rico, autor de uma tese de mestrado sobre o tema e profissional da área há sete anos.
A principal conclusão do estudo aponta que as pessoas a quem foi atribuído um certificado de equivalência escolar conseguiram sobretudo "elevar o nível de competências pessoais, da auto-estima e do auto-conhecimento e ficaram com uma maior predisposição para novas formações". O investigador ressalva que trabalhou com uma amostra "relativamente pequena, de cerca de 100 pessoas". Mas, sublinha, "na esmagadora maioria dos casos, [o certificado] não teve impacto profissional".
Pressão estatística A descoberta contrariou as expectativas com que Hugo Rico partiu para o trabalho. E, afirma, também contraria o que a maioria das pessoas procura quando se envolve nestes processos.
Hugo Rico avança uma hipótese para a ausência de impacto profissional do Novas Oportunidades: "Talvez as instituições não estejam a capitalizar as competências e não se verifique, por parte dos empregadores, um aproveitamento das habilitações obtidas."
Embora já previstos antes do Plano Tecnológico, foi só com o Novas Oportunidades que surgiram os certificados de equivalência ao 12.º ano (antes, a certificação estava limitada ao nono ano). Mas a principal vantagem do programa do Executivo de Sócrates, diz Hugo Rico, foi o grande aumento de oferta de formações para adultos: "Nunca houve em Portugal um investimento tão forte na formação de adultos."
O programa também trouxe, porém, uma preocupação com as estatísticas: "Há uma pressão enorme da tutela para que os centros certifiquem pessoas. As metas sempre existiram em qualquer trabalho, mas não estamos numa linha de produção em que se pode fazer das pessoas aquilo que elas não aprenderam [a ser] ao longo da vida."
A escola da vida também dá diplomas É fácil perceber porque é que as aulas ficaram para trás na vida de Miguel Santos: trabalhou como figurante num filme de Manoel de Oliveira, foi empregado de mesa num restaurante de luxo no Algarve, operador de transmissões no centro de mensagens encriptadas do Exército, condutor da selecção inglesa no Euro 2004 e formador de jovens com deficiências.
Uma das profissões de que mais gostou foi a de jardineiro - trabalhou numa quinta isolada na Alemanha, para onde partiu com cinco "contos" no bolso, e foi contratado, anos depois, como jardineiro da Câmara Municipal de Coimbra, onde ainda trabalha. Tem 37 anos, é funcionário numa pequena biblioteca e quer terminar o 12.º ano no âmbito do programa Novas Oportunidades.
A lista não é completa. Miguel Santos teve outras ocupações desde que abandonou a escola e São Romão, na serra da Estrela. Aos 18 anos, reprovara já "duas ou três vezes" no 8.º ano e o trabalho num bar local permitia-lhe o desafogo possível para quem era o terceiro mais velho numa família de 11 irmãos.
Depois de ter figurado como guerreiro de Viriato no filme Non, ou a Vã Glória de Mandar, de Oliveira e parcialmente rodado na região, decidiu seguir a comitiva para Lisboa. "Surgiu uma proposta de trabalho da Madragoa Filmes. Estava saturado da escola. Tinha amigos mais velhos e alguns já tinham trabalho. Também queria a minha independência." O produtor Paulo Branco deu-lhe emprego como técnico de adereços.
A experiência no cinema foi "divertida", mas curta. A partir daí, numa sucessão de empregos e formações avulso, com o serviço militar pelo meio, desenhou-se uma vida onde a escola não tinha lugar. "Não estou arrependido." Mas logo acrescenta: "Talvez tenha sido precipitado deixar a escola. A malta é nova, às vezes não pensa."
Em 2003, decidiu pedir o certificado de equivalência ao 9.º ano, através de um processo de reconhecimento de competências adquiridas ao longo da vida. E tinha adquirido muitas. Na tropa, tirou um curso de telecomunicações. Pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, tirou outro de agrária. E soma-se a isto o que os profissionais da área chamam "aprendizagem não formal". É o caso das línguas estrangeiras, que aprendeu como emigrante em Espanha e na Alemanha.
Na altura em que pediu o certificado, ninguém falava ainda de Plano Tecnológico. Desistiu do processo, retomou-o uns anos depois e quando obteve o diploma, em 2007, foi já no âmbito das Novas Oportunidades do Governo socialista.
Tirar o 9.º ano era um "grande objectivo pessoal", mas a ideia era também progredir na carreira. As novas habilitações, contudo, ainda não tiveram qualquer impacto na vida profissional de Miguel Santos: apesar de trabalhar numa biblioteca municipal, mantém a categoria de jardineiro e está à espera de promoção.
2007: 4,4% Meta para 2010: 12,5%
Nem sempre o Plano Tecnológico é a melhor ajuda As vidas profissionais de Sandra e Maria João estão distantes no tema - uma observa golfinhos no Sado, a outra reescreve documentos oficiais em linguagem clara. Os seus projectos não são tecnológicos nem "empresa na hora". São, sobretudo, mulheres empreendedoras, um grupo social que o Plano Tecnológico procura incentivar. Têm também a mesma idade, 35 anos, e duas histórias que são um bom teste às virtudes e fragilidades do Plano Tecnológico.
Maria João Fonseca lançou a Vertigem Azul com um amigo, há uma década, em Setúbal. Depois de uma licenciatura em Gestão e Planeamento de Turismo na Universidade de Aveiro, de um estágio em Londres, na Deloitte, e de um trabalho sobre o Parque Natural da Arrábida, Maria João criou, em 1998, a primeira empresa de observação de golfinhos do Sado, ao abrigo das iniciativas locais de emprego (ILE).
Dos 500 visitantes do estuário em 1998, a Vertigem Azul regista hoje 7000 anuais. Começaram por ser sobretudo estrangeiros, hoje são nacionais e escolas. Trabalha com quatro colaboradores permanentes e na época alta contrata outros tantos.
Em 2004, a empresa decidiu trocar o velho semi-rígido de seis metros e as canoas por um catamaran de 23 metros, com capacidade para 80 pessoas, comprado a um estaleiro francês. A embarcação começou a funcionar em 2007. Mal sabia que em Janeiro de 2009 o processo ainda não estaria fechado. Foram 800 mil euros de investimento. Primeiro foi a candidatura aos apoios ao abrigo do Siftur, depois o aumento de capitais próprios, depois a compra da embarcação e os registos. É aqui que Maria João ainda está.
A capitania do porto de Setúbal emitiu inicialmente licenças de navegabilidade do catamaran que considera agora insuficientes e remete o caso para o Instituto Marítimo e Portuário, em Lisboa. O processo de registo ora requerido, sobre o qual a empresa se queixa de não ser claro, implica despesas de 70 mil euros. Num processo com muitas incertezas e com a burocracia às voltas, Maria João desabafa que este é o "caminho mais antiplano tecnológico possível".
É exactamente da falta de clareza na comunicação externa da administração pública que nasceu a ideia empreendedora de Sandra Martins. A empresa, constituída em 2007, chama-se Português Claro e é a "primeira empresa portuguesa totalmente dedicada à comunicação em linguagem clara". Depois de uma formação em Psicologia, de uma passagem pelo sistema de saúde público inglês, como psicóloga, e pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Sandra fez uma pós-graduação em Empreendedorismo no ISCTE.
Depois, desempregada mas motivada pelo curso e por umas ideias que não lhe saíam da cabeça desde Inglaterra, lançou-se a criar a empresa. Candidatou o projecto da Português Claro e recebeu, no âmbito das ILE, uma ajuda equivalente a 18 salários mínimos que tinham de ser gastos em investimento e não em pessoas, o que lhe pareceu pouco apropriado tanto mais que o factor distintivo do projecto estava no conhecimento das pessoas e não nos equipamentos.
Hoje, a empresa trabalha para a administração pública, banca e consultadoria de comunicações. Um dos últimos trabalhos foi para a Segurança Social - passar para linguagem acessível os textos para o novo contact center. A Segurança Social presta perto de centena e meia de serviços (subsídio de desemprego, doença, invalidez, etc.) e para cada um deles tem um texto com regras de quatro a 20 páginas. O trabalho da Português Claro foi transformar esses textos num guião disponível no ecrã das operadoras do contact center, que abriu há um mês, de modo a responderem de forma acessível a quem telefona para lá. O Plano Tecnológico, lançado dois anos antes da criação da Português Claro, tem impacto na sua actividade, diz Sandra Martins. "Se não houvesse Simplex, ninguém falaria em simplificação. Há mais disponibilidade das organizações para este assunto."
Estima-se que 80 por cento dos portugueses não têm literacia suficiente para entender a linguagem do Estado.
2007: 142 Projectos apoiados Sem meta para 2010
Estado on-line num país com fraca literacia informática A Empresa na Hora e o Simplex tornaram-se duas das medidas mais mediáticas do Plano Tecnológico para a desburocratização da administração pública, que já levava em paralelo um programa de reforma. Hoje, as estatísticas indicam que tanto as empresas como os cidadãos deverão sentir diferenças na sua relação com as repartições públicas, onde o recurso ao trabalho informático e à Internet cresceu nos últimos anos. Em três anos, de 2005 ao final de 2007, Portugal passou da 13.ª/14.ª posição do ranking europeu para a 3.ª/4.ª posição no que se refere à disponibilidade dos serviços on-line.
Os serviços públicos disponíveis on-line e a sua sofisticação (interactividade com o utilizador) são os principais indicadores utilizados pela Comissão Europeia para avaliar a desburocratização e desmaterialização do trabalho da função pública, com base em 20 serviços públicos, dos quais 12 para cidadãos e oito para empresas.
No final de 2007 (último ano disponível), 87 por cento dos serviços da administração pública estavam ligados à Internet em banda larga, mais 14 pontos percentuais do que dois anos antes. Também a disponibilidade de serviços públicos on-line passou de 40 para 90 por cento entre 2005 e 2007 e a sua sofisticação de 68 para 90 por cento, com maior peso para as empresas: os serviços para estas já atingiram o nível máximo de 100 por cento, de acordo com dados do coordenador do Plano Tecnológico.
Uma outra medida de aparente crescimento refere-se à entrega de declarações por via electrónica. Portugal tinha 6,7 milhões de utilizadores registados de declarações electrónicas, até 2008, ou seja, mais quatro milhões do que em 2004.
No entanto, esta pode não ser uma medida directa de sucesso. Sandra Martins, da Português Claro, lembra que num país onde 80 por cento dos cidadãos não têm um nível de literacia suficiente para entender a linguagem do Estado e 20 por cento não conseguem preencher um formulário, muitos "pagarão para ter a sua declaração de IRS preenchida na Internet".
2007: 90% Meta para 2010: 100%
Wikipedia prepara aproximação às enciclopédias tradicionais Público | 2009-01-28 | A Wikipedia pode vir a adoptar um modelo de revisão, aproximando-se assim do funcionamento de uma enciclopédia tradicional. O fundador Jimmy Wales propôs que as alterações feitas por utilizadores recém-chegados tenham de aguardar o aval de editores mais experientes antes de surgirem nas páginas.
A ideia surge na sequência de dois erros recentes. Durante o almoço da tomada de posse de Barack Obama, o senador Ted Kennedy desmaiou e foi hospitalizado e um outro senador, Robert Byrd, de 91 anos, resolveu sair da cerimónia após o incidente. Pouco passava das três da tarde quando a Wikipedia dava os dois como mortos. Mas estão ambos de boa saúde.
Os erros foram corrigidos cinco minutos depois. É uma das características do site: o grande número de utilizadores atentos a cada modificação faz com que a maioria dos erros não persista durante muito tempo. Mas a correcção não foi célere o suficiente para que a imprensa e a blogosfera não desse conta da falha e para que não se levantassem protestos contra a falta de exactidão da enciclopédia.
As alterações nas entradas dos dois senadores foram feitas por pessoas diferentes, que não eram utilizadores assíduos da Wikipedia: um deles não tinha qualquer historial no site, o outro tinha apenas feito outras duas contribuições nos dias anteriores.
A maioria do conteúdo da Wikipedia é produzida por um núcleo relativamente restrito de utilizadores voluntários. Como em qualquer comunidade online, estes utilizadores são ciosos da sua reputação e tendem a zelar pela exactidão das entradas que escrevem ou alteram. Mas qualquer cibernauta pode modificar o conteúdo e são estes que frequentemente introduzem erros.
A proposta de Wales - que sugere apenas um período de testes do novo modelo de funcionamento - não é pacífica. Ao estilo da Wikipedia, a sugestão está sujeita à aprovação da comunidade. Muitos utilizadores argumentam que a solução (adoptada, por exemplo, na Wikipedia alemã) tornaria o processo de actualização demasiado lento e trabalhoso. Cerca de 60 por cento dos participantes na discussão mostram-se favoráveis à mudança.
Mais de três quartos dos computadores vendidos em Portugal já são portáteis Público | 2009-01-16 | A nível global, 2008 foi o ano em que os desktops foram ultrapassados. Mas no mercado português o fenómeno já é antigo e as marcas enfrentam o desafio dos pequenos netbooks
Os computadores portáteis ganham terreno face aos de secretária, os preços baixam e os mini-portáteis são um sucesso e uma aposta de várias marcas. Em traços largos, é o retrato recente da venda de computadores a nível mundial.
Em Portugal, o mercado não foge à regra - mas, se no resto do globo só em 2008 os portáteis ganharam a dianteira (e por uma ligeira margem), no caso português já há muito que os consumidores preferem a portabilidade.
Dados da empresa de análise de mercado GfK apontam que, entre Janeiro e Novembro do ano passado, 78 por cento dos computadores vendidos em Portugal eram laptops. À frente do que se passou a nível internacional, este indicador era de 71 por cento em 2007 e atingira os 68 por cento no ano anterior.
Já os preços têm vindo a descer (um fenómeno que favorece a adopção de portáteis, que há uns anos eram muito mais caros do que os restantes computadores). Em 2008, indica a GfK, um portátil em Portugal custava, em média, 775 euros (os desktops ficavam-se pelos 580). Mas, há apenas dois anos, comprar um portátil implicava um gasto médio de 1115 euros.
Com um mercado de portáteis maduro, um dos desafios que as marcas enfrentam agora é a explosão do negócio dos netbooks, assim chamados pelo facto de estarem vocacionados para tarefas básicas, como o processamento de texto, o acesso à Web, a utilização de e-mail e de outras aplicações online. São computadores muito pequenos e leves, vendidos a preços que oscilam entre os 200 e os 400 euros.
Tipicamente, os ultra-portáteis eram computadores com características técnicas próximas das de um portátil convencional e vendidos a preços muito elevados, para executivos interessados em manter uma conectividade constante. O segmento dos netbooks foi inaugurado pela Asustek, em 2007. Também em Portugal, a Asustek, com o Eee PC, foi a primeira a chegar. Desde então, porém, várias marcas apresentaram os respectivos modelos de netbooks.
Neste sector, a Acer foi das marcas mais rápidas a reagir e, a nível global, já conquistou o lugar da frente: segundo a empresa de análises DisplaySearch, a Acer detém 39 por cento do mercado, contra 30 da Asus.
Risco de canibalização A HP é líder mundial na venda de portáteis, com uma quota de mercado a ultrapassar os 18 por cento. Em Portugal, a empresa vendeu 56 mil destes computadores em 2008 - mas não especifica qual a fatia de mercado a que este volume corresponde. Contudo, tendo em conta as vendas conjuntas de laptops e desktops, a marca fabrica um quarto dos computadores vendidos no mercado português.
O director de marketing da HP em Portugal, Alexandre Silveira, considera a tendência para os mini-portáteis "um movimento natural da indústria". E nota que este sucesso não está a afectar as restantes vendas.
Um dos desafios que a indústria enfrenta com o sucesso dos netbooks é o facto de o fenómeno poder ter um impacto negativo na venda dos portáteis tradicionais. Quando a Asus lançou o Eee, tinha como alvo os estudantes. Mas o produto tornou-se atractivo para vários públicos. Só que, enquanto alguns optam pelos netbooks como segundos computadores (às vezes, como segundos portáteis), noutros casos o netbook é a primeira opção.
Alexandre Silveira, no entanto, observa que "não se assiste a uma canibalização com expressão no mercado de portáteis". E refere um aspecto positivo: "É uma nova proposta [também dirigida a] utilizadores que, de outra forma, não iriam adquirir um portátil". Silveira faz uma analogia com os voos low-cost: "Continua a haver lugar para vários tipos de oferta. De um modo geral existem mais passageiros, mas coexistem os utilizadores deste tipo de voos com os das carreiras tradicionais".
Em meados de 2008, as lojas FNAC começaram a vender o portátil Eee, da Asustek. Era uma máquina pequena, com um monitor de apenas sete polegadas (um portátil tradicional tem normalmente um ecrã de 15 polegadas), muito leve e equipada com Windows ou uma versão especial de Linux. O computador já estava à venda há algum tempo nos EUA e, quando chegou a Portugal, conquistou adeptos. Não muito tempo depois, surgiu nas lojas o Acer Aspire One, com um ecrã e teclado ligeiramente maiores, bem como novos modelos do Eee, também maiores do que o original e que proporcionavam um maior conforto de visualização e na utilização do teclado. Rapidamente, surgiram ofertas de outras empresas: chegaram a Portugal netbooks da Toshiba, LG, HP, novos modelos da Asustek e ainda da marca portuguesa Tsunami. Em Setembro, também o Magalhães (que se encaixa na categoria de netbook, embora seja destinado a crianças ou adultos sem experiência com computadores) chegou às prateleiras.
Wikipedia faz 7 anos Público | 2009-01-15 | Nasceu em 2001, anos antes da moda da criação e partilha de conteúdos chegar à Web. Muitos negam que seja uma verdadeira enciclopédia - mas é sem dúvida um gigantesco repositório de saber. No dia do sétimo aniversário, sete factos sobre a enciclopédia.
O termo wiki não nasceu com a Wikipedia. Trata-se de uma palavra havaiana que significa "rápido". A palavra também foi aplicada na Internet muito antes de a Wikipedia nascer. Neste contexto, designa uma página Web que pode ser facilmente editada por qualquer pessoa. O primeiro wiki chamava-se WikiWikiWeb e foi lançado em 1995 por um programador in formático americano - o site era dedicado a programação e foi um sucesso, dando origem a vários sites que adoptaram o mesmo modelo colaborativo.
Actualmente, há muitos wikis para além da Wikipedia. Um deles é o dicionário Wiktionary, que está associado à enciclopédia.
Há muitos que hesitam em chamar enciclopédia à Wikipedia. Mas o primeiro projecto do fundador Jimmy Wales estava muito mais próximo de uma enciclopédia tradicional.
A Nupedia, lançada em 2000, pretendia ser uma enciclopédia gratuita on-line (tal como a actual Wikipedia). Mas cada artigo deveria ser revisto por especialistas que estivessem dispostos a colaborar voluntariamente. A Wikipedia nasceu pouco depois como um projecto secundário.
A Nupedia, contudo, foi um fracasso. O processo de revisão de artigos era demorado e, ao fim de mais de três anos de actividade, o site acabou por encerrar. Estavam então concluídas apenas 24 entradas. Só a Wikipedia em língua inglesa conta hoje com quase 2,7 milhões de artigos.
Jimmy Wales, de 42 anos, enriqueceu o suficiente nos mercados financeiros em meados da década de 90 para não ter de se preocupar com dinheiro. É, regra geral, descrito como o fundador da Wikipedia. Mas não estava sozinho no lançamento do site.
Na verdade, a ideia de criar uma enciclopédia aberta foi descrita pela primeira vez pelo filósofo Larry Sanger, que Wales contratara como director da Nupedia (que veio a dar origem à Wikipedia). Contudo, Wales, em 2005, alterou o conteúdo da sua própria biografia na Wikipedia para retirar a expressão "co-fundador" e apagar o papel de Sanger no lançamento do site. A Wikipedia permite que as pessoas façam apenas pequenas alterações às respectivas biografias. Wales ultrapassou estes limites.
Fazer uma pesquisa no Google significa frequentemente ter a Wikipedia nos resultados cimeiros. Isto acontece por causa da forma como o Google hierarquiza os sites.
A cada site, o motor de busca atribui uma nota, calculada com base no número de links que esse site recebe. O Google considera um link de uma página para outra como um voto da primeira na última. Mas os "votos" não são todos iguais. Um link a partir de uma página é tão mais importante quantos mais links essa página, por sua vez, tiver recebido. E também são contados os "votos" de um site em si próprio.
Ora, uma página da Wikipedia tem vários links para outras páginas da enciclopédia e para outras secções do site. A Wikipedia é uma fábrica de links para si própria - e a isso o Google não resiste.
Se a versão inglesa tem quase três milhões de entradas, a Wikipedia portuguesa fica-se por uma conta muito mais modesta: cerca de 450 mil artigos. O número, porém, é o suficiente para a Wikipedia em língua portuguesa ser a oitava maior, atrás de línguas como o francês, o alemão e o japonês, mas à frente do espanhol.
A Wikipedia em português integra artigos escritos em português de vários países. A ortografia do Brasil é mais frequente e muitos artigos dizem também respeito a pessoas, locais ou factos associados a este país. Indicadores como o tráfego do site ou a proveniência dos utilizadores activos apontam serem sobretudo os brasileiros a impulsionarem a Wikipedia lusófona.
Os artigos da Wikipedia não são apenas gratuitos - são de todos. O site optou por uma licença que permite a qualquer pessoa a cópia integral, redistribuição e modificação dos conteúdos, inclusivamente para fins comerciais.
Foi ao abrigo das permissões desta licença que o portal Sapo lançou, em finais de 2007, o Sapo Saber. Basicamente, é uma réplica da Wikipedia lusófona, que privilegia os conteúdos respeitantes a Portugal e na qual algumas entradas são validadas por especialistas - o objectivo é que essas páginas sejam marcadas como tendo sido validadas, numa tentativa de contornar um dos grandes problemas que os detractores apontam à Wikipedia: a falta de credibilidade.
Na Alemanha, foi lançada uma versão da Wikipedia em livro (acompanhado por um DVD), que contém os 50 mil artigos correspondentes aos termos mais pesquisados naquele país. Algumas iniciativas também gravaram conteúdos do site em CD para distribuir em países africanos com dificuldades de acesso à Internet.
A Wikipedia é dos sites mais visitados do mundo. Segundo o Alexa, um serviço de medição de tráfego na Internet, é o oitavo site mais consultado: são milhões de utilizadores a acederem diariamente a milhões de artigos, que são escritos, revistos e alterados por milhares de pessoas. Tudo isto implica uma imensa infra-estrutura informática (e 23 funcionários) para manter a Wikipedia a funcionar. O fundador Jimmy Wales informou recentemente que o projecto gasta "menos de seis milhões de dólares [4,6 milhões de euros]" anuais.
O site, contudo, não recorre a anúncios publicitários (que seria o modelo de negócio mais óbvio). Em 2002, Wales garantiu que a Wikipedia nunca teria publicidade. Em vez disso, o site lança periodicamente campanhas de angariação de donativos. A mais recente arrancou em finais de Dezembro. Poucos dias depois, a meta dos seis milhões de dólares tinha já sido ultrapassada. Além disto, algumas empresas oferecem gratuitamente equipamento e serviços.
Chegou a era dos portáteis Público | 2009-01-12 | São pequenos (ou mesmo muito pequenos), estão cada vez mais baratos, transformaram-se em acessórios de moda e satisfazem as modernas necessidades de conectividade constante. Os portáteis estão a ganhar terreno aos tradicionais computadores de secretária - é o começo de um novo ciclo.
É um sinal dos tempos e veio dois ou três anos antes do que a maioria das previsões antecipava: em 2008, noticiou a agência Reuters em Dezembro, já se venderam mais computadores portáteis em todo o mundo do que computadores de secretária. A diferença entre as vendas dos dois tipos de computador ainda é ligeira - poder-se-ia até falar de um empate técnico. Mas a tendência é clara e a distância entre desktops e portáteis vai aumentar nos próximos anos. Este é o momento em que começa o fim de uma era.
Ainda no início da década, os computadores portáteis eram uma opção relativamente rara. A razão era simples: eram muito mais caros do que um computador de secretária. Hoje, um olhar sobre os catálogos e escaparates das lojas de informática não deixa margem para dúvidas: a redução dos preços dos computadores esbateu a diferença entre desktops e laptops. Mesmo os portáteis de baixa gama têm capacidades técnicas suficientes para as necessidades da maioria dos utilizadores (escrever textos, navegar na Internet, jogar jogos simples) - e os preços destes modelos rondam os 500 euros. Aproveitando promoções, não é difícil consegui-los por valores mais baixos (já os topo de gama aproximam-se dos três mil euros).
Com os preços reduzidos e a mobilidade a ser uma vantagem incontornável, o que poderá levar alguém a comprar um computador de secretária? O preço, precisamente, pode continuar a ser uma razão. Para utilizadores pouco exigentes, cerca de 100 euros (teclado, rato e monitor à parte) bastam para comprar uma máquina com características técnicas que fazem corar de inveja quem tenha comprado um computador há mais de dois anos. Mesmo fazendo as contas ao resto do equipamento, os gastos para ter a máquina a funcionar em casa não ultrapassam as poucas centenas de euros.
Entre os utilizadores que tipicamente preferem os desktops estão os jogadores inveterados. Muitos dos modernos jogos de computador exigem máquinas potentes - e obter um portátil com este nível de desempenho já implica abrir muito os cordões à bolsa. Além disto, os portáteis têm ecrãs relativamente pequenos onde se perde parte da qualidade gráfica que estes jogos oferecem. Por razões semelhantes, alguns profissionais que trabalham na edição de vídeo, imagens ou fotografia preferem fazê-lo em computadores de secretária.
Acessórios de moda A adopção de portáteis reflecte também novas necessidades, surgidas com a massificação do acesso à Internet. A procura de conectividade constante, a larga oferta de produtos de Internet móvel (um tipo de ligação que foi bem recebida pelo mercado português), a maior dependência de ferramentas on-line para trabalho e diversão fomentam o uso do computador em muitos ambientes para além da casa ou do escritório.
Diversos locais públicos têm procurado nos anos recentes adaptar-se a esta realidade. Um pouco por todo o país, câmaras municipais lançam iniciativas para disponibilizar Internet gratuita e sem fios. Vários bares e cafés usam a oferta de ligação à Internet como chamariz de clientela, sobretudo jovem. Ler o e-mail enquanto se toma café tornou-se um hábito para alguns utilizadores - e passou a ser tido como parte de um estilo de vida urbano e moderno.
Já do ponto de vista profissional, os portáteis aproximam-se, em certos casos, do imprescindível. Muitos executivos não dispensam levar o computador consigo nas muitas viagens que fazem (há Internet nos aeroportos, nos hotéis e já se começam a testar sistemas de acesso dentro dos aviões). As marcas que apostam neste segmento esforçam-se para criar baterias com uma duração cada vez maior, de forma a responder às necessidades de profissionais que passam boa parte do tempo fora do escritório. É o caso da HP, que anunciou em Setembro uma bateria capaz de trabalhar 24 horas sem ser recarregada.
Por outro lado, um computador já não é uma mera ferramenta. Hoje, o computador pessoal é muito mais pessoal do que há uns anos e é um objecto suficientemente estimado para muitos preferirem trazê-lo sempre debaixo do braço ou na mochila, em vez de o deixar em casa e serem obrigados a usar outros computadores fora de portas. E, enquanto objecto pessoal, um portátil tem uma outra vantagem sobre um computador de secretária: transforma-se facilmente num acessório de moda. É um caminho que não passou despercebido aos fabricantes.
Muitas marcas já perceberam que o tempo dos portáteis em tons de cinzento está ultrapassado. A Sony, com a sua gama Vaio, produz computadores de múltiplas cores e padrões. As estruturas em plástico brilhante estão na moda (é uma aposta da LG, por exemplo). E a Apple (cujos portáteis têm vindo recentemente a conquistar adeptos em Portugal) faz do design e do aspecto sofisticado quase uma questão de honra.
Ainda mais portáteis Desde o ano passado que têm vindo a surgir em Portugal vários modelos de um novo tipo de portátil. São aparelhos muito pequenos, muito leves (alguns chegam a pesar menos de um quilo) e baratos: os preços oscilam entre os 250 e os 400 euros. A Asus inaugurou este mercado, mas, desde então, a LG, a Acer e a Toshiba já introduziram os respectivos modelos.
O portátil Magalhães tem a particularidade de estar pensado para crianças, mas também se encaixa nesta categoria. São portáteis que se destinam sobretudo a tarefas como escrever texto, navegar na Web e usar o e-mail (é possível ouvir música e até ver filmes, mas não jogar um jogo de última geração). E, embora o primeiro-ministro José Sócrates tenha garantido, em Outubro, durante a cimeira ibero-americana e perante vários chefes de Estado, que os seus assessores não precisavam de outra ferramenta, o mais provável é que quase ninguém use o Magalhães ou qualquer outro computador deste género para trabalho a sério.
Estes computadores, chamados netbooks, são construídos para quem precisa de muita mobilidade e não tem que usar software exigente, uma vez que a performance destas é reduzida face à de outros computadores. Alguns netbooks estão equipados com sistemas operativos Windows, mas outros têm instaladas versões especiais de Linux, desenhadas para tirar o máximo proveito dos ecrãs de reduzidas dimensões. Apesar das limitações, têm sido um sucesso.
O domínio dos computadores portáteis já se desenhava há alguns anos, mas, como tipicamente acontece no mundo da informática, não foi previsto com muita antecedência. Na década de oitenta, quando os portáteis eram muito rudimentares e um luxo muito caro, havia a convicção de que um computador que podia ser transportado facilmente era apenas um produto de nicho. Em 1985, o New York Times chamava aos portáteis "computadores para executivos" e argumentava que também poderiam interessar aos militares.
Não é caso único de previsão falhada. Anos antes, em 1977, um empresário americano e engenheiro do prestigiado MIT, chamado Ken Olsen, fizera uma outra previsão, que ficou célebre na história da tecnologia: "Não há nenhuma razão para alguém ter um computador em casa". Na verdade, havia várias e os desktops, que nessa altura começavam a chegar ao público, acabaram por massificar-se e dominar o mercado. Foi uma era que durou perto de 30 anos.
1975 A IBM lança o primeiro computador com o aspecto de um desktop moderno. Incluía um teclado querty, monitor e um dispositivo de armazenamento de informação em fita magnética.
1975 É fundada a Microsoft, responsável pelo MS-DOS e pelo Windows, actualmente o sistema operativo mais usado em todo o mundo.
1976 É fundada a Apple, que criou em finais da década de 70 e início de 80 vários computadores pessoais inovadores para a época.
1981 A IBM lança o IBM Personal Computer, equipado com DOS. É lançado o primeiro PC portátil - pesava mais de dez quilos.
1983 A Apple lança o primeiro sistema operativo com interface gráfica.
1985 A Microsoft lança o Windows, aderindo ao paradigma das interfaces gráficas.
1986 A IBM introduz no mercado o primeiro portátil com um aspecto semelhante ao dos actuais.
1990 A Intel fabrica processadores próprios para portáteis.
1991 A Apple lança os portáteis PowerBook, introduzindo algumas inovações num mercado onde já operavam vários fabricantes.
Biblioteca Digital Camões com novos conteúdos é sinal do caminho para o séc. XXI Público | 2009-01-08 | No mês em que comemora 80 anos, o Instituto Camões renova o seu site e, através das novas tecnologias, prepara o caminho para o futuro.
O Centro Virtual Camões, que pertence ao site oficial do Instituto Camões e integra a Biblioteca Digital Camões, tem cerca de 500 mil visitas mensais. A partir das 16h de hoje poderá passar a ter muito mais, pois a Biblioteca Digital Camões abrirá com design renovado e novos conteúdos.
É um projecto em construção, afirma a presidente do Instituto Camões, Simonetta Luz Afonso, que pretende que esta biblioteca digital venha a ser um repositório da cultura em língua portuguesa e que seja um sinal do caminho a seguir pelo instituto neste século XXI.
Terá dicionários, a Infopédia, obras e partituras em PDF que poderão ser descarregadas. E a obra Os Lusíadas estará disponível a partir de hoje em formatos que permitem a sua leitura em telemóveis. Outras obras se seguirão.
A Biblioteca Digital Camões do site do Instituto Camões (http://www.instituto-camoes.pt/) irá disponibilizar 1200 documentos da cultura portuguesa dos últimos cinco séculos (textos literários, pautas musicais, ensaios, poesia e estudos científicos). Alguns já existem dispersos em outros sites, mas aqui ficarão agrupados num só sítio.
Estes conteúdos resultam de acordos até agora feitos com a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), a Porto Editora, a editora Quimera, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), o Instituto de Investigação Científica Tropical (o seu acervo é o do antigo arquivo da Torre do Tombo) e ainda a MISO.
Foi conseguida a cedência dos direitos de publicação electrónica do acervo da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses através da DGLB e a digitalização (que inclui por exemplo as revistas Oceanos e outras edições que estão esgotadas e desapareceram do mercado) está a ser feita pela equipa do Instituto Camões.
Obras esgotadas do catálogo do INCM, já em domínio público (de autores falecidos há mais de 70 anos), irão estar disponíveis para descarga gratuita, bem como a colecção de clássicos portugueses da Porto Editora que inclui obras de Camilo, Júlio Dinis, Herculano, Vieira e Garrett.
Estas não são novidade, pois já estão disponíveis há anos em PDF no site da Porto Editora, bem como a colecção Vicente (a edição crítica da obra completa de Gil Vicente), que irá estar disponível na Biblioteca Digital Camões, mas que também pode ser descarregada através do site da Quimera. Contactaram também o projecto Gutenberg e utilizarão alguns dos seus conteúdos.
Algumas instituições mostraram-se disponíveis para fornecer conteúdos que não estão ainda no domínio público, mas pediram ao IC algum tempo para negociar com os autores.
Uma caixa de pesquisa para a Infopédia, da Porto Editora, estará disponível e a novidade é que quem aceder à enciclopédia em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Timor-Leste terá acesso gratuito.
Novas bases de dados foram acrescentadas ao Centro Virtual Camões (Novos escritores Portugueses, Banda Desenhada Portuguesa, Animação Portuguesa, Arte Contemporânea Portuguesa e Música Portuguesa dos Sécs. XIX, XX e XXI) e vão disponibilizar 200 partituras. "Há todo um mundo que através das novas tecnologias nós podemos abrir à cultura portuguesa. Inclusivamente, pedi-lhes que colocassem a partitura do hino nacional porque é muito pedida por estrangeiros", diz Simonetta Luz Afonso.
200 partituras de música portuguesa dos séculos XIX, XX e XXI vão estar disponíveis na Biblioteca Digital Camões.
80 anos de história. Protocolos serão assinados no dia 22 No dia 22 de Janeiro irá realizar-se uma cerimónia de comemoração do aniversário dos 80 anos do Instituto Camões (1929-2009) e nessa altura serão assinados os vários protocolos com as editoras e com as instituições que estão a participar neste projecto. Os cursos de formação a distância também fazem parte do Centro Virtual Camões, o sítio na Internet do Instituto Camões que serve para apoio ao ensino e aprendizagem do português.
A ideia nasceu quando um senhor telefonou da Sibéria para o Instituto a pedir que lhe dessem todos os dias uma aula de português pelo telefone.
Actualmente são mais de doze os cursos on-line (de cultura portuguesa contemporânea, estudos pós-coloniais, etc.) que são pagos e têm monitores. Este ano serão integrados três novos cursos de Intercompreensão linguística (Português, Espanhol, Francês), Interpretação de Conferências e História da Primeira República.
Câmaras nos tectos, aulas nos e-mails, animações nos quadros interactivos Público | 2008-12-26 | A escola secundária Serafim Leite de São João da Madeira, escola-piloto do Plano Tecnológico da Educação, adapta-se às mudanças com agrado. 450 computadores em rede foram colocados na Escola Serafim Leite, para serem utilizados por um total de 950 estudantes.
À entrada, um aparelho exige que o cartão electrónico do aluno seja utilizado. Na fachada do edifício, há câmaras de vigilância que se espalham pelos corredores e outros espaços. No tecto, milhares de fios colocados numa esteira de rede. Nas salas, quadros interactivos substituem os riscos de giz.
No início do ano lectivo, os alunos da escola secundária Serafim Leite de São João da Madeira (distrito de Aveiro) regressaram à escola com a primeira medida do Plano Tecnológico da Educação (PTE) em pleno. Ou não fosse a escola-piloto do projecto, juntamente com a secundária André Gouveia de Évora.
"As aprendizagens melhoraram, as aulas são interactivas e não monótonas." Joana Leite, 15 anos, está satisfeita com as novidades: "Podemos enviar, na hora, uma aula por e-mail para um colega que esteja doente, já que os apontamentos que o professor faz no quadro ficam gravados."
"E podemos ir buscar apontamentos feitos anteriormente para recomeçar a aula naquele assunto", acrescenta Bruno Sousa, de 15 anos. O estudante está contente por ter mais opções nas tarefas a fazer em casa: "Podemos fazer trabalhos em suporte digital e não corremos o risco de não haver computadores." As câmaras intimidam? "É uma questão de segurança", responde Joana.
Eduardo Ribas, 13 anos, faz o seu balanço. "A escola ficou mais organizada e segura, há mais condições de estudo. O quadro interactivo dá muito jeito para ter aulas diferentes e com o cartão electrónico, o dinheiro fica mais seguro", diz, numa pausa do estudo para o teste de Francês. Cátia Tavares, 16 anos, remata: "A tecnologia está agora mais à mão."
Os números revelam a mudança: 450 computadores em rede numa escola com 950 alunos, 20 quadros interactivos, 44 videoprojectores, cartão electrónico do aluno em funcionamento, 16 câmaras de vigilância, alarme contra intrusão nas 44 salas, wireless em todo o recinto escolar, uma rede informática reestruturada. Em três semanas, os sistemas foram montados, o interior da escola foi pintado, sem que as aulas fossem interrompidas.
Ferramenta poderosa Na aula de Português, escreve-se no quadro interactivo o que são textos literários e não literários. A professora escreve a azul, sublinha a amarelo. Não foi preciso, mas podia colocar imagens, transcrever textos.
O professor de História da Cultura e das Artes, Luís Mateus, tenta usar as potencialidades do quadro interactivo: mostrar imagens, projectar informação recolhida na Internet e animações. "É uma ferramenta muito poderosa, muito motivadora e exige muito mais." Mais tempo e imaginação na preparação das aulas: "É uma sobrecarga para o professor, mas todo o trabalho fica para o futuro, uma vez que pode ser gravado. É um investimento a prazo."
"Fica uma escola mais brilhante e esperemos que os resultados dos alunos também o sejam", afirma Raquel Vasconcelos, professora de Informática. As mudanças foram sentidas de imediato, os alunos não tiram os olhos do quadro interactivo. "Parecia que estavam sedentos de aulas diferentes, queriam ser os promotores da utilização das novas tecnologias." Mais motivação, mais trabalho em casa para os docentes. "Temos de adaptar o nosso know-how às novas tecnologias porque são o motor de motivação para grande parte dos alunos".
O presidente do conselho executivo da secundária são-joanense, Pedro Gual, garante que o processo foi pacífico. Até ao momento, ninguém bateu à porta do seu gabinete com queixas.
"Dias alucinantes" "Os professores começam a ter ao seu dispor um conjunto de equipamentos que não tinham antes, mesmo em termos de acesso de informação. São condições mais facilitadoras", diz Gual. Para isso, a escola viveu duas semanas, em Maio, em que quase não respirou.
"Foram 15 dias alucinantes... chegámos a um ponto em que tínhamos tudo desmontado, pó em todos os sítios, cabos por todo o lado, tudo virado de pernas para o ar e as aulas nunca pararam", lembra.
Curiosamente, Gual desconhece por que foi a sua escola a escolhida para estrear o PTE - programa de modernização tecnológica do Ministério da Educação que pretende equipar as escolas do país com 310 mil computadores, nove mil quadros interactivos e 25 mil videoprojectores, até 2010, num investimento de 400 milhões de euros.
Um ano cheio de novidades A escola são-joanense que é "cobaia" do PTE.
Três notícias em simultâneo: em Maio, a secundária Serafim Leite começou a colocar em marcha o Plano Tecnológico da Educação, na altura em que celebrava 50 anos de vida e no momento em que o seu Centro Multidisciplinar e Interactivo era inaugurado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
Um aniversário com vários pretextos. Estrear um projecto da tutela, celebrar meio século de actividade e abrir um novo espaço à comunidade escolar. Um centro constituído por um auditório com 105 lugares, biblioteca, área polivalente, cafetaria e sala de reuniões. Uma área que pode ser usada pela cidade para conferências e encontros.
Biblioteca digital para crianças lançada amanhã Público | 2008-12-17 | "Está a surgir uma nova forma de leitura".
Muito se tem dito sobre os hábitos de leitura dos portugueses não serem os ideais, principalmente os dos mais novos que, cada vez mais, se deixam enfeitiçar pela televisão e, acima de tudo, pela Internet. Como ultrapassar estas dificuldades? Juntam-se os livros à Internet. Desta associação nasceu a Biblioteca de Livros Digitais, que disponibiliza livros dirigidos a crianças e jovens para leitura on-line.
"Está a surgir uma nova forma de leitura", afirmou Carlos Correia, director do Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, responsável pelo projecto. "Queremos privilegiar as crianças mais novas, de sete, oito anos, mas sem deixar de lado as outras faixas etárias".
Apesar da maioria dos livros serem infantis, alguns já são dirigidos para adolescentes. "Eu e a Isabel [Alçada] tivemos um desafio: ajudar as crianças mais novas a usar a informática, nomeadamente o Magalhães, de uma forma que as interesse."
Na abertura, o site contará com nove livros digitais, alguns deles originais, outros já publicados, e durante o próximo semestre serão colocados mais 35. Os que estarão lá inicialmente serão muito mais do que um texto num computador. Permitirão folheá-los, contam com ilustrações, algumas delas animadas, e terão ainda a opção de serem lidos por actores. "É altamente criativo. Para os mais pequenos, o uso da voz por actores ajuda-as a ler melhor."
A Biblioteca de Livros Digitais pretende também criar uma rede social. Aos registarem-se, os utilizadores poderão juntar-se como amigos e participar na secção Os Livros da Malta, onde cada um pode acrescentar algo no final de qualquer livro. "O livro passa a pertencer a alguém", sugere Carlos Correia.
Esta biblioteca digital, criada em parceria com o Plano Nacional de Leitura, será apresentada amanhã de manhã na Escola EB1 de Telheiras e enquadra-se no Clube de Leituras, uma iniciativa lançada em Junho do ano passado.
Plano Tecnológico no início de 2009 Público | 2008-11-28 | Formação para professores prestes a arrancar.
A formação e a certificação de professores em competências de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) vai arrancar no primeiro trimestre de 2009, disse à Lusa João Trocado da Mata, coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE).
"Estamos na fase de iniciar as acções de formação de formadores assegurada pelas instituições de ensino superior. A nossa expectativa é que no primeiro trimestre de 2009 comece a formação e a certificação dos professores para que seja cumprida a meta prevista", disse Trocado da Mata. O objectivo é que mais de 90 por cento dos docentes consigam até 2010 aproveitar ao máximo as TIC disponíveis nas salas de aulas.
Segundo o documento Competências TIC: Estudo de implementação, pedido pelo Ministério da Educação e a que a Lusa teve acesso, o plano vai ser desenvolvido em três níveis de formação e avaliação de competências dos docentes, que dão origem a três tipos de certificados.
O primeiro nível de formação dos docentes destina-se à aquisição de competências digitais, que "respeita, no essencial, à utilização instrumental das TIC e domínio de ferramentas de escrita e cálculo em formato digital". No segundo nível estará a aquisição de competências pedagógicas das TIC, que devem integrar os processos de aprendizagem. O terceiro nível, de competências avançadas, pretende que sejam os próprios professores a criar soluções de utilização de TIC de forma inovadora nas aulas.
Alunos sem computador Correio da Manhã | 2008-11-24 | Lagos: Dívida desconhecida complica entrega de dois portáteis no âmbito do programa e-escola.
Uma dívida de um desconhecido à operadora Optimus impediu o acesso de duas crianças a computadores a baixo custo, através do programa e-escola, desenvolvido pelo Governo.
No início de Outubro, Gaynor de Jesus, mãe de Lucas e Naomi, de 13 e 12 anos, quis aderir ao programa idealizado pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Através do serviço móvel Kanguru (Optimus), um dos três disponível, Gaynor formalizou a proposta de adesão. Passados alguns dias, informaram-na de que "se não pagasse a dívida em atraso, o processo era cancelado".
"Nunca usufrui dos serviços dessa empresa. Só a escolhi porque na escola dos meus filhos tem uma melhor capacidade de rede móvel. Como é que me podem exigir que pague algo que não usei?", questiona Gaynor, britânica a residir em Portugal há mais de 20 anos.
Alguém apresentou um número de identificação igual ao dela. Gaynor identifica-se com um Cartão de Residência Permanente. "Não sei como é que alguém pode ter o mesmo número que eu". O CM apurou que o número corresponde a um passaporte de um empresário estrangeiro com três dívidas em atraso.
Confrontada pelo CM, a Optimus alegou estar a averiguar o assunto. Depois contactou a mãe, informando que os PC serão entregues "nos próximos dias".
Três programas para meio milhão ter portáteis Em Junho de 2007, o Governo garantiu computadores e acesso a banda larga a mais de meio milhão de portugueses, através de três programas específicos para alunos, professores e formadores.
O programa e-escola assegura computadores para 240 mil alunos a preços reduzidos, por exemplo, sem entrada inicial e uma mensalidade de cinco euros pela internet para os inscritos na Acção Social Escolar. Através do programa e-professor, cerca de 150 mil docentes do Ensino Básico e Secundário podem ter acesso a um portátil, por uma entrada inicial de 150 euros. Também foram contemplados 250 mil formadores, através do programa Novas Oportunidades.
Biblioteca digital da UE arranca em reacção ao Google Público | 2008-11-21 | A Europeana permite o acesso a dois milhões de imagens de livros, quadros, documentos e obras de arte dos 27 países da EU.
Convencionou-se descrever a Europeana como uma biblioteca digital, mas o site que arrancou ontem é na verdade um motor de pesquisa para o acervo de museus, bibliotecas e instituições culturais dos 27 Estados-membros da União Europeia.
O projecto (ainda em fase experimental e acessível em europeana.eu) tem vindo a ser desenvolvido nos últimos três anos e muitos classificam-no como a resposta europeia ao motor de busca americano Google.
A Europeana disponibiliza o acesso a dois milhões de imagens, onde se incluem fotografias e digitalizações de algumas das mais importantes obras da cultura europeia, como a Bíblia impressa por Gutenberg, a Magna Carta ou a Declaração dos Direitos do Homem da Revolução Francesa. O objectivo da Comissão Europeia é chegar aos dez milhões de imagens até 2010.
A ideia surgiu em 2005. O objectivo oficial então definido foi permitir o acesso de todos os cidadãos a elementos relevantes da cultura da Europa - mas esteve sempre presente no desenvolvimento do projecto alguma preocupação com uma tendência para a "americanização" dos conteúdos que podem ser encontrados na Web.
A França, uma das impulsionadoras do projecto, é, de longe, o país com maior presença no site: 52 por cento dos conteúdos são de origem francesa. Num afastado segundo lugar está o Reino Unido, com apenas um décimo de todas as obras.
A Biblioteca Nacional de Portugal é um dos parceiros fundadores do projecto e contribuiu com dez mil obras, que já estavam digitalizadas e disponíveis no portal da instituição (a biblioteca tem também parte do seu acervo no Google).
A contribuição portuguesa é modesta, representando apenas meio por cento dos conteúdos indexados pela biblioteca digital europeia. O director da Biblioteca Nacional, Jorge Couto, avança que há planos para triplicar este número ao longo dos próximos seis meses. As obras serão primeiro colocadas no site da biblioteca e só depois, através de um processo automático, serão listadas na Europeana.
A Europeana "é uma biblioteca em sentido lato", explica Jorge Couto, notando que o serviço não armazena as digitalizações feitas pelas instituições de cada país, mas antes lista e permite a pesquisa nos conteúdos que estas colocam nos respectivos sites.
A comparação com o Google Books, que permite a pesquisa em milhões de livros e que tem parcerias de digitalização de obras com bibliotecas e universidades de todo o mundo, é inevitável. E o gigante da Internet leva vantagem, com mais de sete milhões de livros já digitalizados (alguns apenas parcialmente). Num documento oficial, responsáveis da Europeana sublinham que esta tem um "âmbito mais alargado" que o Google Books e que não é um projecto comercial.
A Europeana quer ainda abrir-se aos utilizadores. A ideia é criar uma secção para que qualquer pessoa possa enviar fotografias ou digitalizações das suas colecções pessoais.
Inaugurada biblioteca multimédia on-line da Europa com mais de dois milhões de obras Público | 2008-11-20 | Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784.
Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço (http://www.europeana.eu/), a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções.
Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é "apenas o começo", pois a ideia é expandir a biblioteca, envolvendo também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê acesso a pelo menos dez milhões de obras "representativas da riqueza da diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente para comunidades com interesses especiais".
"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital".
Segundo dados da Comissão, desde a "abertura" da biblioteca, hoje de manhã, houve dez milhões de visitas por hora, tendo esta "tempestade de interesse" forçado mesmo a "deitar o sistema abaixo" por algum tempo para duplicar a capacidade do site.
Antecessor do Magalhães já pode ser comprado em Portugal Público | 2008-11-20 | O primeiro dos portáteis para crianças chegou à Europa. Mas o Governo português já conseguiu vender à Venezuela mais unidades do que o XO distribuiu em todo o mundo. O sonho de um computador para cada criança começou há três anos.
O computador que deu origem ao conceito de portáteis baratos como ferramenta de ensino pode desde o início desta semana ser encomendado, via Internet, a partir de 30 países europeus, entre os quais Portugal.
O chamado "portátil de 100 dólares", cujo nome oficial é XO, nasceu em 2005. A ideia de produzir um computador de baixo custo, para crianças em idade escolar e destinado a fins educativos, era pioneira e foi apresentada com pompa durante uma Cimeira Mundial da Sociedade da Informação, pela mão do então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
Foi este projecto, concebido por Nicholas Negroponte (um "guru" do Massachusetts Institute of Technology, nos EUA) que inspirou o Classmate PC, fabricado pela multinacional Intel e do qual, por sua vez, o Magalhães é uma adaptação. Mas os sucedâneos têm sido mais bem sucedidos do que o original.
Em Portugal, o Governo assegurou a entrega de meio milhão de Magalhães. E só a encomenda de um milhão destes portáteis feita pela Venezuela representa mais unidades do que o XO conseguiu vender até agora em todo o mundo.
O negócio com a Venezuela foi mesmo foi descrito por alguns órgãos da imprensa internacional como um duro golpe nas aspirações de Negroponte (embora frequentemente não mencionassem especificamente o Magalhães e se referissem apenas a um Classmate vendido por Portugal).
Longe dos 100 dólares Numa tentativa de contrariar as poucas vendas, o projecto One Laptop per Child ("um portátil por criança") lançou a iniciativa que agora chega à Europa, através do site da Amazon: o programa Give One Get One ("dê um, fique com um"), que já desde o ano passado está a funcionar nos EUA e no Canadá.
O plano é apelar à boa vontade dos consumidores: por 327 euros é possível comprar dois portáteis, sendo que um deles é entregue a uma criança num país desfavorecido (o preço comercial do Magalhães é 285 euros). Quem quiser, pode optar apenas por doar um computador.
Ao abrigo deste programa, foram já vendidas 160 mil unidades. Destas, 100 mil foram entregues a crianças em países como Haiti, Cambodja, Ruanda e Iraque. Ao todo, foram distribuídos 600 mil XO desde que o projecto arrancou - número muito aquém do que Negroponte esperava.
Para além do aparecimento do Classmante, o fracasso do XO deve-se ao que devia ser um dos seus trunfos: o preço. O One Laptop per Child nunca atingiu a meta dos 100 dólares. E o problema é circular: Negroponte esperava conseguir baixar os custos de produção à medida que o volume de encomendas aumentasse - mas os compradores acabaram por não surgir, em parte pelo facto de o computador ter sido posto à venda a preços que eram quase o dobro do inicialmente anunciado.
O XO ainda conseguiu despertar o interesse de alguns países, como o Brasil (que encomendou alguns dos primeiros modelos) e a Venezuela, mas Negroponte nunca conseguiu garantir encomendas significativas.
Fora do mercado Desde o início que o XO tem problemas de produção em larga escala. É a falta de stock que explica a sua demora em chegar à Europa, disse ao Público um porta-voz da organização, que não quis ser identificado.
O XO foi pensado como um computador para crianças de países em vias de desenvolvimento, o que faz com que seja pouco apropriado para muitos consumidores europeus, sobretudo numa altura em que chegaram ao mercado vários modelos de mini-portáteis baratos (com preços entre os 300 e os 400 euros). O sistema Linux que está pré-instalado, por exemplo, está pensado para quem nunca teve contacto com um computador.
O representante da One Laptop per Child admitiu o problema e sublinhou que a organização não quer competir numa lógica de mercado: "Vemos isto como uma missão. Claro que há computadores tecnicamente superiores no mercado. Mas este é o único que, ao ser comprado, permite oferecer um computador igual a uma criança de um país em desenvolvimento."
Braga liga escolas e universidade à rede nacional de computação científica Público | 2008-11-12 | Futuro Instituto Ibérico de Nanotecnologia também está envolvido nesta iniciativa que é destinada à comunidade científica.
A Universidade do Minho, o Instituto Ibérico de Nanotecnologia e as escolas secundárias de Braga vão poder ligar-se à rede de fibra óptica nacional da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). A iniciativa é liderada pela Câmara de Braga e avança até ao final do ano.
O município assinou, no final do mês passado, um acordo com a FCCN para que a ligação das várias instituições de ensino de Braga ao backbone da Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade da fundação passe a ser feita através da rede de fibra óptica concelhia, instalada nos últimos anos no âmbito do projecto Braga Digital.
A Universidade do Minho (UM) era, antes deste acordo, a única instituição nacional do ensino superior que não tinha uma ligação directa à rede nacional da FCCN, utilizando um canal de fibra óptica comercial. A nova ligação, utilizando uma rede pública, não vai mudar muita coisa em termos estruturais, mas traz vantagens do ponto de vista económico. "Sem esta parceria, a universidade estaria isolada", ilustra o pró-reitor Luís Amaral.
O responsável da UM elenca outras vantagens que a nova ligação em fibra óptica à rede nacional pode trazer: "Vamos ficar em igualdade de circunstâncias face a outras universidades, tendo acesso a uma rede de comunicações de alto débito". Além disso, o acordo vai permitir uma maior estabilidade no acesso à infra-estrutura e potenciar novos projectos.
"Vamos poder colocar em prática o projecto para as ligações Voip" (chamadas de voz através da Internet) e "facilitar a interligação da universidade com outras entidades da cidade", assinala o pró-reitor.
No acordo assinado pela Câmara de Braga estão incluídos os vários equipamentos da UM na cidade e também o Instituto Ibérico de Nanotecnologia, que entra em funcionamento no início de 2009. Outros parceiros que vão poder ficar ligados à rede nacional da FCCN são as escolas secundárias do concelho. O protocolo prevê que as escolas vejam alargado o projecto Eduroam, que permite o acesso à Internet sem fios a alunos, funcionários e professores, que já está em funcionamento na universidade. As escolas secundárias de Braga vão poder, assim, envolver-se em eventos culturais que utilizem tecnologias, nomeadamente o vídeo de alta definição, como a emissão de espectáculos musicais em rede, à semelhança das Óperas Abertas que a UM transmite anualmente.
Rede regional Ligar os concelhos do Quadrilátero
A criação de uma rede de fibra óptica regional é uma das prioridades da Universidade do Minho, que, no âmbito do projecto do Quadrilátero para a Inovação e Competitividade - que agrupa Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães -, se associou como parceira para concretizar a ideia. O projecto Quadrilátero Digital tem um orçamento de oito milhões de euros e tem em vista a instalação de uma rede de fibra óptica entre os quatro concelhos. "O objectivo é a ligação digital de todo o território, para pormos as pessoas a falar umas com as outras", sublinha Luís Amaral.
Quase metade dos lares tem Internet mas há quem nem saiba o que é a banda larga Público | 2008-11-05 | O crescimento médio anual de acesso a banda larga na ordem dos 35 por cento desde 2004.
Dados do Instituto Nacional de Estatísticas indicam que 46 por cento dos lares portugueses têm acesso à Internet e a maioria já dispõe de banda larga. Os números estão próximos mas ainda abaixo da média europeia.
A informação, divulgada ontem, revela que 39 por cento dos agregados familiares tinham, no primeiro trimestre deste ano, Internet de alta velocidade. A estes somam-se pouco mais de seis por cento com ligações mais lentas. Os números traduzem um crescimento médio anual de acesso a banda larga na ordem dos 35 por cento desde 2004.
Os valores aproximam-se da média europeia. Segundo dados do Eurostat, relativos a 2007, 42 por cento dos lares europeus estão equipados com banda larga, num total de 54 por cento de casas com ligação à Internet.
Entre as justificações dadas para permanecerem sem Internet de alta velocidade em casa, os inquiridos apontaram o facto de não terem necessidade ou de a ligação ser muito cara. No entanto, 22 por cento afirmaram não saber o que é banda larga. O quarto motivo apontado foi a possibilidade de acesso noutro local.
O nível de educação marca o fosso digital português. Mais de 90 por cento dos indivíduos com ensino superior e 87 por cento dos que têm ensino secundário são utilizadores da Internet, indicadores que se aproximam do topo da Europa. Mas apenas um em cada quatro portugueses com escolaridade até ao terceiro ciclo usa esta tecnologia.
Internet de banda larga escolhida por 85,5 por cento das famílias Público | 2008-11-04 | A banda larga assume um lugar primordial na ligação à Internet, com 85,5 por cento dos agregados familiares a optarem actualmente por este tipo de acesso. Desde 2004, o crescimento médio anual de acesso ao serviço de banda larga é de 35,2 por cento, tendência que é acompanhada pela diversificação na utilização das tecnologias da informação e da comunicação, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No primeiro trimestre deste ano, 49,8 por cento das famílias tinham acesso a computador em casa e dessas 46 por cento dispunham de ligação à Internet, sendo o acesso por banda larga o mais escolhido - 85,5 por cento. Por outro lado, os agregados familiares que ainda têm uma ligação por banda estreita justificam o facto com "a falta de necessidade de uma ligação" de outro tipo e com o custo da ligação por banda larga.
O uso do computador apresentou um crescimento de 5,5 por cento, desde 2004, sendo que 45,9 por cento das pessoas com idades entre os 16 e os 74 anos utilizaram-no nos primeiros três meses deste ano. Com um maior crescimento anual (9,5 por cento), a utilização da Internet já é um hábito para 41,9 por cento dos indivíduos.
Os mais jovens são os maiores partidários das tecnologias da informação e da comunicação. No grupo dos 16 aos 24 anos, 89,6 por cento dos indivíduos utilizaram computador, enquanto 87,4 por cento acederam à Internet, de acordo com dados do INE para o primeiro trimestre.
Com uma maior difusão entre os estudantes e empregados, 76 por cento dos indivíduos inquiridos pelo INE utilizam o computador todos ou quase todos os dias e 70,3 por cento assume aceder à Internet também com a mesma frequência, sendo os locais de acesso sobretudo o local de trabalho e a habitação própria.
Os objectivos na utilização da Internet estão também a diversificar-se. No primeiro trimestre deste ano, 15,2 por cento dos indivíduos que acederam à Internet efectuaram encomendas "online", o que representa um crescimento médio anual de 22 por cento.
Os principais produtos encomendados foram viagens, alojamento (39,4 por cento) e livros, revistas, jornais e materiais de e-learning - 33,7 por cento. O pagamento das compras é feito principalmente por cartão de crédito (51,5 por cento), porém pagar no acto de entrega tem "ainda um peso significativo", com 36,7 por cento dos indivíduos a optarem por esta modalidade, segundo documento veiculado pelo INE.
Mas o uso da Internet estende-se também a outras actividades como a comunicação através de mensagens escritas em tempo real, para 63,5 por cento dos utilizadores, e a leitura de "blogs", referida por metade dos inquiridos. A participação em "chats", "newsgroups" ou fóruns de discussão online fazem ainda parte das formas de utilização da Internet por parte de 26,4 por cento dos indivíduos.
A obtenção e a partilha de conteúdo audiovisual são também das actividades a que os internautas mais se dedicam (63,8 por cento), principalmente para fazer download ou ouvir música e rádio e ver televisão. O não pagamento na aquisição dos conteúdos audiovisuais é adoptado por 92,4 por cento dos utilizadores.
Alunos mais desfavorecidos com dificuldades em obter computadores do programa e.escola Público | 2008-11-01 | Optimus diz que ultrapassou o limite de entregas e Vodafone também está perto de esgotar as encomendas acordadas com o Governo.
Laya é aluna do 12.º ano da Escola Secundária de Porto de Mós, distrito de Leiria. Pertence ao primeiro escalão de alunos, que corresponde aos economicamente mais desfavorecidos. Esta semana inscreveu-se no programa e.escola, que disponibiliza a alunos do 5.º ao 12.º ano computadores portáteis e acesso à Internet a custos reduzidos. Através do site (www.eescola.pt/indexA.aspx) a aluna escolheu o Kanguru, o serviço de Internet da Optimus (propriedade da Sonaecom, que também integra o Público) - mas, poucas horas depois, foi-lhe enviado um SMS a dizer que o serviço estava indisponível.
"O seu código de registo foi desbloqueado para que possa realizar outra inscrição", acrescentava ainda a mensagem - na prática, Laya era aconselhada a escolher outra operadora.
O caso não é único. Em fóruns on-line e blogues há quem se queixe de que o equipamento da Optimus deixou de estar disponível para alunos do primeiro escalão - aqueles que não pagam pelo computador e usufruem das mensalidades mais baixas de acesso à Internet (cinco euros por mês).
Num destes fóruns, um utilizador sob pseudónimo descreve ter contactado a Optimus por uma situação semelhante à de Laya. Ao dizer que se tratava de um aluno do primeiro escalão, foi informado pela empresa de que não havia computadores disponíveis.
O número de pedidos de esclarecimento foi suficiente para que o serviço telefónico de atendimento a clientes do Kanguru passasse a oferecer esta explicação numa mensagem gravada: "A inscrição de alguns segmentos de beneficiários encontra-se indisponível devido a limitações operacionais, não existindo previsão de data quanto ao restabelecimento da possibilidade de inscrição. Sugerimos que escolha outra oferta disponível no site eescola.net".
A directora de comunicação da empresa, Isabel Borgas, acrescenta: "No âmbito do que foi o protocolo definido com o Governo, havia um volume predefinido de computadores [e placas de Internet] para os vários escalões. A Optimus já ultrapassou largamente esse volume para o escalão A [a antiga designação para os alunos do primeiro escalão]. Não estávamos preparados para responder a estas solicitações".
Segundo Isabel Borgas, o acordo entre a operadora e Estado previa um número-limite de equipamentos a fornecer a cada escalão. Neste momento, já só há computadores para entregar aos segundo e terceiro escalões (os antigos escalões B e C). No entanto, a Optimus afirma que a situação é temporária e pretende restabelecer a entrega.
Fidelização de três anos Pela Vodafone, o director de regulação e relações com operadores, Carlos Correia, diz que a empresa entregou quase todos os equipamentos que tinha acordado com o Governo: "A Vodafone já entregou mais de 90 por cento do número de computadores e equipamento de acesso à Internet que se propôs disponibilizar, tendo ainda um número significativo de pedidos em processamento". Assegura, contudo, que a Vodafone "não distingue os escalões de acção social escolar" na entrega de material.
Também a TMN afirma não ter qualquer cláusula quanto aos escalões no protocolo assinado com o Governo. O gabinete do Plano Tecnológico da Educação remeteu esclarecimentos sobre o assunto para o Ministério das Obras Públicas, que não respondeu às questões do Público.
fonte da TMN, contudo, garante que os computadores e serviço de acesso à Internet são disponibilizados por esta empresa à medida que são pedidos pelos alunos, sem qualquer limite em função do escalão de acção social escolar. A empresa adiantou ainda já ter entregue 220 mil portáteis ao abrigo deste programa.
O projecto é financiado pelas operadoras, como contrapartida pela atribuição de licenças para comunicações de terceira geração. Apesar de pagarem um preço de acesso à Net abaixo do praticado no mercado, os alunos que aderirem estão sujeitos a uma fidelização de três anos ao serviço de Internet, cuja velocidade ronda os valores mínimos oferecidos no mercado de banda larga.
O programa A iniciativa e.escola dá a alunos do 5.º ao 12.º ano, do ensino público e privado, computadores portáteis e acesso de banda larga à Internet a custos reduzidos. Os alunos do primeiro e segundo escalões não pagam nada pelos computadores, que têm para os alunos do terceiro escalão um preço de 150 euros.
As três operadoras de telecomunicações estão envolvidas no programa; cada uma oferece vários modelos de computadores, acompanhados do respectivo serviço de Internet. A mensalidade da banda larga é igual, qualquer que seja a operadora escolhida: cinco euros para os alunos do primeiro escalão, 15 euros para os do segundo e 17,30 para os do terceiro.
Gigantes da Internet definem código de conduta Público | 2008-10-29 | A Google, a Yahoo e a Microsoft definiram um código de conduta de adesão voluntária, que vai orientar as operações que estas empresas levam a cabo em países que censuram o uso da Internet, como a China ou o Egipto.
Estas regras, em vigor a partir de hoje, são fruto de uma parceria com académicos e organizações de direitos humanos. A iniciativa pretende ter a adesão de outras empresas e a criação uma autoridade independente para classificar os membros quanto ao respeito pelos direitos humanos. As operadoras de telecomunicações Vodafone e France Télécom já se mostraram interessadas no projecto.
O objectivo é assegurar a liberdade de expressão e a privacidade dos utilizadores, evitando episódios como aquele em que um jornalista foi preso depois de os seus dados pessoais terem sido revelados às autoridades chinesas pela Yahoo. Nestas situações, o código de conduta defende que as empresas devem cooperar o menos possível com as autoridades.
Google, Microsoft e Yahoo já foram várias vezes apontadas, nomeadamente pela Amnistia Internacional, como sendo coniventes com a censura na China, o país com maior número de cibernautas. As autoridades chinesas têm um sofisticado sistema para garantir o controlo da Internet - mas muitas restrições são impostas com a ajuda de empresas estrangeiras, obrigadas a colaborar com o Governo como condição para acederem ao apetecível mercado de cibernautas chinês. A Google, por exemplo, filtra alguns dos resultados das pesquisas.
Distribuição do Magalhães nas escolas assegurada por operadores Público | 2008-10-23 | Contratos já estão assinados.
Os custos de distribuição dos portáteis Magalhães nas escolas portuguesas, no âmbito do programa e.escolinhas, estão a ser inteiramente suportados pelos operadores móveis que financiaram o projecto.
Numa conferência de imprensa realizada hoje em Lisboa, o administrador da JP Sá Couto, empresa que criou o Magalhães, explicou que "os custos de distribuição estão ligados ao preço que se fez a cada operador".
Questionado sobre se teria sido uma eventual discordância em torno de quem suportava os custos de distribuição a atrasar a assinatura dos contratos com os operadores, João Paulo Sá Couto afirmou desconhecer o motivo dessa situação, mas garantiu que os contratos com os operadores estavam já assinados.
Ao contrário do programa e.escolas, onde o acesso à Internet era obrigatório, o programa e.escolinhas prevê a aquisição do computador sem a obrigatoriedade da adesão à Internet.
Preço do Magalhães vai subir Público | 2008-10-23 | O preço dos computadores entregues no âmbito do programa e.escolinhas ficará inalterado.
"O preço de venda ao público do computador Magalhães vai subir", admitiu hoje o administrador da JP Sá Couto, escusando-se a adiantar de quanto seria o aumento.
Numa conferência de imprensa realizada hoje em Lisboa, João Paulo Sá Couto explicou que o aumento do preço do Magalhães, que está actualmente 285 euros nas lojas, se deve a uma mudança de processadores Celeron para Atom.
João Paulo Sá Couto preferiu, contudo, não adiantar o novo valor do Magalhães, referindo que "não convém".
O preço dos computadores entregues no âmbito do programa e.escolinhas ficará inalterado, continuando a ser gratuito para os alunos do primeiro ciclo do ensino básico que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social.
Já para as crianças do segundo escalão da acção social, o computador custa 20 euros, enquanto os alunos que não são abrangidos pela acção social escolar pagam 50 euros.
JP Sá Couto à espera das operadoras para entregar mais Magalhães Público | 2008-10-23 | 500 mil portáteis antes do fim do ano lectivo.
A empresa portuguesa que criou os portáteis Magalhães afirmou hoje estar "ansiosa" por entregar mais computadores nas escolas do país.
Questionada sobre as notícias de um eventual atraso nessa entrega, a JP Sá Couto assegura estar apenas "à espera que as operadoras dêem ordem" para avançar com a entrega dos restantes computadores, garantindo que, antes do final do ano lectivo, cerca de 500 mil Magalhães vão estar nas salas de aula portuguesas.
Neste momento, afirma o administrador da JP Sá Couto, a empresa tem em stock "dezenas de milhar" de Magalhães, aguardando apenas luz verde das operadoras móveis, que suportam todos os custos inerentes à distribuição dos computadores.
Filtros para proteger crianças da pornografia na Net são inúteis Jornal de Notícias | 2008-10-22 | O presidente do Observatório Europeu de Televisão Infantil, Valenti Gómez i Oliver, afirmou esta terça-feira que os filtros da Internet para protecção de menores da pornografia e violência são inúteis e sublinhou a importância da educação como uma ferramenta de prevenção. Ouça a opinião de Tito Morais, especialista em segurança na Net.
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Tito de Morais, fundador do site MiudosSegurosNa.Net, projecto que ajuda Famílias, Escolas e Comunidades a promover a segurança on-line de crianças e jovens, frisa, ao JN, que a educação é mesmo o melhor filtro contra as ameaças existentes na Internet.
Na opinião deste especialista, "filtros a partir dos 12 anos não são eficazes" mas, em relação a crianças, Tito de Morais discorda da afirmação do presidente do Observatório Europeu sobre a inutilidade dessas ferramentas.
Os dois especialistas estão, no entanto, de acordo em relação à importância da educação digital desde a infância. "Passa pela educação saber que devemos evitar situações que nos colocam em risco. É por isso que eu tenho insistido que estes sistemas têm de fazer parte do currículo das escolas", defende Tito de Morais.
Acer acusa Ministério da Educação de ter desperdiçado 15 milhões e ameaça processar Estado português Público | 2008-10-18 | 70 milhões é o valor do concurso público para a compra de 111.491 computadores de que saiu vencedora a alemã HP.
A fabricante de computadores Acer ameaçou ontem processar o Estado português, na sequência da adjudicação, pelo Ministério da Educação, de um contrato de fornecimento de computadores e respectivos serviços à rival Hewlett Packard (HP). Em comunicado, a Acer alega que a sua proposta era 15 milhões de euros mais baixa.
Para a Acer, "o que está em causa é saber se é aceitável que, num tempo de crise, o Governo português esteja a gastar dinheiro público desnecessariamente, quando há uma solução que preenche todos os requisitos técnicos a um custo significativamente menor". Além disso, a multinacional - que ultrapassou este ano a HP nas vendas de computadores pessoais na Europa - alega que houve falta de transparência no concurso, cuja adjudicação foi feita no dia 13. Por isso, o fabricante, cuja facturação anual ronda os 20 mil milhões de dólares (15 mil milhões de euros), equaciona intentar um processo judicial contra o Estado português, "tanto em Bruxelas como em Portugal", lê-se no mesmo comunicado.
Confrontado pelo Público, o Ministério da Educação reagiu, numa curta nota escrita, onde confirma a adjudicação à HP do concurso público internacional para o fornecimento de computadores às escolas abrangidas pelo Plano Tecnológico da Educação. "Concluída a fase formal de avaliação, o júri considerou que a proposta avançada pela empresa HP era a que melhor reunia os requisitos previstos no concurso em causa", acrescentou o ministério, recusando prestar mais esclarecimentos sobre a matéria.
Em causa neste concurso está o fornecimento, instalação e manutenção de 111.491 computadores para as escolas dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, numa aquisição orçada em 70 milhões de euros e que se enquadra na promessa do primeiro-ministro, José Sócrates, de ter um computador para cada cinco alunos nas escolas portuguesas.
Pais têm ideia errada do que os jovens fazem na Net Público | 2008-10-18 | Apenas 6,9 por cento dos pais afirmaram ter instalado Internet no quarto dos filhos. Já a televisão está em 63 por cento dos quartos.
Há um desfasamento entre o que os pais pensam que os filhos fazem na Internet e aquilo que eles realmente estão a fazer. Um estudo da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aponta que a maioria dos jovens entre os nove e os 14 anos indica os jogos on-line e as conversas em sistemas de mensagens instantâneas como as suas principais actividades na Internet. Por seu lado, os pais acham que os filhos usam a rede sobretudo para procurar informação e para fazer os trabalhos de casa.
"Os pais sobrevalorizam a utilização da Internet em casa pelas crianças como apoio aos estudos", lê-se no documento. Dos 500 jovens inquiridos nesta faixa etária, 11 por cento admitiram aceder a sites pornográficos (algo que apenas 0,7 por cento dos respectivos encarregados de educação disse que os filhos faziam) e 5,4 afirmaram fazer compras on-line - actividade mencionada por apenas 1,6 por cento dos pais.
O estudo da ERC, apresentado ontem, analisa como os residentes em Portugal usam os meios de comunicação, recorrendo a uma amostra representativa da população. Mas, para os jovens com menos de 15 anos, as entrevistas foram feitas apenas na Grande Lisboa.
A ERC nota que as novas tecnologias (nomeadamente computadores e consolas de jogos) são cada vez mais frequentes entre os mais novos. Mas o televisor ainda é o aparelho com maior presença nos quartos: 63 por cento dos pais inquiridos em todo o país disseram ter instalado uma TV no quarto dos filhos. Por outro lado, apenas em 6,9 por cento dos casos há ligação à Internet nos quartos.
"Se a televisão tem uma forte presença, os ecrãs dinâmicos do computador e das consolas substituem claramente o recurso ao vídeo e os [leitores de] MP3/4 substituem o rádio como companhia e recurso, num efeito de substituição dos media clássicos pelos de nova geração".
Outra das conclusões da ERC é que a leitura de jornais "não faz parte dos hábitos quotidianos de grande parte dos residentes em Portugal". Da população com menos de 30 anos, 40 por cento afirmou nunca ler jornais. Este valor sobe para os 70 por cento no caso dos inquiridos com mais de 64 anos. Mesmo entre a população com formação superior, um em cada cinco admitiu não ler a imprensa escrita. "A questão", observa o estudo, "não é financeira, visto que os jornais gratuitos, apesar de cada vez mais numerosos, revelam, a crer nos resultados da sondagem, dificuldade em descolar".
Rádio "credível" A rádio foi ainda descrita pela maioria dos inquiridos como o meio mais credível de informação, independentemente da faixa etária ou grau de formação.
Já a televisão é o mais popular e o mais importante meio de informação para quase todos (cerca de metade liga o aparelho quando chega a casa), mas foi também descrita como aquele que está mais susceptível a influência por parte do poder político. Na generalidade, no entanto, todos os meios de comunicação são vistos como credíveis.
Acer acusa Estado de falta de transparência. Governo esbanja 15 milhões de euros Correio da Manhã | 2008-10-18 | O concurso visa equipar escolas dos 2.º e 3.º Ciclos com computadores.
A Acer, empresa fabricante de computadores de baixo custo, acusou ontem o Ministério da Educação (ME) de ter escolhido a proposta mais dispendiosa num concurso internacional para a instalação e manutenção de 111 491 computadores destinados a equipar as escolas dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário. Em comunicado, a Acer garante ter apresentado uma proposta 15 milhões de euros inferior à da Hewlett Packard (HP), que ganhou o concurso, equacionando mesmo processar o Governo português.
"A grande questão é saber se é aceitável que, nesta altura de crise, o Governo português esteja a gastar fundos públicos desnecessariamente quando a solução com todos os requisitos técnicos está disponível e com um custo significativamente mais baixo", pode ler-se no comunicado, onde a Acer questiona os critérios de avaliação do concurso: "Além do mais, faltou transparência à metodologia de avaliação e, mais importante ainda, a proposta vencedora deveria ter sido excluída pois não preenche os requisitos exigidos".
António Papale, director-geral da Acer Ibérica, esclareceu ao CM que o objectivo desta denúncia é "justificar aos portugueses as razões do protesto". "Se a ministra não reconsiderar a sua posição, vamos fazer todos os possíveis para impugnar o resultado deste concurso", acrescentou António Papale, revelando que a proposta da Acer foi de cerca de 45 milhões de euros.
Em causa está o concurso público internacional lançado em Abril deste ano pelo ME, integrado no Plano Tecnológico da Educação, para a instalação e manutenção de 111 491 computadores, com um orçamento previsto de 70 milhões de euros.
fonte do ME confirma a adjudicação do concurso à empresa HP, acrescentando que após "a fase formal de avaliação, o júri considerou que a proposta avançada pela HP era a que melhor preenchia os requisitos no concurso em causa".
NOTAS
Plano Tecnológico Um dos objectivos do ME é disponibilizar um computador para cada cinco alunos dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico.
ME desdramatiza Em relação à ameaça de processo da Acer, o ME relativiza, dizendo estar no seu direito.
Professores aliciados a dançar e a cantar Correio da Manhã | 2008-10-17 | Os professores coordenadores da área de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), envolvidos nas jornadas de formação À descoberta do Magalhães', foram aliciados a participar na criação de músicas e peças de teatro, com a realização de um sorteio de quatro computadores Magalhães'. Quem o garante é Paulo Carvalho, um dos professores presentes na acção de formação promovida, em Coimbra, pelo Ministério da Educação, e na qual participaram 200 professores.
"Uma das formadoras americanas disse que quem não participasse nas actividades da formação não ia poder ganhar um dos quatro computadores Magalhães' que estavam a sorteio", revelou ao CM Paulo Carvalho, para quem a formação não serviu de nada: "Não vou replicar nada daquela formação aos meus alunos. Vou ensinar-lhes o pouco que sei e da forma que sei, pois não aprendi nada de novo naquela formação."
Além desta situação, Paulo Carvalho dá conta da existência de formadores norte-americanos que não se expressavam em português. "Eram pessoas da INTEL que não falavam português. Existia uma senhora a traduzir, mas é claro que nestas condições as dificuldades de comunicação eram muitas", acrescentou.
Confrontada com esta situação, fonte do gabinete de comunicação do Plano Tecnológico da Educação (PTE), responsável por estas acções de formação em parceria com o Ministério da Educação, esclareceu que "os formadores seleccionados são especialistas das empresas INTEL, Microsoft e Caixa Mágica, os quais desenvolvem a sua actividade em Portugal, EUA e Brasil, tendo contudo sido assegurada a tradução por interpretes profissionais em todas as sessões que não decorreram em português". A mesma fonte desvaloriza as críticas de Paulo Carvalho, sublinhando que "estas jornadas envolveram um total de 800 professores coordenadores".
Formação recebeu nota 3,8 em 5 Os professores coordenadores da área de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), envolvidos nas jornadas de formação À descoberta do Magalhães', foram aliciados a participar na criação de músicas e peças de teatro, com a realização de um sorteio de quatro computadores Magalhães'. Quem o garante é Paulo Carvalho, um dos professores presentes na acção de formação promovida, em Coimbra, pelo Ministério da Educação, e na qual participaram 200 professores.
"Uma das formadoras americanas disse que quem não participasse nas actividades da formação não ia poder ganhar um dos quatro computadores Magalhães' que estavam a sorteio", revelou ao CM Paulo Carvalho, para quem a formação não serviu de nada: "Não vou replicar nada daquela formação aos meus alunos. Vou ensinar-lhes o pouco que sei e da forma que sei, pois não aprendi nada de novo naquela formação."
Além desta situação, Paulo Carvalho dá conta da existência de formadores norte-americanos que não se expressavam em português. "Eram pessoas da INTEL que não falavam português. Existia uma senhora a traduzir, mas é claro que nestas condições as dificuldades de comunicação eram muitas", acrescentou.
Confrontada com esta situação, fonte do gabinete de comunicação do Plano Tecnológico da Educação (PTE), responsável por estas acções de formação em parceria com o Ministério da Educação, esclareceu que "os formadores seleccionados são especialistas das empresas INTEL, Microsoft e Caixa Mágica, os quais desenvolvem a sua actividade em Portugal, EUA e Brasil, tendo contudo sido assegurada a tradução por interpretes profissionais em todas as sessões que não decorreram em português". A mesma fonte desvaloriza as críticas de Paulo Carvalho, sublinhando que "estas jornadas envolveram um total de 800 professores coordenadores".
Grândola, Malhão e Vida de Marinheiro Parte da acção de formação realizada a 25 e a 26 de Setembro, em Coimbra, acabou colocada na Internet no blogue do professor Paulo Carvalho que a classifica de "completamente ridícula". No vídeo disponibilizado é possível ver-se um conjunto de professores a cantar "esta vida de marinheiro", com letra adaptada ao computador Magalhães'. Num outro blogue, do professor Paulo Guinote, são colocados outros vídeos de professores envolvidos nas mesmas acções de formação. Aí, o repertório musical vai da adaptação de Grândola' a Malhão'. "Quando recebemos formação de um manual, não nos colocam a cantar", referiu Paulo Guinote.
'Magalhães' na lista dos burlões A distribuição dos portáteis Magalhães' já está na mira dos burlões, tendo sido identificada uma empresa que, afirmando-se representante do Ministério da Educação, estará a angariar compradores. Em comunicado, a DREN anunciou que "foi identificada uma empresa que contactou as famílias, nas suas casas, com o objectivo de proceder à angariação de compradores". A DREN diz que se trata de "uma fraude", apresentou uma queixa no Ministério Público e esclareceu que os Magalhães' "só podem ser encomendados nas escolas e nos centros Novas Oportunidades".
DETALHES
800 professores No total foram realizadas cinco jornadas de trabalho À Descoberta do Magalhães'. Em Setembro, o PTE percorreu Porto, Lisboa, Évora, Faro e Coimbra.
Método Intel O módulo de formação da INTEL foi o responsável por todo este alarido. O método norte-americano de formação dinâmica procurou colocar os professores na posição das crianças de seis anos, que irão estar em contacto com o computador Magalhães'.
Magalhães' elogiado O projecto Magalhães' tem recebido elogios um pouco por todo o lado. Durante a sua presença em Portugal, o director da Microsoft considerou-o "um exemplo para outros países"
Venezuela com 1 milhão Hugo Chávez anunciou a compra de um milhão de computadores Magalhães', que devem chegar à Venezuela em Dezembro.
Professores obrigados a louvar 'Magalhães' Correio da Manhã | 2008-10-16 | Polémica na blogosfera.
Um grupo de professores que participaram em acções de formação sobre o computador portátil 'Magalhães', no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, foram obrigados a fazer canções de louvor ao computador, o que deixou indignados muitos docentes e lançou a polémica na blogosfera.
'Absolutamente surreal'. Foi com estas palavras que o professor de Educação Visual e Tecnológica, no Agrupamento de Escolas de Castro Daire, Paulo Carvalho, descreveu a situação no seu blogue pessoal.
Cerca de 200 professores foram obrigados a cantar melodias como 'Esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim' e 'Grândola, Vila Morena', como é possível verificar no vídeo colocado por Paulo Carvalho na Internet. 'Como professor e coordenador TIC senti-me vexado nestes dois dias', escreveu Paulo Carvalho.
Optimus só atribui computador na loja a quem pagar 150 euros Diário de Notícias | 2008-10-13 | Programa e-escolas. TMN e Vodafone têm práticas iguais para os alunos dos diferentes escalões.
Maria Fernanda Queiroz tem um filho a estudar no 9.º ano, o que quer dizer que pode adquirir um computador com acesso de banda larga a preços reduzidos no âmbito do programa e-escolas. Informou-se na Internet que podia receber o portátil numa loja Optimus e dirigiu-se ao Centro Comercial Colombo. Quando se preparava para o levar, ouviu o que nunca esperou: "Não pode porque pertence ao escalão A (alunos inscritos na acção social)." Sentiu-se discriminada e pediu o Livro de Reclamações. E pergunta: "O meu filho não pode levar o computador por a família ter baixos rendimentos? Os que têm dinheiro podem levar. E os outros?"
"As pessoas dos escalões A e B [que levam o computador a custo zero] podem adquirir o computador através da Internet e este ser-lhes-á enviado para casa. Aqui na loja só podemos entregar artigos em troca de dinheiro", explicou ao DN um funcionário da operadora. Ao que Maria Fernanda contrapõe: "A entrega em casa demora muito tempo. Além disso, são as pessoas com menos rendimentos que precisam de mais informação e é melhor ir à loja. Não protesto só por mim, mas por quem não tem informação para se defender." E alega que os pais são induzidos em erro pela publicidade que anuncia: "Tens código, tens portátil na hora."
As 29 lojas da operadora que disponibilizam o computador têm afixado um aviso em como o equipamento não pode ser entregue aos alunos do escalão A (ou 1.º e que estão inscritos na Acção Social Escolar, ASE) e do escalão B (ou 2.º e oriundos de um agregado com baixo rendimento). E justifica: "Devido a limitações operacionais, a Optimus apenas pode efectuar a entrega em loja de computadores e-escolas aos seguintes beneficiários do programa: clientes e-oportunidades, e-professores e e-escolas sem ASE", os que pagam 150 euros.
Jorge Morgado, secretário-geral da Deco, critica a operadora por não ter "uma política amigável por estar a distinguir os estratos sociais dos clientes". Mas que, à partida, não haverá prática ilegal em matérias contratuais, uma vez que se trata de uma política comercial que não impede as pessoas de terem acesso ao computador, já que este é entregue em casa.
As outras duas operadoras envolvidas no programa do Governo não fazem discriminação entre clientes. Quem optar pela Vodafone continuará a receber o portátil em casa, mas quem escolher a TMN pode levantar o equipamento em quatro lojas: Lisboa, Porto, Setúbal e Faro. "Não fazemos divisão entre alunos, professores e oportunidades e, para nós, é indiferente o escalão a que pertencem", diz Paulo Rego, o responsável pelo e-escolas na TMN. E salienta que o envolvimento neste programa se insere no âmbito das contrapartidas dadas pelas empresas aquando da atribuição de licenças para exploração da Internet de 3.ª geração. Acrescenta que são os principais fornecedores de portáteis, tendo atribuído 215 mil entre os 300 mil que foram entregues no primeiro ano lectivo. Este ano, já venderam 75 mil.
PSD questiona Ministério da Educação sobre o financiamento do programa e-escolinhas Público | 2008-10-11 | Presidente da Associação Nacional de Municípios diz que autarquias não têm dinheiro para pagar as ligações de Internet do computador Magalhães.
O PSD desafiou ontem o Ministério da Educação a explicar por que motivo o financiamento do acesso à Internet do programa e-escolinhas está a ser pedido às autarquias e ainda a esclarecer qual a relação contratual entre o Estado e a empresa fornecedora do computador Magalhães.
Depois de o Ministério da Educação ter garantido que a colaboração das autarquias no financiamento do programa é "voluntária", o grupo parlamentar social-democrata divulgou ontem, através de uma nota de imprensa, um documento enviado pela directora regional de Educação do Norte (DREN) às escolas da região, onde se apela ao envolvimento dos municípios no pagamento do modem e da ligação à Internet. "Serão as câmaras solicitadas a apoiar a ligação à Internet do Magalhães em todas as suas escolas. Pretende-se como mínimo que paguem o modem (48?) e um carregamento de um mês (10?) para os escalões da Acção Social Escolar", refere o texto, assinado pela directora regional, Margarida Moreira.
O grupo parlamentar do PSD afirma não compreender por que razão devem ser as autarquias a pagar a ligação à Internet, quando na iniciativa e-escolas, destinada aos alunos dos 2.º ciclo, é o Fundo para a Sociedade da Informação que o assegura. Num requerimento enviado ontem à ministra da Educação, o grupo parlamentar social-democrata desafia por isso o Governo a esclarecer o modelo de financiamento das iniciativas e-escolas e e-escolinhas e a relação contratual entre o Estado e a empresa fornecedora do computador Magalhães.
Também ontem, o presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas, condenou o pedido feito pelo Ministério da Educação às autarquias para pagarem os custos de ligação à Internet, já depois de o programa ter sido lançado. "Porque é que isto não foi colocado às autarquias antes de se oferecer o Magalhães? Isto é que devia ter sido feito e já se sabia se as autarquias estavam em condições de aceitar ou não", declarou à agência noticiosa Lusa, acrescentando que a maior parte das autarquias "não tem condições financeiras para o fazer".
De acordo com a ANMP, a generalidade dos municípios está a ser contactada pelas direcções regionais de Educação para contribuir para o financiamento das ligações de Internet, o que, segundo Fernando Ruas, pode custar cerca de 300 euros por aluno. "Só a Câmara de Sintra tem 16.000 alunos. Se isto correspondesse a 16.000 instalações estávamos a falar de qualquer coisa como cinco milhões de euros. Isto não é possível e portanto eu acho que esta situação não pode ser tolerada", declarou.
Já há municípios a apoiar famílias O Ministério da Educação (ME) fez ontem saber que já há municípios que estão a concretizar os apoios às famílias no financiamento do modem e da ligação à Internet dos computadores Magalhães. Questionado pelo Público sobre quais as autarquias que já estão a colaborar no financiamento do programa, o gabinete de imprensa do Ministério da Educação não apontou, no entanto, contudo qualquer exemplo.
Por seu turno, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), o social-democrata Fernando Ruas, garantiu ontem que a associação que lidera não instruiu as câmaras no sentido de recusarem a proposta do Ministério da Educação, mas considerou que será muito difícil para as autarquias suportar "mais esta despesa".
"Se as câmaras quiserem financiar o programa, pois que o façam (...) Agora não me parece, até sob o ponto de vista da disciplina orçamental, que as autarquias possam estar sujeitas a isto", declarou o também autarca de Viseu e presidente da ANMP.
Em declarações à agência noticiosa Lusa, Fernando Ruas lembrou também que há já muito tempo que as autarquias "têm instalados computadores e pontos de acesso" onde já é "possível aceder gratuitamente à Internet".
Governo vai levar Magalhães às cimeiras no Brasil e El Salvador Público | 2008-10-11 | Ministro das Comunicações visitará brasileira Vivo no final do mês e quer apoio da PT no objectivo de levar o computador portátil para o mercado brasileiro. A PT diz querer ajudar a apoiar a exportação da tecnologia portuguesa para os mercados onde está presente.
O computador portátil Magalhães vai sair em viagem de promoção internacional no final deste mês. A primeira paragem será a IX Cimeira Luso-Brasileira, a 28 de Outubro, disse ao Público o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino. Um dia depois deste encontro em São Salvador da Baía, o Magalhães será apresentado aos participantes da XVIII cimeira Ibero-Americana de São Salvador (El Salvador), adiantou ontem o ministro, à margem de um encontro entre governantes e empresários portugueses e brasileiros, em Lisboa.
Mas a operação de charme além-fronteiras do Magalhães começará informalmente no dia 27, com uma reunião, em São Paulo, na sede da operadora móvel brasileira Vivo, controlada pela Portugal Telecom (PT) e pela Telefónica. Mário Lino estará presente nessa reunião, onde o Magalhães "será certamente" tema de conversa, disse o ministro.
No final do evento promovido pela Associação Empresarial Brasileira LIDE, o presidente da PT, Zeinal Bava, confirmou que levará o Magalhães na bagagem quando no final do mês visitar o Brasil. Momentos antes, o gestor tinha reafirmado na sua intervenção o empenho da PT em "apoiar a exportação da tecnologia portuguesa nos mercados onde está presente".
E recordou que, em Setembro, quando visitou a Namíbia (onde a PT tem 34 por cento da MTC) assinou um protocolo com o Governo namibiano para distribuir o Magalhães em mil escolas básicas. Segundo Bava, só naquele país "há um potencial de entre 300 mil e 400 mil computadores para distribuir".
Depois de ter conseguido convencer o Governo venezuelano das virtudes do computador portátil para crianças (um milhão de unidades já está destinado àquele mercado) fabricado pela portuguesa JP Sá Couto em parceria com a Intel, o Governo português volta-se agora para o Brasil e para os demais países da esfera de actuação da PT.
Mas, no mercado brasileiro falta saber em que moldes conseguirá a Vivo articular uma eventual parceria para vender o Magalhães, quando já tem outra com a brasileira Positivo, que também produz computadores de baixo custo (inclusive modelos destinados a crianças), igualmente em parceria com a Intel. É precisamente com os computadores da Positivo que a Vivo avançará brevemente com uma experiência-piloto para a comercialização da banda larga a preços especiais.
O primeiro-ministro afirmou ontem que a presença portuguesa no sector das comunicações no mercado brasileiro "é estratégica" e está ligada à afirmação no mundo da comunidade de falantes da língua portuguesa. "A nossa vontade e a nossa aspiração é que dessa ligação possa sair uma tradução empresarial daquilo que é o universo da língua portuguesa", afirmou José Sócrates.
O governante, que falava no encontro da LIDE, lembrou que Portugal foi pioneiro no investimento estrangeiro nas comunicações brasileiras (a PT entrou naquele mercado há cerca de dez anos) e sublinhou o empenho do executivo em "contribuir para a afirmação das empresas ligadas à língua portuguesa no domínio das comunicações", capazes de competir com os interesses de outras comunidades de falantes, como o inglês, o francês e o espanhol. O quadro regulamentar das telecomunicações no Brasil está neste momento em processo de revisão para permitir a fusão entre a Brasil Telecom e Oi, criando um megaoperador brasileiro. A entrada de capital português nessa futura empresa tem sido uma hipótese admitida por governantes dos dois países.
Magalhães: Ministério da Educação desmente pressões sobre autarquias Público | 2008-10-10 | O deputado do PSD acusou o ME de intimar as autarquias a pagar os custos de ligação à Internet resultantes do plano "Magalhães".
O Ministério da Educação (ME) desmentiu qualquer pressão às autarquias para pagarem os custos de ligação à Internet, dentro do plano de distribuição do computador portátil "Magalhães". O assunto foi levantado ontem por um deputado do PSD durante o debate na Assembleia da República.
Agostinho Branquinho, vice-presidente da bancada social-democrata, acusou o Governo de intimar as câmaras municipais a pagarem as despesas relativas aos modems e a ligação da Internet dos computadores distribuídos aos alunos do primeiro ciclo.
Em comunicado, o ME diz que "é falso que tenha "notificado", "intimado" ou "pressionado" as autarquias a pagar o quer que seja". Pelo contrário, "houve várias manifestações de vontade de colaboração desde do início do programa "Magalhães", justifica.
O ministério explica que, devido a este desejo de adesão das câmaras municipais, foi encontrado um espaço de participação "que passa pelo apoio às crianças e às respectivas famílias no acesso à ligação à Internet em casa - nas condições em que os autarcas entendam fazê-lo".
Durante o debate de ontem no Parlamento, Agostinho Branquinho disse saber que "a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) comunicou às escolas que deviam dizer quais eram as situações anómalas, ou seja, quais as autarquias que não vão participar, para que a DREN pudesse intervir".
Segundo o comunicado do ME, como as crianças que adquirem os "Magalhães" os levam para casa, ficou aberto um "espaço a apoios na ligação à Internet". "É neste contexto que se situa o envio de circulares por direcções regionais de Educação a autarquias, nas quais se informa sobre as respectivas possibilidades de apoio às famílias", acrescenta o comunicado.
O ministério reforça que nestes documentos está ausente qualquer "notificação", "intimação" ou "pressão" sobre as câmaras municipais: "insiste-se, o ME tem tido uma colaboração profícua e leal com as autarquias, no interesse das crianças e do serviço público de Educação".
Agostinho Branquinho proferiu as acusações durante um debate sobre educação agendado pelo PSD em que considerou que "o Governo ainda não explicou, e era bom que explicasse, quem vai pagar os custos reais do Magalhães". Na altura, a bancada do PS não se pronunciou sobre o assunto.
Concurso de sites e blogues sobre Inês de Castro para alunos do básico e secundário Público | 2008-10-10 | Até Março. Concurso "Inês de Castro" está na Internet desde segunda-feira.
O concurso "Inês de Castro" está na Internet desde segunda-feira para lançar um desafio: fazer o melhor site ou blogue sobre o romance de D. Pedro e D. Inês de Castro. O prazo para as inscrições termina em Março de 2009, numa competição destinada a alunos dos ensinos básico e secundário.
A ideia é reinventar a famosa lenda sobre a paixão do príncipe de Portugal, futuro rei D. Pedro I, por Inês de Castro, filha de um mordomo do rei de Castela. A trágica história - que terminou com o assassinato de Inês, a mando do rei Afonso IV, pai de D. Pedro - serve agora de cenário à competição, numa iniciativa da Fundação Inês de Castro, em parceria com o Plano Nacional de Leitura.
Os sites e blogues - que poderão ser criados por um ou mais alunos - terão de ser acompanhados por, pelo menos, um professor e deverão incluir textos da autoria dos concorrentes. Também poderão ser incluídos outros textos, bem como imagens, vídeos e sugestões de leitura.
As inscrições estão abertas até 27 de Março, altura em que as propostas serão avaliadas para premiar os melhores. Os vencedores recebem, para além de Ipods e Ydreams, um cheque-livros e um fim-de-semana num hotel (Algarve, Coimbra ou Porto).
Para poderem concorrer, os alunos têm que estar inscritos no Clube de Leituras e preencher uma ficha de inscrição no site do Plano Nacional de Leitura.
"Este computador não é para brincar" Público | 2008-10-10 | Na escola de Portel, no Alentejo, as crianças criam pastas e escrevem textos. Em casa também, mas só quando a professora manda. O Público foi à escola onde a ministra lançou o projecto.
Luís Ribeiro, presidente do conselho executivo da EB 2,3 D. João de Portel, sonha com uma escola onde todos os alunos tenham acesso às novas tecnologias, a começar por um computador portátil para cada um. Desde 2003 que todas as salas de aula têm um computador com acesso à Internet. A escola apostou na formação dos professores e muitos "transformaram a sua prática lectiva por causa do computador e não foram os mais novos", acrescenta.
Quando o Governo anunciou o portátil Magalhães, a escola mobilizou-se e foi perguntado aos pais se queriam aderir. Houve cerca de duas dezenas, em toda a freguesia, que não estavam muito motivados para adquiri-lo. Ou por desconhecimento desta ferramenta, "por estarem longe da vida escolar dos filhos", ou porque as crianças já tinham computadores. Mas Luís Ribeiro insistiu: "Era complicado a esmagadora maioria ter e os outros não. E depois, como é que se geria uma situação em sala de aula? E mesmo para a auto-estima dos que não iam adquirir o computador..." Os pais foram convencidos e faltam agora sete escolas recebê-lo. Também os alunos dos 5.º ao 9.º anos começam a pôr os olhos nos Magalhães dos mais novos e querem aderir ao e-escolas, o programa do Plano Tecnológico para a Educação, que lhes permite ter um computador portátil com acesso à Internet por 150 euros, mais 36 mensalidades de 15 euros.
São praticamente nove da manhã e a campainha está quase a tocar no novo centro escolar de Portel. À porta, a mãe despede-se da filha que entra, com o passo apressado, de mochila às costas e com o pequeno computador Magalhães a espreitar de dentro de uma lancheira. Corre escadas acima, até à sala do 4.º F, onde mais 22 portáteis com pega azul repousam em cima das carteiras, à frente de cada uma das crianças, mesmo ao lado do estojo, à espera de serem usados.
A escola básica do 1.º ciclo de Portel, no Alentejo, foi das primeiras 16 de todo o país a receber o computador, aquele que o Governo quer que todas as crianças do 1.º ciclo tenham, até ao final do ano lectivo. Ao todo são 500 mil, a preços que começam nos zero euros, para as famílias que mais beneficiam de acção social escolar; mas que podem passar por 20 e 50 euros.
Em Portel, já oito turmas receberam os portáteis, mas ainda faltam recebê-lo as crianças das restantes sete escolas do agrupamento. Os computadores chegaram a 23 de Setembro, no mesmo dia em que a nova escola foi inaugurada, com a presença da ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Uma semana depois, o Público visitou o centro escolar para saber que uso está a ser dado ao Magalhães.
Na sala de aula, a professora Maria João pede à turma do 4.º F para fazer uma composição sobre "A vila de Portel" e os meninos não se fazem rogados. Carlos escreve sobre algumas infra-estruturas da terra como o auditório, o gimnodesportivo, a barragem. Ana fala sobre as piscinas de água quente e de água fria; Ana Margarida lembra que o castelo, que se avista da janela da sala de aula, é do século XII e foi mandado construir por D. João Peres de Aboim. Duarte descreve os campos com flores de muitas cores, os sobreiros e os eucaliptos. Álvaro tem a certeza de que, ao contrário de muitos que abandonam a terra, ele vai ficar em Portel quando crescer. Nuno recorda o dia 23 de Setembro, quando a "doutora Maria de Lurdes Rodrigues" inaugurou o centro escolar e distribuiu os portáteis.
Concluídas as composições, é hora de pôr o Magalhães a trabalhar, é nessa altura que entra o professor João, que está a auxiliar todos os restantes colegas a preparar conteúdos e a aplicar o portátil na sala de aula. Desta vez, o Magalhães serve para copiar o texto feito e para, ainda durante a manhã, aceder à Internet, ir procurar imagens da vila alentejana e poder ilustrar a composição.
O computador também serve para fazer trabalhos de casa. Por exemplo, no dia anterior, o TPC consistia em escrever um pequeno texto sobre as férias de Verão. Em casa, os meninos criaram uma pasta e um novo documento, que colocaram no interior da mesma, com o seu texto escrito. De manhã, alguns pais preocupados esperavam a professora para lhe dizer que os filhos não tinham gravado o texto, apesar de o ter escrito. Apesar de a professora Maria João não se queixar do acompanhamento que os pais fazem aos seus alunos, não tem dúvidas de que o Magalhães veio aproximá-los, diz.
Carolina, Beatriz, Alberto, Isa e Leonor gostam do computador e utilizam-no diariamente, contam. Carolina gosta de escrever textos que inventa "sobre antigamente e assim com meninos e meninas". Os outros gostam sobretudo de jogar.
Assim que se liga o computador a primeira imagem que aparece no ecrã é a "Caixa Mágica" com jogos, puzzles, desenhos para preencher com cores e um sem número de divertimentos. É por aí que os mais pequenos gostam de navegar. Mas não só, Leonor tem Internet e gosta de ir buscar jogos a sites próprios.
Nuno, que nunca tinha tido um computador, já é um especialista e é com orgulho que mostra tudo que sabe. "Tenho uma pasta só minha com músicas que gravei com a ajuda do meu irmão. Faço vídeos com os meus sobrinhos e tiro fotos", e exemplifica: no topo do ecrã, há uma câmara que permite fotografar e filmar. Em sua casa, enquanto não vier o computador do irmão, de 14 anos e que também estuda, é naquele que a família se diverte noite fora: "Gosto de jogar pinball com o meu cunhado", revela o menino de nove anos.
No ecrã de Ana impera uma fotografia sua com o seu irmão mais novo. A menina de nove anos já vai no seu terceiro portátil, o pai é engenheiro informático e Ana herda-lhe os equipamentos. Apesar de o Magalhães ser muito parecido com os outros, tem algumas diferenças, diz. "É mais pequeno, trago-o para a escola e é só para trabalhar, não é para brincar como os outros."
PSD acusa Ministério da Educação de intimar autarquias a pagarem modems e Internet do Magalhães Público | 2008-10-09 | Durante um debate no Parlamento sobre educação agendado pelo PSD, Agostinho Branquinho considerou que "o Governo ainda não explicou, e era bom que explicasse, quem vai pagar os custos reais do Magalhães".
Agostinho Branquinho disse saber que "o Ministério da Educação mandou para todas as câmaras do país propostas - aquelas pressões que não são bem pressões - para pagarem os modems, que custam 45 euros, e a totalidade ou parte da assinatura anual da Internet, que se eleva a 250 euros".
O deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD acrescentou ter a informação de que "a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) comunicou às escolas que deviam dizer quais eram as situações anómalas, ou seja, quais as autarquias que não vão participar, para que a DREN pudesse intervir".
A Associação Nacional de Municípios Portugueses reuniu ontem de emergência e aconselhou hoje as autarquias a não pagarem as facturas que estão a receber, noticiou hoje a TSF.
O deputado do CDS-PP João Paulo Carvalho pediu à maioria socialista que comentasse "o caso do conselho pedagógico de uma escola de Barcelos que decidiu que os alunos podem passar de ano mesmo com cinco negativas".
Na resposta, o deputado do PS Bravo Nico não se referiu à questão dos computadores Magalhães.
Quanto ao caso de Barcelos, o deputado do PS a deu a entender estar de acordo com a decisão do conselho pedagógico, argumentando que "é sempre muito mais exigente e dá sempre muito mais trabalho às escolas e aos professores integrarem os alunos com percursos de aprendizagem difíceis".
"É sempre mais fácil colocá-los fora da escola. A nossa resposta é fazer com que as crianças fiquem dentro da escola. O direito à educação é um direito básico", acrescentou Bravo Nico.
Empresa que fornece o Magalhães não tem qualquer relação contratual com o Estado Público | 2008-10-08 | JP Sá Couto está envolvida num julgamento por crimes de fraude fiscal. Fisco reclama o pagamento de uma dívida de IVA que ultrapassa os 71 mil euros.
A empresa que monta os computadores Magalhães e tem sido exibida pelo Governo como um elo fundamental para o cumprimento das metas traçadas no âmbito da sociedade de informação está envolvida num processo de fraude fiscal que se encontra já em fase de julgamento.
Depois de a Rádio Renascença ter difundido ontem a notícia, a JP Sá Couto emitiu um comunicado onde dá conta de que "a notícia é pública há vários anos" e que nessa altura "foram informados todos os fornecedores e entidades bancárias dos factos em causa".
Quanto à matéria, a empresa informa tratar-se de "um processo que está em fase de julgamento" e através do qual "o Estado reclama da JP Sá Couto o valor de 71.520,54 euros, relativamente aos anos de 2000 e 2001, sendo arguida a empresa e um dos seus administradores".
A situação fiscal regularizada é um dos requisitos exigidos às empresas que efectuem negócios com o Estado (ver caixa), mas o certo é que não há qualquer tipo de contrato entre a empresa e entidades públicas, isto apesar do envolvimento do Governo no fornecimento do computador Magalhães, tanto aos alunos das escolas portuguesas como aos contratos de fornecimento para a Venezuela. As ligações do Governo aos projectos e-escolas e e-escolinhas decorrem da decisão sobre a aplicação das verbas para a promoção da sociedade de informação provenientes das operadoras que venceram o concurso para os telemóveis de terceira geração, a chamada tecnologia UMTS, que foi lançado no ano 2000.
Como contrapartidas, as operadoras ficaram obrigadas a investir, através de iniciativas próprias, um montante determinado na promoção e desenvolvimento das tecnologias de informação, mas os anos foram passando sem que tal cláusula tivesse qualquer concretização, com excepção para as acções de mecenato desenvolvidas pela Fundação Vodafone.
Negócio é com operadoras Segundo informou ontem ao Público um membro do gabinete do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicação (MOPTC), o actual Governo quis saber em que ponto estava o cumprimento daquelas obrigações e chegou à conclusão que havia consideráveis quantias que não tinham sido ainda utilizadas.
Foi neste contexto que terá sido então sugerido às operadoras avançar para a criação da Fundação para a Sociedade de Informação, com o principal objectivo de promover e aplicar as novas tecnologias junto da população escolar.
O capital inicial de 25 milhões de euros resultou do contributo a que estavam obrigadas operadoras pelo concurso para a exploração dos telemóveis de terceira geração. Os programas e-escolas e e-escolinhas foram lançados pela fundação e os contratos de fornecimento estabelecidos entre as operadoras, que disponibilizam o computador aos novos clientes - neste caso os jovens estudantes, à semelhança do que acontece com os telemóveis.
O MOPTC lembra até que o fornecimento do computador portátil Magalhães apenas faz parte do programa e-escolinhas - destinado aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico - enquanto no e-escolas - para estudantes do 7.º ao 12.º ano - os aderentes podem optar por outras marcas ou modelos de computador. Neste último programa, que se iniciou em Junho do ano passado, foram já disponibilizados mais de 300 mil computadores.
O Estado não interfere na compra e no fornecimento dos computadores para os programas e-escolas ou e-escolinhas. O negócio é totalmente desenvolvido com as operadoras telefónicas - que fornecem a ligação à Internet - limitando-se os serviços de acção social a apoiar alguns alunos mais necessitados. Caso houvesse qualquer envolvimento de um organismo do Estado na aquisição dos computadores, isso implicaria a realização de um concurso internacional. Também os candidatos ao fornecimento de bens e serviços às entidades públicas têm que ter a sua situação regularizada perante as Finanças e a Segurança Social. Nestes casos, as leis que regem os concursos prevêem que numa primeira fase, ou seja, na apresentação de candidaturas, devem apenas declarar que estão em situação regular, devendo os respectivos documentos emitidos pelo fisco ou pela Segurança Social ser apresentados na altura da celebração do contrato.
Tal não impede, no entanto, que em caso de dúvidas a entidade que realiza o concurso possa exigir esses mesmos documentos durante o período de apreciação das candidaturas, havendo mesmo lugar a procedimento criminal, caso se comprove que era falsa a declaração feita na altura da apresentação da candidatura.
Magalhães com mais programas da Microsoft dá novo passo para a internacionalização Público | 2008-10-04 | Governo da Argentina mostrou interesse no portátil e uma delegação portuguesa vai fazer uma demonstração da tecnologia em Buenos Aires.
A menos de duas semanas depois de os primeiros portáteis Magalhães terem sido entregues nas escolas, o Governo anunciou ontem novo soft-ware para equipar o computador. A Microsoft reuniu um conjunto de aplicações informáticas que vão ser instaladas no portátil e que pretendem torná-lo mais apelativo para o mercado internacional.
O Magalhães passará a estar equipado com mais de duas dezenas de aplicações que já existiam separadamente, mas que foram agrupadas pela empresa num pacote exclusivo para o portátil. Entre as novidades estão programas educativos e software de segurança para que pais e educadores possam controlar a utilização que as crianças fazem do Magalhães. A integração do novo software nos cerca de 3300 computadores já distribuídos será feita sem custos para os utilizadores.
A iniciativa faz parte do memorando de entendimento assinado ontem pelo Governo e pela multinacional de tecnologia, numa cerimónia que reuniu boa parte do executivo. O documento definiu a colaboração da Microsoft em áreas que vão da formação de funcionários públicos ao combate à cibercriminalidade - mas o portátil foi a estrela do evento.
"O Magalhães não é uma estrela que caiu do céu, mas um dos mais visíveis resultados do movimento de modernização que atravessa a sociedade portuguesa", observou o primeiro-ministro, José Sócrates. Também o presidente executivo da Microsoft, Steve Ballmer, numa intervenção em que falou do "incrível progresso feito em Portugal desde que o Plano Tecnológico foi aprovado", classificou o portátil como "um modelo para todos os países".
Para além da Venezuela, cujo acordo de exportação já foi anunciado, a rota de internacionalização do Magalhães poderá passar pela Argentina. Em visita a este país, o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, revelou ontem à agência Lusa haver interesse por parte do Governo argentino. Uma delegação portuguesa estará em Buenos Aires ainda este mês, para fazer uma demonstração da tecnologia.
Também o Governo brasileiro está interessado em importar o Magalhães. O Brasil (tal como a Argentina) já tinha encomendado em 2006 o primeiro computador deste género no mundo (concebido pelo guru americano da tecnologia Nicholas Negroponte, do Massachusetts Institute of Technology), mas acabou por comprar muito menos unidades do que o previsto.
O Magalhães está equipado com o sistema operativo Windows, da Microsoft, bem como uma distribuição portuguesa do sistema Linux. Ao incorporar mais tecnologia da Microsoft no computador, a empresa consegue a oportunidade de fazer com que os milhares de jovens utilizadores se familiarizem com os seus produtos.
Um conjunto de 23 programas com a marca Microsoft vai equipar os portáteis Magalhães. O preço dos computadores vai manter-se inalterado e a actualização das unidades já vendidas é grátis. Um dos objectivos é tornar o produto mais atractivo para os mercados internacionais.
Microsoft com software exclusivo no 'Magalhães' Diário de Notícias | 2008-10-03 | Steve Ballmer, o presidente da Microsoft, vai estar hoje em Portugal para assinar um novo Memorando de Entendimento. Mas o grande anúncio é o de aplicações feitas para serem utilizadas apenas pelo 'Magalhães', o minicomputador de produção nacional. Empresa já investiu 245 milhões em Portugal.
O presidente da Microsoft, Steve Ballmer, anuncia hoje um conjunto de aplicações exclusivamente desenvolvidas para o Magalhães. O minicomputador produzido em Portugal vai ser o único no mundo com a nova Learning Suite, numa estratégia de exportação assinada também pelo Governo português. Este é o mais recente resultado da pareceria estabelecida entre Portugal e a Microsoft em 2006, que já levou o gigante informático a investir 346 milhões de dólares, cerca de 245 milhões de euros.
O pacote desenvolvido pela Microsoft está dividido em três áreas. Uma de Aprendizagem e Desenvolvimento de Competências, outra de Segurança e Antivírus e uma terceira para Comunicação e Colaboração. Cada uma delas é composta por aplicações com o carimbo da Microsoft. Estes elementos vão estar disponíveis apenas mediante a compra do novo Magalhães. Ou seja, o software não vai estar disponível sem a compra do hardware - na prática, quem já comprou um computador Magalhães não vai poder instalar esta suite como foi preparada pela Microsoft sem a compra de um novo aparelho.
O fabricante de software garante que entre as prioridades deste modelo está a relação com alunos e professores, mas igualmente com os encarregados de educação. Também por essa razão, um dos grandes objectivos desta remodelação foi a melhoria da interactividade do aparelho com as potencialidades da Internet.
De acordo com o Ministério das Obras Públicas, este novo Magalhães terá como alvo preferencial o mercado externo, e Portugal vai ter o exclusivo da sua produção. Esta, no entanto, poderá não ser ser só assegurada pela JP Sá Couto, entidade que assinou o protocolo com o Governo para a produção dos computadores que integraram o programa e-escolinha. e que já tem várias encomendas para o estrangeiro. No entanto, a produção será sempre da responsabilidade de uma empresa portuguesa. Ainda que a exportação seja a política a privilegiar, a comercialização do aparelho com o novo software da Microsoft em Portugal também faz parte do protocolo.
O impacto económico será "significativo", garante o Ministério, já que Portugal será o único agente produtor e distribuidor do modelo. Aliás, o secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, acredita que "este pacote ajudará na penetração do computador no mercado internacional porque é uma mais-valia".
A Microsoft procurará não só o resultado financeiro (fonte da empresa em Portugal garante que o custo de fabrico não será mais elevado e que todas as adaptações ao preço final foram feitas pela entidade americana), mas também por uma questão de política social e de comunicação. Se a primeira faz parte dos planos da empresa desde há muito, a segunda é preocupação constante desde que concorrentes como a Google ou a Apple conquistaram espaço generoso ao gigante criador do MS-DOS e Windows.
Mais apoio ao programa Simplex Memorando 2.0. A Microsoft vai continuar a apoiar quatro áreas do Plano Tecnológico
O Memorando de Entendimento assinado hoje prevê um conjunto de medidas de natureza prática, em quatro áreas do Plano Tecnológico: educação, economia, segurança e modernização da Administração Pública.
Segundo um comunicado da Microsoft, o acordo "irá abranger uma colaboração com cerca de uma dezena de ministérios", tais como a Administração Interna, Obras Públicas, entre outros. Na área da educação, o objectivo é continuar a modernizar os estabelecimentos de ensino, com a disponibilização de software, formação e certificação no uso das tecnologias, "no âmbito dos diversos programas oficiais actualmente em vigor em Portugal".
Quanto à economia, a Microsoft compromete-se a apoiar as novas empresas de base tecnológica fornecendo "o acesso gratuito a ferramentas e tecnologias suas".
Mas uma das principais novidades surge no âmbito da segurança: a empresa irá implementar em Portugal o Projecto CETS (Child Exploitation Tracking and Investigation System) - um conjunto abrangente de ferramentas tecnológicas para apoiar as polícias na colaboração e partilha de informação em tempo real, para acelerar a captura de criminosos online, sobretudo na área da pedofilia infantil, exploração e abuso de crianças e menores.
Ainda no capítulo da segurança nacional, a Microsoft irá colaborar em "medidas de prevenção e mitigação de ameaças à segurança informática nacional".
Em 2009, a gigante da informática vai disponibilizar uma plataforma de suporte ao registo electrónico de pacientes em colaboração com o Ministério da Saúde. Esta é uma das medidas que sobressaem no âmbito da modernização da Administração Pública.
O Memorando de Entendimento 2.0 assume-se sobretudo como um reforçar dos anteriores acordos entre a empresa e o Governo português.
O gestor obrigado a fugir de ovos Milionário. A sua boa disposição é visível nos vídeos que circulam pela Internet
Steve Ballmer foi o primeiro gestor contratado por Bill Gates para a empresa que tinha fundado em Albuquerque, no Novo México, cinco anos antes, em 1975.
Descrito como "entusiasta, concentrado, engraçado, apaixonado, sincero" no seu perfil na página da empresa, Ballmer é conhecido por surpreender os colaboradores: na cele- bração do 25.º aniversário da Microsoft, saiu do bolo de aniversário.
Steve Ballmer nasceu em Detroit, em Março de 1956. O pai trabalhava como gestor na Ford. Em 1973, terminou o liceu numa escola onde agora ocupa um lugar na direcção.
Licenciou-se em Matemática e Economia na prestigiada Universidade da Harvard. Na faculdade, teve uma vida ocupada: trabalhou no jornal Harvard Crimson e na revista literária da instituição e embora não jogasse, estava envolvido na gestão da equipa de futebol americano. Mais importante, vivia no mesmo dormitório que Bill Gates.
Depois da faculdade, trabalhou dois anos na Procter & Gamble Co. Abandonou o MBA na Stanford University Graduate School of Business para se juntar a Bill Gates, tornando--se no 24.º empregado da empresa. Na altura, ficou com 8% das acções, uma percentagem que foi crescendo ao longo dos anos.
Mas até uma das mais bem sucedidas parcerias na história do mundo empresarial teve problemas: no princípio de 2000, quando Ballmer ocupou o lugar da Gates na Microsoft. Segundo o The Wall Street Journal, Ballmer ficou com o título mas Gates manteve as funções, desencadeando um combate que terá durado um ano. Ballmer é agora o líder incontestado da empresa e vale cerca de 15 mil milhões de dólares, segundo a lista de 2008 da revista Forbes, que o coloca na 43.ª posição entre os mais ricos do mundo.
Apesar da sua boa disposição, já lendária através dos vídeos virais que circulam pela Internet, é um dos alvos favoritos dos mais críticos da Microsoft, sobretudo quando se fala de bolos e ovos. Talvez por isso a sua agenda privada durante as visitas como a de hoje em Lisboa seja mantida em segredo por razões de segurança.
É que os vídeos de Ballmer a dançar loucamente numa convenção da empresa são tão populares como aqueles em que tenta escapar a um ataque com ovos durante uma conferência, numa universidade em Budapeste.
Sócrates diz que Magalhães é exemplo de modernização Lusa | 2008-10-03 | Assinatura de memorando entre a Microsoft e o governo. O primeiro-ministro pretende o acesso de todos a este computador.
O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que o Magalhães é um dos exemplos da modernização do país, durante a assinatura do memorando entre a Microsoft e o governo português para a internacionalização do portátil. O líder do PS quer que as tecnologias de informação e comunicação estejam presentes no ensino e anunciou que o novo computador vai chegar a 500 mil utilizadores do primeiro ciclo.
Para o primeiro-ministro, a adopção deste portátil nas escolas melhora a aprendizagem, o ensino e o nível de estudos. "O Magalhães não é uma estrela que caiu do céu, mas um dos mais visíveis resultados do movimento de modernização que atravessa a sociedade portuguesa", afirmou José Sócrates durante a cerimónia de assinatura de um memorando de entendimento entre a Microsoft e o governo português para a internacionalização do computador Magalhães.
O pacote de programas que vem com o computador a que o primeiro-ministro chama "suite de aprendizagem Magalhães" vai estar disponível em Portugal e no resto do mundo. Com o computador vai vir software, conteúdos, formação, serviços e suporte formando um pacote exclusivamente criado pela Microsoft para o portátil. O portátil tem um custo baixo e é destinado a alunos do primeiro ciclo, para além de ser fabricado em Portugal.
"O Magalhães (...) simboliza a ideia de que todos nós queremos que as tecnologias de informação e comunicação estejam presentes em toda a sociedade, mas principalmente no sistema de ensino", frisou o primeiro-ministro.
"Queremos que a escola pública portuguesa esteja na frente destas mudanças tecnológicas do mundo", acrescentou José Sócrates sublinhando que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são decisivas para melhorar a educação portuguesa.
O primeiro-ministro afirmou ainda que pretende uma boa educação disponível para todos e o acesso de todos a este computador.
Benefício internacional Steve Ballmer, o presidente da Microsoft Corporation, assinou com José Sócrates o memorando. Os dois anunciaram o investimento da Microsoft no projecto Magalhães através do programa "Unlimited Potential".
O programa visa desenvolver tecnologia a preços mais acessíveis para os cinco mil milhões de pessoas que ainda não usufruem dos seus benefícios. "Este é um passo de avanço de Portugal como fornecedor internacional" deste tipo de computador portátil que tem, a partir de agora, um novo software que será produzido em Portugal através de uma parceria com a Intel, afirmou Steve Ballmer.
O responsável explicou que o projecto "promete a criação de emprego" e que a nova "suite" é um pacote de software personalizado. A iniciativa visa encorajar a adopção internacional do portátil educativo e apoiar o acesso à tecnologia na educação, no âmbito do programa do governo e-Escolinhas.
Steve Ballmer mostrou-se "entusiasmado", considerando a iniciativa "única e espantosa a nível global" e afirmou estar empenhado em promover a inovação e o acesso à tecnologia em Portugal que segundo ele vai gerar novos empregos e oportunidades.
Programa em dez ministérios Segundo Ballmer, o projecto envolve 14 programas, desde a formação em tecnologias de informação até ao desenvolvimento de uma plataforma para a saúde.
Prevê um conjunto de medidas práticas nas quatro áreas-chave do Plano Tecnológico e irá abranger uma colaboração estreita com uma dezena de ministérios, tais como a Administração Interna, Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, Economia e Inovação, Finanças e Administração Pública, Saúde, Justiça, Cultura, Presidência do Conselho de Ministros, Educação e Ciência Tecnologia e Ensino Superior.
Um dos objectivos do novo memorando de entendimento é o acesso gratuito e facilitado à tecnologia para empresas recém-constituídas ("start-ups"), de forma a estas poderem mais rapidamente operacionalizar os seus negócios.
Também na área da Cultura, a tecnológica vai facultar ferramentas de produção dirigidas às empresas de base tecnológica na indústria das ideias e das artes criativas.
Quanto à Segurança Nacional, a Microsoft apoiará com tecnologia de ponta o combate à criminalidade infantil online e a prevenção de ataques e desastres.
Na área da Modernização da Administração Pública, a Microsoft vai dar formação em larga escala a funcionários públicos em tecnologias de informação e comunicação e apoiar o Simplex na Administração Local, disponibilizando gratuitamente o Microsoft Virtual Earth às autarquias locais portuguesas, entre outras medidas.
A empresa também vai apoiar a Iniciativa de Partilha de Serviços do Governo com vista a garantir o sucesso tecnológico da sua implementação.
Em 2009, a Microsoft vai disponibilizar uma plataforma aplicacional de suporte ao registo electrónico de pacientes em colaboração com o ministério da tutela.
Na cerimónia estiveram vários ministros presentes e o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.
Portugal vai vender um milhão de portáteis 'Magalhães' e 50 mil casas Correio da Manhã | 2008-09-28 | Chávez compra dois mil milhões. Hugo Chávez e José Sócrates quiseram aceder à internet, mas afinal o 'Magalhães' não estava ligado à rede.
Mais de dois mil milhões de euros. Este é o valor dos contratos assinados ontem entre Portugal e a Venezuela para a venda de um milhão de computadores 'Magalhães' e para a construção de 50 mil casas de habitação social pré-fabricadas. Pela quarta vez em Portugal, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, elogiou a "coragem" de José Sócrates ao lhe abrir as portas do País, quando na Europa é visto como um "diabo" e um "tirano".
"Na Europa muita gente me vê como um diabo, um demónio, um tirano [...] Há que agradecer-lhe [a José Sócrates] a coragem de nos abrir as portas. Queremos ser amigos de toda a Europa, de todo o Mundo, respeitamos qualquer concepção política e ideológica. Apenas esperamos que nos respeitem", afirmou Hugo Chávez, após a assinatura dos protocolos. Este era, aliás, o pretexto da visita do presidente venezuelano a Lisboa, mas o seu discurso, que durou cerca de 35 minutos, acabou por ser dedicado sobretudo às relações entre Venezuela e a Europa. Mesmo assim, o primeiro-ministro português manteve-se, em pé, ao seu lado durante toda a intervenção. Isto depois de já ter esperado por Hugo Chávez durante mais de 20 minutos ao sol, à porta do auditório da FIL, no Parque das Nações.
Além dos contratos para a compra dos 'Magalhães' e para a construção de habitações sociais, com a empresa Lena, no valor de dois mil milhões de euros (três mil milhões de dólares), os dois países assinaram nove memorandos no sector da energia e no sector das pescas. Só a EDP assinou dois.
Sócrates destacou a importância da "relação comercial" que Portugal está a desenvolver com a Venezuela, mas não esqueceu os emigrantes: "Sempre que nos encontramos, o que está no nosso espírito é a comunidade portuguesa na Venezuela." Em resposta, Hugo Chávez agradeceu o "afecto" e o carinho dos portugueses e garantiu: "Amor com amor se paga." O presidente venezuelano terá mesmo prometido a Sócrates a nomeação de um vice-ministro para a Europa para servir de "elo de ligação" entre o Governo e a comunidade portuguesa.
PC 'Magalhães' entusiasma Presidente O contrato de fornecimento de um milhão de computadores (PC) 'Magalhães' à Venezuela foi assinado em tempo recorde devido ao entusiasmo de Hugo Chávez. O computador infantil foi apresentado a Chávez há apenas dois meses, durante uma visita do ministro das Obras Públicas, que estava longe de imaginar a reacção do presidente da Venezuela. O objectivo de Mário Lino era concretizar vários projectos de construção, mas foi no mais recente programa tecnológico do Governo que Chávez ficou visivelmente interessado.
FRASES "Espero que o próximo governo dos EUA seja um governo com que se possa conversar com respeito. Só espero que possamos conversar, mais nada."
"Quando um sistema perde capacidade de regulação, deixa de ser um sistema. A mão invisível, que tudo regula, é uma farsa."
Hugo Chávez
'Magalhães' para a próxima semana Correio da Manhã | 2008-09-27 | Ministério vai disponibilizar códigos. O 'Magalhães' é semelhante a vários portáteis distribuídos em escolas de todo o Mundo.
Na próxima semana começam a chegar às escolas do 1.º ciclo os códigos que vão permitir aos pais adquirir os computadores portáteis 'Magalhães', garantiu ao CM, Rui Nunes, assessor do Ministério da Educação (ME).
"Para a semana chegarão às escolas os primeiros códigos. Nesta primeira fase, os pais têm de falar com as escolas para estas saberem quem quer comprar os computadores. E, quanto mais depressa for identificada a procura, mais depressa será satisfeita", explicou.
O programa 'eescolinha', que pretende disponibilizar meio milhão de computadores portáteis a custos controlados aos alunos da escola primária, tem parceria com quatro operadoras: TMN, Vodafone, Optimus e Zon. Cabe aos pais escolher qual preferem e se pretendem ligação à Internet, que é feita através de banda larga móvel.
O CM visitou ontem os sites das operadoras e verificou que apenas a TMN dá destaque, na sua página inicial, ao 'eescolinha' e fornece informação sobre o tema. Os 'Magalhães' são grátis para alunos do escalão A da Acção Social Escolar, custam 20 euros aos do escalão B e 50 euros aos restantes alunos.
Refira-se, ainda, que fonte do Ministério das Obras Públicas esclareceu ontem que "o Governo não mantém qualquer relação contratual com a JP Sá Couto", empresa que fabrica os portáteis.
Ligação à Net indefinida O preço do acesso dos 'Magalhães' à Internet está a gerar algumas contradições. Do lado do Ministério da Educação, o assessor Rui Nunes diz que "será pago aos preços de mercado, sem condições vantajosas". Mas sublinha que está aberta a hipótese de um "esquema pré-pago que poderá ter algum desconto". E frisa que "está em discussão a hipótese de algumas autarquias suportarem o custo ,como sucedeu com as 16 onde foram entregues os primeiros 3 mil 'Magalhães'". Já fonte oficial da TMN tem outra versão: "Vamos apresentar condições preferenciais mas não estão ainda totalmente fechadas". A Optimus veio oferecer o tarifário 'Kanguru'. Já a ZON disponibiliza "todos os tarifários". A Vodafone diz que as tarifas ainda não estão definidas.
DICAS PARA PAIS
1.º passo Preencher na escola um formulário onde mostra interesse em adquirir um 'Magalhães' e especifica qual o operador que pretende (TMN, Vodafone, Optimus ou Zon).
2.º passo A escola entrega-lhe o número de código, necessário para a inscrição. Vai ao site www.eescolinha.pt e inscreve-se ou então, a inscrição é feita pela escola.
3.º passo Recebe o computador em casa ou levanta-o junto do operador que escolheu.
Computador Magalhães custa 285 euros nas lojas Público | 2008-09-27 | Desde das 24h de hoje que a Fnac está a comercializar o computador portátil Magalhães, em duas versões idênticas à que pode ser adquirida pelos alunos do 1.º ciclo. Se nas escolas o computador pode custar o máximo 50 euros, nas lojas o seu preço é de 285.
As lojas da Fnac dos centros comerciais Colombo, em Lisboa e NorteShopping, em Matosinhos, foram as primeiros a comercializá-los e os primeiros 500 exemplares (250 em cada loja) tiveram um desconto de 30 por cento. "Desde há 15 dias que recebemos centenas de telefonemas de pessoas a quererem saber mais pormenores sobre a venda do computador", revela fonte da Fnac, à Lusa.
A partir de hoje já estão disponíveis em todas as 13 lojas da Fnac e, na segunda-feira, estarão à venda noutras lojas especializadas.
O computador vai ser comercializado em duas versões: a "Descobrir Portugal", pensada para os mais novos, semelhante ao portátil do programa e-escolinhas com o programa Windows XP Home; a outra versão chama-se "60 minutos" e está pensada para adultos que queiram ter uma primeira abordagem à informática com software de iniciação à Internet e aos programas Word e Excel.
Nas escolas do 1.º ciclo, os primeiros três mil Magalhães foram entregues esta semana, a preços que variam entre os zero e os 50 euros, consoante o escalão da acção social a que cada aluno pertence. Os computadores não foram distribuídos com acesso à Internet.
Internet de alta velocidade e videovigilância nas escolas Lusa/Público | 2008-09-27 | Todas as escolas do segundo e terceiro ciclo e do ensino secundário vão ser equipadas com Internet de alta velocidade. Serão cerca de 1200 instituições com acesso a uma rede de fibra óptica, capaz de um velocidade de, pelo menos, 64 megabits por segundo.
O anúncio foi feito ontem, no dia em que o primeiro-ministro, José Sócrates, inaugurou uma linha de 100 megabits entre uma escola em Faro e outra em São João da Madeira. Esta ligação, que também já está activa noutras 98 escolas, permitiu estabelecer uma comunicação por holograma entre os dois locais.
A rede de alta velocidade, cujo concurso público de instalação foi ganho pela PT, "permitirá serviços de videoconferência e telepresença e, acima de tudo, aceder a conteúdos de elevada qualidade", declarou o coordenador do Plano Tecnológico da Educação, João Trocado da Mata, citado pela agência noticiosa Lusa. "Os alunos terão um acesso à Internet, à informação e ao conhecimento rápido e sem qualquer tipo de constrangimento."
Já José Sócrates criticou os que "desprezam o plano tecnológico" e sublinhou que a aposta nas tecnologias de informação "é benéfica para a evolução escolar dos alunos".
Os planos para levar Internet às escolas passam também pela instalação de redes sem fios (que permitam o acesso a partir de qualquer computador no perímetro das escolas) e de quadros electrónicos nas salas.
A estratégia de modernização do ensino prevê ainda a colocação de câmaras de videovigilância e de alarmes electrónicos, que funcionarão apenas fora do horário lectivo. As câmaras estarão apontadas para recreios e salas com material electrónico. A monitorização das imagens será feita pela polícia ou por uma empresa de segurança privada.
Num relatório preliminar, o júri do concurso apontou a ONI como a empresa designada para instalar as câmaras. Mas a Prossegur, que apresentou um projecto mais barato, já contestou a escolha.
O plano de modernização do ensino implica um investimento de 400 milhões de euros. O coordenador nacional do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, lembrou ontem que Portugal tem o maior crescimento mundial de banda larga e que a meta é "ligar até 2009 todas as escolas e hospitais a redes de nova geração". Zorrinho falava em Lisboa, na cerimónia de assinatura de um memorando entre o Governo e a multinacional Xerox.
A empresa vai dar formação em tecnologias da informação e comunicação (TIC) a estudantes do ensino secundário, de instituições de ensino profissional e do ensino superior, ao abrigo do programa Academias TIC. As acções de formação estendem-se ainda a quadros da administração pública.
'E-escolas' pode custar 1406 euros em PC e Net obrigatória Diário de Notícias | 2008-09-26 | Algumas das ofertas implicam encargos altos por 36 meses.
A compra de portáteis através do programa "e-escolas" pode não ser bom para quem quer evitar encargos a prazo. É que, ao contrário do recém-lançado "e-escolinhas", no 1.º ciclo - em que não é obrigatório aderir a uma das ofertas de Internet das operadoras aderentes -o "e-escolas" implica a permanência, por 36 meses, num plano que dependendo do escalão de rendimentos e da opção de acesso custará de 180 e mais de 1200 euros só em mensalidades.
Para os alunos abrangidos pelos escalões 1 e 2 da Acção Social Escolar (ASE), correspondentes ao escalão 1 do "e-escolas", a compra é vantajosa: basta assegurar uma mensalidade de 5 euros, durante 36 meses, totalizando 180 euros, para que o computador fique definitivamente na sua posse sem mais encargos. Também apetecível é a oferta para o escalão 3 da acção social escolar (ASE) - alunos que, não sendo elegíveis para apoios como manuais e refeições comparticipadas, ainda pertencem a agregados familiares cujos rendimentos são baixos. A estes - que o site do "e-escolas" classifica de 2.º escalão -, as tarifas das operadoras implicam uma mensalidade de 15 euros, que se traduz num custo total de 540 euros pelo computador e acesso à Internet durante três anos.
Planos até 34,9 euros mensais Mais variável é a oferta do que o e-escolas considera "3.º escalão" que, na realidade, não corresponde a qualquer índice da ASE. Aqui, além de pagarem 150 euros pelo equipamento, os aderentes ficam comprometidos com uma mensalidade mínima de 17, 5 euros, o que significa um custo mínimo de 780 euros incluindo o portátil. Mas esta factura pode chegar até aos 1406,4 euros se a escolha cair na opção de Internet mais cara: 34,9 euros.
O facto de as tarifas do e-escolas identificarem 3 escalões que não correspondem aos da ASE levou ontem o CDS-PP a pedir esclarecimentos ao Ministério, que acabou por prometer clarificar os dados que surgem na página. "Estava-se a identificar como ASE um índice que, na realidade, só corresponde a dois dos seus escalões, e isso estava a motivar muita confusão e queixas nas escolas", disse ao DN Diogo Feio, do CDS/PP. "Esperamos também que este alerta sirva para que as pessoas estejam mais atentas ao que lhes é oferecido, que nem sempre transparece nas acções mediáticas".
Preços da Internet para alunos não têm diferenças Público | 2008-09-26 | 150 euros é o custo de adesão que permite aos alunos que não beneficiam de apoio escolar adquirir um portátil.
O Governo nega que existam discrepâncias entre os preços fixados em Diário da República e os praticados pelas operadoras de telecomunicações no âmbito do programa e-escolas, que permite aos alunos do ensino básico e secundário aceder à Internet. Ontem, o CDS-PP apontava a existência de diferenças, o que impedia os alunos de saber ao certo quanto pagariam pela Internet.
É que os preços fixados no despacho publicado em Diário da República a 11 de Agosto deste ano referiam valores mais baixos da ligação à banda larga do que os divulgados pelas operadoras de telecomunicações (Optimus, TMN e Vodafone) e também dos que estavam anunciados no site do programa e-escolas, que prevê a entrega de computadores portáteis com ligação à Internet a preços reduzidos.
Em comunicado, os ministérios da Educação e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações dizem que "não há qualquer discrepância" e esclarecem a que corresponde cada escalão. Também a Vodafone, em resposta ao PÚBLICO, confirma que "não há incorrecções nos tarifários publicados", declara Carlos Correia, director de Regulação e Relação com Operadores da Vodafone Portugal.
Assim, os escalões 1 e 2 mencionados no despacho correspondem ao 1.º escalão referido no http://www.eescola.pt/indexA.aspx. Ou seja, estipula a oferta do computador e o pagamento mensal de cinco euros pelo acesso à Internet. Do mesmo modo, o escalão 3 do despacho corresponde ao 2.º escalão no site, portanto, os alunos recebem o computador e não pagam pela adesão e pagam a mensalidade de 15 euros. Quanto aos alunos que não beneficiam da acção social escolar são os do 3.º escalão do e-escolas, o que significa que pagam 150 euros pela adesão ao programa, recebem o computador e têm cinco euros de desconto na mensalidade.
"Para evitar qualquer possibilidade de mal-entendido, o sítio www.eescola.pt irá tornar mais visível a correspondência entre os escalões da acção social escolar e os benefícios associados", refere o comunicado dos dois ministérios.
O e-escolas é um dos programas que fazem parte do Plano Tecnológico do Governo de José Sócrates para a educação. Inicialmente abrangia apenas os alunos do ensino secundário e os das Novas Oportunidades. Este ano lectivo, o programa foi alargado ao 3.º ciclo. O 1.º ciclo tem o programa e-escolinhas. Quanto aos estudantes do 2.º ciclo podem optar por um dos dois programas.
Computadores e Net para os 5.º e 6.º anos Diário de Notícias | 2008-09-24 | 'Magalhães'. Programa pretende ser universal.
No primeiro dia da entrega dos 500 mil portáteis Magalhães para o 1.º ciclo, o primeiro-ministro anunciou o alargamento do programa de acesso a computadores e à Net aos alunos do 5.º e 6.º anos do ensino básico. De acordo com José Sócrates, os estudantes podem optar pelo Magalhães, ao dispor das crianças do 1.º ao 4.º ou escolher o programa 'e-escolas', orientado para alunos do 7.º ao 12.º anos.
O chefe do Governo, que falava numa escola em S. Mamede de Infesta, sublinhou ser dever de um Executivo propiciar uma boa educação, logo, colocar nas escolas a ferramenta principal do Programa Tecnológico: os computadores. Só assim será possível atingir excelentes índices de aprendizagem, combater o insucesso, melhorar os resultados e conseguir indicadores de utilização "dos melhores do mundo".
Ainda em relação ao programa 'e--escolinha', "pela primeira vez milhares de computadores vão entrar em muitas casas que, de outro modo, não seria possível", assinalou Sócrates. O líder do Governo enfatizou o facto de, a partir de ontem, todos os alunos do 1.º ao 12.º anos terem acesso a um portátil "em condições vantajosas", enquanto as escolas usufruem de acesso à Net "a uma velocidade de banda larga superior à existente".
Para além do custo máximo de 50 euros do Magalhães, sendo gratuito para os alunos abrangidos pelo primeiro escalão da Acção Social Escolar, as autarquias também poderão apoiar as famílias mais carenciadas na celebração dos contratos.
Daí se tratar de um programa "que pretende ser universal e que é desvalorizado por quem dele não precisa", realçou Sócrates. Lembrou que, há três anos, o ensino básico só funcionava até às 13.00, só 25% das escolas serviam refeições, não ensinando inglês.
O presidente de Matosinhos, Guilherme Pinto, criticou os 'velhos do Restelo', elogiando a introdução da escola a tempo inteiro, a renovação do parque escolar e a assunção de competência pelos municípios.
A oposição fala em propaganda: o social-democrata Pacheco Pereira considerou escandaloso o tratamento informativo dado à iniciativa pela RTP.
Sócrates anunciou alargamento do acesso a computadores Público | 2008-09-24 | No dia em que José Sócrates e 11 elementos do Governo andaram em 16 concelhos do país a distribuir três mil unidades do computador portátil Magalhães, o primeiro-ministro tinha uma novidade para dar: o programa governamental de acesso a computadores e Internet vai ser alargado aos alunos do 5.º e 6.º anos de escolaridade.
Segundo José Sócrates, os alunos podem optar pelo Magalhães, disponível desde ontem para os alunos do 1.º ao 4.º ano de escolaridade, ou pelo programa e-escolas, destinado aos alunos do 7.º ao 12.º anos de escolaridade.
O chefe do Governo assinalou o início da distribuição do Magalhães aos alunos do primeiro ciclo com uma visita à escola EB1 Padre Manuel de Castro, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos.
Na iniciativa, José Sócrates criticou quem se empenha em desvalorizar o Magalhães, considerando que essa é "uma atitude de quem não precisa, porque quem precisa da ajuda do Estado fica satisfeito por finalmente dispor de um programa capaz de responder a dois desafios: melhorar a educação e melhorar os índices de utilização de computadores".
Com o primeiro-ministro no Norte do país, a ministra da educação foi para sul. Maria de Lurdes Rodrigues inaugurou o novo centro escolar da vila alentejana de Portel (Évora), onde também distribuiu o Magalhães. Uma distribuição que, diz, constitui "o instrumento principal da democratização do ensino".
No terreno, andou também o coordenador do Plano Tecnológico, o socialista Carlos Zorrinho, que revelou que em 2010 haverá um computador por cada dois alunos, o que tornará Portugal num dos países mais bem equipados a nível mundial.
O rácio actual é 11,3 alunos por cada computador, no final do ano será de cinco alunos por PC e, em 2010, será de dois alunos por aparelho, segundo Carlos Zorrinho.
'Magalhães' no 2.º Ciclo. Computadores custam no máximo 50 euros Correio da Manhã | 2008-09-24 | O primeiro-ministro, José Sócrates, esteve em São Mamede de Infesta, Matosinhos, num dia em que vários governantes voltaram às escolas.
O pequeno portátil já está ligado à rede de internet em 16 escolas do País. O Governo garante que o plano tecnológico é acessível, a custos reduzidos ou até grátis, para alunos até ao 12.º ano.
'Eu próprio já usei o computador 'Magalhães' e gostei imenso. É muito prático e faz tudo o que os outros fazem', disse José Sócrates, ontem, dia em que foram oficialmente disponibilizados os primeiros três mil 'Magalhães' em 16 escolas do Primeiro Ciclo do Ensino Básico. O primeiro-ministro escolheu a escola EB1 Padre Manuel de Castro, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos, para ver as crianças ligadas à internet. Anunciou o alargamento do programa aos alunos dos 5.º e 6.º anos de escolaridade.
José Sócrates garantiu que todos os alunos até ao 12.º ano podem agora optar pelo 'Magalhães' ou pelo programa 'e-escolas' destinado aos alunos dos 7.º ao 12.º anos. O Governo assume, na parceria com os quatro operadores de internet - TMN, Vodafone, Óptimos, ZON - e as autarquias, que as famílias carenciadas têm direito a computadores gratuitos. As câmaras estão obrigadas a instalar a rede de banda larga nos estabelecimentos de ensino. 'Estão a chegar às escolas os computadores, as instruções para os docentes e formulários para as famílias, para o desenvolvimento dos programas', esclareceu. O primeiro-ministro lembrou que 'está provado que o uso de ferramentas informáticas proporciona melhores índices de aprendizagem e melhora os resultados'.
Filtros de segurança A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou que a distribuição de computadores com ligação à internet a alunos constitui 'o instrumento principal da democratização do ensino'. A governante inaugurou o Centro Escolar de Portel. A ministra assegurou que os 'Magalhães' estão 'protegidos' e 'têm filtros de segurança', adequados à idade dos utilizadores.
Especificações Base: Intel Classmate PC CPU: Intel Celeron 900 MHz e Intel Atom 1,6 GHz Memória: 512 MB Disco Rígido: 30 GBytes Sistema Operativo: Windows XP, Linux Caixa Mágica Peso: 1,27 kg/ 1,49 kg Bateria: 6,5 h/ 5 h Preço:Grátis para os alunos do 1.º escalão da Acção Social; máximo de 50 euros para os restantes
Governo em peso nas cerimónias de entrega dos primeiros Magalhães a crianças do 1.º ciclo Público | 2008-09-23 | Em declarações à agência Lusa, Maria de Lurdes Rodrigues salientou que, tal como acontece com a distribuição de portáteis a alunos do terceiro ciclo e do secundário, "este programa não é suportado por dinheiros públicos, mas pelos operadores de telecomunicações, através de um fundo que está previsto desde que foram autorizadas as licenças para os telemóveis de terceira geração".
De acordo com a ministra, os impressos que os encarregados de educação de alunos do primeiro ciclo devem preencher para ter direito a um computador estarão disponíveis nas escolas ainda esta semana. "A escola organiza o registo dos pedidos turma a turma e agenda com os operadores a entrega dos computadores. Daremos prioridade às escolas onde a banda larga já existe em todas as salas de aula", afirmou.
O acesso à Internet a partir de casa é também uma das prioridades do Governo, adiantou Maria de Lurdes Rodrigues, acrescentando que várias autarquias já mostraram disponibilidade para "ajudar as famílias, sobretudo de baixos rendimentos", a suportar essa ligação.
"As autarquias vão apoiar as famílias no acesso à banda larga a partir de casa. O modelo será, sobretudo, o pré-pago, para os pais poderem controlar os downloads e o número de horas", disse a ministra.
No total, serão entregues este ano lectivo 500 mil exemplares do Magalhães, que terão um custo máximo de 50 euros, sendo gratuitos para os alunos que beneficiam do primeiro escalão da Acção Social Escolar.
O primeiro-ministro, José Sócrates, estará no Centro Escolar de São Mamede de Infesta, em Matosinhos, enquanto a ministra Maria de Lurdes Rodrigues vai marcar presença nas escolas básicas de São Tiago, em Castelo Branco, e de Portel, no Alentejo.
Nas cerimónias que vão decorrer nos primeiros 16 concelhos a receber os computadores vão estar igualmente os ministros das Obras Públicas, Mário Lino, e dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, além de oito secretários de Estado.
Programa de acesso a computadores e Internet alargado aos 5.º e 6.º anos Lusa | 2008-09-23 | O Governo quer metade dos alunos portugueses com computador até 2010.
O primeiro-ministro anunciou hoje, em Matosinhos, o alargamento do programa governamental de acesso a computadores e Internet aos alunos do 5.º e 6.º anos de escolaridade.
Segundo José Sócrates, os alunos podem optar pelo "Magalhães", disponível desde hoje para os alunos do 1.º ao 4.º ano de escolaridade, ou pelo programa e-escolas destinado aos alunos do 7.º ao 12.º anos de escolaridade.
"Podem optar pelo programa que mais lhes convêm nas mesmas circunstância que os restantes alunos", sublinhou José Sócrates, que falava na escola EB1 Padre Manuel de Castro, em S. Mamede Infesta, Matosinhos.
Nesta escola, o primeiro-ministro assinalou o início da distribuição dos cerca de três mil computadores portáteis "Magalhães" aos alunos do primeiro ciclo.
"O dever de um Governo, hoje, já não é apenas proporcionar formalmente o direito à educação. O dever de um Governo é proporcionar uma boa educação. Foi por isso que avançámos com este projecto", disse José Sócrates.
O primeiro-ministro lembrou que "está provado que o uso de ferramentas informáticas proporciona melhores índices de aprendizagem e melhora os resultados".
"Estamos hoje a formar uma nova geração de portugueses que domina o inglês e as tecnologias de informação e comunicação. Será uma geração mais bem preparada e em melhores condições para servir o objectivo do desenvolvimento do nosso país", frisou.
O primeiro-ministro realçou que este programa e-escolinha, "além de melhorar a educação, vai fazer chegar um computador a muitas casas onde isso ainda não tinha sido possível, funcionando assim, também, como uma oportunidade de infoinclusão".
"O Estado esteve na origem e liderou o projecto, mas este não é um programa do Governo, é sim o resultado de uma parceria entre o Estado, a escola, os operadores e as autarquias", vincou.
O primeiro-ministro criticou quem se empenha em desvalorizar o "Magalhães", considerando que essa é "uma atitude de quem não precisa, porque quem precisa da ajuda do Estado fica satisfeito por finalmente dispor de um programa capaz de responder a dois desafios: melhorar a educação e melhorar os índices de utilização de computadores".
José Sócrates congratulou-se com o facto de, em Portugal, todos os alunos do 1.º ao 12.º anos de escolaridade terem a partir de hoje acesso a um computador em condições "muito vantajosas", referindo, em relação à Internet, que todas as escolas do país terão "uma velocidade de banda larga superior à que existia".
Metade dos alunos com computador em 2010 O coordenador do Plano Tecnológico afirmou hoje que, em 2010, haverá um computador por cada dois alunos, o que tornará Portugal num dos países mais bem equipados a nível mundial.
O rácio actual é 11,3 alunos por cada computador, no final do ano será de cinco alunos por PC e, em 2010, será de dois alunos por aperelho, revelou o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.
"Isto significa que em termos de quadros interactivos (nas salas de aula), banda larga e computadores, as escolas portuguesas ficarão equipadas ao melhor nível em termos mundiais", disse à Lusa Carlos Zorrinho.
O coordenador do Plano Tecnológico deslocou-se à Escola Básica Hélia Correia, de Mafra, para uma entrega de computadores "Magalhães" aos alunos do primeiro ciclo.
Computador "democratiza" o ensino A ministra da Educação considerou que a distribuição de computadores com ligação à Internet a alunos constitui "o instrumento principal da democratização do ensino", permitindo "igualdade de oportunidades" no acesso à informação e ao conhecimento.
"O computador com ligação à Internet permite o acesso à grande biblioteca global, onde reside o essencial do conhecimento e da informação", explicou Maria de Lurdes Rodrigues, após inaugurar o novo centro escolar da vila alentejana de Portel (Évora), um dos primeiros do país onde 300 alunos do primeiro ciclo receberam hoje "encantados" exemplares de computadores portáteis "Magalhães".
Escolas dos concelhos onde o Magalhães vai ser entregue não sabem como adquiri-lo Público | 2008-09-23 | Primeiro-ministro e ministros das Obras Públicas e Educação vão hoje distribuir quatro mil computadores a escolas do 1.º ciclo. Rede estará coberta até ao final do ano.
Hoje vários membros do Governo, primeiro-ministro incluído, vão a escolas de 16 concelhos distribuir quatro mil computadores a crianças do 1.º ciclo. São antigas escolas primárias onde os pais foram informados com antecedência, deram a sua autorização e os seus filhos vão receber, por exemplo, da mão de José Sócrates, da ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues ou do ministro das Obras Públicas Mário Lino o computador portátil Magalhães.
Mas, nas escolas do mesmo agrupamento ou nos vizinhos, os concelhos executivos não sabem o que dizer aos pais porque desconhecem como adquirir o portátil, confessam. O Público fez uma ronda pela maior parte das escolas e à pergunta como podem os pais adquirir o Magalhães?, as respostas são variadas: "Ainda não sabemos de nada", "acho que é a câmara é que vai distribuir", "o ministério ainda não nos informou", "talvez para a semana" ou "lá para Outubro".
Este é o programa e-escolinhas, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), muito semelhante ao lançado para o secundário e 3.º ciclo, o chamado e-escola. Para já, de fora ficam os alunos do 2.º ciclo que não podem aceder à compra de um computador com acesso à Internet a um preço abaixo do praticado no mercado, com o objectivo de promover o uso das novas tecnologias. Mas, ainda este ano lectivo serão incluídos, informa o gabinete de comunicação do PTE.
Muitas das escolas que vão agora receber os portáteis são "pioneiras" no uso das novas tecnologias. É o caso da escola de Vale de Carros, no Algarve; a Padre Manuel Castro, em S. Mamede de Infesta, ou a de Portel, no Alentejo. Nesta última, a Escola Básica de 2.º e 3.º ciclos D. João avançou com inquéritos aos pais das oito escolas de 1.º ciclo que fazem parte do agrupamento para saber se estavam interessados em receber o computador. A adesão foi esmagadora, conta Luís Ribeiro, presidente do conselho executivo. Aos que não se mostraram interessados, a escola insistiu: "Não fazia sentido, num concelho onde todos os alunos vão ter o Magalhães, haver uns 20 que não tinham", justifica.
Os computadores, embora pertençam aos alunos, vão ser usados em sala de aula sempre que se justificar. Para tal, os professores vão obter formação. Segundo o Ministério da Educação, cerca de 800 professores do 1.º ciclo estão a receber formação na área das novas tecnologias.
Também na escola de S. Mamede de Infesta o computador poderá ser usado em sala de aula. Mas, nos próximos tempos, só os 186 alunos daquela escola vão usar o Magalhães. Nem mesmo os colegas das restantes quatro escolas do mesmo agrupamento vão ter igual acesso. "Estamos a aguardar instruções. Ainda não sabemos quando chegará às outras escolas", informa um elemento do conselho executivo.
O Público contactou escolas dos concelhos de Albufeira, Amadora, Castelo Branco, Faro, Lisboa, Lourinhã, Mafra, Matosinhos, Mortágua, Portel, Portimão, Resende e Santo Tirso. De fora, ficaram os concelhos de Sabrosa, Paredes e Ponte da Barca, que também vão receber portáteis. Ontem, José Sócrates informou que os computadores vão chegar gradualmente às escolas, até ao final do ano lectivo.
Luís Almeida, responsável da área de marketing da JP Sá Couto, a empresa que está a produzir o Magalhães, confirma que até ao final do ano lectivo a encomenda dos 500 mil portáteis será entregue. Agora, a capacidade de produção é de 75 mil mensais, mas no início do próximo ano duplicará e no segundo semestre chegará aos 250 mil mensais. A empresa está ainda a produzir para a Venezuela - um milhão de computadores - e para a Namíbia.
Como comprar? Os professores vão ter um "papel fundamental" na inscrição dos alunos no programa e-escolinhas que permite às crianças do 1.º ciclo obter um portátil com acesso à Internet, informa o gabinete de comunicação do Plano Tecnológico da Educação. Os docentes vão dar os códigos, depois de os pais seleccionarem a operadora (Optimus, Vodafone, TMN ou Zon) e aceitarem as condições de adesão. Os computadores serão enviados para as escolas. Será gratuito para os alunos inscritos no 1.º escalão da acção social escolar; custará 20 euros para os do 2.º escalão e 50 para os restantes. Cerca de 300 mil alunos do 3.º ciclo e do secundário já aderiram ao e-escolas.
Governo promete entrega de meio milhão de portáteis até final do ano lectivo Jornal de Notícias | 2008-09-22 | 4000 Magalhães nas escolas terça-feira.
Os primeiros quatro mil computadores portáteis Magalhães vão ser entregues esta terça-feira aos alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico de 16 concelhos. O Governo aposta numa "mega-operação" de divulgação do programa.
O JN apurou que as primeiras entregas de portáteis Magalhães, no âmbito do programa "e.escolinha", vão ter lugar em várias cerimónias simultâneas em diferentes concelhos do país. Em princípio 16, sendo que em alguns casos ainda decorrem negociações entre o Ministério da Educação e as autarquias, no sentido de estas financiarem Internet de banda larga para os novos computadores.
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, vai estar na cerimónia de entrega no concelho de Sabrosa, terra natal do navegador Fernão de Magalhães, que deu o nome ao computador. Já o secretário de Estado Adjunto, Paulo Campos, desloca-se a Matosinhos, onde o computador está a ser fabricado (ler texto na página seguinte).
Albufeira, Amadora, Castelo Branco, Faro, Lisboa, Lourinhã, Mafra, Mortágua, Paredes, Ponte da Barca, Portel, Portimão, Resende e Santo Tirso são, segundo o JN apurou, os outros concelhos que vão receber portáteis amanhã, numa iniciativa em que participam quer José Sócrates, quer a ministra da Educação.
O Governo garante que no âmbito desta iniciativa, que faz parte do Plano Tecnológico, vão ser 500 mil os portáteis entregues a alunos do 1.º ciclo até ao final do ano lectivo. No entanto, na semana passada o coordenador do Plano Tecnológico da Educação, João Mata, não quis comprometer-se com um calendário de entregas.
O computador, desenhado para crianças dos 6 aos 11 anos, será gratuito para os alunos inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão. Os restantes alunos pagarão 50 euros.
O Magalhães é um computador portátil que permite o acesso à Internet, tem uma autonomia de seis horas e é resistente ao choque e aos líquidos. Tem dois sistemas operativos diferentes - Microsoft Windows e Linux -, que incluem vários programas educativos e mecanismos de segurança, permitindo o controlo por parte dos pais e encarregados de educação.
O computador baseia-se na segunda versão Classmate da Intel - desenvolvido especificamente para o mercado da educação. Numa primeira fase de produção, só 30% da tecnologia é portuguesa, mas o Executivo espera que até ao final do ano incorpore apenas tecnologia nacional, com excepção do microprocessador.
O Governo promete ainda portáteis Magalhães com 'software' adaptado a crianças com necessidades educativas especiais, já a partir de Outubro.
Jovens portugueses já dão mais valor à Internet e ao telemóvel do que à televisão Público | 2008-09-18 | Os pais compreendem os benefícios da Internet, mas temem os riscos e tentam controlar o acesso, diz estudo.
A televisão está a perder importância para os jovens portugueses. Para a maioria, a Internet é a principal forma de ocupação dos tempos livres quando estão em casa e o telemóvel é o aparelho de que mais sentiriam a falta.
As conclusões são de um estudo da investigadora Célia Quico, apresentado esta semana no âmbito do doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. A dissertação (cuja defesa foi transmitida em directo pelo portal Sapo) integra um inquérito feito a 962 jovens dos 12 aos 18 anos, a observação do quotidiano de dez famílias portuguesas e um outro estudo com 77 alunos entre os 12 e os 20 anos.
Uma das principais tendências, observou a investigadora, é a secundarização da televisão. "Ver televisão é uma actividade importante e significativa no quotidiano, mas secundária em comparação com o uso e importância atribuída à Internet e ao telemóvel." No entanto, nota Célia Quico, os jovens tendem a adoptar uma postura multitarefa - ou seja, usam a Internet enquanto vêem televisão, ouvem música e executam outras actividades.
Estar em frente à televisão também já não é uma actividade exclusivamente passiva: um em cada quatro dos inquiridos afirmou já ter feito uma chamada telefónica para um programa televisivo. E mais de 35 por cento fizeram pesquisas na Web sobre um programa ou canal.
Em relação ao uso da Internet, Célia Quico defende haver a "emergência de uma cultura participativa", na qual os jovens mantêm blogues, criam e partilham fotografias e vídeos. Os programas de conversação também são populares e praticamente um em cada cinco acede diariamente a uma rede social on-line, como o Hi5.
A investigadora registou haver nos pais uma "ambivalência" em relação à Internet: "Consideram que esta é uma ferramenta de grande utilidade, mas manifestam a sua preocupação quanto aos riscos". Em algumas das famílias observadas, era limitado o tempo máximo de utilização.
Já o telemóvel foi indicado pelos jovens como a tecnologia de que mais sentiriam falta. Em segundo lugar está a Internet e só em terceiro a televisão. Os SMS e as chamadas são as actividades mais frequentes, mas cerca de 45 por cento dizem enviar mensagens de vídeo pelo menos três vezes por semana e um em cada quatro usa o telemóvel para aceder à Internet.
Confrontada com o facto de o uso das tecnologias de informação poder ser uma actividade eminentemente individual, Célia Quico nega o risco de isolamento social. "Os jovens usam estes meios como forma de potenciar a sociabilidade. O uso da tecnologia não vai isolá-los."
Computador Magalhães pode chegar a Macau Público | 2008-09-18 | Venezuela e Namíbia vão receber computador. A possibilidade do Magalhães chegar a Macau pode também ser uma porta de entrada do computador na China.
Depois da Venezuela e da Namíbia, o computador Magalhães prepara-se agora para viajar até Macau.
A iniciativa partiu dos Serviços de Educação do território, que pretendem pôr em prática um projecto de desenvolvimento tecnológico das escolas locais, que passa, entre outros, por disponibilizar a alunos e professores os recursos necessários para uma formação no âmbito das novas tecnologias.
O projecto conta com o apoio da Fundação Macau, que concedeu um subsídio de 150 milhões de patacas (13 milhões de euros).
O director dos Serviços de Educação de Macau, Sou Chio Fai, mostrou-se interessado na tecnologia portuguesa que, segundo os responsáveis do projecto, permite o acesso à Internet, tem uma autonomia de seis horas e é resistente ao choque e à água, para além de trabalhar com qualquer sistema operativo. "O computador Magalhães é muito interessante e vamos ponderá-lo em conjunto com outros projectos", afirmou Sou Chio Fai, em declarações à Lusa.
A possibilidade do Magalhães chegar a Macau e a sua versatilidade de operação em qualquer sistema operativo pode também ser uma porta de entrada do computador português na China, onde o mercado potencial é elevado.
A chegada do Magalhães ao continente americano, com porto de desembarque na Venezuela, aguarda a assinatura do acordo entre ambos os países, que está previsto para dia 27 de Setembro, com a chegada de Hugo Chávez a Portugal. No acordo deverá ficar estabelecida a venda de um milhão de computadores, dos quais 500 mil vão ser montados, numa segunda fase na Venezuela, quando a JP Sá Couto, empresa responsável pela produção do Magalhães, irá estabelecer uma unidade neste país da América Latina.
A JP Sá Couto portuguesa deverá ainda assinar um segundo contrato com o Estado venezuelano para prestação de assistência técnica e manutenção, contrato avaliado em 50 milhões de euros.
Da América para África vai um "saltinho", que poderá ser dado com a venda de um milhar de computadores Magalhães na Namíbia. O projecto ConnectED, que se inspira no português e-Escolas, vai envolver a distribuição gratuita de computadores Magalhães por mil escolas namibianas, bem como a venda, a preços reduzidos, de computadores portáteis de várias marcas com acesso à Internet, aos cerca de 25 mil estudantes do ensino superior do país.
Se para o primeiro-ministro da Namíbia, Nahas Angula, o projecto permite às crianças em idade escolar o acesso às tecnologias da informação, para a Portugal Telecom o projecto serve mais dois propósitos além deste: aumentar a base de clientes do grupo em África e contribuir para a exportação de alta tecnologia de fabrico português, aumentado as exportações do país.
'Magalhães' é um projecto para o mundo Expresso | 2008-09-28 |
Do computador Spectrum ao império informático.
A partir de reparações e biscates feitos em casa, os irmãos Sá Couto, da Póvoa de Varzim, construíram em vinte anos um grupo de nove empresas que factura mais de 100 milhões.
Na origem esteve o Spectrum. O computador que revolucionou o mercado nos anos 80 seduziu o jovem Jorge Sá Couto, estudante de engenharia electrotécnica. A transferência da Póvoa para o Porto seria decisiva na sua aventura empresarial. A partir de reparações e biscates feitos em casa, Jorge e o seu irmão João Paulo construíram em vinte anos um grupo informático que hoje tem nove empresas e 250 trabalhadores. Em 2007, a JP Sá Couto facturou 100.5 milhões, sendo a previsão deste ano chegar aos 130 milhões sem o 'Magalhães', repartidos pelos mercados português, espanhol e angolano. Só em 2009 é que este equipamento vai ter impacto nos resultados da empresa.
O universitário Jorge embrenhou-se no Spectrum, ficando a conhecer os seus segredos e debilidades. O mercado informático agitava-se e Jorge abandonaria o curso para se dedicar aos negócios. Criou uma pequena empresa de reparação e assistência de computadores, para a qual convidaria o seu irmão mais novo, João Paulo. Na altura, João Paulo também já abandonara os estudos e ganhava a vida como "disc jockey" em bares e discotecas do eixo Porto-Póvoa.
A vocação comercial de João Paulo completava a alma industrial do irmão. Em 1989, os dois filhos de um casal de professores primários iniciavam-se no mundo empresarial.
O negócio prosperou e atingiu uma dimensão que conduziu à criação formal de uma empresa. A experiência adquirida na reparação permitiu aos irmãos Sá Couto fabricar um computador que evitasse os problemas, a partir dos componentes importados de cada fornecedor.
Em 1994, nascia a Tsunami, que terá uma quota de 10% em Portugal. Com a Tsunami a empresa reforçava a aposta no canal de revenda e disponibilizava uma vasta gama de equipamentos, incluindo servidores e "workstations" para as empresas.
UM PROJECTO PARA O MUNDO Criar em Portugal um pólo tecnológico de fornecedores nacionais em volta da fabricação do computador 'Magalhães' é o objectivo a médio e longo prazo de João Paulo Sá Couto, administrador da JP Sá Couto.
Para já, as memórias do equipamento estão a ser fabricadas na Maia, através de uma parceria estabelecida com a multinacional Qimonda. E as caixas de cartão que empacotam o computador já obrigaram o fornecedor português (Micropack) a investir 3 milhões em equipamento para ter capacidade de resposta. O empresário diz estar à procura de mais fornecedores nacionais.
Além dos 500 mil 'Magalhães' para o programa "e.escolinhas", a JP Sá Couto já tem garantido um contrato de 1 milhão de unidades para a Venezuela que começarão a ser entregues no final deste ano ou início de 2009.
Entretanto, há um negócio com a Líbia em fase de conclusão e abrem-se também boas perspectivas com os PALOP (Angola e Moçambique estão na calha), e ainda Marrocos e Brasil. "Também na Europa existem conversações com interessados", diz João Paulo Sá Couto, mas, adianta, só vai divulgar "quando estiver preto no branco", porque o "segredo é alma do negócio".
Com a fábrica a produzir actualmente 75 mil PC por mês e a duplicar a produção no início do próximo ano, Sá Couto diz que não vai haver problemas de entrega. "se houver necessidade produzimos o dobro com mais um turno", afirma, referindo que no segundo semestre deverá ser atingida a marca dos 250 mil. Neste momento estão em funcionamento duas linhas de produção robotizadas que envolvem 80 pessoas (40 para cada linha de produção).
João Ramos
E-ESCOLINHAS Portátil a conta-gotas
No sítio Web do "e-escolinha" apenas se diz que o 'Magalhães' "vai ficar disponível muito em breve e que os pais devem perguntar aos professores". Estes nada sabem. Do Gabinete do Plano Tecnológico da Educação garantem que "até ao final do ano lectivo" todos os alunos do 1º ciclo vão receber o pequeno computador portátil. Mas ninguém se compromete com calendários de entrega. O primeiro-ministro, José Sócrates, já anunciou que vão estender a iniciativa ao 5º e 6º anos. Porém, não há promessas para as crianças que entrarem no próximo ano lectivo no 1º ciclo.
A polémica em torno da campanha governamental de distribuição do Magalhães não se fica por aqui. Começou logo pela escolha das 16 escolas de 16 concelhos do país, às quais se deslocaram 11 governantes, entre os quais o próprio primeiro-ministro e a ministra da Educação, para distribuir o presente às crianças. O Governo esclareceu que a escolha tinha por base a existência de banda larga nas escolas. Mas muitos tomaram-no como um brinde.
Os alunos podem adquirir os novos PC gratuitamente (se estiverem no escalão A do abono de família) ou pagando no máximo 50 euros, o que leva as famílias a aplaudir a iniciativa. Os pais individualmente ou as escolas podem depois acordar ou não com as operadoras no mercado o acesso à Internet.
Contudo, a Oposição questiona o financiamento do projecto e pergunta pelo concurso público que entregou a encomenda à JP Sá Couto. O fundador da empresa, João Paulo Sá Couto, acha natural esta parceria porque a empresa estava há um ano a desenvolver um projecto de PC de baixo custo, ao mesmo tempo que o Governo criava o "e-escolinhas". "Como o Governo estava a negociar um memorando de entendimento com a Intel, com quem nós temos um relacionamento de longa data, foi natural que a Intel nos indicasse para a fabricação", explica.
O Magalhães é uma segunda versão do Classmate da Intel e já foi distribuído noutros países. Inicialmente disse-se que era um produto 100% português, mas rapidamente o Governo recuou. A JP Sá Couto diz estar a procurar incorporar mais componentes nacionais. Entretanto, hoje a Fnac prepara-se para o lançamento VIP de 500 'Magalhães'. O preço de venda ao público é de 280 euros, com direito a 30% de desconto no lançamento. Depois será vendido noutras cadeias de distribuição para atingir os idosos.
C.T.
OPINIÃO Descobrir o 'Magalhães'
O 'Magalhães' é um produto bem pensado para o objectivo a que se destina: ser utilizado por crianças. É pequeno, leve, resistente e com um design muito bem pensado para atrair os mais pequenos
De português o 'Magalhães' tem, basicamente, o nome. O computador do programa "e-escolinhas", e a mais recente estrela do Plano Tecnológico, é baseado no Classmate PC - computador concebido pela Intel para ser distribuído pelas crianças de países em desenvolvimento. Por isso, podem ser consideradas algo exageradas as palavras do primeiro-ministro quando afirma que este é o primeiro computador cem por cento português.
Aliás, será importante esclarecer que dizer-se que o 'Magalhães' é totalmente fabricado em Portugal é uma hipérbole utilizada para maximizar o efeito político desta acção. Deve dizer-se que é assemblado. Que é como quem monta um "puzzle": a fábrica recepciona componentes dos mais variados fornecedores e monta-os num chassis - também ele previamente recebido. Mas isto não tem nada de mal. Os maiores fabricantes de computadores do mundo seguem exactamente a mesma lógica. É pura optimização de recursos.
É na parte do "software" que o fabricante português intervém de uma forma mais 'livre'. Tudo o que está instalado no 'Magalhães' foi definido em Portugal. Infelizmente, isto não quer dizer que todo o software seja feito em Portugal. Aliás, o sistema operativo que corre em cima do Windows XP, da Microsoft, é o Magic Desktop da empresa norueguesa, Easy Bits. Por isso, é algo chocante entrar pela primeira vez no 'Magalhães' e ver o Ambiente de Trabalho cheio de atalhos para aplicações com nomes como: Easy Learning, Magic Mail ou Talking Parrot. Mas não se assuste.
Os programas estão todos em português. Só os nomes se mantiveram no original. De raiz, em português, só existem aplicações da Porto Editora que teve de batalhar, e muito, para conseguir oferecer, repito oferecer, o software. Ao que à máquina, em si, diz respeito, o 'Magalhães' é um produto bem pensado para o objectivo a que se destina: ser utilizado por crianças. É pequeno, leve, resistente e com um design muito bem pensado para atrair os mais pequenos.
As duas configurações de hardware que vão estar disponíveis e que diferem, basicamente, no processador e no controlador gráfico servem perfeitamente para executar os programas e as funcionalidades que se pretendem utilizar na sala de aula ou nos tempos livres da criança. E é aqui necessário fazer uma ressalva: quem está a pensar comprar a versão do 'Magalhães' que vai estar disponível em algumas lojas deve ter consciência que este computador não faz, ao contrário do que erradamente muitos têm dito, "o que todos os outros computadores fazem". A configuração, mesmo a mais poderosa do 'Magalhães' tem claras limitações para lidar, por exemplo, com aplicações gráficas mais exigentes. Além do teclado ser bastante pequeno para mãos maiores.
Muito mais haverá a dizer depois de um teste mais exaustivo à máquina e depois de ver a versão do 'Magalhães' que tem um sistema operativo português em Linux: o Caixa Mágica.
O MAIS PODEROSO... - CPU Intel Atom a 1,6 GHz - Chipset Intel 945 GSE - Controlador gráfico Intel 945 GSE Express Chipset - Disco 30 GB - Memória 1GB DDR2 667 - Ecrã - 8.9" 1024x600 - Conectividade USB (2 portas), Wi-Fi, LAN, slot SD - Multimédia Webcam integrada, entrada para microfone e auscultadores
... E O MENOS PODEROSO - CPU Intel Celeron a 900 MHz - Chipset Intel 915 GMS - Controlador gráfico Intel 915 GMS Express Chipset - Disco 30 GB - Memória 1 GB DDR2 667 - Ecrã 8.9" - 1024x600 - Conectividade USB (2 portas), Wi-Fi, LAN, slot SD - Multimédia Webcam integrada, entrada para microfone e auscultadores
Por Pedro Oliveira, Director da 'Exame Informática'
Computadores e Xbox para os melhores alunos Público | 2008-09-13 | Três alunos, todos de escolas diferentes, foram distinguidos como os melhores do secundário, 2.º e 3.º ciclos. E nem foi preciso ver as faltas.
A ideia é "privilegiar o mérito e a excelência" nas escolas do Porto. E, pelo caminho, se possível, incentivar os miúdos a uma "competição saudável" para, nos próximos anos, poderem dizer: "Eu é que sou o melhor aluno da cidade." Pela primeira vez, a Câmara do Porto atribuiu este ano o Prémio de Mérito Escolar - Rumo à Excelência a três estudantes, que se distinguiram como os melhores nos seus ciclos de ensino: o 2.º, o 3.º e o secundário. Os vencedores foram a Catarina, o João Pedro e a Teresa, que vão receber os seus prémios na última semana de Setembro. Gostam de estar com os amigos, jogar futebol e playstation. Adolescentes normais a quem a escola não mete medo.
Os nomes foram divulgados esta semana pelo vereador da Educação e Juventude, Vladimiro Feliz. E a escolha, conforme explica ao Público, nem foi demasiado difícil: "Começámos por ver as notas do final do ano e tínhamos como critério de desempate as notas dos 1.º e 2.º períodos (para ver quem tinha sido mais regular), a assiduidade e a ausência de faltas injustificadas ou falhas de comportamento comprovadas. Apenas em um dos casos foi preciso chegar ao desempate pela assiduidade."
O objectivo deste prémio, integrado no programa Porto de Futuro, é claro: "Incentivar os alunos, mostrando que a aposta no rigor, trabalho e dedicação aos objectivos propostos compensa." A iniciativa é, por isso, para continuar, e a expectativa de Feliz é que, no próximo ano, todas as escolas do concelho adiram, já que este ano algumas não responderam ao convite.
Os premiados vão receber um kit tecnológico, com um computador portátil, uma impressora multifunções, um pacote de software com Windows Vista e Microsoft Office, uma Xbox Microsoft e a assinatura de uma publicação na área de interesse do aluno. Os três alunos distinguidos ainda não sabem bem que revistas vão receber, mas as áreas de interesse estão escolhidas: a Catarina quer algo sobre desporto, o João Pedro, informática, e a Teresa, saúde.
Vladimiro Feliz diz que "é demasiado presunçoso pensar que esta iniciativa vai ter um efeito imediato". Mas tem esperanças. "Achamos que vai deixar a comunidade escolar mais atenta e muitos alunos vão tentar dignificar as suas escolas, e a si próprios, lutando por este prémio. E, se não conseguirem ganhar no seu ciclo de ensino, que continuem a tentar, para ganhar no seguinte", incentiva.
Venda dos "Magalhães" questionada Jornal de Notícias | 2008-09-02 | A imprensa venezuelana questionou esta segunda-feira a compra a Portugal de "milhares de computadores escolares, resultante dos acordos alcançados por Hugo Chávez na sua visita a Lisboa em Julho.
O Últimas Notícias - o jornal de maior tiragem no país - critica o facto da "indústria nacional [da Venezuela]" não ter sido consultada, e sublinha o facto de "o número total de equipamentos (portáteis)" ser "desconhecido" - mesmo apontando o número de 100 mil unidades compradas. "Também não se sabe o valor [monetário] total da operação" que funciona como "parte dos acordos energéticos que o Governo nacional estabeleceu com Portugal", diz o mesmo jornal.
Esta semana, representantes do projecto Magalhães e do Governo português vão estar na Venezuela para se reunirem com as autoridades do Ministério de Educação e Fundabit e assinarem o acordo com a ministra Socorro Hernández.
Despesas e apoios no regresso à escola Público | 2008-08-30 | Entre 10 e 15 de Setembro as escolas básicas e secundárias de todo o país abrem as portas a um novo ano lectivo. Este ano tem uma novidade: apoios sociais mais alargados e mais simples para um conjunto alargado da população estudantil. Mas mesmo assim, por estes dias, muitos pais queixam-se de gastar muito com o regresso à escola.
* Montante calculado com base nos preços praticados no Continente do Centro Comercial Colombo, em Lisboa. As listas de material foram feitas com base numa lista exemplificativa constante do site do Instituto do Consumidor e com base na lista de material exigida por uma escola de Lisboa a um aluno do 1.º ano.
Nota: Nem o Ministério da Educação nem a associação nacional de municípios forneceram em tempo útil os montantes de apoio destinados aos alunos do 1.º ciclo.
ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR Quanto recebem as famílias para livros e material escolar?
Em euros
CUSTOS DOS MANUAIS ESCOLARES Valor médio do cabaz em euros.**
** A APEL não divulgou este ano os valores médios dos manuais; os cálculos apresentados foram feitos tendo em conta o custo médio dos manuais para cada ciclo de ensino divulgados no ano passado, aos quais foram somados os aumentos máximos permitidos por lei para este ano.
AUXÍLIOS ECONÓMICOS Quantos alunos se prevê que sejam abrangidos?
Em milhares
QUE APOIOS HÁ PARA TER UM COMPUTADOR? Alunos do 1.º ciclo terão acesso ao novo computador Magalhães. O Ministério da Educação diz que os pais devem contactar a escola para obter informações. No âmbito do programa de acesso a computadores pessoais e banda larga, os alunos do 3.º ciclo e secundário dos escalões A e B poderão ter computador gratuito e pagar 5 euros de mensalidade pelo acesso à Internet. Mais informações em www.eescola.pt/indexA.aspx.
O QUE SIGNIFICAM OS ESCALÕES DE ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR? Com o novo regime, serão abrangidos pelo escalão A todos os alunos do escalão 1 do abono de família. Ou seja, alunos integrados em famílias cujo rendimento de referência calculado para efeitos de atribuição do abono é de até 2851,87 euros por ano.
Ao escalão B pertencem todos os alunos do escalão 2 do abono de família, cujo rendimento de referência vai de 2851,88 a 5703,74 euros por ano.
Há ainda um escalão C que dá acesso aos computadores do programa e.escola e a um custo mais baixo no alojamento em residências.
QUE OUTROS APOIOS EXISTEM? Por exemplo: os programas do leite escolar (abrangem todos os alunos do 1.º ciclo e da educação pré-escolar); comparticipação de refeições em refeitórios escolares para todos os alunos (gratuitas para os mais carenciados); comparticipação de mensalidades em residências para alunos deslocados.
Total de alunos no sector público e privado 1 438 776 (dados de 2006/2007, só continente).
Quanto custam estes apoios ao ministério? Só no que respeita a manuais e apoios para material escolar - 31 milhões de euros.
Livros interactivos Público | 2008-08-30 | Escolas aderem cada vez mais a aulas virtuais.
Têm os velhos livros escolares de papel os dias contados? Ainda não. Mas já há "manuais virtuais" que alguns alunos usam para, por exemplo, ter acesso a exercícios interactivos no computador.
A "grande aposta estratégica" da Porto Editora chama-se "Escola Virtual". É uma "plataforma de e-learning" para os ensinos básico e secundário, com os conteúdos curriculares de todas as disciplinas nucleares do 1.º ao 12.º ano, exercícios multimédia, jogos, e todo um programa de aulas bem diferentes das tradicionais.
A Escola Virtual é actualmente usada em 300 escolas públicas e por duas dezenas de colégios, segundo a Porto Editora. Isto significa que em muitas destas escolas pelo menos alguns professores ligam-se à plataforma e utilizam nas suas aulas reais as aulas virtuais.
O serviço é pago e implica que haja, pelo menos, um computador e um projector, ou um quadro interactivo. Mas ainda assim, "o número de estabelecimento de ensino a aderir tem vindo a aumentar gradualmente", diz Paulo Gonçalves, do gabinete de comunicação da Porto Editora, que fornece formação a docentes e a pais sempre que uma escola adere ao produto.
Quanto a utilizadores individuais, nomeadamente alunos que usam a Escola Virtual em casa como complemento às aulas, há 55 mil subscritores do serviço. Um aluno do 3.º ciclo, por exemplo, tem que pagar 69,99 euros por um ano de acesso aos conteúdos de todas as disciplinas do nível de escolaridade que frequenta.
Mais recentemente a Porto Editora começou a fazer a "convergência" dos manuais que edita com a Escola Virtual. Significa isso que já começa a disponibilizá-los na plataforma de e-learning e que estes aparecem com vários links que dão acesso a exercícios multimédia.
Mais de mil escolas com melhor acesso à Internet no próximo ano lectivo Lusa | 2008-08-27 | Os alunos vão poder navegar em todos os locais dos estabelecimentos.
Mil e duzentas escolas públicas com Ensino Básico (2.º e 3.º ciclos) e Secundário vão aceder à Internet em todos os locais dos estabelecimentos no próximo ano lectivo, na sequência de um contrato hoje assinado entre Ministério da Educação e a Portugal Telecom.
O contrato permitirá a implementação de Redes de Área Local nas escolas públicas abrangidas pelo Plano Tecnológico de Educação (PTE), sendo considerado "um dos maiores projectos mundiais de instalação de redes locais".
O coordenador do PTE, João Trocado da Mata, refere em comunicado que "este projecto é pedra angular do PTE, ao permitir a disponibilização de conteúdos, formação e serviços à distância em toda a escola". "Inserido no eixo da tecnologia, o programa de redes de área local irá dotar as escolas de infra-estruturas de rede Ethernet e WiFi e respectivos sistemas de gestão. O contrato, orçado em 51 milhões de euros, prevê a instalação, manutenção, operação e gestão das redes", segundo o responsável.
O PTE é um programa de modernização tecnológica destinado às escolas portuguesas. Repartido por três eixos - tecnologia, conteúdos e formação - engloba a instalação de equipamentos, plataformas de e-learning e de gestão escolar e sistemas de formação e certificação de competências tecnológicas. Cerca de 1200 escolas terão, já no próximo ano lectivo, um computador por cada cinco alunos, "rácio que colocará Portugal entre os países europeus mais avançados neste domínio", segundo o PTE.
Líbia e Venezuela entre os primeiros destinos de exportação do computador Magalhães Público | 2008-08-21 | JP Sá Couto defende que projecto "pode e deve" ser considerado como primeiro computador português. Governo diz que é o conceito que vai ser exportado.
Líbia e Venezuela poderão vir a ser os primeiros destinos de exportação do Magalhães, o computador que vai ser produzido na fábrica da JP Sá Couto, em Perafita, concelho de Matosinhos. Para que tal aconteça é ainda necessário que os governantes desses países materializem em iniciativas práticas o entusiasmo que demonstraram quando ouviram falar do projecto. Essa é, pelo menos, a expectativa do Governo português, que se envolveu na parceria que a empresa JP Sá Couto estava a desenhar com a Intel e com a empresa Elitegroup Computer Systems (ECS), com sede em Taiwan, que são responsáveis pela produção do Classmate PC, um computador ultraportátil de baixo custo.
Tanto responsáveis da empresa portuguesa como do Governo mostram-se optimistas com o sucesso do Magalhães além-fronteiras, mesmo quando este tem a concorrência directa de um dos próprios parceiros: a Intel comercializa o mesmo tipo de computador desde 2006 em mais de 30 países. No Brasil, por exemplo, o Classmate é vendido com o nome de Mobo e custa cerca de 400 euros.
Os fabricantes do Magalhães prometem, no entanto, um computador diferente e mais barato. "Temos uma estratégia própria com uma marca própria e temos um produto que nos permite adoptar a melhor estratégia para cada mercado. A relação criada com a ECS e a Intel dá-nos vantagens no mercado internacional. Para além do computador, temos toda a solução, nomeadamente conteúdos e serviços, pelo que acreditamos que vamos ter um papel relevante neste mercado", afirmou João Paulo Sá Couto, em respostas enviadas por escrito.
Segundo fonte do Ministério das Obras Públicas, o papel do Governo neste projecto foi o de "facilitador": em primeiro lugar, através de contactos políticos necessários à sua implementação; depois, por ter "montado" o projecto, à semelhança do e-escolas [permite o acesso aos computadores a preços muito competitivos, através de parcerias com as operadoras de telecomunicações]; e por ter feito, à cabeça, uma encomenda de meio milhão de computadores. Estes equipamentos serão distribuídos aos alunos do primeiro ciclo (dos seis aos dez anos) já no próximo ano lectivo.
A empresa portuguesa fala de "solução"; o ministério tutelado por Mário Lino fala de "conceito". A ideia é exportar a iniciativa: equipar os alunos e as escolas com computadores acessíveis, com as operadoras de telecomunicações a contribuírem financeiramente para verem alargados os seus mercados. É que, apesar de não ser obrigatória a celebração de um contrato de fornecimento de Internet, ninguém duvida de que a maioria destes computadores tenderá a estabelecer uma ligação à Internet.
Nada a ver, portanto, com o Classmate da Intel, e que é fabricado pela ECS em Taiwan: "O Magalhães pode e deve ser considerado como o primeiro computador português. É um computador produzido em Portugal e tem uma marca portuguesa. A JP Sá Couto participou activamente na definição do conceito e das configurações do Magalhães", afirmou o presidente da empresa. O mesmo responsável adianta ainda que pretende prosseguir "com muita firmeza" os objectivos "muito ambiciosos" no que respeita ao nível de incorporação nacional. Para já, esse nível estará nos 30 por cento.
Actualmente com 240 trabalhadores, a produção do Magalhães vai originar a criação de 80 postos de trabalho na JP Sá Couto, que deverão manter-se nas actuais instalações. "Estima-se que este número aumente significativamente durante o próximo ano, no entanto, este aumento está directamente relacionado com o número de encomendas. É prematuro adiantar um número final. "O que podemos adiantar é que a fábrica foi projectada de forma a ser escalonável, tanto ao nível de recursos humanos como ao nível das encomendas", esclareceu o administrador da empresa.
Os planos de expansão do computador Magalhães estão a ser negociados através da YOUTSU, um consórcio criado entre a JP Sá Couto S.A. e a Prológica há aproximadamente ano e meio para responder às necessidades do programa e-escolas lançado pelo Governo português.
"Portátil Magalhães é baseado na Intel" Correio da Manhã | 2008-08-18 | Polémica em torno do primeiro computador português.
O primeiro computador português, afinal não é português, é apenas montado em Portugal. A JP Sá Couto, empresa responsável pela montagem do portátil 'Magalhães', apresentado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, como o primeiro computador nacional, admitiu ontem que o portátil é baseado na segunda versão do 'Classmate' da Intel.
João Paulo Sá Couto diz que nunca escondeu que há uma ligação entre o 'Magalhães' e o 'Classmate', da Intel. Aliás, o modelo não é exclusivo para Portugal. Também é vendido em países como o Brasil, Itália, Índia e até Indonésia. O que muda? Apenas os nomes dos portáteis.
"Obviamente que há uma ligação ao 'Classmate' da Intel, porque o produto foi desenhado por eles", afirmou à Lusa João Paulo Sá Couto, que assegurou que nunca escondeu esse facto. Apesar de reconhecer que o portátil é baseado na plataforma da Intel e que a maioria das peças são provenientes de vários países, o empresário insiste que "o 'Magalhães' é um computador produzido em Portugal". Porquê? "Porque a máquina é montada aqui, peça a peça. Chega aqui matéria-prima e sai produto acabado", justificou João Paulo Sá Couto. Por isso, destacou o empresário: "O importante é que a concepção deste 'Magalhães é realmente portuguesa, desde o 'display', à capacidade e a todo o conceito. Isto apesar de, em termos estéticos, o 'Magalhães' e o 'Classmate' serem parecidos."
Segundo adiantou o empresário, a JP Sá Couto pretende incorporar no 'Magalhães' "o máximo possível de componentes feitos em Portugal", mas recusou revelar quanto de matéria-prima portuguesa haverá nos primeiros 'Magalhães'.
PORMENORES
Facturação triplica A JP Sá Couto admite triplicar a facturação na sequência das vendas do portátil 'Magalhães'. A empresa espera ter um crescimento de vendas superior a cem milhões de euros em Portugal e mais cem ou 200 milhões de euros nos mercados externos.
Governo compra 500 mil O Governo encomendou 500 mil computadores 'Magalhães', para distribuir em Setembro nas escolas de Ensino Básico. Para os alunos do 1.º escalão da Acção Social o portátil é gratuito, para o 2.º escalão custa 20 euros e para os restantes alunos custa 50 euros.
'Magalhães' à venda até ao final do ano em Portugal Diário de Notícias | 2008-07-31 | Meta. Já no próximo ano lectivo serão disponibilizados 500 mil computadores. Projecto terá mais investidores além da JP Sá Couto e Prológica.
É pequeno, mas resistente aos líquidos e aos choques. Feito para crianças do primeiro ciclo do ensino básico. Mas não só. É para todos os que queiram ter um computador portátil de baixo custo. Por isso, o consórcio formado pela JP Sá Couto e a Prológica que vai produzir o novo portátil Magalhães, ontem apresentado no Pavilhão Atlântico em Lisboa, promete colocá-lo à venda no mercado português já no final deste ano. A garantia foi dada ao DN por João Paulo Sá Couto, um dos dois irmãos donos da empresa que fabricará o PC, em Matosinhos, e que conta com a tecnologia da Intel, bem como da ESC, parceiras tecnológicos do projecto.
João Paulo Sá Couto diz ainda que a empresa se prepara já para "exportar o Magalhães para outros mercados da Europa, para alguns dos PALOP e países da América Latina" com os quais já está a desenvolver contactos.
Já garantida está a encomenda de 500 mil unidades para o Governo português, que pretende disponibilizar já no próximo ano lectivo computador para todos os alunos do primeiro ciclo do ensino básico. Mas as encomendas podem ser bem superiores se países como a Líbia e a Venezuela vierem a concretizar as compras já apalavradas com o executivo português no âmbito de acordos já assinados.
Como a capacidade de produção actual da fábrica de Matosinhos é de 40 mil unidades por mês, o projecto de ampliação da mesma vai arrancar já, disse o gestor da JP Sá Couto. Sem querer avançar, para já com o valor do investimento em questão, porque à JP Sá Couto poderão juntar-se outros investidores, referiu que nesta fase inicial a empresa prevê criar já 80 novos postos de trabalho directos. Depois, conforme as encomendas, poderá chegar aos 250 novos empregos. Até porque está prevista a construção de uma nova unidade, também em Matosinhos. Além destes há os postos de trabalho indirectos, a criar nas empresas nacionais que irão produzir componentes para o novo PC, que agora será produzido com 30% de incorporação nacional, mas o objectivo é 100%, com excepção dos processadores Intel, como explicou o primeiro-ministro na cerimónia que deu a conhecer a "Iniciativa Magalhães".
Educação terá investimento de 400 milhões de euros nos próximos sete meses Público | 2008-07-30 | "São 400 milhões de euros que vamos investir nas escola portuguesa", afirmou José Sócrates, durante a cerimónia de apresentação do "Computador Magalhães", o primeiro computador portátil com acesso à Internet que será fabricado em Portugal.
Um dos projectos, adiantou, visa a instalação de Internet em todas as salas de aula. Além disso, irá ser aumentada a velocidade da banda larga nas escolas para um mínimo de 48 megabites por segundo.
O Governo pretende também, segundo o primeiro-ministro, instalar uma rede de vídeo-vigilância nas escolas para aumentar a segurança e pretende criar um novo cartão estudante, "para acabar com o dinheiro nas escolas". "O maior investimento nos próximos sete meses será na Educação", salientou.
PC Magalhães "made in" Portugal Jornal de Notícias | 2008 -07-30 | O primeiro computador portátil produzido em Portugal, numa nova fábrica que será construída em Matosinhos, irá custar 50 euros para os alunos do primeiro ciclo do Ensino Básico. A distribuição começa já em Setembro no âmbito do novo programa "e.escolinha".
O novo computador recebe o nome "Magalhães", numa referência ao português que fez a primeira circum-navegação do mundo.
A futura fábrica ficará localizada na zona industrial que a Câmara de Matosinhos está a dinamizar no Freixieiro, Perafita, próximo do terminal TIR e das instalações da Jomar e da fábrica Ikea.
Numa primeira fase, até ser construída a nova fábrica, o "Magalhães" será produzido num espaço que pertence à actual fábrica da JP Sá Couto, também em Matosinhos.
O equipamento poderá ser exportado para África, América Latina e Europa, segundo um responsável da Prológica, empresa parceira da JP Sá Couto neste projecto. "O objectivo é exportar o computador", afirmou Luís Cabrita.
O primeiro-ministro anunciou a distribuição de 500 mil destes equipamentos aos alunos do primeiro ciclo, com um custo máximo de 50 euros, já a partir de Setembro.
"Queremos que o computador faça parte do material escolar de todas as escolas", afirmou José Sócrates.
O novo programa "e.escolinha", que é baseado nos princípios do programa "e.escola", irá abranger os alunos que frequentam o primeiro ciclo do Ensino Básico.
Ainda segundo o primeiro-ministro, o computador Magalhães será gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. "É um computador de última geração tecnológica, pensado para as crianças, para resistir melhor ao choque e aos líquidos", explicou José Sócrates.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, explicou que serão as escolas a tomar a iniciativa de identificar os alunos interessados em aderir ao programa.
A cerimónia de assinatura do protocolo entre o Governo e a Intel, teve lugar no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, e contou com a presença do presidente da multinacional norte-americana, Craig Barrett.
Ciberdúvidas lança curso à distância de Português Público | 2008-07-29 | O Ciberdúvidas, um espaço de promoção da língua portuguesa na Internet (ciberduvidas.sapo.pt), arranca com uma nova oferta, já a partir de Outubro, além do consultório que responde a todas as dúvidas relacionadas com a língua: um curso à distância de Português.
Este curso é dirigido a um público-alvo constituído, sobretudo, por aqueles que não têm o Português como língua materna, mas como segunda língua.
A coordenação deste novo curso promovido pelo Ciberdúvidas pertencerá aos professores Carlos Rocha e Ana Martins, cujo destacamento foi renovado, por mais um ano lectivo, pelo Ministério da Educação. À sua responsabilidade está também a activação do consultório e demais rubricas (actualmente com mais de 26 mil respostas e outros textos sobre o Português, neles incluídos toda a polémica sobre o Acordo Ortográfico).
Fundado há dez anos pelos jornalistas João Carreira Bom e José Mário Costa, e contando com os apoios mecenáticos dos CTT e da Fundação Vodafone, além da Universidade Lusófona, este projecto sem fins lucrativos presta um serviço gratuito de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa, numa perspectiva de afirmação dos valores culturais dos oito países de língua oficial portuguesa, em todo o mundo da lusofonia.
PC Investimento: Matosinhos recebe fábrica do computador "Magalhães" da Intel e JP Sá Couto Magalhães "made in" Portugal Lusa | 2008 -07-28 | A nova fábrica de computadores projectada pela multinacional Intel e pela portuguesa JP Sá Couto vai ser construída na zona do Freixieiro, em Matosinhos, disse hoje à agência Lusa fonte ligada ao processo.
A futura unidade será responsável pela montagem de um novo computador, que receberá o nome "Magalhães", numa referência ao comandante português que fez a primeira circum-navegação do mundo, e que será destinado a crianças do primeiro ciclo de escolaridade.
O anúncio do investimento será feito quarta-feira em Lisboa, pelo presidente da multinacional norte-americana Intel, Craig Barrett, numa cerimónia que terá lugar no Pavilhão Atlântico e que contará com a presença do primeiro-ministro José Sócrates e dos ministros das Obras Públicas, da Economia e da Educação.
A fábrica ficará localizada na zona industrial que a Câmara de Matosinhos está a dinamizar no Freixieiro, Perafita, próximo do terminal TIR e das instalações da Jomar e da fábrica Ikea. A portuguesa JP Sá Couto, que produz os computadores Tsunami, tem a sua sede também na freguesia de Perafita, junto à refinaria da Petrogal.
A nova fábrica já terá encomendas para quatro milhões de computadores pessoais de baixo custo, destinados ao programa e-escolas e também ao mercado mundial, segundo a imprensa do fim-de-semana.
Primeiro computador portátil português pode ser exportado para três continentes Público | 2008 -07-31 | Fábrica de Matosinhos quer exportar os portáteis para a Europa, América Latina e África. Produção do Magalhães tem custo inicial de 80 milhões de euros. 500 mil Magalhães começam a ser distribuídos por alunos do primeiro ciclo do ensino básico já a partir de Setembro
O Magalhães, o primeiro computador portátil feito em Portugal, quer entrar nos lares de cerca de 500 mil crianças do ensino básico, mas a ambição dos seus fabricantes vai mais além. O objectivo do consórcio JP Sá Couto e Prológica, que, em parceria com a norte-americana Intel, vai produzir os primeiros portáteis nacionais a partir de uma fábrica em Matosinhos, é exportar a tecnologia e os equipamentos para o mundo.
Actualmente, o consórcio está já em negociações com três continentes - África, Europa e América Latina, afirmou ontem Luís Cabrita, responsável da Prológica, à margem da apresentação do projecto Magalhães em Lisboa. Segundo Luís Cabrita, "o primeiro computador português é um projecto competitivo nos três continentes", o que vai permitir realizar a intenção do consórcio: "globalizar a marca Magalhães", que retirou o seu nome do navegador português Fernão Magalhães. O Magalhães vai começar a ser produzido num espaço que pertence à actual fábrica da JP Sá Couto, em Matosinhos, estando prevista a construção de uma nova unidade de fabrico na mesma zona, adiantou o responsável pela empresa, João Paulo Sá Couto.
De acordo com o responsável da fabricante portuguesa, "a capacidade de produção actual da fábrica é de 40 mil unidades por mês" mas, com a nova unidade, "a capacidade aumentará mediante as encomendas". Em Setembro, vão começar já a sair os primeiros computadores portáteis portugueses da fábrica de Matosinhos directamente para as mãos de alunos entre os seis e os 11 anos. Segundo anunciou ontem o primeiro-ministro, José Sócrates, na apresentação do Magalhães, cerca de 500 mil computadores vão ser distribuídos aos alunos do primeiro ciclo ao longo do próximo ano lectivo.
A iniciativa surge no âmbito do novo programa e.escolinhas, uma réplica do e.escolas, que vai abranger as crianças que frequentam o primeiro ciclo do ensino básico. Segundo José Sócrates, o computador Magalhães vai ser gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças no segundo escalão. Para os que não estão abrangidos nesse sistema, o preço do Magalhães é 50 euros. O custo de produção de cada um dos 500 mil computadores é, contudo, bastante superior - 180 euros. Isto faz com que o projecto de Matosinhos tenha um custo inicial de produção superior a 80 milhões de euros, explicou ontem José Sócrates aos jornalistas, à margem da apresentação.
Segundo o primeiro-ministro, a diferença entre o custo de produção e o preço final do computador "Magalhães" será suportada pelo Estado e pelas entidades privadas envolvidas no projecto. José Sócrates adiantou ainda que a parte dos custos que vai caber ao Governo dependerá do número de pais que optar pelos contratos de ligações à internet disponibilizados pelos operadores de banda larga a apoiar o projecto - Portugal Telecom, Vodafone, Zon e Sonaecom.
Segundo o primeiro-ministro, o computador vai ter, "numa fase inicial, em Setembro, 30 por cento de incorporação nacional, mas o objectivo é que, no final deste ano, esteja já nos 100 por cento, exceptuando o processador da Intel". Para além disso, o projecto Magalhães quer ir mais longe e estender-se para fora do país. "Queremos replicar o Magalhães e o programa e.escolinhas noutros países", afirmou José Sócrates. Segundo o primeiro-ministro, existem já "contactos com vários países, quer para vender o computador, quer o programa".
O Magalhães Software para crianças e conteúdos educativos Pode ser utilizado por todas as idades, mas é diferente de um portátil normal porque foi pensado especificamente para os mais novos. O primeiro portátil feito em Portugal tem programas e aplicações pensadas para crianças dos 6 aos 10 anos e está também adaptado fisicamente aos seus utilizadores. É resistente à água, ao choque, mas, sobretudo, um computador com tecnologia de última geração. Com microprocessadores da Intel, pode armazenar até 30 GB e tem uma bateria que dura seis horas. Além de um software adequado aos mais jovens, o Magalhães deverá vir a ter incorporados conteúdos educativos, disponibilizados pelo Ministério da Educação.
Produção do computador português envolve 80 milhões de euros Público | 2008 -07-30 |
Um valor superior a 80 milhões de euros é quanto vai custar a produção do primeiro computador portátil português, chamado "Magalhães". Utilizando processadores e concepção da fabricante norte-americana Intel, cada um dos 500 mil computadores terá um custo de produção de 180 euros.
Segundo explicou o primeiro-ministro, José Sócrates, durante a apresentação pública do projecto, que decorreu hoje em Lisboa, o "Magalhães" vai ser produzido numa fábrica da portuguesa JP Sá Couto em Matosinhos e destina-se a crianças do primeiro ciclo do ensino básico.
"Numa fase inicial, em Setembro, o computador terá 30 por cento de incorporação nacional, mas o nosso objectivo é que, no final deste ano, esteja já nos 100 por cento, exceptuando o processador da Intel", afirmou José Sócrates. Segundo o primeiro-ministro, a diferença entre o custo de produção e o preço final do computador "Magalhães" será suportada pelo Estado e pelas entidades privadas envolvidas no projecto.
José Sócrates adiantou ainda que a parte dos custos que vai caber ao Governo dependerá dos contratos de ligações à Internet que os operadores de telecomunicações (como Portugal Telecom, Vodafone, Zon e Sonaecom) venham a conseguir ao participarem no projecto.
Os 500 mil computadores vão ser distribuídos aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, no âmbito do novo programa "e.escolinhas", uma réplica de um outro programa, o "e.escolas", que nasceu o ano passado. Contudo, no caso dos computadores "Magalhães", e ao contrário do que acontecia no programa "e.escola", a opção de ligação à Internet é facultativa.
Matosinhos vai produzir "Magalhães", o primeiro computador portátil feito em Portugal Público | 2008 -07-30 | O computador destina-se a crianças entre os seis e os dez anos, que frequentem o primeiro ciclo do ensino básico, e será produzido em Matosinhos, prevendo-se que possa criar cerca de mil novos postos de trabalho. Os primeiros "Magalhães" devem estar prontos em Setembro e custar, no máximo, 50 euros.
O computador será gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para crianças do segundo escalão. Para os restantes alunos, o preço será de 50 euros.
A nova fábrica, projectada pela multinacional Intel e pela portuguesa JP Sá Couto, será construída na zona industrial que a Câmara de Matosinhos está a dinamizar no Freixieiro, Perafita, próximo do terminal TIR e das instalações da Jomar e da fábrica Ikea. A portuguesa JP Sá Couto, que produz os computadores Tsunami, tem a sua sede também na freguesia de Perafita, junto à refinaria da Petrogal.
O anúncio do investimento foi feito pelo primeiro-ministro, José Sócrates, numa cerimónia que teve lugar no Pavilhão Atlântico e que contou com a presença do presidente da Intel, Craig Barrett, e do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, da Economia, Manuel Pinho, e da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
Governo alarga «e.escolas» ao 1º ciclo Sol | 2008 -07-30 |
Uma novidade já se esperava, a outra talvez não tanto. No dia em que o Executivo apresentou o primeiro PC portátil de fabrico nacional, o «Magalhães», José Sócrates aproveitou para alargar o âmbito do programa «e.escolas». Para Sócrates, o «Magallhães» será extremamente para a economia portuguesa
No âmbito do novo programa «e.escolinhas», e ao abrigo da parceria firmada entre o Estado português e a Intel, o Governo vai distribuir, a partir de Setembro, no «arranque» do novo ano lectivo, 500 mil computadores portáteis «Magalhães» a alunos do 1º Ciclo.
A iniciativa foi hoje divulgada na Sala Tejo, do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, pelo próprio Primeiro-ministro. Durante a cerimónia, foi assinado um protocolo entre o Governo português e a Intel, que viabiliza a constituição do consórcio, maioritariamente português, que vai fabricar os PC portáteis «Magalhães». Esta será a primeira empresa da União Europeia de concepção e fabrico próprio de computadores, uma ODM (Original Design Manufacturer). A fábrica será localizada em Matosinhos.
José Sócrates revelou, na ocasião, que o Magalhães é «extremamente importante para a indústria e economia portuguesas, mas tem a ver, sobretudo, com a educação.»
Neste contexto, os alunos abrangidos pela Acção Social Escolar, pagarão, no máximo, 20 euros, por cada «Magalhães», sendo esse valor de 50 euros para os alunos não abrangidos por aquela medida.
De acordo com o Primeiro-ministro, tanto o programa «e.escolinha», como o PC e o software que lhe está associado, deverão «ser espalhados a outros países», sendo que, segundo José Sócrates, «há já vários contactos nesse sentido.» Na assinatura dos protocolos, Craig Barrett, presidente do conselho de administração da Intel, referiu que «temos sentido o impacto da tecnologia no mundo e assistido a grandes mudanças em Portugal, nos últimos três anos.»
400 milhões para a Educação Primeiro de Janeiro | 2008 -07-31 | O primeiro-ministro anunciou ontem que o Governo irá fazer um investimento de 400 milhões de euros na área da Educação nos próximos sete meses. Na apresentação do computador «Magalhães», garantiu ainda a distribuição de 500 mil portáteis aos alunos do primeiro ciclo. Primeiro de Janeiro | 31.07.08
"São 400 milhões de euros que vamos investir nas escolas portuguesa", afirmou ontem José Sócrates, durante a cerimónia de apresentação do «Computador Magalhães», o primeiro computador portátil com acesso à Internet que será fabricado em Portugal. Um dos projectos, adiantou, visa a instalação de Internet em todas as salas de aula. "Queremos que em todas as salas de aula haja Internet", sublinhou.
O Governo pretende ainda instalar uma rede de vídeo-vigilância nas escolas para aumentar a segurança e pretende criar um novo cartão estudante, "para acabar com o dinheiro nas escolas".
O primeiro-ministro anunciou ainda a distribuição de 500 mil computadores portáteis aos alunos do primeiro ciclo, no âmbito do novo programa «e.escolhinha», que terão um custo máximo de 50 euros.
Conforme adiantou José Sócrates, o novo programa «e.escolinha», que é baseado nos princípios do programa «e.escola», irá abranger os alunos que frequentam o primeiro ciclo do ensino básico. Ainda segundo o primeiro-ministro, o computador Magalhães será gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. Para os alunos que não são abrangidos pela acção social escolar, o computador Magalhães custará 50 euros.
"É um computador de última geração tecnológica, pensado para as crianças, para resistir melhor ao choque e aos líquidos", acrescentou.
Além disso, continuou, é também um computador com "tudo o que de mais moderno existe", nomeadamente o último micro-processador da Intel.
"No fundo, é um computador para as crianças e para todos, é para ser utilizado dos sete aos 77 anos", sublinhou. José Sócrates revelou ainda que os primeiros computadores Magalhães deverão ser entregues nas escolas já em Setembro. No final da cerimónia, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, explicou que serão as escolas a tomar a iniciativa de identificar os alunos interessados em aderir ao programa «e.escolinhas». No caso destes computadores Magalhães, e ao contrário do que acontecia no programa «e.escola», a opção de ligação à Internet é facultativa.
Maria de Lurdes Rodrigues adiantou também que a extensão do programa «e.escolinhas» aos alunos do segundo ciclo poderá vir a ser equacionada pelo Ministério da Educação.
Primeiro computador portátil a ser construído em Portugal: Portáteis a 50 euros Correio da Manhã | 2008 -07-31 |
O Governo assinou ontem o protocolo com a gigante informática Intel para produzir, juntamente com a empresa portuguesa JP Sá Couto, os primeiros computadores portáteis portugueses, vocacionados para as crianças. José Sócrates garantiu que até ao início do próximo ano lectivo, meio milhão destes portáteis começará a ser distribuído aos alunos do Primeiro Ciclo Correio da Manhã | 31.07.08
O portátil, chamado Magalhães, no âmbito do programa e-escolinha, será gratuito para os alunos abrangidos pelo primeiro escalão da acção social, 20 euros para os inscritos no escalão B e para as famílias que não beneficiam de qualquer apoio custará 50 euros. Para o público em geral ainda não foram estabelecidos os preços de venda.
Os primeiros portáteis feitos na íntegra em Portugal serão elaborados pela JP Sá Couto, empresa de componentes informáticos, que vai construir em Matosinhos uma fábrica totalmente direccionada para o Magalhães, criando cerca de mil empregos qualificados no processo. O presidente da empresa, João Paulo Sá Couto, garante que "o objectivo, para além do mercado nacional, é a globalização", tendo o consórcio português - que inclui ainda a Prológica - iniciado negociações em África, na América Latina e na Europa. Salientando o que considera ser "o portátil mais competitivo do mercado", a fábrica terá capacidade para produzir 40 mil portáteis por mês "mas com capacidade para aumentar este número em função das encomendas", que já garante ter.
O preço de produção ainda não foi adiantado pela JP Sá Couto, mas as estimativas apontam para valores entre os cem e os 180 euros. A diferença entre o custo de produção e o preço final vai ser suportada pelo Estado e entidades privadas envolvidas no projecto, para os Magalhães destinados ao programa e-escolinha.
O portátil, cujo nome é uma referência ao navegador português Fernão de Magalhães autor da primeira circum-navegação do Mundo, tem nesta primeira fase 30% de componentes nacionais, mas a JP Sá Couto garante que, "a curto prazo, todos os componentes serão nacionais", com excepção do processador da Intel.
EMPRESA COMEÇOU EM CASA A empresa foi fundada em 1989 pelos irmãos João Paulo e Jorge Sá Couto, numa altura em que o actual presidente queria ser DJ e o irmão mais velho estudava Engenharia Electrónica. Da reparação de computadores em casa à criação de uma empresa virada para a revenda informática foi um passo.
"COMPUTADOR DE ÚLTIMA GERAÇÃO" José Sócrates quer com o Magalhães melhorar a educação. "Queremos que o computador faça parte do material escolar de todas as escolas", garantiu. Para isso mesmo, o Governo vai arrancar com o programa e-escolinha, baseado nos princípios do programa e-escola. Caberá às escolas identificar os alunos interessados em aderir ao programa e respectiva entrega do portátil.
O Magalhães, como o primeiro-ministro fez questão de referir, é "um computador de última geração pensado para as crianças, resistente ao choque e à água.
NOTAS COMPETÊNCIAS: CENTRO A Intel vai instalar um Centro de Competências no País para expandir a utilização de computadores portáteis e o acesso à internet, usando a experiência para replicar o projecto noutros países.
ACORDO: MINISTROS REUNIDOS A assinatura do acordo entre a Intel e o Governo contou com a presença do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, da Economia, Manuel Pinho, e da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
E-ESCOLA: PORTÁTIL BARATO O programa e-escola, destinado a alunos do 3.º Ciclo e Secundário, possibilita a aquisição de um portátil com banda larga através do pagamento inicial de apenas 150 euros.
ALTA TECNOLOGIA Considerado um netbook (computador portátil, pequeno e de baixo custo) direccionado para os estudantes, será fabricado na fábrica da J. P. Sá Couto no Freixieiro, em Matosinhos.
ESPECIFICAÕES Processador: Intel-Celeron M Memória: 512 Mb Disco rígido: 30 GB Ecrã: 9 polegadas Wi Fi: 802.11 b/g Sistemas operativos: Windows XP e Linux Resistência: Choque e água Peso: 1400 gr
Computador português atrai Microsoft e Samsung Diário Económico | 2008 -07-31 | Consórcio do Portátil Magalhães está a negociar entrada de investimento estrangeiro na fábrica
Samsung e Microsoft vão ser as principais parceiras internacionais do primeiro computador português, além da fabricante de 'chips' Intel, que vai garantir o 'design' e o fornecimento do processador de última geração do "Magalhães".
Ao que apurou o Diário Económico, a Samsung irá fornecer vários componentes do novo portátil, enquanto a Microsoft garantiu a negociação com a J.P. Sá Couto, fabricante nacional de computadores, para a integração do Windows no portátil. No entanto, é possível que os computadores destinados aos 500 mil alunos do ensino do primeiro ciclo venham a incluir um sistema de código aberto, nomeadamente Linux.
Apresentado ontem pelo primeiro-ministro José Sócrates, o "Magalhães" destina-se às crianças entre os 6 e os 11 anos e será fabricado em Matosinhos, com um investimento que só ficará definido na próxima semana. "Ainda não está fechado porque estamos a negociar a entrada de capital estrangeiro no investimento", afirmou ao Diário Económico João Paulo Sá Couto, director-geral da J.P. Sá Couto, à margem da apresentação oficial.
A produzir 40 mil portáteis "Magalhães" por mês desde Janeiro, nas actuais instalações da fábrica da J.P. Sá Couto, o consórcio (que também conta com a Elitegroup Computer Systems, Prologica e Inforlândia) vai começar a distribuir os primeiros portáteis em Setembro.
José Sócrates revelou que "o Magalhães vai fazer parte da lista de material escolar recomendado". Para que seja acessível a todos, terá um custo de 50 euros se a criança não tiver acção social escolar. Caso a família beneficie de apoios públicos o Magalhães pode ser gratuito ou custar 20 euros, consoante o escalão da acção social. Cada computador tem um custo de produção de 180 euros. A diferença entre a produção e o preço de venda ao público é absorvida "por privados, pelas operadoras móveis e uma pequena parte pelo Estado".
O primeiro-ministro confirmou ainda a intenção de exportar não só o Magalhães, mas os programas e-escolas e e-escolinhas.
"Queremos que este Magalhães e o e-escolinhas sejam replicados noutros países. Estamos já em contacto com vários países neste momento", disse na apresentação oficial. Também Luís Cabrita, responsável da Prologica, afirmou que o objectivo é "exportar a tecnologia e os equipamentos". Sem querer referir os países, Luis Cabrita sublinhou apenas que existem negociações com três continentes: África, América Latina e Europa, garantindo que em breve receberá uma encomenda internacional.
O 'chairman' da Intel, Craig Barrett, elogiou a iniciativa do Governo e concluiu que "Portugal está a dar um exemplo ao resto do mundo". Algo que ficou patente, de resto, na atenção dada pela imprensa internacional ao projecto. Ainda ontem, Sócrates anunciou que o Governo vai investir 400 milhões de euros em Educação nos próximos sete meses. No pacote incluem-se vídeo-vigilância nas escolas,um novo cartão de estudante e internet em todas as salas de aula. Semelhanças e diferenças entre Magalhães e o OLPC
1 - Tecnologia 'made in' Portugal O "Magalhães" tem como base o Classmate PC, primeiro computador totalmente concebido pela Intel, que até agora só fazia 'chips'. Resistente ao choque e aos líquidos, é mais barato porque tem um 'chassis' de plástico resistente (em vez de liga de carbono como os portáteis normais) e por não ter partes amovíveis. A primeira versão ainda terá o 'chip' Celeron; depois, passará a ter o 'Atom'.
Armazenamento: Um disco de 30 gigas é bastante razoável. Memória RAM: OS 512 MB são o dobro dos anteriores Classmate.
2 - O projecto de Nicholas Negroponte É o portátil "benemérito", para os países sub-desenvolvidos, que o guru das tecnologias Nicholas Negroponte projecta há mais de três anos, no programa "One LapTop Per Child" (OLPC). A Intel fazia parte deste consórcio, mas abandonou-o no início do ano. Negroponte queria vender os OLPC por apenas 100 dólares, mas ainda não conseguiu baixar os custos até esse ponto.
Resistência: Imune ao pó, à humidade e aos mosquitos. Software: Além de Linux, vai ter uma versão 'light' de Windows.
Mais barato - Os portáteis 'low-cost' usam uma nova geração de processadores. Depois da primeira fase, o Magalhães irá usar o 'chip' Atom, que a Intel concebeu para a terceira geração de "Classmate PC".
- Uma das razões para o baixo custo do Magalhães é a quebra acentuada do preço das memórias, que se faz sentir há vários trimestres.
- O portátil não tem partes amovíveis, o que simplifica a produção, baixa o seu custo e praticamente impede que os utilizadores o danifiquem.
- Além do 'Classmate PC', que a Intel lançou depois de abandonar o projecto OLPC, também a Asus lançou um portátil de baixo custo, destinado aos mercados emergentes: o Eee PC.
- Para a Microsoft, entrar nos portáteis de baixo custo é um passo estratégico essencial. Até ao momento, os 'low cost' privilegiavam sistemas 'open source', quase sempre Linux, visto que o preço das licenças é simbólico.
'e.escolinha' : Alunos do primeiro ciclo terão direito a 500 mil portáteis Visão| 2008 -07-30 | O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta quarta-feira a distribuição de 500 mil computadores portáteis aos alunos do primeiro ciclo, no âmbito do novo programa 'e.escolinha', que terão um custo máximo de 50 euros
«Queremos que o computador faça parte do material escolar de todas as escolas», afirmou José Sócrates durante a cerimónia de apresentação do «Computador Magalhães», o primeiro computador portátil com acesso à Internet que será fabricado em Portugal.
Conforme adiantou José Sócrates, o novo programa e.escolinha, que é baseado nos princípios do programa e.escola., irá abranger os alunos que frequentam o primeiro ciclo do ensino básico.
«O programa e.escolinha visa que todas as crianças tenham acesso ao computador Magalhães», sublinhou José Sócrates. Ainda segundo o primeiro-ministro, o computador Magalhães será gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. Para os alunos que não são abrangidos pela acção social escolar, o computador Magalhães custará 50 euros.
«É um computador de última geração tecnológica, pensado para as crianças, para resistir melhor ao choque e aos líquidos», acrescentou.
Além disso, continuou, é também um computador com «tudo o que de mais moderno existe», nomeadamente o último micro-processador da Intel.
«No fundo, é um computador para as crianças e para todos, é para ser utilizado dos sete aos 77 anos», sublinhou. José Sócrates revelou ainda que os primeiros computadores Magalhães deverão ser entregues nas escolas já em Setembro. No final da cerimónia, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, explicou que serão as escolas a tomar a iniciativa de identificar os alunos interessados em aderir ao programa e.escolinhas. «Vão ser as escolas a organizar a identificação dos alunos», disse.
Depois desta primeira fase, os computadores serão entregues nos estabelecimentos de ensino, que os farão chegar a cada aluno previamente identificado.
No caso destes computadores Magalhães, e ao contrário do que acontecia no programa e.escola, a opção de ligação à Internet é facultativa.
Maria de Lurdes Rodrigues adiantou também que a extensão do programa e.escolinhas aos alunos do segundo ciclo poderá vir a ser equacionada pelo ministério da Educação. «Poderemos equacionar isso», declarou.
Computador de baixo custo: Sócrates anuncia "Magalhães" para crianças do 1º ciclo Expresso | 2008 -07-30 |
O programa e.escola poderá ser um dos beneficiários deste novo computador.
O primeiro-ministro apresentou hoje o novo computador para crianças do primeiro ciclo, que será produzido na fábrica que a Intel, em parceria com a JP Sá Couto e outras empresas portuguesas, irá construir em Matosinhos.
O computador receberá o nome "Magalhães", numa referência ao navegador português que fez a primeira circum-navegação. A futura fábrica ficará localizada na zona industrial que a Câmara de Matosinhos está a dinamizar no Freixieiro, Perafita, próximo do terminal TIR e das instalações da Jomar e da fábrica Ikea.
O programa e.escola, apresentado em Junho de 2007 pelo Governo, poderá ser um dos beneficiários deste novo computador, que também poderá ser exportado.
O e.Escola é um programa do governo que permite que estudantes, professores e trabalhadores em cursos de formação adquir um computador portátil pelo valor máximo de 150.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje a distribuição de 500 mil computadores portáteis aos alunos do primeiro ciclo, no âmbito do novo programa 'e.escolhinha', que terão um custo máximo de 50 euros Lusa | 2008 -07-30 |
"Queremos que o computador faça parte do material escolar de todas as escolas", afirmou José Sócrates durante a cerimónia de apresentação do "Computador Magalhães", o primeiro computador portátil com acesso à Internet que será fabricado em Portugal.
Conforme adiantou José Sócrates, o novo programa e.escolinha, que é baseado nos princípios do programa e.escola., irá abranger os alunos que frequentam o primeiro ciclo do ensino básico.
"O programa e.escolinha visa que todas as crianças tenham acesso ao computador Magalhães", sublinhou José Sócrates. Ainda segundo o primeiro-ministro, o computador Magalhães será gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar. Para os alunos que não são abrangidos pela acção social escolar, o computador Magalhães custará 50 euros.
"É um computador de última geração tecnológica, pensado para as crianças, para resistir melhor ao choque e aos líquidos", acrescentou.
Além disso, continuou, é também um computador com "tudo o que de mais moderno existe", nomeadamente o último micro-processador da Intel.
"No fundo, é um computador para as crianças e para todos, é para ser utilizado dos sete aos 77 anos", sublinhou. José Sócrates revelou ainda que os primeiros computadores Magalhães deverão ser entregues nas escolas já em Setembro. No final da cerimónia, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, explicou que serão as escolas a tomar a iniciativa de identificar os alunos interessados em aderir ao programa e.escolinhas. "Vão ser as escolas a organizar a identificação dos alunos", disse.
Depois desta primeira fase, os computadores serão entregues nos estabelecimentos de ensino, que os farão chegar a cada aluno previamente identificado.
No caso destes computadores Magalhães, e ao contrário do que acontecia no programa e.escola, a opção de ligação à Internet é facultativa.
Maria de Lurdes Rodrigues adiantou também que a extensão do programa e.escolinhas aos alunos do segundo ciclo poderá vir a ser equacionada pelo ministério da Educação. "Poderemos equacionar isso", declarou.
Computador Magalhães pode ser pedido na Internet depois de distribuídos códigos pelas escolas Lusa | 2008 -07-31 |
Os computadores Magalhães podem ser pedidos a partir de Setembro, através da Internet, depois de recebidos os códigos emitidos com base nas matrículas feitas nas escolas do 1.º ciclo
fonte do Ministério da Educação explicou à Lusa que os códigos serão entregues às famílias pelas escolas e que a requisição do computador é feita através de um formulário preenchido na Internet. O computador portátil com acesso à Internet terá um custo máximo de 50 euros e será distribuído no âmbito do programa "e.escolinha".
Na apresentação oficial do Magalhães, que decorreu ontem, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou a distribuição de 500 mil computadores portáteis aos alunos do 1.º ciclo.
O governante informou que o computador será gratuito para os alunos do primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças do segundo escalão da acção social escolar.
Para os alunos que não são abrangidos pela acção social escolar, o computador Magalhães custará 50 euros.
Banda larga mais cara no Interior: proposta da ANACOM divide o País em duas áreas Correio da Manhã | 2008 -07-21 | Diferença nos preços poderá atingir os 180 euros anuais.
Quem utiliza a banda larga no Litoral e nos grandes centros urbanos pode vir a pagar menos do que o resto do País por este serviço da Portugal Telecom, de acordo com uma proposta da entidade reguladora (Anacom). O Governo concorda com a segmentação geográfica do País, mas o PSD alerta para o facto de os cidadãos de alguns concelhos irem pagar "mais 57 por cento pelo acesso à banda larga do que um cidadão que resida em Lisboa".
A proposta da Anacom, que se encontra em consulta pública, prevê a divisão do País em duas áreas, explicou ao Correio da Manhã fonte oficial da entidade reguladora. "Nas zonas em que há pelo menos um operador a concorrer com a PT [nos grandes centros urbanos, por exemplo] esta poderá baixar os preços no acesso à banda larga. Nas restantes zonas, nomeadamente nos concelhos do Interior, o preço actual mantém-se", concretiza a entidade reguladora.
De acordo com esta divisão, Caminha, Pombal, Santarém, Castro Verde e Sines são alguns dos concelhos que podem pagar mais do que os lisboetas ou algarvios pelo acesso à Internet de banda larga. Ao que o nosso jornal apurou, a diferença de preços deverá rondar os 180 euros anuais. O Governo "faz uma análise positiva" desta proposta, segundo disse ao Correio da Manhã Paulo Campos, secretário de Estado das Telecomunicações, que garantiu estar a acompanhar o processo de consulta pública.
Segundo o PSD, estas medidas "vão conduzir a um País a duas velocidades e a dois preços". Os sociais-democratas querem que o Governo esclareça se "está consciente da nova desigualdade que está a criar no território nacional". Em causa, segundo o PSD, está o investimento nas redes de nova geração (fibra óptica) - e serão os cidadãos do Interior a compensar financeiramente os operadores dos investimentos feitos.
Alunos já podem aprender sem livros na Maia Público | 2008 -07-11 | Projecto pioneiro arranca já no início do próximo ano em todo o concelho.
Os alunos do ensino básico da Maia vão ser os primeiros do país a usufruir de um suporte de aprendizagem exclusivamente digital. O projecto pioneiro arranca já no início do próximo ano em todo o concelho. O Caderno Digital consiste num dispositivo de armazenamento móvel que permite aos alunos aceder aos planos das aulas e a jogos pedagógicos articulados com os conteúdos leccionados na sala de aula. O sistema possibilita ainda consultar notícias e actividades divulgadas pela câmara e os sites mais úteis do concelho, ou expor os trabalhos realizados durante o ano. No total, o município vai distribuir cerca de sete mil pens pelas 54 escolas da cidade. Cada aluno vai receber um Caderno Digital correspondente ao seu ano.
Ministério da Educação celebra com empresas protocolo para criação de academias de tecnologias da informação Público | 2008-06-30 | As Academias TIC nas escolas são uma iniciativa do PTE.
A cerimónia, que decorre no Auditório VIII do Centro de Congressos de Lisboa, conta com as presenças da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE), João Trocado da Mata.
Apple, Cisco, Linux, Microsoft, Oracle e Sun serão as primeiras academias a criar no âmbito do protocolo de colaboração, segundo o Ministério da Educação.
As Academias TIC oferecem formação extracurricular nas áreas de especialidade das empresas parceiras. Em Setembro próximo, os professores das escolas abrangidas na primeira fase iniciam a formação para obter a certificação necessária para leccionar nas academias.
"O programa proporcionará aos alunos, aos docentes e aos não docentes o reforço e a certificação das suas competências, assim como um contacto privilegiado com algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo", realça o ministério.
As Academias TIC nas escolas são uma iniciativa do PTE, inserida no eixo da formação. "Uma das metas fundamentais deste plano é a de colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados no âmbito da modernização tecnológica do ensino", adianta o ministério.
Com um investimento de 400 milhões de euros, o PTE pretende equipar, até 2010, as escolas com 310 mil computadores, nove mil quadros interactivos e mais de 25 mil videoprojectores.
E-escolas vai chegar a 380 mil alunos Correio da Manhã | 2008-06-23 | Programa de acesso à Internet e banda larga será alargado a todos os alunos entre o 7.º e 9.º ano de escolaridade.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem que no próximo ano lectivo o programa de entrega de computadores portáteis e acesso à banda larga será alargado a todos os alunos entre o 7.º e 9.º ano de escolaridade, o que irá abranger 380 mil alunos dos ensinos público e privado.
José Sócrates falava na cerimónia de entrega do computador 200 mil, no âmbito do programa E-escola, na Escola Profissional Gustave Eiffel (Amadora), na qual também estiveram presentes os ministros da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino. "Muitas destas pessoas só poderiam ter computador daqui a uns anos e o Governo antecipou-lhes essa entrega", apontou o chefe do Governo.
Governo alarga programa e-escola ao 3.º ciclo Público | 2008-06-23 | Programa pode abranger mais de 380 mil alunos dos 7.º, 8.º e 9.º anos. Para já, ainda estão a ser entregues os computadores aos alunos do secundário.
No próximo ano lectivo o programa e-escola, que permite aos alunos comprar computadores portáteis e ter acesso à banda larga a um preço reduzido, vai estender-se ao 3.º ciclo. O programa vai abranger mais de 380 mil alunos dos 7.º, 8.º e 9.º anos, anunciou o primeiro-ministro José Sócrates, ontem, em Lisboa.
O primeiro-ministro falava na cerimónia de entrega do computador 200 mil no âmbito do e-escola, ladeado pelos ministros da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino.
O programa e-escola arrancou há um ano e, na altura destinava-se aos alunos do 10.º ano, professores e trabalhadores em formação no programa Novas Oportunidades. Mais tarde foi alargado a todo o secundário.
"O sucesso deste programa impõe o seu alargamento ao 7.º ano de escolaridade", justificou o primeiro-ministro, para quem "a logística do programa resultou em pleno, porque teve uma procura elevada. Ora, qualquer política pública só resulta se tiver a adesão das pessoas", declarou, citado pela agência Lusa.
Videovigilância e cartões Segundo Sócrates, ainda estão inscritas para receber computadores portáteis cerca de 300 mil pessoas entre alunos do ensino secundário, professores e formandos do programa Novas Oportunidades.
Para já foram entregues 200 mil portáteis a um custo de 150 euros e com um "baixo custo de utilização da Internet". Os alunos com acesso a acção social escolar têm condições favoráveis para aceder ao programa, que quer esbater desigualdades sociais.
Sócrates congratula-se por Portugal ser o país da União Europeia onde os docentes pagam menos pelo acesso à Internet de banda larga, e daqueles onde há mais acessos via banda larga móvel. Segundo o ministro Mário Lino, em três anos, os utilizadores subiram de menos de um milhão para 3,1.
Ainda no âmbito do Plano Tecnológico, no próximo ano, "todas as salas de aula serão intervencionadas" para ter ligação à Internet. O Governo vai ainda investir no reforço dos sistemas de videovigilância nas escolas. E também nos cartões de leitura electrónica para os alunos, que lhes permitirão não só entrar na escola como fazer despesas.
Sócrates anuncia alargamento do programa de entrega de computadores ao 7.º ano de escolaridade Público | 2008-06-22 | Medida divulgada na cerimónia de entrega do computador 200 mil.
José Sócrates falava na cerimónia de entrega do computador 200 mil no âmbito do programa e-escola, na Escola Profissional Gustave Eiffel, na qual também estiveram presentes os ministros da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino.
De acordo com o Ministério da Educação, ao estender-se aos 7.º e 9.º ano de escolaridade, o programa e-escola vai abranger no próximo ano lectivo mais 380 mil alunos dos ensinos público e privado.
"O sucesso deste programa junto de professores, formados do Programa Novas Oportunidades e alunos impõe o seu alargamento ao 7.º ano de escolaridade, depois de termos começado pelo 10.º ano e posteriormente termos estendido aos 11.º e 12.º anos", justificou o primeiro-ministro.
Para José Sócrates, face à experiência da aplicação do programa que une "Estado, operadores de telecomunicações e escolas é agora altura de lhe dar uma nova ambição".
"A logística deste programa resultou em pleno, mas também resultou porque teve uma procura elevada. Ora, qualquer política pública só resulta se tiver a adesão das pessoas", sustentou.
Segundo dados do primeiro-ministro, estão neste momento inscritas para receber computadores portáteis cerca de 300 mil pessoas entre alunos do ensino secundário, professores e formandos do Programa Novas Oportunidades.
Tem filhos na Net? Público | 2008-06-22 | 10 dicas de segurança.
1 Partilhe com os seus filhos a experiência de navegar na Internet. Fale com eles sobre os amigos com quem se relacionam nas "redes sociais".
2 Inscreva-se nos sites que eles gostam de frequentar e navegue por lá.
3 Deixe claro que nunca devem aceitar encontrar-se com alguém que conheceram on-line.
4 Explique-lhes que nunca devem fornecer dados pessoais, como o telemóvel ou o correio electrónico, sem a sua autorização. Será ainda pior divulgarem esses dados em blogues ou em perfis nas redes sociais.
5 Ensine-os a não aceitarem transferências de conteúdos da parte de desconhecidos. Podem ter vírus.
6 Habitue-os a avisarem-no quando se depararem com atitudes ou mensagens estranhas.
7 Coloque o computador num local da casa de utilização comum e não no quarto deles.
8 Dialogue com eles sobre as salas de chat que frequentam e insista para que utilizem apenas salas monitorizadas.
9 Crie-lhes contas de utilizador restritas. Analise as ferramentas de filtragem de conteúdos na Internet (disponíveis de forma gratuita: Blok Free, K9 Web Protection, Naomi Family Safe Internet e Parental Control Bar).
10 Se notar algum sinal grave de alarme, verifique as respectivas comunicações electrónicas on-line: salas de chat, fóruns, mensagens instantâneas e redes P2P (peer to peer).
A falsa identidade na Internet pode ser crime Um tribunal americano prepara-se para decidir se uma mulher vai para a prisão por uma das práticas mais antigas no mundo on-line. Lori Drew arrisca 20 anos de prisão pelos quatro crimes de que é acusada.
Uma americana de 49 anos vai ser julgada no próximo mês, acusada de criar uma identidade falsa na Internet, fazendo-se passar por um rapaz de 16 anos. O caso seria banal, não fosse o facto de ter terminado com o suicídio de uma adolescente com quem o "rapaz" se relacionara on-line.
À falta de enquadramento legal no estado do Missouri, onde a situação se desenrolou, a justiça americana recorreu a uma lei destinada a punir piratas informáticos. O caso está a dividir juristas e pode abrir o precedente de criminalizar uma das práticas mais comuns na Internet: fornecer dados fictícios para entrar num site ou para ser membro de uma comunidade on-line.
O argumento da acusação que recai sobre Lori Drew (pequena empresária numa cidade minúscula no interior dos EUA) é simples: terá fornecido dados falsos quando se registou no MySpace, um site de socialização muito usado também em Portugal. Ao criar supostamente uma falsa identidade, Drew desrespeitou as normas de utilização do serviço e terá, assim, acedido ilicitamente à informação na página de Megan Meier, de 13 anos, uma adolescente com problemas de auto-estima e medicada com antidepressivos, para quem o fim do namoro on-line foi a gota de água que levou ao suicídio.
O crime de que Drew é acusada é, no entanto, informático. A vítima é o MySpace (e não a jovem ou a família da jovem), o processo decorre no estado de Los Angeles (onde o site está sediado) e, pela primeira vez, uma lei feita a pensar em quem entra ilegalmente em sites protegidos - como os do Governo ou de bancos - é aplicada a um caso deste género.
A situação faz lembrar a detenção de Al Capone, nota o especialista em direito informático Manuel Lopes Rocha, recordando que a justiça só conseguiu prender o conhecido gangster por causa de uma fuga aos impostos e não pela prática de crime organizado.
Contornos vagos O caso de Drew não está absolutamente definido. Megan conheceu no MySpace "Josh Evans", supostamente um rapaz de 16 anos. Ao longo de cinco semanas, mantiveram uma relação entusiasta, sempre pela Internet, sem qualquer contacto físico. Um dia, "Josh" decidiu romper.
Pelo meio, trocam-se algumas frases descritas como "emocionalmente cruéis" no dossier do caso. "O mundo seria um lugar melhor sem ti", terá escrito "ele". Megan tem uma discussão com a mãe, que sempre receara o MySpace e autorizara a filha a abrir uma conta apenas depois de muita insistência. A adolescente enforcou-se nesse dia, no armário do próprio quarto.
Seis semanas depois, graças à denúncia de uma outra adolescente que estava a par do embuste, foi descoberto que "Josh" era uma personagem criada a partir de uma casa vizinha de Megan. A conta no MySpace foi aberta com a ajuda de Ashley Grills, uma jovem de 18 anos, que trabalhava na empresa de publicidade por correio de Drew.
A página era mantida em conjunto com a filha adolescente de Drew. Mas não é claro se a mulher teve uma participação activa nas mensagens trocadas entre "Josh" e Megan (Grills diz que teve), se estava a par da "brincadeira" e sancionou a situação, ou se tinha apenas uma vaga ideia do que se passava (é a versão da própria).
O caso recebeu ampla cobertura mediática, há vários sites dedicados a insultar e a expor a vida privada da família Drew e a questão serviu de mote para inúmeras discussões sobre ciberbullying, a versão on-line do fenómeno de agressão, física ou psicológica, que ocorre entre colegas de escola ou de trabalho. O bullying, porém, implica que haja uma agressão entre pares (não é o caso de Drew e Megan) e ofensas continuadas (Megan e "Josh" mantiveram contacto durante cinco semanas, mas só no final é que as mensagens se tornaram agressivas).
Impossível em Portugal Foi impossível às autoridades levarem Drew a tribunal pela suposta "tensão emocional" causada a Megan (uma situação prevista na lei de alguns estados americanos, mas não no Missouri) ou por ofensas na Internet (o Missouri, entretanto, aprovou uma lei para contemplar estas situações - mas o caso remonta a 2006). A opção que sobrava para processar Drew foi recorrer a uma lei de 1986 sobre cibercrime - um diploma do qual, explica Manuel Lopes Rocha, a legislação portuguesa é uma "herdeira longínqua": em 1989, o Conselho da Europa baseou naquela lei americana uma recomendação sobre cibercrime, e esta recomendação inspirou a lei actualmente vigor em Portugal.
Tipicamente, a justiça americana tem grande influência nesta área do direito. Caso Drew seja condenada - é acusada de um crime de conspiração e três crimes de acesso ilegal a computadores, o que pode implicar um máximo de 20 anos de prisão -, a decisão poderá ter impacto não apenas na forma como os EUA encaram estas situações, mas também ao nível da justiça de outros países, admite o advogado.
Nos EUA, muitos defendem que os advogados de acusação estão a pisar os limites da lei para levar Drew a tribunal. Contudo, em Portugal, clarifica Lopes Rocha, seria praticamente impossível um julgamento semelhante. A legislação portuguesa não prevê identidades falsas on-line e o acesso indevido a sistemas informáticos é punido, lê-se na lei sobre a criminalidade informática, quando o infractor tem intenção de obter "um benefício ou vantagem ilegítimos". Já a convenção europeia sobre cibercrime de 2001 - que Portugal assinou, mas não ratificou - permitiria uma actuação semelhante à das autoridades americanas, nota o advogado.
Esta é uma área onde Portugal tem ainda muito trabalho pela frente, considera Lopes Rocha. "Legislar sobre a Internet e, em particular, sobre as redes sociais está na ordem do dia, até pela razão simples de que são um dos mais extraordinários negócios na Internet. [Mas] nem se pode entrar numa espiral legislativa desenfreada, nem descurar o assunto, como acontece entre nós."
Aumentam as queixas por uso não autorizado de fotografias e dados pessoais Teresa é o nome fictício de uma portuguesa que, durante "três ou quatro meses", recebeu telefonemas e mensagens de homens entusiasmados com o que julgavam ser o seu perfil no Hi5, a rede social on-line mais popular em Portugal. A página tinha fotografias e frases sexualmente sugestivas e pertenceria a uma mulher chamada Mafalda.
Na verdade, Mafalda não existia e o número de telemóvel que acompanhava as fotos era o de Teresa - "o número pessoal, de há muitos anos" -, através do qual passou a ser contactada por desconhecidos a qualquer hora do dia ou da noite.
Teresa tentou resolver a situação através de uma funcionalidade do site que serve para denunciar práticas abusivas - mas não obteve resultados. Depois de contactos com os responsáveis pelo serviço, acabou por conseguir que a página fosse apagada. Mas o caso não terminou.
A pessoa que criara a página resolveu então usar o MSN Messenger, um muito popular programa de conversação instantânea. A técnica era simples: iniciava diálogos com outras pessoas, sempre de cariz sexual, e, no fim, dava o telemóvel de Teresa. Depois disto, seguiu-se uma nova página no Hi5, "desta vez ainda pior". E, desta vez, o nome verdadeiro de Teresa já estava na página. Tudo terminou com um e-mail ameaçador, enviado por uma pessoa que se identificava como a mulher de um colega de trabalho de Teresa.
Teresa entregou à polícia os números das pessoas que lhe ligavam, cópias impressas da falsa página, bem como o e-mail final. O caso acabou, contudo, por ser arquivado.
Histórias como esta são cada vez mais comuns em Portugal. Estão a aumentar as pessoas que apresentam queixa por publicação não autorizada de fotografias ou dados pessoais na Internet, assegura Jorge Duque, inspector-chefe da Polícia Judiciária. Tipicamente, o objectivo é "perturbar a vida da pessoa", causando-lhe danos na imagem ou problemas familiares.
Este é o tipo de actos, explica Duque, em que a pessoa "se sente segura", porque "está em casa, atrás de um computador". O inspector da Judiciária reconhece que "muitos casos são arquivados".
O direito ao anonimato Houve uma altura em que se falava do anonimato da grande cidade, das pessoas perdidas no meio das multidões urbanas. Se por anonimato se pretendia dizer solidão, a expressão é provavelmente cada vez mais verdadeira. Mas passar despercebido no meio da multidão foi uma expectativa que a tecnologia dos últimos anos frustrou de forma radical.
Na era electrónica pós-11 de Setembro, a multiplicação dos sistemas de vigilância, dos controlos de identidade, dos cruzamentos de documentos tornaram o anonimato impossível. Quase tudo o que fazemos está registado. Quantas câmaras de videovigilância filmam os nossos gestos?
Há sistemas electrónicos a controlar as transacções comerciais, a informação clínica, os transportes, as telecomunicações, a água, o gás e electricidade. O nosso carro e o nosso telemóvel têm dispositivos de localização que permitem saber por onde andamos - e há poucas coisas mais pessoais que um carro ou um telemóvel.
Muitas coisas que eram objectos físicos hoje são apenas registos em computadores, dos nossos salários aos bilhetes de cinema e aos próprios filmes. E quem diz registos em computadores diz informação a que é possível seguir a pista. E um dia até os objectos terão identificadores e será possível saber por onde andou cada peça de roupa que trazemos vestida no corpo.
O sociólogo espanhol Manuel Castells diz que a vida privada morreu com a Internet. O problema é que, sem essa reserva, a nossa liberdade fica restringida.
A maior parte das pessoas não se sente ameaçada por esse controlo - porque confia nos sistemas sociais que o enquadram. Outros dizem que não se importam de ser vigiados porque não têm nada a esconder. Mas todos temos. E temos o direito de esconder. Uma sociedade que se arroga o direito de tudo espreitar é uma sociedade totalitária. A possibilidade de anonimato é condição de liberdade. Não é por acaso que as democracias defendem o voto secreto.
Paradoxalmente ou não, o anonimato floresceu na Internet, último espaço onde se pode ser outro e explodir em heterónimos nas redes sociais que são os novos espaços de convívio global. O infeliz caso de Megan Meier e o julgamento de Lori Drew arrisca-se a resultar numa redução dessa liberdade. Descobrimos que dar um nome falso ou mentir sobre a idade na Internet pode ser crime.
Os riscos destas imposturas - nomeadamente para os jovens - são reais, mas eles podem ser usados para pôr em causa aquilo que é hoje uma das últimas reservas da liberdade individual.
Plano Tecnológico da Educação: Sócrates quer escolas "na linha da frente" Correio da Manhã | 2008-06-16 | Executivo proferiu estas declarações em Évora. O primeiro-ministro, José Sócrates, traçou esta segunda-feira o objectivo primordial de colocar os estabelecimentos de ensino públicos portugueses na "linha da frente" tecnológica, que revelará os primeiros resultados a partir do próximo ano, em virtude de um investimento global de 400 milhões de euros.
De acordo com José Sócrates, até agora, no que respeita ao desenvolvimento tecnológico de Portugal, as escolas públicas não têm acompanhado esse desenvolvimento, sendo o mesmo visível apenas mais tarde. Deste modo, o chefe de Governo estabelece como meta, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), "que a escola pública em Portugal esteja na linha da frente do desenvolvimento tecnológico".
O executivo proferiu estas declarações em Évora, na Escola Secundária André Gouveia, com mais de 600 alunos e é uma das escolas nacionais com projectos-piloto integrados no PTE.
Escolas sem papel nem caneta Jornal de Notícias | 2008-07-11 | Esqueçam o caderno de papel, o lápis e a caneta. Os cerca de seis mil alunos das escolas primárias da Maia vão receber, no próximo ano lectivo, uma pen-drive.
É o caderno digital, que permite fazer quase tudo com um toque no quadro virtual. "O Governo apregoa muito as novas tecnologias, mas nós andamos sempre um passo à frente", sentenciou Bragança Fernandes, presidente da Câmara da Maia, na apresentação do projecto, ontem à tarde. A Autarquia vai adquirir sete mil "cadernos digitais" para distribuir, gratuitamente, por todos os alunos e professores do 1º ciclo do Ensino Básico.
"Como é normal, também nesta matéria somos pioneiros. Somos a primeira câmara do país a implementar este sistema", observou Bragança Fernandes.
Nogueira dos Santos, vereador da Educação, realçou que o projecto evitará, ainda, que as crianças andem com mochilas sobrecarregadas às costas. A "pen-drive" cabe no bolso.
No pequeno dispositivo informático, estarão disponíveis "aulas com modelos de trabalho para alunos, notícias, actividades, jogos pedagógicos e galeria de trabalhos, entre outras funcionalidades". A cada grau de ensino corresponderão conteúdos diferentes. E todos os anos as "pen-drive" serão substituídas, acrescentou Bragança Fernandes.
Com o "caderno digital", os alunos poderão trabalhar as lições em casa (os responsáveis municipais acreditam que a maioria tem computador em casa), o que também permitirá aos pais acompanhar a sua evolução.
O presidente da Câmara da Maia referiu que o investimento municipal no projecto ascende a cerca de 400 mil euros. É que além dos "cadernos digitais" há que comprar cerca de 250 quadros virtuais e interactivos, que permitam viabilizar o sistema. "Teremos quadros interactivos em todas as salas de aula [mais de 200]", sublinhou o autarca.
Os professores receberão formação específica para trabalhar com os novos equipamentos e conteúdos informáticos. Uma formação necessária, até, para que consigam aproveitar todas as potencialidades do sistema.
"Tenho a certeza que vamos ter muitos seguidores no país", vaticinou Bragança Fernandes. "Quem me dera ser pequenino hoje. Pelo menos na Maia. Está tudo muito mais simplificado, para que o ensino seja melhor", acrescentou o autarca.
Portáteis também para 7.º, 8.º e 9.º ano Jornal de Notícias | 2008-06-23 | No próximo ano lectivo os alunos do 7.º, 8.° e 9.° anos também já vão poder adquirir computadores portáteis, no âmbito do programa e-escola, pela quantia de 150 euros. O anúncio foi feito por Sócrates, no dia em que entregou o computadar 200 mil.
Segundo o chefe do Governo, o alargamento desta iniciativa- prende-se, sobretudo, com o sucesso que tem vindo a registar e salientou ainda que, até ao momento, estão inscritos para receber o equipamento com acesso à banda larga cerca de 300 mil pessoas. "Este ano foram entregues, em média, dois computadores por dia", confirmando o sucesso da iniciativa "Cada aluno, um computador", até ao momento, destinado a alunos do 10º ao 12º ano, professores e alunos das Novas Oportunidades. No próximo ano, e ao estender-se o programa aos alunos do 7º ao 9º ano, quer sejam do ensino público, quer privado, prevê-se então que 380 mil estudantes sejam abrangidos.
José Sócrates entregou a uma jovem da Escola Profissional Gustave Eiffel, na Amadora, o computador com o número 200 mil e depois de ouvir a aluna a referir a importância daquela ferramenta de trabalho em prol da "economia global", o Primeiro-ministro não hesitou: "Tal como disse a Liliana e bem, o acesso às novas tecnologias contribui para o crescimento económico do país, mas contribui também para a igualdade de oportunidades".
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, realçou ainda que os beneficiários do programa deixaram a indicação de que necessitavam realmente desta tecnologia " Em 95% dos casos quem recebeu os computadores teve um consumo superior à média", justificou.
Em relação ao próximo ano lectivo, José Sócrates reiterou que todas as salas de aula serão intervencionadas no sentido de possuírem internet, que o sistema de vídeo vigilância será reforçado e que os alunos terão um cartão de leitura electrónica.
400 milhões para tecnologia Jornal de Notícias | 2008-06-17 | O primeiro-ministro faz um balanço positivo do Plano tecnológico da Educação (PTE). Lançado há quase um ano, o projecto pretende colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados na modernização tecnológica do ensino.
"No desenvolvimento tecnológico de Portugal, a escola ficou sempre um pouco para trás e só se desenvolveu mais tarde. Com este PTE, quero que a escola pública em Portugal esteja na linha da frente do desenvolvimento tecnológico", afirmou, ontem, em Évora, José Sócrates.
O investimento de cerca de 400 MILHÕES de euros - "porventura, o maior investimento público em tecnologias de informação e comunicação" - deverá possibilitar que, até 2010, as escolas do segundo e terceiro ciclos do Ensino Básico e do Secundário tenham instalados cerca de 310 mil computadores, nove mil quadros interactivos, 25 mil videoprojectores e um sistema de videovigilância, proporcionando "mais segurança e, portanto, mais liberdade".
Já no próximo lectivo, os estabelecimentos de ensino deverão beneficiar também de ligação à Internet em banda larga com velocidade de 48Mbps, possuir um computador por cada cinco alunos - há três anos, o rácio era de um computador para 16 alunos -, e um quadro interactivo por cada três salas de aula O uso do cartão electrónico do aluno, que permite controlar a assiduidade, entradas e saídas na escola, e fazer compras na papelaria ou no bar sem dinheiro, será alargado a cerca de 800.mil estudantes.
Acompanhado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e pelo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, numa visita à Escola Secundária André de Gouveia, em Évora - um dos estabelecimentos de ensino nacionais com projectos-pilotos no âmbito do PTE -, e na presença de mais de 600 alunos, José Sócrates assistiu a uma aula de Geografia com recurso a mapas digitais, experimentando as vantagens das novas tecnologias da informação e comunicação. As medidas implementadas neste equipamento serão replicadas em 1200 escolas.
No fim da visita à escola alentejana, foram homologados protocolos celebrados entre os ministérios da Educação e do Ambiente para a utilização de conteúdos digitais nos processos de ensino. José Sócrates foi ainda assobiado no exterior por professores.
Sócrates visita a escola do futuro Jornal de Notícias | 2008-06-16 | José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues assistem hoje a uma aula de Geografia por mapas digitais. Numa escola-piloto do Plano Tecnológico da Educação, primeiro-ministro e ministra da Educação visitam o que será generalidade em 2010.
Na Secundária André de Gouveia, em Évora, há um computador por 2,6 alunos - uma média que já quase atinge um dos principais objectivos do Plano Tecnológico da Educação (PTE): um computador com acesso a Internet de banda larga por cada dois alunos na sala de aula. A André de Gouveia já está, assim, acima da média europeia que actualmente é de 8,3 alunos por aparelho.
As aulas de Matemática são dadas em quadros interactivos e as de Geografia por mapas digitais. É "um exemplo" da realidade em que o Governo quer transformar as escolas até 2010 e por isso foi escolhida para a visita de hoje. A aula de Geografia a que José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues assistirão terá a colaboração do Instituto Geográfico Português, e será leccionada com recurso ao 'kit tecnológico', que engloba quadro interactivo, videoprojector e computadores na sala de aula. Os conteúdos serão transmitidos em suporte digital.
Todos os membros do Governo entrarão na escola através do uso de um cartão electrónico pessoal - mais um dos projectos do PTE, que pretende além de controlar os acessos do estudante ser um registo da assiduidade e um porta-moedas electrónico. Os governantes assistirão ainda a um atelier ao ar livre do Curso de Educação e Formação de Informática, que demonstrará pelos portáteis a concretização do projecto "Acesso à Internet em todos os espaços da escola".
O PTE foi aprovado em Conselho de Ministros de Agosto de 2007. Orçado em 400 milhões de euros, o plano visa a modernização tecnológica de todas as escolas de 2.º e 3° ciclos do ensino básico e secundário. Setenta a 85% do investimento será assegurado por fundos comunitários.
"Colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados ao nível de modernização tecnológica do ensino" - é o objectivo que se lê assim que se abre a página electrónica do PTE.
Além de José Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, Francisco Nunes Correia também irá na comitiva ministerial a Évora. É que hoje também será assinado um protocolo entre o ministério da Educação e o do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional para a utilização de conteúdos digitais nos processos de ensino.
Portal pedagógico no próximo ano Jornal de Notícias | 2008-05-04 | Um Portal Pedagógico será lançado, no próximo ano lectivo, no âmbito do projecto Braga Digital. Para o efeito, a autarquia bracarense já adjudicou a concepção da plataforma tecnológica ao CCG/ZGDV, Centro de Computação Gráfica, por 175 mil euros.
Segundo o portal do Braga Digital, esta plataforma on-line vai ser fundamental para as escolas do concelho bracarense, nomeadamente na resposta às necessidades de professores, alunos, pais e responsáveis institucionais.
O Portal Pedagógico vai oferecer, numa única interface, serviços integrados como correio electrónico, calendário, dossier pedagógico, caderneta electrónica do aluno, testes e avaliação, criação e partilha de recursos de aprendizagem e comunidade de desenvolvimento profissional, entre outros serviços.
A plataforma terá ainda uma área dedicada à promoção de eventos e à colocação de notícias e novidades de interesse para a comunidade educativa.
O registo no portal vai dar ao utilizador um acesso personalizado e seguro, a qualquer hora do dia, sendo que as funcionalidades vão variar consoante o utilizador seja professor, aluno ou encarregado de educação.
Reino Unido avança com plano alargado para proteger menores dos perigos da Internet Público | 2008-03-28 | Pais não sabem o suficiente para evitar ameaças on-line ou distinguir videojogos não apropriados para menores.
O Reino Unido vai arrancar com um programa alargado para proteger as crianças e jovens dos riscos da navegação na Internet e da violência nos videojogos.
O Governo britânico comprometeu-se ontem a implementar todas as medidas sugeridas por um estudo sobre o assunto, encomendado pelo próprio executivo há sete meses e segundo o qual a maioria dos pais não está suficientemente familiarizada com a Internet e com os videojogos para assegurar uma utilização adequada por parte dos menores.
Uma das medidas propostas pelo chamado relatório Bryon (conduzido pela psicóloga e popular apresentadora televisiva Tanya Bryon) é a criação de um Conselho para a Segurança das Crianças na Internet.
Entre outros objectivos, o Governo quer que os motores de busca, como o Google, coloquem logo na primeira página informação sobre como pesquisar da forma mais segura e quer pressionar sites que exibem material enviado pelos utilizadores, como é o caso do YouTube, a filtrarem melhor os conteúdos.
Ao abrigo do novo plano, o executivo britânico pretende ainda que as redes sociais on-line adoptem voluntariamente um código de conduta, que regule a forma como as informações pessoais introduzidas pelos utilizadores são mostradas publicamente.
O MySpace e o Facebook, por exemplo, são sites que atraíram nos últimos anos milhões de jovens utilizadores fiéis - mas têm sido motivo de preocupação por permitirem que qualquer pessoa crie uma página pessoal, onde pode incluir fotografias e dados como o nome, idade ou morada. Para além de poder ser usada para estabelecer contacto presencial, esta informação é frequentemente analisada para que os sites exibam publicidade direccionada.
Outra das questões que o Governo quer resolver é o vazio legal em torno dos chamados "sites de suicídios", que incentivam e oferecem instruções para qualquer pessoa que deseje suicidar-se. A questão é que, ao abrigo da legislação britânica actual, é necessário haver um encontro físico para que alguém possa ser acusado de incentivar ou facilitar o suicídio.
O relatório recomenda ainda que, para contornar a dificuldade dos pais em limitar aquilo a que jovens e crianças têm acesso, todos os computadores vendidos tenham programas de protecção de menores pré-instalados.
Por fim, o Governo britânico vai também criar um novo sistema de classificação de videojogos, que funcionará de forma semelhante à classificação de filmes já existente no país. O Reino Unido tem tido uma postura rígida neste assunto e alguns jogos classificados como para maiores de 18 anos em outros países nem sequer podem ser vendidos no mercado britânico.
O resultado das medidas vai ser analisado dentro de três anos.
Câmara de Braga lança portal pedagógico Público | 2008-03-26 | A partir do próximo ano lectivo, os encarregados de educação do concelho de Braga vão poder consultar na Internet a caderneta escolar dos seus filhos. Para isso, bastará aceder ao novo Portal Pedagógico que a Câmara de Braga pretende lançar dentro de meses, oferecendo assim um sítio na Internet com um leque variado de serviços úteis para toda a comunidade escolar. A concepção da nova plataforma virtual acaba de ser adjudicada ao Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, segundo anunciou, ontem, a autarquia de Braga, em comunicado.
Para aceder ao Portal Pedagógico a partir do próximo ano lectivo, os utilizadores terão de efectuar primeiro um registo gratuito, de modo a criar uma conta de utilizador. Depois, cada utilizador terá "acesso personalizado e seguro, a qualquer hora do dia", promete o comunicado da autarquia, que vai investir 175 mil euros no projecto.
As funcionalidades disponíveis vão variar consoante o utilizador seja professor, alunos, pai ou responsável escolar. Além da caderneta electrónica do aluno, será possível, por exemplo, aceder a calendários e dossiers pedagógicos, a testes de avaliação, contas de correio electrónico e espaços online de criação e partilha de recursos de aprendizagem. Além disso, o portal contempla ainda uma "área dedicada à promoção de eventos" e à "divulgação de informações de interesse para a comunidade educativa".
O projecto insere-se na iniciativa BragaDigital, um programa aprovado em Julho de 2007 e que visa "tornar Braga uma das cidades europeias mais competitivas na economia digital". Entre as iniciativas já lançadas, destaca-se a primeira fase da colocação de uma rede de cabos em fibra óptica, com 19 quilómetros de extensão, que permitirá criar uma ligação de alta velocidade (banda larga) a baixo custo entre cerca de 30 pontos do concelho de Braga, abrangendo instituições públicas e instalações da administração local, bem como equipamentos desportivos e culturais.
Biblioteca Digital do Alentejo acolheu 31 mil visitantes em três meses Público | 2008-03-26 | A Biblioteca Digital do Alentejo (www.bdalentejo.net/), lançada a 12 de Dezembro pela Fundação Alentejo Terra-Mãe, recebeu cerca de 31 mil visitas até meados de Março, tendo os visitantes acedido a cerca de 300 mil páginas.
O portal, que conta ter on-line 500 livros no final de Março, mais 150 do que na altura da inauguração, disponibiliza diversos fundos documentais referentes ao Alentejo, em especial obras que sejam raras ou de difícil acesso. De acordo com a newsletter da BDA (Biblioteca Digital do Alentejo), o objectivo passa por contribuir para a democratização e promoção da igualdade no acesso ao conhecimento da História e Cultura alentejanas. Trata-se de um projecto que constitui o único e maior fundo documental virtual do Alentejo, sendo a primeira biblioteca digital de expressão regional.
Nestes primeiros três meses, a taxa de reincidência foi de 36 por cento, sendo os visitantes oriundos maioritariamente de Portugal (54%), seguindo-se a Alemanha (23%), os Estados Unidos (13%), o Brasil (4%) e a Suíça (2%). Os restantes quatro por cento de visitantes distribuem-se por Áustria, Suécia, Espanha, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Holanda.
Outro indicador que, segundo a BDA, revela o interesse nos conteúdos disponíveis é que a duração média das visitas é de 20 minutos.
A criação da BDA implicou a celebração de acordos de parceria entre a Fundação e várias instituições, nomeadamente a Biblioteca Pública de Évora e a Biblioteca do Instituto Superior de Agronomia, bem como diversas bibliotecas municipais de todo o Alentejo.
Penetração da banda larga aumenta abaixo da média da União Europeia Público | 2008-03-19 | A taxa de penetração da banda larga em Portugal aumentou em 2007 quase dois pontos percentuais, para 16,1 por cento, mas o seu crescimento foi "um dos mais baixos" da União Europeia, segundo um relatório publicado hoje, em Bruxelas. O relatório sobre o mercado único das telecomunicações divulgado pela Comissão Europeia indica um aumento na penetração da banda larga em Portugal de 13,9 para 16,1 por cento no ano passado, uma percentagem que, no entanto, continua abaixo da média comunitária de 20 por cento.
Bruxelas considera que esta forma de transmissão de dados que permite, nomeadamente, o acesso à Internet, "ainda não levantou voo" em Portugal, que tem "uma das taxas de crescimento mais baixas da União Europeia" (UE).
Portugal é, por outro lado, o Estado-membro que tem uma percentagem mais elevada de consumidores a utilizar um maior número de linhas de acesso directo oferecidas por novos operadores nas comunicações fixas.
Em Julho de 2007, 23 por cento dos assinantes não utilizavam o operador histórico de comunicações fixas, o que constitui um "aumento significativo" quando comparado com os 15 por cento do ano anterior e com a média comunitária de 13,6 por cento.
O documento assinala que a cobertura da infra-estrutura de cabos em zonas rurais de Portugal é a mais elevada da União Europeia, situação que "deverá melhorar a concorrência no mercado das linhas fixas de banda larga".
"Os consumidores portugueses ainda não tiraram partido dos seus direitos à portabilidade dos números, sendo o mercado caracterizado por uma grande fidelidade dos clientes", é outra das conclusões a que o relatório chega.
Uma das razões apontadas pela Comissão Europeia é o facto de demorar 13 dias, em Portugal, para um consumidor mudar de operador móvel ficando com o mesmo número.
Segundo o 13.º relatório de progresso sobre o mercado único das telecomunicações, a Dinamarca, a Finlândia, os Países Baixos e a Suécia são líderes mundiais na implantação da banda larga, com taxas de penetração superiores a 30 por cento no final de 2007.
Estes países da União Europeia, juntamente com o Reino Unido, a Bélgica, o Luxemburgo e a França, apresentavam, em Julho de 2007, taxas de penetração da banda larga superiores à dos Estados Unidos (22,1 por cento).
Portugueses usam menos a Net para fazer compras e transacções Público | 2008-03-19 |
Estudo mostra a evolução da Internet em Portugal desde 2003. Cada vez mais, a rede serve para contactar amigos, combinar saídas e para telefonar.
Os portugueses estão a usar menos a Internet para fazer compras, alugar carros, reservar bilhetes para espectáculos ou para realizar operações bancárias.
A conclusão é de um estudo do Observatório da Comunicação, que comparou as respostas de 2450 inquiridos em 2003 e de 2000 inquiridos em 2006, em amostras representativas da população portuguesa.
Segundo o documento, em 2003, 24,3 por cento dos cibernautas afirmavam realizar operações online com o seu banco. O número caiu para 14,6 por cento em 2006.
Da mesma forma, o comércio electrónico - que está longe de ser uma das actividades frequentes dos portugueses que usam a Internet - sofreu uma forte queda, passando de 44,8 para 27,9 por cento, nas compras daquilo a que o estudo chama "áreas tradicionais": livros, música (dois produtos cuja compra online caiu para menos de metade), produtos alimentares e de limpeza, material informático e bilhetes para espectáculos. Nesta categoria entram ainda as viagens, alojamentos e aluguer de carros.
Rita Espanha, investigadora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e uma das coordenadoras do estudo, explica que o fenómeno pode dever-se a um "boom de utilização" inicial provocado pela "curiosidade" e ao facto de as caixas multibanco, onde este tipo de operações podem também ser feitas, "estarem muito enraizadas" em Portugal, levando a que as pessoas não adoptem os serviços online.
A este respeito, o relatório fala de um "enfraquecimento e insucesso do alargamento do comércio electrónico a um maior número de utilizadores". E isto apesar de serem muito poucos aqueles que dizem ter tido más experiências relacionadas com transacções online: apenas 1,8 por cento dos inquiridos afirmaram ter comprado "algo que estava mal apresentado" num site e só a 0,9 por cento foram roubadas informações relativas ao cartão de crédito como consequência de este ter sido usado na Internet.
Sem dados de comparação relativamente a 2003 está a actividade na blogosfera. Mas, em 2006, 23,9 por cento diziam passar parte do seu tempo online a ler blogues e 8,7 por cento afirmaram ter por hábito produzir conteúdos para a blogosfera.
A Internet como telefone Os portugueses parecem usar cada vez mais a Internet para socializar. Para além da troca de mails ser líder na tabela das principais actividades levadas a cabo online, o relatório indica ter aumentado o número de pessoas que usa a Internet para contactar amigos "quando está desanimado", para "combinar ou marcar saídas" e para telefonar.
A percentagem de inquiridos que faz chamadas online, através de serviços como o popular Skype, mais do que duplicou (para 9,8 por cento), num período em que a presença do telefone fixo em casa diminuiu, de 61,7 para 49,3 por cento.
Outra das conclusões referidas por Rita Espanha como uma das mais significativas do estudo são as razões referidas para não usar Internet. Em 2003, os portugueses apontavam a falta de computador ou de conhecimentos. Três anos mais tarde, o principal motivo para permanecer offline é simplesmente a falta de interesse.
Apenas 57,1 por cento dos inquiridos afirmaram ler jornais impressos (o documento não tem dados recentes para os jornais online).
Os dados apresentados no estudo do Observatório da Comunicação indicam ainda que menos de metade lêem gratuitos. Mas estes jornais "estão a conquistar novos públicos", sublinha a investigadora Rita Espanha, explicando que, entre aqueles que não liam jornais, houve quem começasse a fazê-lo quando deixou de precisar de pagar.
Por seu lado, quem comprava jornais pagos manteve o hábito, que acumula agora com a leitura de gratuitos.
É entre as mulheres, os estudantes e a faixa etária dos 24 aos 34 anos que estes jornais são mais populares.
Governo alarga programa e.escolas aos 11.º e 12.º anos Público | 2008-02-29 | Depois dos alunos do 10.º ano, dos cursos das Novas Oportunidades e dos professores, o programa e.escolas chega aos estudantes dos 11.º e 12.º anos e também às pessoas com deficiências. O Conselho de Ministros aprovou ontem o alargamento do programa de entrega de computadores, passando de 500 mil para 750 mil o número de potenciais beneficiários.
Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, diz que as "tecnologias da sociedade da informação representam sobretudo para as pessoas com necessidades especiais um meio propiciador de inclusão e participação social, podendo e devendo estas tecnologias ser simultaneamente um factor de coesão social e de combate à exclusão".
O programa e.escolas foi lançado pelo Governo em Junho de 2007, integrado no Plano Tecnológico e tendo como objectivo "o financiamento de acções que facilitem o acesso à sociedade de informação, designadamente através da utilização em larga escala de computadores portáteis com ligação à Internet em banda larga". Segundo o Governo, em um ano, já foram entregues 110 mil computadores, estando neste momento já inscritos mais de 70 mil novos beneficiários.
Portugueses são dos que menos compram na Internet Público | 2008-02-08 |
Portugal está no fundo da tabela, sendo só batido pela Rússia. A Dinamarca ocupa o primeiro lugar.
Portugal é um dos países europeus que apresentam as mais baixas taxas de cibercompradores, com apenas seis por cento, de acordo com um estudo sobre as realidades de consumo e de poupança na Europa, ontem apresentado.
Segundo a edição de 2008 d"O Observador Cetelem, Portugal está em penúltimo lugar na lista de cibercompradores, sendo ultrapassado pela Rússia, que ocupa o último lugar da lista.
O perfil do cibercomprador português apresenta uma dominante masculina, tal como em todos os países em análise, caracterizando-se também por idades maioritariamente inferiores a 35 anos.
A Dinamarca ocupa o primeiro lugar da contagem de internautas consumidores através da Internet, com 62 por cento, seguida do Reino Unido, com 57 por cento.
A edição deste ano d"O Observador Cetelem contém dados relativos aos grandes mercados europeus, apresentando também uma análise do comércio electrónico e dos hábitos de consumo relacionados com a Internet.
No que se refere à Internet, todos os consumidores on-line europeus "são unânimes em afirmar que a Internet lhes facilita a vida e que o comércio favorece o consumo".
Segundo este estudo, regista-se actualmente um aumento das vendas on-line nos mercados de consumo europeus, sendo que 70 por cento do volume de negócios se concentra no Reino Unido, na Alemanha, em França e na Bélgica.
A procura de informação constitui uma componente do processo da compra on-line, estando a pesquisa de informação dos portugueses (e também dos europeus, em geral) centrada no sector automóvel.
Assim, a Internet representa um instrumento que contribui para apoiar o consumo, optimizando a relação entre o consumidor e os produtos ou serviços de que necessita.
No entanto, o pleno desenvolvimento das compras na Internet enfrenta ainda alguns obstáculos, "mas que serão resolvidos a curto prazo, com o crescente acesso das pessoas a este meio", prevendo-se que até 2010 mais de 50 por cento dos europeus tenham acesso à Internet.
Plágio com recurso à Internet é problema nas escolas portuguesas. Estudantes têm dificuldade em distinguir pesquisa e cópia Público | 2008-01-27 | Está ao alcance dos dedos. Basta aceder a um site, copiar e colar. O método começa a ser usado aos 10 anos e pode continuar por toda a vida académica.
Ao ler um trabalho de um aluno, um professor tem a sensação de já ter lido nalgum sítio aquelas frases. Como não há nada melhor que tirar todas as dúvidas, o docente dirige-se ao computador, escreve uma frase do trabalho e descobre em poucos segundos a fonte que o aluno não referiu na bibliografia.
Plagiar, diz o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, é "apresentar como seu aquilo que copiou ou imitou de obras alheias". Plagiar é um verbo que muitos alunos portugueses conjugam à frente do computador, recorrendo a motores de busca da Internet e usando apenas três teclas: "Ctrl" e "C" para copiar e "Ctrl" e "V" para colar no trabalho que se vai apresentar ao professor. "Copiar e colar".
Seja em que ano lectivo for e tenha o estudante a idade que tiver, o método adoptado é o mesmo, dizem os professores. Mas as suas opiniões dividem-se: há quem acredite que há cada vez mais alunos a recorrer a este esquema e há quem diga que parece haver mais casos só porque os professores têm mais facilidade em identificá-los. Certo é que o plágio não é novo, só é feito com maior rapidez do que quando se copiava, manualmente, as enciclopédias ou outros compêndios.
É no 2.º ciclo, quando os alunos têm 10 e 11 anos, que os professores de História e Geografia de Portugal, Ciências da Natureza, Matemática ou de Área Projecto começam a pedir pequenos trabalhos escritos. Seja qual for o tema, a pesquisa faz-se na Internet e os alunos "tiram exactamente o que lá está", revela Graça Grou, vice-presidente do conselho executivo da EB 2, 3 de Telheiras n.º 2, em Lisboa. Vitória de Sousa, professora de Língua Portuguesa do Agrupamento de Escolas Carlos Paredes, na Póvoa de Santo Adrião, confirma.
Mas as crianças não fazem por mal, salvaguardam as docentes. "Eles nem sabem o significado de plágio", diz Vitória de Sousa. "Não há noção dos direitos de autor ou que se estão a apropriar dos trabalhos de outros", acrescenta Pedro Rosário, do Departamento de Psicologia da Universidade do Minho. Os mais velhos, do 3.º ciclo, também desconhecem não só o significado da palavra como acreditam que tudo o que lêem na Internet é verdade, revela Ana de Sousa, professora de Português na EB 2, 3 António Gedeão, em Odivelas. "É complicado fazê-los mudar de ideias", explica.
O plágio persiste no ensino secundário, confirmam docentes deste ciclo. Mariana Lagarto, professora de História na secundária da Amora, desconfia dos textos demasiado bem escritos. Cândida Ferreira, professora de Filosofia da secundária Dr. Joaquim de Carvalho, Figueira da Foz, e Jorge Baptista, professor de Biologia da secundária Afonso Lopes Vieira, de Leiria, desconfiam dos textos escritos em português do Brasil. Edviges Antunes Ferreira, professora de Português na secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa, desconfia quando mais do que um aluno lhe entrega trabalhos com frases muito semelhantes.
Ter sentido crítico "O problema não está no meio, mas nas capacidades intelectuais que a escola desenvolve. Estamos a falhar porque a cultura light chegou a todo o lado e há uma profunda irresponsabilidade de quem tem de formar", critica Ivo Domingues, investigador da Universidade do Minho, que publicou um livro sobre o copianço nas universidades.
Os professores não se revêem nesta crítica. Na escola de Telheiras, em Lisboa, os docentes acompanham todas as fases do trabalho, de maneira a que os alunos façam um resumo utilizando palavras suas e apelam a que consultem outras fontes. O tema é trabalhado nas disciplinas de Área Projecto e de Estudo Acompanhado e, se os jovens continuarem a fazê-lo, pode ser debatido na aula de Educação Cívica, informa Graça Grou.
"Ter sentido crítico é um objectivo da formação dos alunos que pode ser desenvolvido através do debate, de leitura de um jornal ou de um texto. Mas leva muito tempo e não há muito espaço para fazer esse trabalho", lamenta Vitória de Sousa.
Mesmo os alunos do secundário não têm noção de que plagiam, aponta Jorge Baptista, de Biologia. "Como a Internet é de utilização aberta, não vêem mal no que fazem. Este é um meio de cultura novo e neste período de transição isto vai continuar a acontecer", considera.
Como se evita o plágio? Obrigando os alunos a fazer os trabalhos na sala de aula, responde Mariana Lagarto. Evitar pedir trabalhos expositivos, mas propor recensões ou resumos, sugere Cândida Ferreira. Acompanhar a pesquisa que os estudantes têm de fazer, aponta Graça Grou. Obrigá-los a usar outras fontes, como os livros, aconselha Edviges Antunes Ferreira.
"Os alunos têm de pensar e não podem recorrer ao plágio. Procuro treiná-los em termos de comportamentos e de atitudes, para que reconheçam que as ideias e os textos não são deles", revela Mariana Lagarto.
O plágio combate-se também com castigos - para já, o único adoptado pela maioria dos professores é devolver o trabalho. Depois, alguns esperam que o aluno entregue um texto original, outros limitam-se a não classificar. Um castigo pouco significativo porque os trabalhos também contam pouco na avaliação, dizem.
O Público questionou o Ministério da Educação sobre se o problema do plágio é motivo de preocupação ou se já gerou algum tipo de orientação às escolas, mas não obteve resposta.
O problema também afecta o ensino superior. Professores defendem penas pesadas e códigos de conduta Se no ensino básico e secundário o plágio se faz por desconhecimento de como se devem usar as fontes, no ensino superior ele já é intencional, consideram os professores deste nível. Por isso, aqui as penas podem ser mais pesadas e chegar à reprovação na cadeira em que se plagiou. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não tem orientações sobre esta matéria e deixa a questão ao critério das escolas.
"À medida que os professores confrontam os alunos com o erro, estes vão tomando consciência do que é o plágio. Por isso, quando chegam ao ensino superior, já há intencionalidade" no acto de copiar textos de outros para trabalhos, sem citar fontes, analisa Pedro Rosário, do Departamento de Psicologia da Universidade do Minho.
No ensino superior, o plágio é um "problema de carácter individual", acusa Manuel Ferreira Rodrigues, professor de História na Universidade de Aveiro, a quem custa bastante que os alunos "usem descuidadamente as fontes, sem consciência de que estão a cometer um erro".
Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é nos primeiros anos da licenciatura que os professores ensinam a fazer selecção de informação, a fazer citações e a identificar fontes, explica Clara Correia, presidente do conselho pedagógico. O vício da Internet está tão entranhado nas práticas dos alunos que é preciso reensiná-los a usar as "fontes tradicionais", diz. Depois, é esperar que os jovens façam bom uso do que aprenderam e não caiam em tentações. Mas, "assim como é fácil plagiar, também e fácil ao professor ir à Internet e descobrir", afirma Augusto Barroso, professor catedrático de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que já reprovou um aluno por plágio.
Os docentes apanham os alunos recorrendo a programas de computador ou pedindo-lhes para defender oralmente o trabalho, diz Pedro Lourtie, presidente adjunto dos assuntos pedagógicos do Instituto Superior Técnico, de Lisboa. "É preciso um código de conduta", avança.
Esse código de conduta é algo em que as universidades vão começar a trabalhar, revela Ramôa Ribeiro, reitor da Universidade Técnica de Lisboa, para quem "é preciso mudar a cultura em Portugal".
"A penalidade por plagiar deve ser desproporcionada, de maneira a que os alunos pensem que não vale a pena arriscar", defende João Gabriel Silva, presidente dos conselhos directivo e científico da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra. Nesta escola, o plágio leva à reprovação imediata na disciplina em causa, diz o regulamento. É para evitar esta pena que a Universidade de Coimbra procura fazer um "controlo e acompanhamento muito próximo do percurso escolar dos alunos", explica Cristina Robalo Cordeiro, vice-reitora.
José Manuel Silva, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, lembra que os casos de plágio, mais ou menos descarados, não se ficam pelos primeiros anos da licenciatura, mas chegam às teses de mestrado e de doutoramento. Aí, são feitos de maneiras mais subtis. "O respeito pelo que o outro faz, pela autoria, é uma questão de cidadania", conclui Pedro Rosário.
Nos outros países: o fenómeno preocupa docentes de todo o mundo Um inquérito realizado a 300 docentes, feito pela Associação de Professores e Leitores do Reino Unido, revela que para 58 por cento dos docentes o plágio é um problema sério e 28 por cento calculam que pelo menos metade dos trabalhos que lhes são entregues foram copiados da Internet.
O estudo, feito em Dezembro, encontra-se no site da organização e inclui algumas histórias relatadas pelos docentes. Gill Bullen, do Itchen College, em Southampton, conta que dois estudantes entregaram trabalhos sobre o texto de Romeu e Julieta de Shakespeare que eram praticamente iguais e não respondiam ao pedido feito pela professora. Um docente de Leeds revela que um aluno nem sequer se deu ao trabalho de limpar a publicidade da página de Internet que copiou.
Não chegam a metade os professores inquiridos que dizem que as suas escolas têm políticas de combate ao plágio. Essas passam por não classificar os trabalhos ou pedir que eles sejam feitos de novo. Mas este é um problema difícil de detectar, admitem, por falta de tempo e de meios. Mais de 55 por cento dizem que os alunos não têm noção do que é o plágio e confundem-no com a pesquisa normal que devem fazer para os trabalhos.
No fim-de-semana passado, em Brighton, a professora universitária Tara Brabazon deu uma conferência onde criticou o fenómeno a que chama "Universidade Google". Brabazon diz que centenas de alunos em todo o Reino Unido apresentam trabalhos medíocres porque só usam o que os motores de busca lhes dão.
Quatro em cinco já fizeram Um outro inquérito foi feito na Universidade de Lyon, França, e envolveu 1100 estudantes e 120 professores de três escolas. O estudo revela que quatro em cada cinco estudantes confessam que já recorreram ao "copy/paste", ou seja, já copiaram um texto da Internet para um trabalho, sem o alterar. Por isso, não é de estranhar que nove em cada dez professores já se tenham confrontado com essa situação.
Num inquérito semelhante divulgado em 2006, 70 por cento dos estudantes calculam que um trabalho pode ter, pelo menos, um quarto dos textos copiados da Internet. Entre os que retiram da Internet menos de 25 por cento dos textos para os trabalhos, três em cada cinco dizem que "raramente" recorrem a esse método.
Existe uma confusão entre citar um texto e plagiá-lo, aponta o estudo, pois três em cada cinco professores consideram que as citações estão mal identificadas nos trabalhos.
EUA diz não à Wikipédia "Just say no to Wikipedia." O aviso está à porta da biblioteca de uma escola de Nova Jérsia, nos EUA, mas o movimento começa a alastrar a outros estabelecimentos de ensino. E muitos estão, pura e simplesmente a bloquear o acesso a esta espécie de enciclopédia on-line. As razões são três: a facilidade de acesso que leva os alunos a recorrer a sites como o Google ou a Wikipédia; a rapidez com que os adoptam como uma fonte credível e, a terceira, o modo como a copiam.
Será a proibição uma resposta eficaz? A decisão destas escolas tem sido motivo de discussão na Internet. Denise Gonzalez-Walker, que escreve no blogue de educação do jornal Seattle Post-Intelligencer, pergunta porque é que não se pode fazer da Wikipédia uma oportunidade para ensinar. É "uma pena" que os professores e bibliotecários não façam desta situação uma oportunidade para pôr os alunos a rever as afirmações da Wikipédia, a investigar o que está escrito; e a discutir e a reflectir sobre os novos meios de comunicação, considera.
Sinais que denunciam o plágio - Quando os textos estão escritos em português do Brasil.
- Quando as frases estão demasiado elaboradas, com palavras ou conceitos que os alunos daquela idade desconhecem.
- Quando recebem mais do que um trabalho com frases ou estruturas semelhantes.
- Quando os alunos escrevem conceitos ou defendem ideias que estão erradas. Nem tudo o que está na Internet está certo.
- Quando se pesquisa uma frase do trabalho num motor de busca da Internet (ou num software especializado de detecção de plágio) e se descobre de onde é que o aluno tirou aquela informação.
As técnicas usadas para plagiar - "Corta e cola" de alguns sites na Internet sem que estes sejam citados no texto a apresentar ao professor. Como fonte, o aluno refere, por exemplo, a Wikipédia. Assim, se o professor for confirmar se alguma parte do trabalho foi copiada directamente da Wikipédia, que é a fonte citada, não encontrará sinais de plágio.
- Encomenda e compra de trabalhos nos muitos sites que oferecem este serviço na Internet.
- As bibliotecas virtuais são fonte dos mais diversos artigos e trabalhos académicos.
- Reprodução de trabalhos feitos por colegas de anos anteriores.
"Na Wikipédia está tudo tão bem escrito que não vale a pena mudarmos nada" Os sites de tradução automática servem para fazer os trabalhos de Inglês. Há sites para todos os temas escolares imagináveis. E há quem se limite a fazer "corta e cola" da Wikipedia
Nasceu em Portugal há 15 anos e anda numa escola em Lisboa. Por isso, quando entregou à professora de Geografia um trabalho "com muitas palavras em brasileiro", a professora desconfiou. O trabalho tinha sido copiado de um site brasileiro da Internet.
Outra aluna, de 14 anos, também foi apanhada. "Esqueci-me de tirar as hiperligações." O trabalho que era suposto ser seu estava cheio de endereços da Net - "que apareciam com outra cor e tudo", conta, a rir - através dos quais era fácil ir directamente aos textos on-line que ela tinha copiado palavra por palavra. O professor deu-lhe zero.
As histórias sucedem-se à medida que vão chegando mais alunos ao centro de recursos educativos da Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa. Há quem se gabe de ter conseguido uma "nota máxima" com um trabalho que era apenas o resultado apressado de uma operação de "corta e cola" da Internet - "mas pus lá a fonte!" Uma adolescente com um sorriso traquina explica que vai continuar a arriscar: "Aquilo na Wikipédia [a enciclopédia on-line escrita por cibernautas de todo o mundo] está tudo tão bem escrito que não vale a pena nós mudarmos nada", diz outra rapariga de 14 anos." Outra ainda lamenta: "Os meus professores são muito espertos, não posso copiar."
Sentimentos de culpa por apresentar um trabalho que, na verdade, não se escreveu? Argumentam com a "pressão", a "falta de tempo" e a "exigência dos professores." - "O que conta são as notas!"
A maior parte dos adolescentes com quem o Público falou domina as ferramentas da Net que lhes permitem comunicar com os amigos - o Hi5 e o Messenger. Mas quando mostram como costumam fazer pesquisas no Google (motor de busca) para os trabalhos da escola, denunciam muitas fragilidades.
Citar as fontes Perante os milhares de sites que lhes aparecem quando procuram informação, escolhem "o primeiro que aparece", nas palavras de um aluno, ou ficam-se pela Wikipédia. "Vou aos links que a Wikipédia aconselha para cada tema, copio um bocado de cada site e eles [os professores] pensam que vem tudo da minha cabeça", conta outra.
Duas alunas de 17 e 18 anos reparam pela primeira vez, no momento em que mostram ao Público como pesquisam, que alguns artigos da Wikipédia vêm acompanhados do seguinte aviso: "Cuidado: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências, em desacordo com a política de verificabilidade." É o tipo de alerta que surge frequentemente, mas que sempre ignoraram.
Os olhos de um rapaz de 11 anos abrem-se muito, quase assustados, quando é confrontado com a pergunta: "Não tens medo que a informação que estás a tirar da Net não esteja correcta?" Nunca tinha pensado nisso.
Uma adolescente explica que usa os sites de tradução automática para fazer os trabalhos de Inglês. Escreve os seus textos em português, submete-os à tradução automática para inglês e apresenta o resultado à professora. Utiliza o mesmo processo para decifrar as perguntas das fichas de trabalho que vêm escritas em inglês. Nunca se apercebeu que a generalidade dos sites que usa transformam textos que são compreensíveis na sua língua original em prosas quase imperceptíveis depois de traduzidas. Reconhece que o método não lhe tem garantido grandes notas.
Livros em segundo plano Qual é o papel dos livros? Os manuais escolares continuam a ser centrais, dizem os alunos. Já uma enciclopédia - em papel - é algo que vários dizem não ter folheado nunca. A funcionária no centro de recursos garante, contudo, que os alunos da escola continuam a recorrer à biblioteca. E mostra um dossier a transbordar de folhas brancas. São as requisições "só deste ano" de estudantes que quiseram levar obras para casa - desde que ali trabalha, há sete anos, os pedidos não diminuíram, garante. Apesar dos computadores serem cada vez mais populares.
Uma coisa é certa, remata uma aluna: "Dos livros em papel não se consegue fazer copy-paste." Tem que se ler "e escrever tudo". O que, na sua opinião, é uma grande desvantagem.
Universidades usam software de detecção de plágio A Internet torna mais fácil copiar, mas a tecnologia também tornou muito mais fácil detectar cópias São muitos os sites na Internet que disponibilizam dissertações, recensões e ensaios sobre os mais variados temas. Por encomenda ou prontos a copiar, de graça ou pagos à página, com bibliografia incluída. Entregues em meia hora, se de uma urgência se tratar. Acesso ilimitado a "88.868" trabalhos em "190 categorias", anuncia-se no site cheathouse.com.
"Actualizámos muito o nosso site este semestre. Boa sorte e boas notas", lê-se na página de abertura do schoolcucks.com, qualquer coisa como "a escola não presta." Free essays, term papers on file, cyber essays - a lista é interminável.
Mas para todos estes serviços, existem outros tantos que permitem despistar o grau de cópia de um trabalho apresentado por um aluno. A preocupação coloca-se sobretudo ao nível do ensino superior e foi nestas instituições que começaram a desenvolver-se e aplicar-se os primeiros programas informáticos que ajudam a descobrir o "cibercopianço".
Na Universidade do Minho (UM), há já dois anos que todos os professores têm acesso a um sistema de detecção de plágio. "Era impossível bloquear o acesso às fontes utilizadas pelos alunos e decidimos então encontrar mecanismos que permitissem encontrar os "pecadores"", conta Luís Amaral, pró-reitor e coordenador na UM do projecto campus virtual.
O Turnitin foi o primeiro motor de pesquisa utilizado na Universidade do Minho. Desenvolvido nos Estados Unidos da América, o software pode ser adquirido por qualquer pessoa, através da compra de uma licença. E a ele recorrem "milhares de instituições de mais de 90 países", anuncia-se no seu site. "Outros sistemas são livres e funcionam através de algoritmos. Este ano mudámos de plataforma e começámos a usar o programa Safe Assign", explica Luís Amaral.
Seja qual for o sistema utilizado - e há muitos disponíveis na Internet, alguns de download gratuito -, o resultado é o mesmo. Submete-se o trabalho e é só esperar que o programa compare o documento com milhões de páginas disponíveis na Internet, outros trabalhos de alunos previamente analisados e bases de dados de artigos de jornais e revistas. O número pode chegar aos quatro mil milhões, diz Luís Amaral.
O texto é depois devolvido, marcado com cores se forem encontradas semelhanças com outros documentos. São ainda indicadas as fontes originais e calculada uma espécie de índice de "nível de cópia". "Há alguns professores que recorrem ao programa para todos os trabalhos que recebem. Outros só o fazem se tiverem uma suspeita. Consoante o resultado, cabe ao docente fazer o seu juízo", continua Luís Amaral, revelando que até agora só se registaram na UM "dois ou três casos mais graves de plágio".
"Hoje é mais fácil copiar. Mas é muito mais fácil identificar a cópia", defende o professor, que acredita inclusivamente que há menos "batota" do que antigamente. "Como os trabalhos dos alunos ficam em arquivo, torna-se impossível copiar de estudantes de anos anteriores", exemplifica. E o facto de os mais de 10 mil alunos da UM saberem que a universidade utiliza um sistema de detecção de plágio também inibe a cópia, admite. Por isso acredita que esta é uma ferramenta essencial. "Dada a importância do assunto, quero acreditar que a maioria das instituições de ensino está preocupada e que pelo menos as maiores já tenham soluções deste tipo."
88 868 trabalhos escolares, divididos por 190 categorias, estão à venda no site especializado em batotas escolares cheathouse.com. É apenas um entre muitos. É o plágio académico transformado em negócio.
Telemóveis, MP3 e MP4 na sala de aula? Sim! Jornal de Notícias| 2008-01-07 | Computadores, telemóveis e MP3 são todos muito bem-vindos às aulas de Português da professora Adelina Moura.
"Ontem à noite, fartei-me de ouvir a 'setôra'. Era eu a lavar a loiça e a 'setôra' a ler o Sermão do Padre António Vieira!". O comentário é citado por Adelina Moura, professora de Português/Francês da "Secundária" Carlos Amarante, em Braga, como prova dos bons resultados que está a obter com a utilização das tecnologias móveis no ensino (vulgarmente conhecido por "m-learning"). Nas suas aulas - ao contrário do que acontece nas restantes -, telemóveis, MP3 e MP4 são muito bem-vindos. Ali, em casa ou na rua, os alunos podem ouvir as aulas da professora. O mais curioso é que os "podcasts" (gravações) de Adelina Moura, alojados na Net, já correm dezenas de salas de aulas do país, provando a utilidade das novas metodologias de ensino-aprendizagem.
"Se não os podes combater, junta-te a eles". Este foi o mote encontrado por Adelina Moura para a mudança nos métodos de ensino. "Por mais que se proíba, é impossível impedir a entrada de telemóveis e MP3 nas salas de aula. Então, por que não tirar partido deles?", questionou.
Tão depressa pôs a questão como depressa arranjou uma boa tese de doutoramento, que está a desenvolver no Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. E para "cobaias" da sua experimentação não podia ter encontrado melhor do que os alunos do 11.º ano do Curso Profissional de Manutenção Industrial e Electromecânica.
"É uma turma onde mais de 50% dos alunos têm duas e três repetências, pois têm dificuldades de aprendizagem. A motivação para eles é fundamental, há que arranjar formas de os prender e de não faltarem às aulas", explicou a professora.
Adelina Moura aproveitou a existência de 14 computadores portáteis na escola para utilizá-los na sala de aula. Em casa, a docente grava a leitura dos textos e todos os comentários e explicações sobre os temas em estudo. São os chamados "podcasts", que mantém disponíveis a quem os quiser ouvir no sítio discursodirecto.podomatic.com.
Para os seus alunos, criou um espaço próprio na Net, intitulado "Geração Móvel" (geramovel.googlepages.com/podcast).
"Ali os alunos têm os textos e os comentários gravados, além de um conjunto de actividades que lhes são propostas. Eles ouvem e realizam os exercícios ao seu próprio ritmo de aprendizagem", explicou.
Normalmente, os "podcasts" são descarregados apenas por um dos alunos que, depois, passa aos restantes utilizando o "bluetooth" do telemóvel.
"Em casa, podem ouvir tudo a partir da Net ou do telemóvel ou MP3. E podem ir passear e, pelo caminho, ouvir os textos e as explicações da professora. O objectivo é aprender numa sala sem muros e numa disciplina sem horários", comentou Adelina Moura.
Embora a professora também utilize os métodos tradicionais, prefere, com aqueles alunos, recorrer mais às tecnologias. "Com o método tradicional, eles parecem atentos, mas estão longe. Com estas novas tecnologias, são mesmo obrigados a mostrar trabalho", concluiu.
Intel abandona projecto de computador portátil a 100 dólares Público | 2008-01-05 | A maior fabricante de processadores não terá aceite o pedido para abandonar outros projectos de portáteis baratos para países em desenvolvimento.
A Intel abandonou o projecto do computador portátil a 100 dólares promovido pelo professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Nicolas Negroponte. O objectivo da iniciativa é fazer chegar equipamentos baratos às mãos das crianças dos países mais desfavorecidos.
Mas aquela que é a maior fabricante mundial de microprocessadores diz ter rejeitado o pedido, que lhe terá sido feito, para prescindir de desenvolver outros computadores idênticos.
"Sempre dissemos que iria haver muitas soluções. E que a prioridade era dar resposta às necessidades", disse o porta-voz da Intel, Chuck Mulloy, citado pela Reuters. A equipa que gere o projecto, também conhecido por One Laptop Per Child (OLPC, ou Um Computador por Criança) terá pedido à Intel para deixar de apoiar o desenvolvimento de outros computadores de baixo custo, como o Classmate PC. "Queriam que nos centrássemos exclusivamente no OLPC", explicou Mulloy.
Os responsáveis do projecto ainda não tinham comentado ontem a saída da Intel, nem as razões apresentadas pela empresa. Mas, para Robert Mitchell, analista da revista especializada Computerworld, este divórcio terá consequências. "Os principais perdedores são os clientes do OLPC: as crianças em maior desvantagem económica. A Intel e a OLPC desapontaram-nas."
A saída da Intel é o último episódio de um percurso atribulado. O portátil a 100 dólares ainda não conseguiu chegar a esse preço porque as encomendas não têm sido suficientes. O primeiro acordo foi feito com a Tailândia, em Agosto de 2005, ainda o computador não estava pronto, mas o golpe de Estado militar que derrubou o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, em Setembro de 2006, fez com que não se concretizasse.
Projecto noutros países Mais tarde, o então Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, disse ter ficado "encantado" com o computador e comprometeu-se a adquirir um milhão de unidades para serem usadas nas escolas do seu país. O portátil acabou por chegar à Nigéria, e depois ao Uruguai, mas por 188 dólares.
Entretanto, o programa também já foi lançado noutros países: Haiti, Ruanda, Etiópia, Camboja, Mongólia e Afeganistão. As primeiras unidades foram equipadas com processadores da principal rival da Intel, a Advanced Micro Devices (AMD).
No ano passado, a empresa lançou o computador Classmate, que também se destina aos países em desenvolvimento.
A Intel entrou no OLPC em Julho de 2007, tornando-se então parceira de outras 11 empresas de tecnologias que já tinham aderido, como a Google, criadora do motor de pesquisa na Internet mais famoso, e a Red Hat, distribuidora do sistema operativo Linux, que constitui uma alternativa ao Windows, da Microsoft.
Esperava-se que os primeiros portáteis com processadores da Intel fossem lançados no Consumer Electronics Show, a maior feira mundial de electrónica de consumo que começa na segunda-feira, em Las Vegas.
Fosso digital português assenta na falta de educação Público | 2007-12-18 | Maioria dos lares portugueses sem ligação à Internet não a tem porque elementos do agregado familiar não sabem usar a tecnologia.
Menos de metade da população portuguesa usa o computador e apenas quatro em cada seis lares tem acesso à Internet. Portugal está abaixo das médias europeias no que diz respeito à penetração das tecnologias de comunicação e informação. E, mais do que na maioria dos países da Europa, há discrepâncias ao nível da adopção de tecnologias entre os mais jovens e os idosos, estudantes e não-estudantes, activos e reformados.
O relatório A Sociedade da Informação 2007, publicado hoje pela Agência para a Sociedade do Conhecimento (Umic), compila o resultado de vários inquéritos feitos a empresas, sector público, instituições de ensino e agregados familiares e traça assim o estado da nação ao nível do uso de tecnologias de informação e comunicação.
Ao nível da penetração da Internet, é com os números dos estudantes do ensino secundário e do ensino superior que Portugal obtém melhores classificações.
Até ao terceiro ciclo de ensino, a taxa de acesso à Internet é reduzida, mas os 81 por cento de estudantes do ensino secundário que estão ligados à rede colocam Portugal muito acima dos 66 por cento da média europeia e próximo de países como a Suécia, França e Dinamarca. Já os 90 por cento de estudantes universitários on-line fazem com que Portugal fique um pouco mais abaixo na respectiva tabela, mas, ainda assim, acima dos 87 por cento de média da Europa.
O presidente da Umic, Luís Magalhães, fala de um "défice educacional" e esclarece que "o fosso digital em Portugal está mais directamente ligado ao nível de educação do que a outros factores" e que, em termos estatísticos, as diferenças no acesso à tecnologia se estabelecem entre quem tem educação ao nível do secundário e quem a não tem.
De facto, os números começam a derrapar quando se sai do universo estudantil. Revelando discrepâncias maiores do que em muitos outros países, apenas 46 por cento dos portugueses com emprego são cibernautas, número que cai para 38 por cento no caso dos desempregados e apenas oito por cento no caso dos reformados.
Por comparação, a Espanha, que tem uma taxa de penetração de Internet entre estudantes ligeiramente abaixo da portuguesa, apresenta 64 por cento de trabalhadores com acesso à Internet, um valor muito mais próximo dos 71 por cento da média europeia.
Não saber usar a Internet Entre as principais razões para que um lar português não tenha Internet está o facto de os seus habitantes não saberem como utilizar a tecnologia, situação que afecta 57 por cento dos agregados domésticos actualmente sem ligação.
Em segundo lugar nos motivos apontados aparece a resposta "não precisar de Internet". O preço do equipamento e os custos de acesso surgem apenas em quarto e quinto lugar, com os conteúdos perigosos e receios de perda de privacidade praticamente no fundo da tabela.
Os cibernautas portugueses, contudo, parecem ser sofisticados. Entre os que estão regularmente on-line, 37 por cento acede via telemóvel, 22 por cento faz chamadas de voz ou videoconferências através da Internet e 29 por cento usa serviços de home banking.
No topo da lista das actividades on-line continua, contudo, a troca de e-mails (84 por cento), seguida de perto pela conversação instantânea em salas de chat ou programas como o MSN Messenger (83 por cento).
Sites sociais, como o Hi5 (particularmente popular em Portugal), o MySpace ou o YouTube são destino frequente de 53 por cento dos cibernautas. Um terço dos inquiridos afirma ainda usar a Internet para o envio de documentos oficiais.
Outra novidade indicada pelo relatório aponta uma predilecção pelos leitores portáteis de música digital. São já 71 por cento os lares portugueses onde existe um destes aparelhos, que chega, assim, a tantas casas como o telefone fixo (que tem vindo lentamente a perder terreno, num país onda a taxa de penetração do telemóvel chega aos 122 por cento).
Um terço dos inquiridos afirma ainda usar a Internet para o envio de documentos oficiais.
Números 4 265 860: Acessos telefónicos fixos no segundo trimestre de 2007, o equivalente a uma taxa de penetração de 40 por cento (média da UE 27: 47 por cento)
27%: Taxa de penetração da rede de TV por cabo
1 675 758: Número de clientes do acesso fixo à Internet no terceiro trimestre de 2007; em 2001, eram 466 813
30% das pessoas com ensino até ao terceiro ciclo são utilizadores de computadores; entre pessoas com ensino superior, o valor sobe para 94 por cento
6% dos portugueses são utilizadores regulares do comércio electrónico na Internet; a média da UE27 é 23 por cento
67% dos portugueses utilizam as caixas Multibanco para operações financeiras para lá do levantamento de numerário
9% dos organismos da administração pública central detectaram problemas de segurança informática em 2007
37% dos organismos públicos utilizam programas com software de código aberto
100% dos organismos públicos têm acesso à Internet; 77 por cento destas ligações são de banda larga
458 Escolas têm sistemas de videovigilância - o equivalente a quatro por cento do número total de escolas
9 267 Vagas no ensino superior em 2005/2006 para cursos ligados às tecnologias de informação e comunicação
18% Percentagem dessas vagas ocupadas por mulheres
97% Hospitais com ligação à Internet em 2006
17% Hospitais com ligação à Internet disponível para doentes internados
13,7% dos portugueses com acesso à Internet desenvolvem blogues
fonte INE/UMIC
Portugal é dos países europeus onde empresas e estado mais comunicam on-line Seja para obter informação ou para enviar formulários, as empresas portuguesas usam mais a Internet para comunicar com organismos públicos do que muitas congéneres europeias. E a maioria vai para além da simples consulta de documentação ou troca de e-mails.
De acordo com o relatório da UMIC, duas em cada três empresas em Portugal preenchem e submetem on-line formulários ou impressos (um número que exclui o sector financeiro, onde este indicador atinge os 92 por cento). Esta é, assim, a métrica em que Portugal melhor se classifica em todo o documento: terceiro lugar na tabela da Europa a 25 (onde, em média, apenas 44 por cento das empresas usa a Internet para preencher e enviar documentos), ficando atrás apenas da Finlândia e da Irlanda.
A "comunicação externa com empresas" ocupa, aliás, o terceiro lugar na lista das actividades que um maior número de organismos públicos da administração pública central executa on-line - 65 por cento dos organismos diz comunicar com empresas "muito frequentemente" por este meio (no topo da lista das actividades on-line da administração pública está a procura de informação e a comunicação com cidadãos surge apenas em quinto lugar).
A adopção de tecnologias de informação e comunicação no mundo empresarial é o capítulo em que Portugal mais se consegue aproximar do resto da Europa, estando próximo (mas ligeiramente abaixo) da média em indicadores como o uso de computadores nas empresas, existência de acesso à Internet e acesso a banda larga.
O facto de o conjunto das empresas portuguesas ainda não ter atingido a média europeia e surgir frequentemente na segunda metade dos rankings deste sector deve-se ao facto de Portugal ter uma grande percentagem de empresas de reduzida dimensão, explica o presidente da UMIC, Luis Magalhães.
É precisamente nas pequenas empresas (mais de 10 e menos de 50 pessoas) que as tecnologias de informação e comunicação mais têm dificuldades em penetrar: seis por cento destas firmas não têm computadores, 12 por cento não estão ligadas à Internet e 62 por cento não têm site.
Ao longo dos últimos anos, contudo, os progressos têm sido significativos. Enquanto em 2003, em média, 85 por cento de todas as empresas dos então 15 estados-membros da União tinham Internet, Portugal ficava-se pelos 70 por cento. Actualmente, está nos 90 por cento, quatro pontos percentuais abaixo da média.
Biblioteca Digital do Alentejo não ameaça bibliotecas tradicionais Público | 2007-12-18 | Um fundo documental regional.
Quando muito se reflecte sobre se as bibliotecas digitais são uma ameaça às bibliotecas tradicionais, o director da Biblioteca Pública de Évora afirma que isso "é uma falsa questão", adiantando mesmo que tem "uma certa inveja" de a biblioteca que dirige não ter essa valência, disse José António Calixto, na passada semana, durante a cerimónia de apresentação da Biblioteca Digital do Alentejo.
No entender do responsável, aquela nova plataforma de acesso à cultura e tradições escritas deve ser entendida como "uma ajuda para as bibliotecas físicas e não uma ameaça", afirmando acreditar que de algum modo, com o aparecimento desta nova biblioteca, "as nossas obras sejam mais preservadas porque o seu manuseamento vai ser mais reduzido", bem como "vai despertar o interesse por outras obras existentes na biblioteca pública, saindo assim todos ganhadores deste processo".
"Penso que não há nenhuma contradição entre as bibliotecas digitais, os audiovisuais, a multimédia em geral e o suporte de papel", reafirmou José António Calixto. Aliás, admitiu mesmo sentir alguma "inveja" de não ter este processo digital na biblioteca que dirige, o que se "deve ao facto de nós, enquanto biblioteca pública, não termos recursos, nem possibilidades de o fazer, mas de todo o modo o que interessa é que a informação esteja à disposição do público, independentemente do formato".
Documentos raros Com aproximadamente 350 obras, livres de direitos de autor, já em catálogo e com a previsão de aumentar todos os anos em cerca de 200 unidades, esta biblioteca disponibiliza - em www.bdalentejo.net/ -, livros, monografias locais, estudos e todo o tipo de publicações do século XIX, em grande parte raras, de difícil acesso e muita procura.
Em breve incluirá a possibilidade de consultar jornais, "de forma não só a preservar o produto de uma tradição jornalística local de mais de 150 anos, mas também a proporcionar o acesso a um dos mais importantes registos de memória escrita e fonte de informação sobre a sociedade alentejana dos últimos dois séculos", referiu Ana Rita Costa, coordenadora dos conteúdos.
Este projecto, que deverá rondar um investimento aproximado de 200 mil euros, "caracteriza-se por ser um portal que utiliza tecnologia de ponta, tendo para isso feito um grande empenho em aprender com o que existe hoje de melhor e criando algo que fosse diferente, mas que tenha também muita qualidade e que seja acessível a toda a população com acesso à Internet", explicou o administrador da Fundação Alentejo Terra-Mãe, José Flamínio Roza, acrescentando que tem ainda como horizonte afirmar-se a nível nacional e ultrapassar fronteiras.
Esta Biblioteca Digital do Alentejo (BDA) assume-se como um fundo documental regional em suporte digital, sendo detentora de obras relacionadas com a região e cultura alentejanas que estão disponíveis desde já a todos os interessados.
De acordo com Ana Rita Costa, coordenadora dos conteúdos da biblioteca digital, qualquer pessoa que tenha acesso à Internet pode aceder a esta ferramenta digital, podendo fazer o download de todas as obras que entender consultar. "Contudo, pensamos que os maiores utilizadores da BDA irão ser os estudantes e os investigadores devido às obras e às temáticas que incluímos neste portal."
Este foi o ano de "explosão" dos audiolivros Público | 2007-12-10 | Actores, autores e editores dizem que são um retorno às comunidades orais, a origem da literatura.
As editoras defendem que os audiolivros começam a ganhar o seu espaço no mercado editorial português. Estão nas livrarias, junto aos livros de papel e, em algumas, foram criados postos de escuta.
Em 2007, foram lançados 27 títulos, contra os sete do ano anterior. Existem já duas editoras portuguesas, a Solutions by Heart (desde 2005) e A BOCA (2006) dedicadas exclusivamente aos livros para ouvir e, pelo menos, outras quatro que também os publicam (Assírio&Alvim, Oficina do Livro, MHIJ, 101 Noites). Em Fevereiro, o semanário Expresso aventurou-se neste mercado com a publicação de uma colecção de pequenas histórias com as aventuras de Hercule Poirot e Miss Marple, de Agatha Christie. As editoras dizem mesmo que 2007 foi "o ano da explosão dos audiolivros".
Os livros para ouvir são gravados por actores e locutores famosos, que interpretam as palavras de grandes escritores: Eça e Cesariny ou Sepúlveda e Auster. Actores, autores e editores defendem que são um retorno às comunidades orais, que se reuniam à volta do contador de histórias (a "origem da literatura", dizem).
José Eduardo Agualusa, que lançou, em Novembro, um audiolivro com os seus contos, Passageiros em Trânsito, imagina-se a ouvi-los durante as suas viagens entre Portugal, Angola e Brasil ou quanto está "debaixo de um céu estrelado e sem luz". Outros preferem-nos à música nos rádios dos carros enquanto estão nas filas de trânsito. Outros ainda, aproveitam para ouvir uma história ou um livro de auto-ajuda enquanto arrumam a casa, ou estão na cozinha. E há, ainda, os cegos e os idosos que já não conseguem ler e crianças que se entretêm a ouvir uma história infantil.
As experiências com audiolivros em vinil (nos anos 70 e 80, sobretudo com os contos para crianças) e cassete e CD (com a poesia na década de 90) deixaram de ser pontuais.
Diana e a avó Tina Diana, 29 anos, sai da Fnac do Chiado com alguns embrulhos. Entre eles, o audiolivro de Civilização, de Eça de Queirós, para oferecer à mãe. Diana não procurou nas outras livrarias da Rua Garrett e da Rua Nova do Almada, mas se o tivesse feito, não tinha encontrado muitos títulos. A Bertrand e a Lello&Irmãos não vendem audiolivros. Na Sá da Costa, os títulos de poesia da Assírio&Alvim estão escondidos numa vitrina à entrada. Já na Livraria Portugal, o expositor, apesar de pequeno, está à vista no rés-do-chão, ao fundo. Ali estão os seis títulos da colecção Livros para Ouvir, lançados em finais de Novembro pela 101 Noites, dois de Sepúlveda e um de Auster, da MHIJ editores, e os poemas para crianças de Jairo Aníbal Niño, lançados pel"A BOCA.
"São uma ideia muito interessante", diz Diana, apesar de confessar nunca ter ouvido um. Mas a mãe vai gostar: "É professora e assim pode levá-los para as aulas para que também os alunos os possam ouvir."
Os audiolivros são um produto muito recente em Portugal e apesar de as editoras estarem expectantes, as mais pequenas queixam-se de dificuldades na distribuição. A Solutions by Heart está a abandonar o sistema de consignação nas livrarias e distribuidoras, porque estes "nunca pagam nos prazos contratados", diz Albertina Dias. Além de que as grandes superfícies têm "margens de comercialização e custos de manutenção elevadíssimos", que a sua editora não é capaz de comportar.
Os três fundadores de A BOCA desistiram de bater à porta dos livreiros - "quando lá íamos perguntar pelos nossos audiolivros, não sabiam o que eram", diz Oriana Alves. Resolveram entregá-los a uma distribuidora.
Os preços são competitivos Mas a sua grande aposta é a disponibilização dos audiolivros em MP3 para download no seu site. E esse é um mercado cheio de potencialidades. "Para os jovens", considera a avó Tina, "com os computadores só sei fazer o mais básico". Tina, que nunca ouviu um audiolivro, prefere os de papel: "Com eles imaginamos melhor. E devem ser muito caros, não?". Os preços dos audiolivros competem directamente com os dos livros (entre os 12,51 euros na colecção da 101 Noites a 28 euros pelos Poemas de Mário Cesariny, ditos pelo próprio, da Assírio&Alvim). Os downloads em MP3 rondam os cinco euros. Este suporte não físico permite gravar histórias cada vez maiores. Para a New Age Entertainment editar o Códex 632, foram necessários 16 CD, em 19 horas de gravação pelo actor Ricardo Carriço.
Mas muitos continuam avessos aos audiolivros. Marcelo Rebelo de Sousa exemplifica com alguns amigos, que se sentem "ofendidos" com estes produtos. Mas estes não vão roubar leitores aos livros, contrapõe, antes se "complementam". Esta é, também, a posição da Dom Quixote, que nos finais da década de 80 tentou o lançamento de audiocassetes de clássicos portugueses. "Todos os novos suportes para a divulgação da literatura são bem-vindos", diz Rui Breda, da editora. "E, depois, se gostarem da obra [que ouviram], até é natural que acabem por comprar o livro."
Foi por isso que a 101 Noites desenvolveu o seu projecto de contos a pensar nos estudantes.
Quando em Janeiro os alunos da mãe de Diana voltarem às aulas, talvez tenham a Civilização à sua espera.
CD, MP3... O IPHONE trará novos progressos? Quando começou a cegar, Jorge Luís Borges percebeu que tinha de contratar um jovem para gravar os textos por ele escolhidos. Podia, assim, ouvi-los vezes sem conta. Mas esta ideia não era original.
Muitos anos antes, no início da década de 30, um grupo de veteranos invisuais norte-americanos colocou o seu problema ao Congresso: queriam aceder à literatura, mas não podiam. Conseguiram uma parceria com a Biblioteca do Congresso dos EUA, que começou a gravar os primeiros livros em áudio. A ideia generalizou-se e chegou a outras bibliotecas públicas. Em Portugal, desde 1970 que a Biblioteca Nacional disponibiliza um serviço de audiolivros (lidos por voluntários).
Em 1952, surgiu a primeira editora exclusivamente dedicada aos audiolivros, a Caedmon Records, que tinha como missão gravar poesia dita pelos seus autores. Portugal esperou mais de 30 anos para ter uma editora estritamente dedicada aos audiolivros, a Solutions by Heart, em 2005.
Com as cassetes, nos anos 60, cresceram as vendas de audiolivros: podiam ouvir-se nas filas de trânsito ou enquanto se arrumava a casa. Foi nesta altura que se começaram a gravar as primeiras histórias infantis.
Nos anos 80, a Dom Quixote tentou entrar no mercado dos livros para ouvir - sem sucesso. Entre 1988 e 1989, a editora publicou quatro títulos, de Adolfo Coelho, Mendes Pinto, Cardoso Pires e Castelo Branco. Nos anos 90, foi a vez da Editorial Presença publicar 13 títulos na colecção Poesia Dita.
A introdução dos CD e do mp3 provocaram uma nova revolução. A ficção para adultos conseguiu ultrapassar o sucesso dos livros infantis.
Alguns antevêem novos progressos com o lançamento do IPhone, em 2008. Heike Völker-Sieber, de uma das maiores editoras alemãs de audiolivros, a Hörverlag, é mais céptica: "É preciso ter cuidado porque não sabemos o comportamento das novas tecnologias, também pensamos que os CD se vão manter."
Exemplos de alguns títulos em quatro áreas
De autor best-seller Codex 632 Autor: José Rodrigues dos Santos Voz: Ricardo Carriço Preço: 29,90 Editor: New Age Entertainment Ano de Edição: 2005 Especificações Técnicas: 16 CD Áudio Duração: 19 horas
Infantil Contos Infantis de Hans Christian Andersen, Volume I Autor: Hans Christian Andersen Voz: João Chaves Preço: 15 Editor: Solutions by Heart Notas: Contém um livro para ilustrar Duração: 1h08
Com a voz dos famosos Sempre Amigos Autor: Fialho de Almeida Voz: Eunice Muñoz Colecção: Livros para Ouvir Preço: 12,51 (contém livro) 4,50 mp3 para download Editor: 101 Noites Duração: 1h51 minutos
Poesia Poemas de Mário Cesariny Autor: Mário Cesariny Voz: Mário Cesariny, Agosto 2006 Colecção: Sons Preço: 28 Notas: Contém livro Duração: 58 minutos
Uma aposta para fugir à crise no mercado A 101 Noites escolheu autores leccionados no ensino secundário para cativar os alunos.
Alguns editores portugueses tentam escapar à crise no mercado editorial, segundo as suas próprias palavras, com o recurso aos audiolivros. Para tal, têm apostado na qualidade e experimentação tecnológica e na edição de autores e intérpretes conhecidos.
"Como distinguir os livros dos CD?", perguntaram-se os responsáveis da MHIJ quando decidiram entrar neste mercado com a primeira publicação, há um ano. Apostaram, então, na edição de textos de autores reconhecidos como Luís Sepúlveda, Paul Auster e José Eduardo Agualusa.
A 101 Noites associou a escolha dos autores (leccionados no ensino secundário, para apelar ao interesse dos estudantes), Eça de Queirós, Florbela Espanca, Camilo Castelo Branco, Mário Sá-Carneiro... com a dos intérpretes.
Cada um dos seis contos publicados na colecção Livros para Ouvir é interpretado por actores conhecidos, de diferentes gerações, Eunice Muñoz, João Perry, José Wallenstein, São José Lapa, Alexandra Lencastre e Nuno Lopes.
"Foi deixada total liberdade aos actores para que leiam a história como se estivessem a ler para alguém de quem gostam", explicou Nuno Franco, responsável pela direcção destes actores.
Na BOCA, a gravação dos textos é acompanhada por um sonoplasta que lhes introduz música, alguns sons e ritmos. A Solutions by Heart, que publica diversos livros infantis e técnicos, participa no projecto de audiolivros aumentados, com a Associação para o Desenvolvimento das Telecomunicações e Técnicas de Informática (ADETTI) e o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). Trata-se da construção de modelos 3D para acompanharem os audiolivros. Outros, à semelhança da Caedmon Records, editam a leitura dos textos pelos próprios poetas. Foi o que fez a Assírio&Alvim, em Agosto, com a publicação de Poemas de Cesariny, lidos pelo autor em 2006, pouco antes de morrer.
"Nunca ouvi ninguém dizer poemas como os dizia Cesariny. Fazia do corpo [do texto] o seu corpo. Do gesto os seus gestos", disse José Manuel Santos, director cultural da Fundação EDP, no dia de apresentação de Poemas de Cesariny.
Da Alemanha, que tem um mercado de audiolivros muito forte (são publicados 2000 novos títulos todos os anos) chegam outras ideias. As editoras fazem parcerias com empresas para a divulgação dos produtos: os caminhos-de-ferro alemães, disponibilizam, por exemplo, num dos seus canais de rádio interna, um audiolivro para os passageiros. Em algumas empresas de aluguer de automóveis, no tablier dos carros é colocado um audiolivro para ouvir durante a viagem.
Devemos entrar em pânico quando eles surfam? Público | 2007-11-22 |
O controlo do acesso das crianças à Web é uma questão de bom senso. Proibir-lhes o computador faz tão pouco sentido como deixá-las navegar sem sabermos por onde.
Tomás (nome fictício) tem nove anos. Um dia, no regresso da escola, contou à mãe um incidente que o tinha deixado confuso. Estava na sala de computadores da escola a navegar na Net, quando decidiu espreitar um site que um colega lhe tinha recomendado. "É muito engraçado, vais ver!", tinha-lhe dito. Passados uns minutos, um professor reparou no ecrã do Tomás e "ficou muito atrapalhado", contou o rapaz à mãe. O professor disse-lhe que o site não era para crianças e mandou-o desligar o computador. "Porque é que ele fez isso?", perguntou o Tomás, que tinha ficado preocupado por ter feito uma coisa que obviamente não devia - e não por aquilo que o site continha. A mãe pediu-lhe mais pormenores e ficou a saber que o site estava "cheio de mulheres nuas". Nos dias que se seguiram, foi falar com a professora do filho, que alertou a direcção da escola, que prometeu que iria instalar em todos os computadores um software de filtragem de conteúdos impróprios para crianças. A mãe alertou também os pais do colega que tinha recomendado o site ao Tomás.
O que fazer perante um episódio destes? O que fazer quando sabemos que há redes sociais que alojam mensagens, como a Orkut, que incitam ao suicídio de jovens? Trancar o computador a sete chaves quando não estamos em casa, porque não sabemos lidar com as ameaças vindas do ciberespaço? A estratégia é pouco recomendável, uma vez que veda também os usos lúdicos e educativos da máquina e da Net, que são muitos e bons. Para mais, cria um sentimento de aparente "controlo total" que pode ter consequências negativas. O que impede a criança de aceder aos conteúdos proibidos longe de casa e do olhar dos pais - na escola, em casa de um amigo? Sem esquecer que, quando for adolescente e entrar no YouTube e nas redes sociais como o Facebook ou o MySpace, poderá fazê-lo a partir de qualquer cibercafé.
Para Paulo Veríssimo, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e especialista em questões de segurança informática, o grande problema do uso da Internet pelos mais novos é que há pouca coisa que se possa fazer se não forem dados os primeiros passos. "Os primeiros passos são sociais e estão relacionados com o equilíbrio dos adolescentes e dos jovens".
Várias frentes Não existem soluções à prova de bala; não há nenhuma fórmula mágica que permita aos pais terem a certeza que os seus filhos não estão a ser influenciados por conteúdos negativos ou aliciados por pessoas mal-intencionadas. Mas há formas de exercer uma certa vigilância.
Quando as crianças são pequenas, a filtragem automática dos conteúdos da Web por softwares previstos para o efeito apresenta vantagens óbvias, uma vez que evita que a criança entre sem querer num site cujos conteúdos explícitos a possam chocar: sexo, violência, etc. É um facto que, mal aprendem a ler e escrever, as crianças aprendem rapidamente a fazer pesquisas no Google - e mesmo palavras-chave supostamente inócuas podem transformar-se numa armadilha. Imagine a sua filha, à procura daqueles passatempos interactivos para miúdos que permitem vestir uma boneca, à introduzir a frase "despir bonecas" no motor de pesquisa. Os filtros não são perfeitos, mas ajudam.
O próprio Google permite aliás, na sua configuração, escolher um nível de filtragem apto para todos os públicos. Basta clicar no link das preferências na página principal, em google.com, e escolher se queremos que a pesquisa nos vede os resultados que contêm imagens e texto com sexo explícito ou apenas as imagens (também podemos decidir, claro, ter acesso a tudo).
Paulo Veríssimo é pai de dois rapazes que agora já têm 17 e 20 anos e sempre deixou os seus filhos pesquisar o que queriam na Internet, mas sem nunca se coibir de alertar para o facto de existirem sites que não devem ser visitados. "A tendência tem sido para proibir, pôr mais um filtro e pensar que se resolve assim a situação". Na realidade, nada substitui o acompanhamento das crianças, alerta. "É importante que as pessoas percebam que os filtros não são uma panaceia."
Ingrediente fundamental Um dos ingredientes fundamentais de uma luta bem sucedida contra os perigos potenciais da Web prende-se com algo que é exterior ao computador: o sítio da casa onde ele se encontra instalado. Numa divisão comum, de portas abertas, onde toda a família possa ver o que se passa no ecrã, é sempre possível manter um certo nível de controlo sem que a criança veja isso como uma invasão da sua privacidade (tal como aconteceria se o computador estivesse no quarto dela).
Para os pais mais ansiosos, há uma maneira mais informativa - e simples e discreta - de saber por onde as crianças andaram. Basta seguir-lhes o rasto através do historial do browser, que mantém o registo de várias semanas de navegação (funciona, claro, enquanto elas não souberem que o podem apagar). Bill Gates, presidente da Microsoft, escrevia há uns anos numa crónica que era adepto desta técnica, que lhe permitia detectar os eventuais conteúdos problemáticos que os seus filhos tivessem visualizado. Poder-se-á objectar que se trata de um controlo a posteriori, mas tem outra vantagem: obriga os pais a falar com os filhos se acharem que eles podem ter visto algo que não deviam. Esta comunicação aberta e sem filtros é, em última análise, o método mais seguro para garantirmos que não correm perigo - nem na Web, nem no mundo real.
Programa de computadores para alunos é criticado Público | 2007-11-15 | 119 escolas associadas da AEEP têm ensino secundário. Os alunos e professores do privado não estão a aceder ao programa e-Escolas.
Depois de, desde o início do ano, cerca de 40 mil computadores e acesso à Internet já terem sido atribuídos a alunos do ensino secundário, a professores e a estudantes das Novas Oportunidades, o Governo prepara-se para alargar o programa e-Escolas a outros anos escolares. Será a partir do próximo ano lectivo, anunciou ontem o primeiro-ministro.
Mas o programa tem recebido algumas críticas. Por um lado, para quem é contemplado, não tem sido fácil receber os computadores. Por outro, há quem cumpra os requisitos, mas ainda não teve direito a senha para aceder ao programa; é o caso dos alunos e professores do ensino privado.
De fora têm ficado as escolas do ensino particular e cooperativo, denuncia a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP). Muitas perguntaram às respectivas direcções regionais de Educação o que se passava e as respostas foram muito díspares, conta João Muñoz, da direcção da AEEP.
A associação decidiu pedir um esclarecimento ao secretário de Estado da Educação Valter Lemos. Mas "até à data ainda não recebemos resposta", declara João Muñoz. "Nunca o primeiro-ministro disse que este programa era só para as escolas públicas, nem a publicidade feita pelas operadoras fazem essa referência", acrescenta.
Apesar de a TMN e de a Vodafone remeterem para as entidades governamentais a resposta a esta questão, a Optimus informa que o e-Escolas abrange ensino público e privado.
Anteontem, o PÚBLICO pediu esclarecimentos ao gabinete de imprensa do ministério, mas até ao fecho da edição não recebeu resposta.
Quanto aos alunos e professores do público, há quem se queixe dos atrasos e mesmo da impossibilidade de aceder às páginas de Internet para iniciar o processo. "Estamos em Novembro e os professores pedem-nos para fazer trabalhos e não conseguimos fazer a inscrição", reclama um formando do programa Novas Oportunidades. Apenas a Vodafone refere que a oferta está "temporariamente indisponível", até à próxima semana.
Os prazos para receber os equipamentos, a partir do momento em que os contratos são assinados, varia. Pode ser de uma semana, para a Optimus, de duas, no caso da Vodafone e "reduzidos" para a TMN.
Ontem, o Estado português recebeu um prémio da Toshiba Europa, que reconhece o e-Escolas como o melhor projecto europeu no âmbito da sociedade da informação. Até ao final do ano, as previsões do Governo apontam para que o número de beneficiários suba para 70 mil. A intenção é entregar 200 mil portáteis até 2009. Contudo, a TMN e a Optimus têm disponíveis, para o mesmo período 550 mil computadores. A Vodafone não diz quantos, mas refere que o investimento é "avultado e permite dar um contributo relevante para o sucesso" do projecto.
O e-Escolas "é um programa emblemático do Plano Tecnológico" e actua "em áreas críticas", que permitem "mudar a sociedade", acredita José Sócrates, citado pela Lusa.
Aulas extraordinárias, mesmo Público | 2007-09-21 | Levar um empurrão, ver um filme, desenhar às escuras, ouvir música numa aula de História, ter uma aula dentro do Second Life. Estas são algumas das experiências que os alunos podem quando dão o salto e entram no ensino superior.
Coisas "do outro mundo" Já não são crianças. Na sala de aula o professor já não pede para que abram o manual na página 28, não faz uma exposição da matéria, nem diz o que sai para o teste. Bem-vindos ao ensino superior, onde há professores que dão empurrões, que fazem jogos de palavras, que põem os alunos a desenhar às escuras, que querem por tudo prender a atenção dos jovens, não para os encher de matéria, mas para que abram horizontes, porque - dizem - é sobretudo para isso que serve o ensino superior.
"O objectivo é conseguir que os alunos sejam autónomos, criativos, curiosos e despertá-los para soluções mais complexas e mais ricas", diz Carlos Nogueira, escultor e professor de Desenho da licenciatura de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa.
As primeiras aulas de Desenho são feitas às escuras. Linhas verticais, horizontais, oblíquas... todas feitas na sala de aula escurecida e com vários "materiais riscadores": caneta de acetato grossa, lápis de carvão, pincel. Linhas que, depois de a luz voltar à sala, são anónimas porque os estudantes foram mudando de lugar, à medida que as desenharam.
A exigência do professor causa "estranheza" e "desconforto", também há risos porque os estudantes "acham aquilo do outro mundo". Mas, no final, acabam por sair cansados da sala de aula, pois "o que pode parecer um acto ligeiro, não é". "O que quero é que os alunos não tenham medo de desenhar", explica Carlos Nogueira, que recusa a ideia de que se tem "jeito para o desenho". "É a mão que é comandada pela cabeça e não o contrário", defende.
Há quem não se esqueça da experiência, "os antigos alunos não deixam de falar dessas aulas", orgulha-se Carlos Nogueira.
Jogos e actividades físicas "O que é isto?", pergunta o escultor Jean Campiche aos alunos, na primeira aula. "Isto" é um rectângulo vermelho com uma cruz branca no centro. Invariavelmente, os jovens respondem que é a bandeira da Cruz Vermelha. Errado! É a bandeira da Suíça, que serviu de modelo à da Cruz Vermelha, responde o professor. É também a bandeira do país onde ele nasceu. E a aula continua na Escola Superior de Educação de Santarém.
Virados para uma tela branca, os alunos vêem várias imagens: "A minha terra natal, Genebra; as minhas viagens, atravessei o continente africano de carro, durante um ano; as coisas de que gosto... pintura, escultura..." Deste modo quebra-se o gelo, "permitindo uma relação mais próxima", explica o professor de Escultura e de Publicidade e Marketing do curso de Artes Plásticas e Multimédia.
Feita a apresentação, as surpresas continuam. Porque está um relógio desenhado no quadro? "Para dizer que a noção de tempo é cultural e que, na minha terra só se chega com muito atraso quando morre a mãe!", diz Jean Campiche, queixando-se da falta de pontualidade dos portugueses.
E há ainda tempo para um jogo de palavras. "Por exemplo, eu digo "sueca" e os alunos escrevem três palavras que acham que caracterizam essa nacionalidade. Depois adivinho o que escreveram. Escrevem olhos azuis, branco, frio... Porque o que os jovens põem no papel são os seus preconceitos", explica. E assim se introduz o tema dos conceitos e preconceitos. As actividades "mais físicas" são usadas pelo professor João Vieira da Cunha, da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa para "explicar melhor os conceitos" em cadeiras como Ética e Responsabilidade Social. Na primeira aula, vai vestido de preto dos pés à cabeça - nada de especial - mas também veste uma capa negra. A ideia é criar uma metáfora para realçar o lado negro das organizações. "Há coisas do nosso quotidiano que podemos usar, como simular um encontrão à saída do Metro, para explicar os processos que usamos todos os dias para gerir a nossa identidade", continua Vieira da Cunha.
A utilização de filmes é outro dos segredos para fazer das suas aulas um espaço diferente. Uma sequência do filme Matrix em que uma personagem compara os seres humanos a um vírus que destrói o planeta, pode ser uma boa maneira de introduzir o tema da reciclagem e da necessidade de mudar comportamentos, conta o professor. "Fazer algo com mais piada não é um acto altruísta, também é para nós que tornamos as aulas mais interessantes", diz o professor, que também lecciona nos cursos de MBA e de formação para executivos. "No final de uma aula mais chata penso: "Grande seca que levei de mim próprio!"", brinca João Vieira da Cunha.
Há uma desvantagem em fazer aulas diferentes: a expectativa que se gera nos alunos, com quem tem uma "relação de amor/ódio", porque há quem deteste as suas aulas pois considera que o seu "comportamento não é de sala de aula". Por outro lado, há alunos que não o esquecem e com quem o professor consegue estabelecer uma relação única, como com aquela turma para quem, na última aula do semestre, passou a última cena do filme Clube dos Poetas Mortos e recitou o poema de Walt Whitman, O Captain! My Captain!. "Nunca mais fiz com nenhum outro grupo."
"Nunca estou quieto" A amizade pode ser o segredo para cativar os alunos para Química, uma cadeira que, no 1.º ano, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, não é difícil, admite o professor João Sotomayor. "Desde a primeira aula que ponho os alunos à vontade para que vejam no professor não alguém que passa informação, mas a quem podem recorrer para tirar dúvidas", conta. Por isso, não tem horário para recebê-los, porque está sempre disponível, na escola ou no endereço de correio electrónico.
No primeiro encontro, o professor garante-lhes que, se frequentarem as aulas, vão aprender "algo extra". João Sotomayor pega na actualidade e aplica-a à sua disciplina: qualquer coisa que apareça nos jornais ou a referência a um químico conhecido são os "brindes" com que presenteia os alunos no final da aula.
Nas teóricas, o "truque é a actividade". "Eu em palco nunca estou quieto", exclama. O "palco" é o estrado onde se movimenta, enquanto passa um filme ou um power point, o professor vai e vem ao quadro, onde escreve.
Aula quase virtual Paulo Frias, professor no curso de Ciências da Comunicação, na Universidade do Porto, não usa o quadro para ensinar, mas o Second Life. Na sala de aula, professor e alunos, de computador à frente, entram num mundo virtual e comunicam. O uso desta plataforma "aumenta o grau de concentração" porque os estudantes têm de estar atentos, caso contrário perdem informação; e "é mais desinibidor porque quebra a fronteira professor/aluno", explica o docente.
No Second Life essa fronteira dilui-se quando, à terça-feira à noite, a turma se encontra para falar de "coisas mais genéricas" ou para visitar sítios que os alunos descobriram. "Teletransportamo-nos", conta Paulo Frias, e vamos a uma festa".
Dois alunos por computador no 1.º ciclo em Abrantes Público | 2007-09-16 | Município investe 1,5 milhões de euros e a aposta inclui também parque tecnológico e comunicação electrónica com os munícipes. O autarca gostaria que os alunos não perdessem o contacto com as tecnologias na transição para o 2.º ciclo.
Todos os alunos das escolas do 1.º ciclo do concelho de Abrantes vão dispor ao longo deste ano lectivo de um computador portátil na sala de aula que utilizarão sempre que a situação de aprendizagem o justificar e o professor assim o determine. Este investimento, que terá um custo de 1,5 milhões de euros para o município, é uma das consequências da aposta da autarquia na afirmação da imagem tecnológica do município e que se estende igualmente à estratégia da criação de um parque tecnológico já em curso, uma parceria estreita com a Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) e operações de charme junto de investidores ligados à inovação e às novas tecnologias.
A Câmara de Abrantes decidiu testar a introdução dos computadores nas escolas básicas do primeiro ciclo em 2005, com seis computadores para servir 12 alunos - a relação é sempre de um computador para duas crianças - numa escola rural, na aldeia de São Facundo. Mas a partir daí a aposta nas tecnologias da informação tem crescido exponencialmente de ano para ano. Em 2006, havia já 247 alunos contemplados em 18 salas de aula, em 2007 a distribuição tinha chegado aos 430 portáteis em 46 salas e ao longo do ano lectivo que agora está a começar o total de computadores partilhados atingirá as 738 unidades. Nesta altura, cada um dos 1532 alunos inscritos este ano lectivo nas escolas primárias do concelho terá um computador que partilhará com o seu colega do lado, tal como os seus avós partilhavam o tinteiro no meio das carteiras.
"Cada uma das 35 escolas de todo o concelho, desde a Escola António Torrado no centro da cidade, com 87 computadores, até à mais pequena na aldeia de Bicas, com quatro portáteis, ficará dotada não só com estes suportes tecnológicos, mas também com uma ligação à Internet, tendo sido igualmente criados 38 pontos wireless, para permitir que os computadores estejam interligados numa rede sem fios", afirma o presidente da Câmara de Abrantes, Nelson de Carvalho. O autarca nota, porém, que a utilização dos computadores obedece a regras e "vai ter uma utilização séria e disciplinada, nada de jogos".
Os primeiros passos "Os computadores são utilizados sempre que a situação da aula o justificar e foram escolhidas as versões portáteis pela forma mais facilitada com que podem ser utilizados. Os alunos têm o seu computador ligado, mas o professor pode interagir com eles e ver em cada momento o que estão a fazer", esclarece Nelson de Carvalho. O objectivo é que cada jovem possa dar os primeiros passos na utilização das novas tecnologias, familiarizando-se com situações como o tratamento de textos, o uso do correio electrónico, a realização de trabalhos em PowerPoint, pesquisa de sites na Internet ou o recurso ao Messenger, entre muitas outras.
Apesar de muitas crianças disporem de computador em suas casas, há outras que o não têm e o presidente do executivo abrantino frisa que o seu uso nas salas de aula, além de estimular a pesquisa dirigida para determinados objectivos, ajuda a minimizar as consequências derivadas das diferentes condições económicas das famílias. "Penso que o projecto de introdução dos portáteis nas escolas é, sobretudo, um grande esforço de democratização do ensino, procurando dar as mesmas oportunidades a todos e não deixar criar desde já infoexcluídos, como seriam todas as crianças que, por não disporem de computadores, ficassem ainda mais desfavorecidas em relação aos que facilmente dispõem das suas vantagens", salienta Nelson de Carvalho.
Preocupante, para o autarca, é, posteriormente, a transição dos alunos para o 2.º ciclo, após concluírem o 4.º ano de escolaridade. Nessa altura, os jovens deixam de ter a necessária continuidade nos hábitos de aprendizagem que traziam do 1.º ciclo e podem ressentir-se. Nelson de Carvalho já deu voz a esta preocupação junto das autoridades responsáveis pelo ensino básico, mas a verdade é que as intervenções autárquicas actualmente têm de se confinar aos primeiros quatro anos de escolaridade.
O desafio de Abrantes aos seus mais jovens alunos deve ser integrado numa perspectiva mais alargada e vertical dos investimentos do município nas novas tecnologias e nas indústrias de ponta, a par de uma aposta na comunicação electrónica com os munícipes, que mereceu um destaque da própria Microsoft, que considerou Abrantes como um caso a merecer estudo aprofundado.
"Estamos a desenvolver o projecto de um parque tecnológico, que não pode ser encarado de modo nenhum como de curto prazo, e onde já se encontra a funcionar uma incubadora de empresas, capaz de dar os primeiros apoios à criação de empresas ligadas à inovação e ao ramo alimentar. Há também um laboratório que trabalha com os municípios interessados e que pode proceder a análise das águas ou também dos produtos alimentares", disse Nelson de Carvalho. A aposta é decisivamente em empresas que recorrem a tecnologias avançadas, contando, para tal, com uma parceria com o Instituto Politécnico de Tomar (que integra a ESTA) e com a associação empresarial da região Nersant.
Mais inglês nos 1.º e 2.º anos e novas tecnologias são as grandes apostas Correio da Manhã| 2007-09-12 | Cerca de 1,6 milhões de alunos começam aulas de hoje a segunda-feira, já com professores titulares. Mais inglês nos 1.º e 2.º anos e novas tecnologias são as grandes apostas.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem em Resende, Viseu, o alargamento das aulas de inglês, neste ano lectivo, a cerca de metade dos alunos dos dois primeiros anos do ensino básico (antiga 1.ª e 2.ª classe).
Acompanhado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o primeiro-ministro anunciou a maior oferta do inglês na véspera da abertura do ano lectivo 2007/08, que entre hoje e segunda-feira se inicia para os 1,6 milhões de alunos este ano inscritos, do pré-escolar ao Secundário (10.º, 11.º e 12.º anos).
José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues estiveram em Mouros, São Martinho e Resende, onde assistiram à inauguração de três centros escolares, que recebem 250 crianças vindas de outras 14 escolas, encerradas em quatro freguesias.
E foi em Resende, onde foi aplaudido, que o primeiro-ministro lembrou a promessa eleitoral do ensino de Inglês no 1.º Ciclo escolar. Assim, recordou que "em 2005, não havia inglês no 1.º Ciclo do ensino", comparando com a actualidade quando "100 por cento das crianças tem inglês nos 3.º e 4.º anos de escolaridade", com o acréscimo de "metade dos alunos deste ano nos 1.º e 2.º anos também já poderem ter inglês".
A maior oferta, entusiasticamente descrita pelo primeiro-ministro, traduz um aumento de apenas mais 7% das escolas. Segundo números do próprio Ministério da Educação (ME) foram já 2534 as escolas com aulas de inglês no 1.º e 2.º anos em 2006/07. Estas correspondem a 42,8% das escolas primárias nacionais (5959).
Para que o inglês no 1.º Ciclo seja uma realidade, Sócrates remete para 2008/09, ano em que promete "inglês para todos os alunos nos quatro anos da primária".
Crítico, o secretário-geral da Fenprof (Frente Sindical dos Professores), Mário Nogueira, defendeu ao CM que "para ser rigoroso, o primeiro-ministro deveria explicar que, por estar fora do currículo, só a oferta do ensino inglês vai ser alargada, não a frequência".
Assim, defende, "nem todas as famílias e alunos podem beneficiar da oferta", denunciando "a discriminação" entre "quem pode e não frequentar as aulas", e "maior desigualdade quando chegarem ao 2.º ciclo [antigo Preparatório] e a disciplina for obrigatória".
O CM ainda tentou obter uma reacção da FNE (Federação Nacional de Educação), mas o secretário-geral, João Dias da Silva, revelou-se incontactável até ao fecho de edição.
Chuva de Ministros O Governo vai estar hoje em peso nas escolas, para uma acção de campanha de entrega de computadores a professores e alunos. José Sócrates vai à Quinta do Marquês (Oeiras) e a ministra da Educação vai à Escola Francisco de Holanda (Guimarães). O ministro da Defesa vai a Elvas, o da Justiça a Leiria, o da Administração Interna visita uma escola em Corroios (Seixal) e o da Economia vai a S. J. da Madeira.
34 mil querem portáteis Mais de 64 mil professores e alunos estão pré-inscritos para receberem computadores portáteis, no âmbito da generalização do acesso a computadores pessoais e internet de banda larga, sendo os primeiros 2000 entregues hoje. Todas as escolas, anunciou José Sócrates, serão dotadas de novas redes de internet de banda larga, nomeadamente com cobertura por rede sem fios (wireless).
Titulares estreiam-se As escolas vão contar a partir de hoje e pela primeira vez, com cerca de 32 mil professores titulares, docentes com mais experiência e formação que vão assegurar as funções de coordenação e supervisão.
Na sequência da revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), a profissão ficou dividida nas categorias de professor e professor titular, tendo sido providos no primeiro concurso de acesso um total de 32 599 docentes.
José Sócrates promete Internet em banda larga em todas as escolas Público | 2007-09-12 | 1,6 milhões de alunos do pré-escolar ao secundário regressam às aulas entre hoje e segunda-feira, iniciando um novo ano lectivo que regista um aumento de matriculados.
Pouco tempo depois de o Governo ter entrado em funções, José Sócrates ouviu da ministra da Educação uma história que, diz, o levou a tomar decisões. Maria de Lurdes Rodrigues tinha ido a Bragança a uma aldeia onde havia uma escola frequentada apenas por três alunos, dois dos quais iam reprovar, e que tinha já mudado três vezes de professor nesse ano. "Nunca esqueci essa história (...) e foi nessa altura que, em conversa com a senhora ministra da Educação, decidimos que não podíamos esperar mais e que o país já tinha perdido demasiado tempo, sendo complacente com essas situações", recordou ontem o primeiro-ministro na cerimónia de inauguração do centro escolar de S. Martinho de Mouros, no concelho de Resende, que assinalou a abertura oficial do ano lectivo.
Satisfeito com o modelo de escola que encontrou, Sócrates falou com as crianças, trocou impressões com professores, ficou rendido com os quadros interactivos (foi feita uma demonstração) colocados em todas as salas de aula, elogiou o presidente da Câmara de Resende, António Borges, e ainda teve tempo para anunciar que todas as escolas do país vão ser dotadas de novas redes de Internet de banda larga, nomeadamente com cobertura por rede sem fios. "Vamos reorganizar as redes de banda larga que já temos nas nossas escolas de modo a alargar os locais onde se pode aceder à Internet e isso inclui rede sem fios", revelou o primeiro-ministro, adiantando que já há equipas da PT a percorrer o país para tornar possível que este projecto esteja à disposição de todas as escolas do país no próximo ano.
Declarando que a população de Resende tem razões para estar orgulhosa por ter "uma das melhores escolas do país", Sócrates frisou que "é nos primeiros anos de vida das crianças que se constroem os percursos educativos - os falhanços escolares no início condicionam toda a vida". E justificou que foi "em nome do futuro de Portugal e das crianças de Portugal" que o Governo encerrou escolas.
"Vim aqui para mostrar este centro como um exemplo para o país", disse, anunciando que "metade das crianças que se inscreveram este ano no primeiro e segundo anos do 1.º ciclo do básico já terão Inglês e que no próximo ano lectivo, nos quatro anos da antiga escola primária [actual 1.º ciclo do ensino básico], haverá Inglês para todas as crianças em Portugal".
Antes de elogiar o presidente por ter feito da educação uma prioridade do seu mandato, Sócrates desafiou os municípios a seguirem o exemplo da Câmara de Resende. Para António Borges, ficaram palavras de gratidão pelo "contributo que deu à política educativa nacional". "Tenho muita experiência em visitar escolas e sempre aprendi que nos sítios onde há uma boa escola primária é porque há também um bom presidente da câmara", disse.
Um pouco antes, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tinha também declarado que "o novo centro escolar simboliza aquilo que o Governo quer fazer em todo o país no ensino básico".
Já António Borges realçou a determinação do Governo relativamente a este projecto, assegurando que a nova escola comunga daquilo que são as políticas do Governo nesta matéria. "O que está aqui em causa não é mais do que o prosseguir de uma política de igual numa sociedade tão desigual quanto é a nossa. Nós procuramos aqui políticas de igualdade de acesso, de tratamento e de condição. É isto que nos diferencia dos outros", observou, revelando que o centro escolar de Resende será frequentado por 250 alunos.
Entretanto, ontem ficou a saber-se que mais de 64 mil professores e alunos estão pré-inscritos para receberem computadores portáteis, no âmbito da generalização do acesso a computadores pessoais e Internet de banda larga, sendo os primeiros dois mil entregues hoje no arranque do ano lectivo.
Fenprof critica "show mediático" de Sócrates O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou ontem José Sócrates pelo "show mediático que, eventualmente, se vai repetir diariamente até dia 17 [início das aulas]", acusando o Governo de, ao contrário do que anuncia, tomar medidas que "agravam as condições de trabalho nas escolas", "promovem o desemprego dos professores" e conduzem "à elitização e privatização do ensino público."
As declarações de Mário Nogueira foram proferidas ontem, em conferência de imprensa, um dia depois de o primeiro-ministro ter anunciado a diminuição do número de chumbos no secundário e o aumento de alunos matriculados no sistema de ensino. Para o primeiro-ministro, estes são sinais da eficácia das medidas tomadas nos últimos dois anos e meio. Para Mário Nogueira, os resultados não são mais do que o fruto de alterações "conjunturais", com o essencial das políticas do executivo a representarem um "retrocesso."
A questão do desemprego, que atinge milhares de professores, foi um dos exemplos apontados como um problema que resulta de "medidas deliberadamente tomadas" pelo Governo. O problema estende-se ao ensino superior, agravado pelo facto de estes profissionais não terem direito ao subsídio de desemprego. "Lançamos o desafio ao grupo parlamentar do PS para que assuma os compromissos que tomou quando era oposição e avance com a criação do subsídio", defendeu.
O secretário-geral criticou ainda o encerramento "indiscriminado de milhares de escolas do 1.º ciclo, em inúmeros casos com grandes sacrifícios para as crianças, obrigadas a deslocações de uma hora". E ainda o que considerou ser a "exploração completamente inaceitável de dezenas de milhares de professores desempregados que são atirados para os braços de empresas sem escrúpulos", responsáveis pelo recrutamento de monitores para as actividades de enriquecimento curricular.
O mal-estar nas escolas - continuou - só não é mais visível porque é "muitas vezes silenciado pelos próprios professores e órgãos de gestão que sabem que a consequência de falar é uma chamada de atenção ou a deslocação do inspector à escola".
Num momento em que decorrem as negociações para a regulamentação do Estatuto da Carreira Docente, a Fenprof afasta para já o cenário de manifestações ou greves, tendo apenas aprovado uma campanha de valorização pública da imagem social dos professores, a realização de uma iniciativa cultural no Coliseu dos Recreios de Lisboa, assinalando o Dia Mundial do Professor (5 de Outubro) e a participação na manifestação de 18 do mesmo mês convocada pela CGTP.
Menos chumbos no secundário e mais alunos nas escolas Público | 2007-09-11 | Primeiro-ministro promete Inglês para todos os alunos do 1.º ano do básico e refeições no universo das escolas do 1.º ciclo em 2008
José Sócrates não tem grandes dúvidas e acredita que em 30 anos de democracia nunca houve em Portugal tantas mudanças no sector da Educação como nos últimos dois anos e meio. E que os resultados, "encorajadores", já estão à vista, mostrando que as medidas tomadas vão no "caminho certo."
Desde logo, anunciou ontem na cerimónia em Caparide que assinalou a assinatura dos primeiros contratos de autonomia com 22 escolas (ver texto nestas páginas), porque o insucesso no ensino secundário caiu cerca de 10 por cento entre 2005/2006 e 2006/2007. "No ano lectivo que passou o número de alunos que passaram no 10.º ano foi muito superior ao do ano anterior. E o mesmo aconteceu no 11.º e no 12.º", adiantou, sem contudo precisar números concretos, que serão anunciados mais tarde.
Os últimos dados divulgados pelo gabinete estatístico do Ministério da Educação respeitam a 2004/2005 e permitem constatar que esta evolução positiva já se verifica desde 2001, embora de forma menos acentuada. Pelos números ontem divulgados, a taxa de transição no ensino secundário terá ficado bem acima da fasquia dos 70 por cento no último ano lectivo. Em 2004/2005, foi de 66,8 no ensino público.
O grande falhanço acontece no 12.º ano, com metade dos alunos a chumbar. O facto de, no passado ano lectivo, os estudantes dos cursos tecnológicos, com resultados tendencialmente piores, terem deixado de ser obrigados a fazer exames nacionais para concluir o secundário pode ajudar a explicar a melhoria dos resultados neste nível de ensino.
Computadores baratos Mas para o primeiro-ministro há outro indicador que comprova o aumento de eficiência do sistema de ensino. "Em dez anos, entre 1995 e 2005, passámos a gastar o dobro do dinheiro em educação, tivemos mais professores, menos alunos e mantivemos os números do insucesso e abandono escolar. Nos últimos dois anos, tivemos menos professores, não gastámos mais dinheiro e vimos aumentar finalmente o número de alunos", congratulou-se.
Em 2006/2007 houve um aumento de 21 mil inscritos, este ano a subida vai ainda ser maior, anunciou Sócrates, apontando como causa a aposta que tem sido feita na oferta de cursos de carácter mais profissionalizante.
Em relação a outras das apostas do Governo - a modernização tecnológica das escolas e do processo de ensino -, o primeiro-ministro revelou que 70 mil professores já se inscreveram para a aquisição de computadores portáteis e Internet de banda larga a custos muito reduzidos.
Foram ainda anunciadas novidades para 2008 como a generalização do Inglês para os alunos logo a partir do 1.º ano do 1.º ciclo (actualmente a obrigatoriedade de oferta limita-se aos 3.º e 4.º anos) e a oferta de refeições em todas as escolas deste nível de ensino.
Depois seguiu-se mais um elogio público a uma das ministras que mais contestação tem sofrido nas ruas. "Queria dizer, em meu nome e dos membros do Governo, o quanto apreciamos a sua acção no ministério", declarou Sócrates no final.
Segundo o Governo, a autonomia é um instrumento que permitirá prestar um serviço público de qualidade a Com quase um ano de atraso face ao previsto, 22 agrupamentos e escolas assinaram ontem com o Ministério da Educação os primeiros contratos de autonomia, válidos por três anos. Estes estabelecimentos públicos de ensino passam a gozar de maior independência em relação aos demais na gestão dos seus recursos humanos, financeiros e pedagógicos.
Poderão, por exemplo, gerir com mais liberdade o seu orçamento, os horários e constituição de turmas, atribuir horas aos professores para determinados projectos ou antecipar a contratação de docentes pelo próprio estabelecimento de ensino.
Em troca, comprometem-se a cumprir as metas que definiram, designadamente em termos da melhoria dos resultados dos alunos e diminuição do abandono. "Na semana em que se iniciam as aulas e as famílias confiam às escolas as suas crianças, este é também o momento de o Governo fazer a sua declaração de confiança nas escolas com a celebração destes contratos", declarou ontem José Sócrates, que participou depois numa discussão à porta fechada com presidentes dos conselhos executivos. O primeiro-ministro lembrou que estes contratos estão previstos na lei desde 1998 mas que até agora apenas uma escola tinha assinado um. E que não se trata de compromissos "vagos" mas que obrigam ao cumprimento de objectivos por parte de escolas "que não têm medo da avaliação externa". Em 2007, outras 100 passaram pelo mesmo processo de avaliação - os relatórios estão disponíveis em http://www.ige.min-edu.pt/%5FPT/ - mas não se sabe quando serão assinados mais contratos. Para a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, a autonomia é um instrumento que irá permitir "a prestação de um melhor serviço público de qualidade", a partir do momento em que se associa o seu aprofundamento à melhoria dos resultados. I.L.
A ministra da Educação e o primeiro-ministro assinalam hoje a semana do arranque do ano lectivo - as aulas terão de iniciar-se em todas as escolas entre amanhã e a próxima segunda-feira - inaugurando o Centro Escolar de S. Martinho de Mouros, em Resende. As novas instalações vão albergar mais de 250 crianças, muitas das quais oriundas das nove escolas do 1.º ciclo e cinco jardins-de-infância que fecharam portas no concelho por causa do reduzido número de alunos. Em todo o país são menos 900 em funcionamento face ao passado ano lectivo.
Câmara do Porto leva para as escolas novas tecnologias | 2007-08-17 | O vereador com o pelouro da Educação, Vladmiro Feliz, quer instalar "um ambiente do século XXI na sala de aula".
fUm quadro interactivo em todas as escolas de ensino básico e dois projectos-piloto para a introdução de ambientes totalmente virtuais nas salas de aula são alguns dos projectos da autarquia para o próximo ano lectivo. O anúncio foi feito ontem pelo vereador da Educação, Vladmiro Feliz, que visitou as obras de requalificação em curso em três escolas da cidade, num investimento que soma 1,4 milhões de euros.
Foi no recreio da escola do Covelo, ao lado dos pilares para a futura cantina e espaço para as aulas de Educação Física, que Vladmiro Feliz falou dos projectos para o próximo ano lectivo. Assim, o autarca lembrou que se prevê a conclusão das intervenções em curso nas escolas da Torrinha e Falcão que contemplam acções que vão desde a melhoria das acessibilidades até a reabilitação de coberturas, caixilharias e pavimentos dos edifícios, entre outras iniciativas. No caso do Covelo a obra vai prolongar-se para além do ano lectivo, prevendo-se que a nova cantina só abra as portas em Janeiro de 2008. Vladmiro Feliz fez questão de lembrar que a estas acções orçadas em 2,4 milhões de euros soma-se ainda a factura de cerca de 600 mil euros destinada a obras de manutenção no parque de escolas sob a alçada da autarquia e que totaliza 55 estabelecimentos de ensino básico.
Mas, frisou o autarca, a intervenção da câmara quer "ir além da manutenção e reabilitação do edificado". Assim, o vereador anunciou a colocação de quadros interactivos em todas as salas de aula do quarto ano dos estabelecimentos de ensino básico. A acção envolverá mais de 60 salas. Por outro lado, Vladmiro Feliz já terá uma candidatura aprovada para um investimento de 600 mil euros que permitirá desenvolver projectos-piloto de introdução de ambientes lectivos totalmente virtuais. "Teremos salas com computadores, com ligação de banda larga ao exterior e quadros interactivos para experimentar um modelo que depois vamos alinhar ou replicar. Queremos instalar um ambiente do século XXI na sala de aula", referiu, acrescentando que ainda não foram escolhidas as escolas que deverão acolher estes programas inéditos. "Faremos uma consulta informal para perceber quem são os professores mais receptivos a uma proposta", adiantou, apontando para "professores campeões".
O vereador de Educação aproveitou ainda para reafirmar a decisão de encerramento da escola de 1.º ciclo do Aleixo, tal como previsto na Carta Educativa. "Somos contra soluções que confinam as crianças em guetos. Tínhamos apenas cinco inscrições para o primeiro ano. É uma escola que fecha num cenário que prevê a abertura de 81 novas salas de aula de 1.º ciclo e 23 salas de jardim-de-infância", frisou. E, reagindo aos protestos, o autarca lamentou a politização do caso e as críticas "reactivas" de quem não apontou "nenhuma alternativa ao longo dos anos".
Plano Tecnológico da Educação aprovado em Conselho de Ministros Lusa| 2007-08-16 | "Queremos criar condições de igualdade entre todas as escolas", afirmou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, na conferência de imprensa realizada no final da reunião semanal do Conselho de Ministros.
Segundo a ministra da Educação, além da modernização tecnológica das escolas do 2.º e 3.º ciclo dos ensinos Básico e Secundário, o plano também dará às escolas a possibilidade de "desburocratizarem" alguns actos, como as matrículas, as compras para as cantinas e papelarias, além de "facilitar o contacto entre as escolas e as famílias" e dar melhores condições de segurança.
Já em Setembro, na abertura do ano lectivo, todas as escolas vão receber quadros interactivos, um computador de suporte e videoprojectores, adiantou Maria de Lurdes Rodrigues. "O reforço de computadores portáteis também vai continuar", acrescentou. Por outro lado, arrancará também a instalação de redes locais que permitam o acesso à Internet em todos os pontos das escolas. "A partir do final do primeiro trimestre esperamos já ter resultados do programa de redes locais. É o programa mais urgente", sublinhou a ministra da Educação, recordando que "mais de 65% dos alunos não tem acesso a um computador e à Internet em casa".
O Programa Tecnológico da Educação, que deverá estar concluído em 2010, tem como principais objectivos atingir o rácio de dois alunos por computador com ligação à Internet, garantir em todas as escolas o acesso à Internet em banda larga, a criação do cartão electrónico para todos os alunos e a disponibilização de endereços electrónicos a todos os alunos e docentes.
Conforme adiantou ainda Maria de Lurdes Rodrigues, o Plano Tecnológico da Educação estrutura-se em três eixos de actuação principais: tecnologia, conteúdos e formação. No "eixo tecnologia", um dos projectos-chave a implementar é o "kit tecnológico escola", que visa dotar todas as escolas de um número adequado de computadores, impressoras, videoprojectores e de quadros interactivos. Ainda no "eixo tecnologia" está prevista a ligação de todos os computadores das escolas através de banda larga de alta velocidade, a criação de "redes locais" e a dotação da totalidade das escolas com sistemas de alarme e videovigilância.
No "eixo dos conteúdos", um dos projectos-chave é o "Mais-Escola.pt", que visa promover "a produção, distribuição e a utilização de conteúdos informáticos nos métodos de ensino", como, por exemplo, a criação da sebenta electrónica.
Outros dos projectos deste eixo é a "Escola Simplex", que tem como objectivo a aumentar a eficiência da gestão e comunicação entre os agentes da comunidade educativa, bem como generalizar a utilização de sistemas electrónicos de gestão de processos e de documentação.
Relativamente ao "eixo formação", os projectos-chave são a formação e certificação de competências em Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), que visa promover a formação dos agentes da comunidade educativa.
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, a coordenação do Plano Tecnológico da Educação, que custará cerca de 400 milhões de euros e será financiado entre 70% a 85% por fundos comunitários, será feita por um conselho de gestão que irá integrar os dirigentes máximos dos organismos centrais e regionais do Ministério da Educação e outras estruturas ministeriais relevantes para a sua execução.
Comunicado do Conselho de Ministros de 16 de Agosto de 2007 I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, o seguinte conjunto de diplomas tendente à aprovação e concretização do Plano Tecnológico da Educação:
1. Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano Tecnológico da Educação e estabelece a respectiva estrutura de coordenação.
Esta Resolução aprova o Plano Tecnológico da Educação, instrumento estratégico para a modernização tecnológica das escolas, tendo em vista (i) reforçar e actualizar o parque informático na maioria das escolas portuguesas, aumentar a velocidade de ligação à Internet e construir redes de área local estruturadas e eficientes; (ii) desenvolver uma estratégia coerente para a disponibilização de conteúdos educativos digitais e para a oferta de formação e de certificação de competências em tecnologias da informação e da comunicação (TIC) dos professores; e (iii) adoptar um modelo adequado de digitalização de processos que garanta a eficiência da gestão escolar.
Para orientar a execução e o acompanhamento das medidas de política do Plano Tecnológico da Educação, com a ambição manifesta de colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados ao nível da modernização tecnológica do ensino, foram definidos os seguintes objectivos para o período 2007-2010: - Atingir o rácio de 2 alunos por computador com ligação à Internet;
- Garantir em todas as escolas o acesso à Internet em banda larga de alta velocidade de, pelo menos, 48Mbps;
- Cartão electrónico para todos os alunos;
- Massificar a utilização de meios de comunicação electrónicos, disponibilizando endereços de correio electrónico a 100% de alunos e docentes;
- Assegurar que 90% dos docentes vêem as suas competências TIC certificadas;
- Certificar 50% dos alunos em TIC.
O Plano Tecnológico da Educação estrutura-se em três eixos de actuação principais - Tecnologia, Conteúdos e Formação -, no quadro dos quais é desenvolvido um conjunto de projectos-chave que visam dar resposta aos factores inibidores da utilização de tecnologia no ensino em Portugal que foram identificados no relatório de diagnóstico. Transversalmente a estes eixos, são desenvolvidas iniciativas no sentido de ultrapassar os constrangimentos observados ao nível do investimento e do financiamento.
São projectos-chave a implementar:
No Eixo Tecnologia - Kit Tecnológico Escola: visa dotar todas as escolas de um número adequado de computadores, de impressoras, de videoprojectores e de quadros interactivos, com o objectivo, nomeadamente, de atingir o rácio de 2 alunos por computador em 2010, bem como assegurar um videoprojector em todas as salas de aula e um quadro interactivo em cada 3 salas de aula;
- Internet em Banda Larga de Alta Velocidade: visa assegurar que todos os computadores nas escolas têm ligação à Internet de banda larga com velocidade, progressivamente, de 4Mbps em 2007 e 48Mbps em 2010, e que o rácio de alunos com ligação à Internet de banda larga seja 2:1 em 2010;
- Internet nas Salas de Aula - Redes de Área Local: visa promover a utilização de tecnologia nos processos de ensino e de aprendizagem, assim como na gestão de processos administrativos, dotando as escolas de uma infra-estrutura de redes de comunicação que suporte a utilização de tecnologia e de Internet de forma segura e ubíqua;
- Cartão Electrónico do Aluno: visa dotar todas as escolas de plataformas de cartão de aluno até ao segundo trimestre de 2008, bem como aumentar a segurança nas escolas, assegurando a disponibilização de funcionalidades de controlo de acessos e de porta-moedas electrónico, e a eficiência dos processos de gestão, assegurando a implementação generalizada de plataformas compatíveis entre si e que permitam o acompanhamento do registo do alunos ao longo do seu ciclo de vida na escola;
- Videovigilância: visa aumentar a segurança de pessoas e de bens, dotando todas as escolas de sistemas de alarme e de videovigilância e assegurando a implementação de um modelo de monitorização e de intervenção eficiente que salvaguarde a integridade dos equipamentos.
No Eixo Conteúdos - Mais-Escola.pt: visa promover a produção, a distribuição e a utilização de conteúdos informáticos nos métodos de ensino e aprendizagem (ex: exercícios, manuais escolares, sebenta electrónica, etc), encorajar o desenvolvimento do portfólio digital de alunos, promover novas práticas de ensino, minimizar a info-exclusão, disponibilizando conteúdos e ferramentas que tornem viável o ensino à distância, bem como desenvolver a articulação entre a escola e o mercado de trabalho (ex: integrando funcionalidades como bolsas de emprego);
- Escola Simplex: visa aumentar a eficiência da gestão e da comunicação entre os agentes da comunidade educativa, generalizar a utilização de sistemas electrónicos de gestão de processos e de documentação e melhorar o acesso à informação escolar.
No Eixo Formação - Formação e Certificação de Competências TIC: visa promover uma eficiente formação em TIC dos agentes da comunidade educativa e a utilização das TIC nos processos de |